
... o fim.
Não foi a primeira vez que essa decisão foi tomada.
Mas será, certamente, a definitiva.
Foram muitas as tentativas, as oportunidades, a esperança, de as coisas ainda darem certo.
De tudo melhorar.
Apenas para chegar à mesma conclusão de sempre: a de que a nossa, cada vez maior, incompatibilidade, em termos de feitios, personalidades, objectivos, forma de estar na vida e de encarar uma relação, impossibilita qualquer relação entre nós.
Não nos entendemos, e acabamos por entrar num estado de saturação, de acumulação de coisas que, de um momento para o outro, saem em catadupa, em tom, e de forma, nada simpáticos.
A rotina levou-nos a melhor.
Éramos conhecidos a partilhar uma casa.
Depois de alguns desentendimentos camuflados tivemos, este domingo, "a tal conversa".
A constatação.
O pôr em palavras aquilo que ambos pensávamos.
O dizer em voz alta aquilo que andávamos a silenciar.
E, se é para terminar, que seja a bem.
Claro que, e quem já passou por isso pode confirmar, não é fácil.
É uma mistura de alívio, porque estava a ser desgastante para ambos, com frustração, por mais uma relação que não resultou.
É aquela sensação de paz e sossego, por estar sozinha, misturada com o receio de não gostar de, a longo prazo (e é o mais certo de acontecer), ficar sozinha.
É saber que não vale a pena estar juntos, se não somos felizes assim, e tristeza, por não termos conseguido dar a volta.
É o achar que, talvez, quem sabe, não morando juntos, as coisas venham a ser de outra forma e, logo a seguir, a certeza de que nunca será possível e que, enquanto relação amorosa, é o fim.
É o pensar que, apesar disso, ficamos amigos e, no instante seguinte, até isso parecer difícil. Até porque acredito que o afastamento vá sendo cada vez maior, até para não trazer lembranças, ou porque há que distanciar para seguir em frente.
É olhar lá para a frente, e pensar que aquele sonho de viver juntinho com alguém até ao fim dos dias, alguém com quem partilhar alegrias, tristezas, momentos, parvoices, pode não se vir a concretizar.
Ainda assim, é acreditar que o que tiver que ser, será. Que o que estiver guardado para mim, será meu.
Sem stress, sem pressas, sem sofrer por antecipação.
O que é difícil, porque não sou propriamente uma pessoa optimista.
Mas, agora, há que fazer o luto.
Há que pôr ordem estes sentimentos todos que por aqui andam, o nó na garganta, o estômago embrulhado, o adaptar-me à nova realidade.
E viver um dia de cada vez.
Porque, queiramos ou não, a vida segue...
A vida segue.! E nós também..
ResponderEliminarEu levo-te mais uns anos..Foram 28 anos..
E um dia a porta tinha que se fechar..Nem tao pouco dava para ficar so no trinco..
Ha coisas que nao se podem resgastar nunca mais..
Vais ficar bem acredita.E preciso renascer de novo, mas vais ficar bem.
Um beijinho!
Um abraço "virtual" mas sentido
ResponderEliminarObrigada pelas palavras!
ResponderEliminarAcredito que sim.
Já o fiz uma vez, quando o casamento com o pai da minha filha acabou. É mais uma. Mas parece que cada vez custa mais. Até porque esta última relação durou mais. E a idade já não é a mesma. Vêm muitos pensamentos negativos à cabeça.
Beijinhos
Obrigada
ResponderEliminarÉ deixar as coisas fluírem. O tempo encarrega-se de pôr tudo nos sítios certos.
ResponderEliminarAs tempestades nunca são para sempre e somos muito mais fortes do que pensamos.
Verdade, Maria!
ResponderEliminarEu por acaso, defeito, feitio ou o que quer que seja, tenho uma tendência a, durante a tempestade em si, manter-me forte e aguentar. E depois, quando ela passa, é que caio (ou me permito cair)!
Mas sim, não adianta querer forçar e adivinhar o futuro.
Obrigada pela visita e palavras
Esse "quando ela passa, é que caio" acho que nos acontece a todos ou quase todos.
ResponderEliminarMas como sabemos que acontece, é irmos "trabalhando" durante a tempestade para esse pós-tempestade custar menos.
Até breve!!
Apesar de difícil, há momentos em que é preciso tomar decisões, até porque também é difícil persistir na situação.
ResponderEliminarVai correr tudo bem, Marta!
Muito de bom está para chegar!!
ResponderEliminarBeijinhos!
Espero que sim
ResponderEliminarSenão ainda acabo a velha rezingona dos gatos.
Beijinhos!
Acho que é isso mesmo, a pessoa vai persistindo, deixando andar e arrastar, porque tomar aquela decisão é difícil e porque, uma vez tomada, não tem volta.
ResponderEliminarAgora é dar tempo e esperar o que ainda me estará reservado nesta vida.
Beijinhos e obrigada!
Claro que não...
ResponderEliminarUm coração doce e uma alma leve transparece sempre!!
Sei do que falas também..mas nunca te percas de ti..do teu verdadeiro eu..Sobretudo valoriza-se e prioriza-te estejas sozinha ou acompanhada..
ResponderEliminarUm beijinho
Infelizmente cada vez se tornam mais recorrentes as separações.
ResponderEliminarObrigada pela visita e palavras
Um cliché, eu sei: "O tempo é o melhor remédio!" E é mesmo. Aproveitar os momentos a sós. Gostarmos de nós próprias é importante ante de partir para uma nova relação. Descobrirmos um novo eu. Há coisas muito entusiasmantes quando estamos sozinhas e também existem dias de caca que não queremos ter, mas tudo faz parte do nosso equilíbrio emocional. Também gosto do acreditar: "O que tiver de ser será!" Dá leveza ao coração para seguir e estar atenta aos sinais que a vida nos vai dando. Força! Todos nós passamos por desencontros e desamores. E todos nós temos segundas oportunidades na vida. Vai correr tudo bem!
ResponderEliminarMarta, estou aqui![
ResponderEliminarSim, são clichés mas muitas vezes reais
ResponderEliminarJá passei por esta situação uma vez.
Acreditamos sempre que não vai voltar a acontecer.
É mais uma prova a superar.
Não adianta uma pessoa estar a preocupar-se com o que ainda estará por vir, embora, de vez em quando, seja inevitável pensar no futuro.
Obrigada pela visita e comentário
A vida segue.
ResponderEliminarQue remédio
ResponderEliminarDeve doer, mas tu importas, o teu bem estar importa, o resto é caminho para andar.
ResponderEliminarUm beijinho
Sim, embora ache que ainda estou meio atordoada e a dor ainda não chegou de forma aguda. Como quando caímos, ou nos magoamos. Na altura, está a quente, nem sentimos muito. Quando arrefece, é que vem a dor com força.
ResponderEliminarBeijinhos e obrigada!
Marta,
ResponderEliminarlamento a situação. Todavia viver sempre em contraciclo não é nada bom.
Muitos não teriam a tua coragem!
Agora o que importa é que a filha perceba que há dores impossíveis de manter.
A felicidade nem sempre faz o caminho que pensámos. Ou como ouvi algures: nunca temos o que queremos, mas sempre o que precisamos.
Força, muita coragem e faca nos dentes para ir à luta!
Se necessitares conta com a gente. Sabes... tenho um grupo de uotessape só com malta da blogosfera. Se quiseres fazer parte envia para o meu mail o teu número de telefone. Neste momento somos 15 e acordamos todos os dias uns aos outros.
Beijos!
Obrigada, José
ResponderEliminarA coragem foi relativa, daí o ir tentando uma e outra vez, sendo que até foi o marido quem verbalizou, desta vez, a intenção. Mas, sim, tive a coragem de aproveitar o passo dele, e não voltar atrás na decisão, por mais receios que tenha. Aliás, os mesmos de quando me separei do pai da minha filha, mas com mais uns anos em cima.
Vou pensar no grupo com carinho
Mas para acordar, a várias horas da noite e madrugada, já tenho duas gatas
Beijinhos