Quinta-feira da Espiga
Quinta-feira da Ascensão
É para esquecer a fadiga
E cumprir a tradição
É feriado municipal
Um dia de caminhada
Pelo campo ou meio rural
Sempre de forma empenhada
O ramo há que compor
Com tudo a que tem direito
Papoilas que simbolizam amor
Daquele que se guarda no peito
Malmequeres são riqueza
Espigas de trigo são pão
O melhor da natureza
Junto na nossa mão
A paz da oliveira
A saúde do alecrim
A alegria da videira
Para completar o festim
Se a preguiça falou mais alto
E não há ramo à sexta-feira
Podem sem sobressalto
Arranjá-lo de outra maneira
Ou, então, tal como eu
Deixem tudo onde está
Acredito que o que tiver que ser meu
Cedo ou tarde virá
As flores, ao campo, pertencem
Não temos que as arrancar
Mesmo quando nos convencem
Que é para a nossa vida prosperar
E a tradição não quebrar...
Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto
Gostei!
ResponderEliminarÉ isso mesmo, uma tradição a não deixar que se perca
ResponderEliminarPor aqui também fomos à espiga e fizemos o nosso raminho que já esta atrás da porta com a moeda e o pão até ao ano que vem, Se Deus Quiser
Aqui por estes lados limitei-me a fotografar
ResponderEliminarMas tenho pena porque as papoilas, coitadas, com o vento, estão todas feridas, sem folhas, enrugadas ou vergadas.
Foi um belo feriado!
ResponderEliminarMuito bom, Marta! Gostei do respeito.
ResponderEliminarBeijinho, bom fim de semana
ResponderEliminarAdorei o texto e a decisão de deixar «tudo onde está».
Uma semana muito feliz Marta.
Ficam melhor lá a enfeitar os campos que, este ano, estão maioritariamente em tons de amarelo e roxo
ResponderEliminarObrigada!
ResponderEliminarBeijinhos e continuação de boa semana