quinta-feira, 6 de março de 2025

Abutres

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Ninguém dá por eles, disfarçados que andam, ou escondidos, até perceberem que chegou a sua hora de atacar.


Sem dó, nem piedade.


Sem qualquer consideração, ou respeito.


Afinal, as suas necessidades são mais urgentes que qualquer espera, ainda que meramente simbólica.


E um corpo morto já não importa a mais ninguém. Mas, para eles, é puro alimento.


Então, é vê-los chegar, a ver se conseguem ter sorte.


 


É isso que tenho sentido nestes dias: que há "abutres" escondidos no meio de nós que, de repente, começaram a mostrar-se!


Sobretudo, para ver se ficam com a casa que o meu pai tinha arrendada e que, agora, ficará disponível.


Mas não só.


Surgiram também outros pedidos, ainda no próprio cemitério, com o meu pai acabado de enterrar. E de pessoas que, em vida, pouca atenção lhe deram.


 


Suspeito que ainda andarão a pairar por aqui, nos próximos tempos.


É ignorá-los.


Relevar a falta de tacto, e ter muita paciência.


 


 


 

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