
Avisados, estávamos!
Mas acredito que não esperávamos os ventos ciclónicos, que se fizeram sentir ao longo da madrugada, com rajadas superiores a 130km/h.
Acordei já com a ventania no seu pior, e confesso que receei que os vidros das minhas janelas não resistissem, e se partissem todos.
Estive ali algumas horas acordada, a ver se o Martinho acalmava a sua fúria. Algures, nessas horas, ficámos sem electricidade.
Hoje, a manhã acordou com sol. Como que a anunciar a chegada da Primavera.
Mas com muitos estragos: fios de electricidade caídos na minha rua, contentores derrubados e sem tampas, janelas e vidros de varandas partidos, madeiras arrancadas.
No Palácio dos Marqueses, as fechaduras das portadas cederam com o vento, e abriram-se.
E, em frente, no logradouro da Igreja de Santo André, esta árvore caída.
Uma coisa é certa: nunca mais vamos olhar para o "Verão de São Martinho" da mesma forma!


Realmente, quem se lembraria de dar este nome a algo tão diabólico? Não souberam preservar o nome de Martinho, e tiraram-lhe a santidade que lhe devotavamos.
ResponderEliminarOlá Marta!
ResponderEliminarRealmente o Martinho vinha mesmo zangado. Aqui pela zona onde moro perto de Vila Franca, foi o mesmo.Pinheiros muito antigos arrancados pela raiz. Esperamos que esta noite seja mais calma.
Um beijinho.
Luisa Faria
Felizmente, esta noite foi só de chuva, sem vento.
ResponderEliminarVamos ver o que nos reserva o fim de semana
Beijinhos
Decididamente, não vai deixar saudades
ResponderEliminarJá o estrago, quanto ao simbolismo do nome, está feito e não vai perder o efeito tão cedo.
Foi mau ,mas os mais velhos se lembram conserteza das chuvadas com cheias da novº 67 de 81 estas bem fortes por exemplo em Algés zona onde morava na altura, e também me lembre que no ano de 48 ou 49 uma grande inundação em Albufeira que morreu bastantes gente, e tantas outras que tem havido no Ribatejo, mas as pessoas se esquecem disso com muita facilidade
ResponderEliminarAqui com o Martinho, acho que o receio e os estragos eram, sobretudo, pelo vento, porque até já tem chovido mais, noutros dias.
ResponderEliminarDepois, depende muito da idade de cada um. Os mais novos, não têm como se lembrar do que aconteceu quando ainda nem tinham nascido, ou eram pequenos. Para esses, estas são as primeiras experiências com este tipo de fenómenos mais extremos.
Os mais novos não se lembram mas já devem ter ouvido relatos desses desastres naturais, só que nos mais novos essas coisas entra por um ouvido e sai pelo outro ( ditado popular também ele antigo )
ResponderEliminarqual possuido, qual nao, apenas enfurecido, mas acabam todos rapidamente e da mesma maneira.
ResponderEliminarTenho a certeza que as arvores fragilizadas estao hoje gratas ao empurraozinho do fantasma.
acabo de ver no jn /insta fotos "do" martinho. Numa está uma avionete parada de rodas para o ceu. aerodromo municipal de cacais, Tires
ResponderEliminarNao, nao é falha minha, so pode ter sido o martinho a levar o "s" que falta em cacais.
Já agora, neste conjunto, um video em que o poste electrico caiu, mas nao chegou ao chao, preso -sustentado pelos seus cabos electricos, mas como está ventania o poste baila, cai e levanta-se sucessivamente.
Deixe lá o S. Martinho em paz. Porque é que não lhe chamaram Montenegro? Era mais sonante, actual, não implicava com as castanhas assadas e lidava melhor com a ideia de borrasca.
ResponderEliminarPois aqui por Sintra bateu-se o record da rajada mais violenta, 169,2 Km/h no Cabo da Roca. A destruição por aqui também foi bastante grande ao nível de árvores arrancadas e na estrada da Lagoa Azul uma mulher ficou gravemente ferida ao ser atingida pela queda de uma árvore.
ResponderEliminarPor cá, o vento fez das suas.
ResponderEliminarMas no sul, foi demais.
Pode ser que ainda se lembrem
ResponderEliminarComo em tudo na vida, destruir leva apenas um instante. Já reconstruir...
ResponderEliminarIsso da rajada mais forte tem muito que se lhe diga
ResponderEliminarJá li, pelo menos, três versões diferentes, em três locais diferente
É para não calhar sempre aos mesmos.
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