sexta-feira, 30 de maio de 2025

O campeonato de natação!

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Ia D. Pato tranquilo, no seu passeio solitário pelo lago, a pensar na sua vidinha.


 


 


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Mas, como acontece quase sempre, acabou por encontrar uns velhos conhecidos.


 


 


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E, de repente, quando se apercebeu, já não eram só três ou quatro.


Então, lembrou-se do velho truque:


"Olhem, ali naquela margem estão a lançar pedacinhos de pão!


É melhor correrem, ou já não têm sorte."


E foi vê-los, como se de um campeonato se tratasse, a nadar para o outro lado.


E D. Pato voltou a ficar em paz!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 29 de maio de 2025

"O Recluso", de Freida McFadden

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Se há poder que esta história tem sobre o leitor, é o de o fazer duvidar de tudo aquilo em que acredita, e desconfiar de todos aqueles em que, à partida, deveria confiar. 


A autora consegue levar-nos, com muito jeitinho, exactamente para onde ela quer e nós, leitores, que já deveríamos saber disso, continuamos a cair que nem patinhos na sua "manipulação".


E se, estando o leitor a assistir a tudo de fora, já não sabe em quem confiar ou acreditar, nem tão pouco quem diz a verdade, e quem mente, como poderá a personagem principal, a viver a história lá dentro, sabê-lo?


 


Brooke tinha a certeza de que o seu namorado a tinha tentado matar e, por isso, depôs contra ele, acabando este condenado.


Agora, ela trabalha na prisão onde o mesmo se encontra. E terá de lidar com ele. Mas Brooke é, acima de tudo, profissional. Quando é obrigada a tratar Shane, ela esquece o assassino, e apenas o vê como um recluso que precisa de cuidados.


É Shane quem a avisa, repetidas vezes, para se afastar de Tim.


 


Tim era o melhor amigo de Brooke, na altura dos crimes, e também testemunhou contra Shane.


Agora que ela vive na mesma localidade que ele, ele tenta conquistá-la. Afinal, desde aquela altura que é apaixonado por ela. 


Também Tim a avisou, vezes sem conta, de que Shane era má pessoa, perigoso.


Mas, agora, parece que, se calhar, as coisas não eram bem assim.


Às tantas, Brooke começa a achar que algo lhe escapou na noite dos assassinatos fazendo-a, depois de todos aqueles anos, duvidar de si própria, e do seu testemunho da época.


E de Tim.


 


Brooke tem um filho de Shane, algo que ele não sabe, e ela não tem intenções de lhe contar.


Tim trabalha na escola onde Josh estuda, e acaba por descobrir a verdade.


Os dois criam uma ligação especial. Como se Tim fosse o pai que Josh não teve, ainda que saiba que não o é.


Uma ligação que se estreita quando Tim e Brooke começam a namorar.


Quem também a incentiva é Margie, a senhora que toma conta de Josh quando Brooke está a trabalhar, e que é quase uma "avó" para o rapaz.


 


Mas Tim acaba por ser preso, acusado da morte de uma mulher, cujo corpo é encontrado na sua cave.


Então, todos os outros crimes recaem, também, sobre ele, ilibando Shane. 


Terá Brooke cometido um erro quando acusou Shane? Ou estará a cometê-lo agora, ao não acreditar na inocência de Tim?


 E se os dois forem inocentes? E se os dois forem culpados?


Pois...


 


Só no final se saberá a verdade!


 





Sinopse







"Há três regras capitais que Brooke deve seguir quando é contratada como técnica de enfermagem de um estabelecimento prisional masculino de segurança máxima:

1.ª Tratar todos os prisioneiros com respeito.
2.ª Não partilhar quaisquer informações pessoais.
3.ª Nunca desenvolver intimidade com nenhum dos reclusos.

O que ninguém na prisão sabe é que Brooke já quebrou as regras. Um dos reclusos mais perigosos é um ex-namorado seu: Shane Nelson, a estrela de futebol americano do tempo da escola e o autor de uma série de assassínios horríveis. Ele foi condenado a passar a vida atrás das grades. Ela foi quem testemunhou para que isso acontecesse. Shane sabe disso. E nunca se irá esquecer."




terça-feira, 27 de maio de 2025

"Nem Todas as Árvores Morrem de Pé", de Luísa Sobral

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Confesso que foi a curiosidade que me levou a querer ler este livro da Luísa Sobral, o seu primeiro romance.


A capa é simples, mas bonita. Desprendida, mas cativante.


E a apresentação dos capítulos, original e informativa. 


 


Quando comecei a ler, logo ali nos primeiros capítulos, pensei que não ia gostar.


Não estava a conseguir envolver-me na história.


No entanto, ao continuar a ler, o meu pensamento mudou.


 


A história começa pela narrativa da M. sendo, depois, alternada com a da Emmi.


E o que parecia ser duas histórias distintas, de duas mulheres que nada tinham a ver uma com a outra, revela-se uma mesma história ainda que, muitas vezes, em tempos diferentes, de uma filha, e de uma mãe.


 


De uma filha, que nunca teve a atenção da mãe, e que idolatrava o pai, até perceber o monstro que ele era. De uma filha que, ao contrário da mãe, se atreveu a fugir.


E viver toda uma vida fora do seu país.


Afastada da sua família, mas "adoptada" por quem a ajudou, e lhe quis bem. 


Uma vida com muitas aventuras, com momentos felizes e, outros tantos, de tristezas.


 


E de uma mãe que, um dia, acreditou estar a viver o seu conto de fadas, mas depressa se transformou num filme de terror.


Para ela, a sua filha era a "filha" do monstro e, por isso, nunca se quis apegar a ela.


Até ao dia em que percebe que a filha fugiu e, aí, ela começa a vê-la como sua filha. Como alguém de quem se orgulha, e que teve a coragem que, ela própria, não teve.


 


A verdade é que, ainda que em tempos diferentes, mãe e filha terão a mesma iniciativa.


Mas será que, algum dia, esses tempos se acertam, e elas têm a oportunidade de se reencontrar?


Conseguirão elas, depois de tantos anos, refazer as suas vidas?


Voltar a amar?


 


E por aí, já alguém leu este romance?


O que acharam?


 


 


Deixo aqui algumas das citações que mais gostei ao longo desta leitura, e que me marcaram.


 

 

"Há quem desperdice toda uma vida enquanto pensa o que fazer com ela."

 

"As plantas só crescem onde encontram condições perfeitas para se desenvolverem. Nós, seres humanos, temos muitas vezes de criar condições perfeitas num lugar imperfeito."

 

"A vida é feita de momentos presentes que alteram o futuro."

 

"É preciso tão pouco para se ter tudo."

 

"Há uma calma no amor que a paixão desconhece."

 

"Um filho nasce no exato momento em que uma mulher descobre que vai ser mãe. É por isso que, para uma mãe, nenhum filho fica por nascer, mesmo aqueles que não chegam a ver a luz do dia."

 

"Às vezes amar é partir. É chegar ao fim antes do outro. É fugir.

Às vezes amar é fazer tudo aquilo que não se espera de alguém que ama.

Às vezes."

 

"Há despedidas tão dolorosas que só uma parte de nós se vai embora. Não temos força suficiente para nos convencermos a partir por inteiro."

 

"...um casal só é feliz quando pode conversar sobre tudo e quando cada um segue os seus desejos e faz as suas escolhas em total liberdade."

 

"Talvez nunca tivéssemos deixado de ser apenas amigos e esse tenha sido o nosso equívoco. Talvez tivéssemos simplesmente deixado de nos escolher ao acordar, ou talvez nos tenhamos escolhido durante todos aqueles anos para não desistirmos de acreditar no amor. É mais fácil fingir do que desistir.

Somos capazes de simular grandes paixões para não lidarmos com a solidão, para não olharmos para trás. Talvez o nosso amor tenha sido apenas isso, fé."

 


 


Sinopse:


"Este é um romance sobre duas mulheres unidas pela desilusão e pelos cinquenta anos mais tristes da história da Alemanha. Com uma estrutura muitíssimo original e uma galeria de personagens inesquecível, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé marca a estreia fulgurante de Luísa Sobral na ficção.
Emmi, que nasceu pouco antes de Hitler ascender ao poder na Alemanha, perde o pai na guerra e tem uma adolescência difícil, trabalhando desde muito cedo para ajudar em casa. É num bar aonde vai com os amigos depois do trabalho que conhece Markus, um homem de Berlim Leste que lhe escreve cartas maravilhosas e por quem se apaixona perdidamente.
Apesar de a mãe torcer o nariz ao seu casamento num momento em que a Guerra Fria está ao rubro, a irmã apoia-a, e Emmi acaba por ir viver com Mischa, como lhe chama, para a RDA. Inicialmente, tudo corre bem, mas, depois de o Muro de Berlim ser erguido, a separação da família e a chegada de uma carta anónima deixam-na na mais profunda depressão.
M. nasce após a divisão das duas Alemanhas e é o fruto perfeito do socialismo: com uma mãe ausente e educada por uma ama que adora plantas, M. idolatra o pai, desconhecendo por completo o mundo ocidental e crescendo ao sabor de uma realidade distorcida. Até que um dia, ao ouvir o testemunho chocante de uma rapariga, descobre que, afinal, não é só o Muro que tem um outro lado."

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Fui picada por uma aranha!

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Que melhor maneira de iniciar o dia?!


Que melhor forma de começar uma segunda-feira?!


Ai estás com sono? Vais ver como despertas num instante!


 


Ia eu, como de costume, abrir as cortinas da entrada.


Mal toco na cortina, sinto a picada e largo-a, de imediato, ao mesmo tempo que o meu agressor cai para cima da cadeira.


Que susto! Quase tive um ataque cardíaco, mas sobrevivi!


 


Com muito cuidado, espreito para ver, cara a cara, quem era a bicha. 


Não sei quem se assustou mais, ou quem teve mais medo de quem.


Tirei-lhe foto.


Já sabem, se me acontecer alguma coisa, é esta a assassina!


 


Não, desta vez não era a pescadora. Era, segundo o Google, uma aranha dos troncos grande.


Ah, pois! Fui pesquisar.


Esta minha casa é toda uma diversidade de fauna.


Mas não sem, antes, abrir a porta da rua, pegar na manta onde ela caiu, e mandá-la para a rua.


 


Sim, para que fique registado, não a matei!


Embora ainda tivesse tentado, mas a bicha escapuliu-se.


E segundo dizem, ela ataca para se defender, mas o seu veneno é inofensivo.


Veremos...


 


Tenho, desde pequena, pavor de aranhas.


Definitivamente, não temos uma boa relação.


Mas isto de invadir a minha casa e, ainda por cima, me atacar, já é demais!


 


Para já, foi só uma picada no dedo. E está normal.


Espero chegar ao fim do dia sã e salva!


 


 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Saudades

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Saudades do cheiro a maresia


Saudades de sentir a areia nos pés


Saudades de poder deitar-me ao sol


Saudades de um bom mergulho


Saudades de jogar raquetes


Saudades de um bom dia de verão


Saudades de fazer praia como antigamente


sem receios, sem horários específicos, sem mil cuidados, sem o tempo limitado...


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

quinta-feira, 22 de maio de 2025

"A Porta Trancada", de Freida McFadden

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Posso dizer que a minha aposta para presumível assassino falhou.


Não que tivesse ido pelo óbvio. Essa parte já aprendi. Normalmente, os mais óbvios são os primeiros a descartar.


Ainda assim, deveria ter pensado um pouco mais ao lado. Foi, realmente, uma surpresa!


 


Este é um livro que dá destaque ao pai da personagem principal, responsável pelos crimes cometidos há décadas. Crimes que, agora, voltaram a acontecer.


Que influência teve Aaron na personalidade e carácter da filha?


É certo que têm parecenças. Mais, até, do que Nora gostaria.


Mas serão, as suas formas de pensar, semelhantes?


Os seus intintos, os mesmos?


 


A polícia parece acreditar que sim.


Que, quem sai aos seus, não degenera.


E porque não? Afinal, Nora também tem uma cave. Trancada.


Além disso, é cirurgiã. 


E as vítimas, suas pacientes.


A mesma marca dos anteriores assassinatos, as mesmas características das vítimas dos crimes do pai.


 


Será possível Nora estar a perpetuar o legado do pai?


Ou não passará, tudo, de uma armação para a incriminar?


E se assim for, porquê?


Ela mudou de nome. Supostamente, ninguém conhece o seu passado.


Quem, então, saberá a verdade sobre si? 


 


Sinopse: 


"Nora tinha onze anos. Não fazia a mínima ideia de que, enquanto fazia os trabalhos de casa no quarto, o seu pai passava o tempo a matar mulheres na cave... Até ao dia em que a polícia lhes bateu à porta.


Décadas depois, o pai está a cumprir pena de prisão num estabelecimento de segurança máxima e Nora é uma cirurgiã de sucesso com uma existência tranquila e solitária. Ninguém sabe que o pai é um conhecido assassino em série e Nora deseja que assim continue.





Um dia, uma das pacientes de Nora é assassinada da mesma maneira única e cruel usada pelo pai para matar as suas vítimas.
Alguém conhece o passado de Nora e quer imputar-lhe a culpa deste crime. No entanto, Nora não é uma assassina como o pai. A polícia não a pode acusar. A não ser que procurem na sua cave…"




quarta-feira, 21 de maio de 2025

O reverso da medalha

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Por vezes, em alguns momentos da nossa vida, pensamos que, precisamente por não saber até quando cá estaremos, nem quanto tempo nos resta, temos de aproveitar, ao máximo, cada dia.


Não adiar decisões. Não deixar a felicidade escapar por entre os dedos.


É aquela máxima "não deixes para a amanhã o que podes fazer hoje porque, amanhã, pode ser tarde demais".


Não deixa de ser verdade.


Tantas vezes vamos empurrando as coisas, as decisões, os desejos, os objectivos, ou qualquer outra situação que temos pendente, com as mais variadas desculpas.


Depois, a oportunidade passa. O "tempo certo" nunca chega. E, muitas vezes, arrependemo-nos. 


 



No entanto, há o reverso da medalha.


O facto de amanhã poder ser tarde demais, não pode servir, também, como desculpa, razão ou motivo para a pessoa se atirar de cabeça, sem reflectir, sem pensar, sem se sentir, minimamente, confortável ou confiante.


Ou seja, não deve ser usado como pretexto para precipitações, impulsividade ou pura loucura. 


Porque, também nesses casos, o resultado poderá ser o mesmo: arrependimento.

terça-feira, 20 de maio de 2025

"Quem és? Que pensas? Onde estás?", de Manuel Segão

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Sabia que o meu pai tinha escrito um livro.


Lembrava-me da capa - branca com riscas azuis e três perguntas - mas não fazia ideia do conteúdo.


Nunca tive nenhum exemplar.


Talvez porque, na altura em que foi impresso, eu tinha apenas cerca de 3 anos. 


Mas achei estranho (e o meu pai sempre disse que teve que fazer muitos e andar a tentar vendê-los para recuperar o investimento), ele próprio não ter guardado um livro para si.


 


No dia do funeral, perguntaram-me pelo livro.


O meu irmão disse-me, mais tarde, que tinha ideia de ter em casa um, mas teria de procurar.


Este fim de semana, encontrou-o, e trouxe-me para eu fotocopiar.


Uma tarefa difícil já que o livro é antigo, e as páginas começam todas a soltar-se.


Portanto este é, assim, o único exemplar na família: uma autêntica relíquia e raridade.


Os outros, centenas ou milhares, não faço ideia onde estejam.


 


Impresso em 1982, uma edição de autor, um desejo e sonho concretizado na época.


Confesso que não é muito o meu tipo de leitura, mas sempre tem algumas informações sobre a sua infância, sobre os seus traumas, de uma altura em que ele era mais novo e que, provavelmente, nunca partilhou com a família.


E a forma como conseguiu dar a volta, e mudar o seu pensamento.


 


Deixo aqui alguns excertos, que me marcaram mais:


 


"Tinha, então, seis anos quando minha mãe... faleceu."


"...no momento em que eu mais precisava de carinho, de amor, de compreensão, de ajuda, de apoio moral, numa fase em que a minha consciência estava em formação...fiquei sem estes valores indispensáveis  e essenciais de formação da consciência de um ser humano."


"Recordo-me que minha mãe, antes de falecer, pediu ao meu pai que fosse buscar um livro, para ela partir com a certeza de que eu iria estudar. Mas não há dúvida, não havia mais possibilidades de continuar a estudar e aos 11 anos lá fui eu para o campo."


 


"Confesso que o aspecto da questão financeira, juntamente com todos os outros, provocaram em mim um sentimento de miséria, de complexo de inferioridade, de frustração, em suma, de derrota, que me perseguiram durante muitos anos."


"Mas, paralelamente a todos esses factores negativos, havia em mim, de facto, um desejo de liberdade... Mas de uma coisa estava consciente. Se queria liberdade teria de a encontrar por mim próprio..."


 


"...é o ser humano que se precipita, se desorienta e se descontrola... e, nesta ignorância, quer controlar tudo e todos, porém não se controla a si próprio... quer dominar, não se domina a si próprio. Quer conhecer, mas não se conhece a si mesmo."


 


"Escuta com atenção: os valores essenciais da vida são o amor, a paz de espírito, a verdade, a honestidade, a sinceridade e o conhecimento."


 


"Segue em frente, com coragem, busca a sabedoria e o conhecimento, custe o que custar, acha a paz interior sem a qual a vida é um inferno, obtém o domínio próprio, a sanidade mental e o conhecimento de ti próprio."


 


 


 

segunda-feira, 19 de maio de 2025

A Áustria vence a Eurovisão!

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Havia muitas favoritas a levar o prémio, e todas elas foram "tramadas" pelas não favoritas!


A Suécia, por exemplo, ficou em 4º lugar. Apesar de toda a encenação e diversão, não foi bem sucedida. Aquele refrão fica na cabeça. Mas talvez nem toda a gente goste de "sauna"!


A França, que ganhou dois prémios Marcel Bezençon - da imprensa e dos comentadores - era outra das favoritas à vitória, e acabou em 7º lugar.


No final da votação do júri de todos os países, qualquer uma do Top 4 poderia vencer, e seria uma justa vencedora: Áustria, Suiça, França e Itália.


No entanto, a Suíça, que começou a crescer, acabou por ver as suas expectativas de uma nova vitória defraudadas pela votação do público, que lhe atribuiu 0 pontos. Ficou-se pelo prémio de melhor composição, e um nada merecido 10º lugar.


Já Israel, pela votação do público, e para surpresa de todos, ascendeu ao pódio temporário, disputando a vitória com a Áustria, que acabou por levar a melhor. Pessoalmente, preferia a música do ano passado.


E não é que o "Espresso Macchiato" conquistou a medalha de bronze?!


 


Mas vamos lá ao início.


Uma pessoa, depois de ouvir as músicas várias vezes, começa a ter uma opinião mais vincada, e uma selecção mais definida do que gosta, e não gosta.


A canção do Luxemburgo era diferente, divertida, com uma boa encenação. Não ganhou. Ficou, até, atrás de Portugal. Merecia uma melhor classificação.


A música da Áustria era muito boa. Talvez a melhor. Mas não acreditei que vencesse, por ser muito parecida com a do ano passado. Tenho sempre aquela ideia de que nunca ganha duas vezes seguidas o mesmo género de música.


Esta edição de 2025 veio provar o contrário!


 


A canção da Islândia é mais uma daquelas que uma pessoa deve ouvir quando se quer animar. Tem uma boa "VAEB". Especialmente, a parte instrumental, a recordar o som das músicas irlandesas.


E a da Itália?! Tão simples, tão bonita. A fazer lembrar as músicas de outros tempos. Mais puras. Apenas voz, mensagem, instrumentos ao vivo. O júri português atribuiu-lhe, e bem, os 12 pontos. Mas, mais uma vez, o público tramou Lucio Corsi, empurrando-o para o 5º lugar da tabela final.


 


Já a da Alemanha, pode até não valer nada, mas é certo que me ficou na cabeça. Imagino-me numa disco a curtir este som. Gostei. Não para vencer, claro.


Da Suíça, já falei atrás. Era uma potencial vencedora. Por acaso, na primeira semifinal, nem me apercebi da sua actuação. 


A França também seria uma justa vencedora, mas ainda não foi desta.


 


Por fim, destaco a canção da Albânia.


Adorei a apresentação em palco, o som, o duelo entre ambos. O poder que emana da voz e interpretação da Beatriçe, e da própria música. 


 


Quanto a Portugal, não é que tenha começado bem, mas foi até ao fim em queda livre. 


Ainda assim, não ficou em último, nem penúltimo, como muitos anunciavam. 


Ficou em 21º lugar.


 


 


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Desta vez, ao contrário das duas semifinais, a final teve três apresentadoras: as já conhecidas Hazel Brugger e Sandra Struder, a que se juntou Michelle Hunziker. Decididamente, a Sandra e a Michelle estiveram muito mais "à vontade" no seu papel. A Hazel parece sempre muito séria, muito contraída, como se estivesse ansiosa para que aquilo terminasse, e ela pudesse voltar ao normal!


 


Mas, enfim, tudo correu bem.


O prémio foi entregue. E, desta vez, não se partiu.


Já passou.


Para o ano há mais.


Na Áustria!


 

O fruto proibido...

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... é sempre o mais apetecido!


Já dizia o ditado, e é verdade.


Basta, a uma pessoa, não ter à sua disposição alguma coisa, para a querer.


 


Como aquelas crianças que fazem birra, e não descansam enquanto não convencem os pais a comprar um determinado brinquedo, apresentando mil motivos diferentes pelos quais o devem fazer e, depois, quando finalmente o têm na mão, brincam 2 ou 3 vezes, e perdem o interesse.


 


Porquê?


Porque já o têm.


Porque já satisfizeram o seu capricho.


E talvez porque, afinal, não queriam assim tanto. Ou queriam, mas não pelo brinquedo em si. Apenas para dizer que tinham. 


 


E isto aplica-se a tudo na vida. 


Seja bens materiais, oportunidades, ou relações.


 


Quantas vezes, temos as coisas ali à nossa frente, e nem ligamos, até deixarmos de ter, e percebermos que, afinal, queremos.


Mas, até quando?


Será um sentimento real, ou apenas a frustração da perda?


Será um mero erro cometido, que agora se quer corrigir, para não mais voltar a errar? Ou apenas um impulso do momento?


Será um desejo verdadeiro, ou pura teimosia? Inveja de quem possa vir a dar valor àquilo que desperdiçámos? 


Uma resolução reflectida e amadurecida de quem, realmente, não quer voltar a desperdiçar o que antes ignorou? Ou um capricho passageiro?


 


 

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Ao final do dia

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Felizes aqueles que, ao final do dia, ainda conseguem encontrar algo que os inspire.


Que traga alguma cor à sua vida.


Que os anime.


Que lhes dê esperança.


Por vezes, entre a correria, a rotina, os problemas e as confusões de mais um dia, é o suficiente para trazer alguma serenidade.


Paz.


Beleza.


Um sorriso.


 


 


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quinta-feira, 15 de maio de 2025

"Outro Pequeno Favor"

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Tinha lido, em 2017, o livro que inspirou o primeiro filme.


Depois, vi o filme "Um Pequeno Favor".


Este ano, surgiu a sequela "Outro Pequeno Favor". E também o vi, com a minha filha, no sábado.


 


Confesso que não me lembrava de quase nada da história anterior.


Ainda assim, acho que não foi preciso relembrar para perceber que este segundo filme não correspondeu, de todo, às expectativas.


Achei tudo muito forçado: enredo, algumas personagens, cenas desnecessárias.


Pareceu mais uma exibição de actores famosos, no meio de paisagens bonitas, com direito a um autêntico desfile de moda por parte da Emily.


 


Mas talvez seja, apenas, o meu gosto pessoal.


Gosto de um bom mistério, um bom thriller, de uma boa história.


Mas que não seja em jeito de satirização, exagero ou até comédia. Que é o que este filme parece.


 


 



 

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Primeira semifinal da Eurovisão

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Decorreu ontem, em Basileia, Suiça, a primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção, na qual actuaram 15 países, entre os quais o nosso.


Com lugar para apenas 10 finalistas, o desfile começou com cada representante a dar o seu melhor.


Eu ainda não conhecia nenhuma das músicas. Nem sequer me lembrava de como era a nossa (nunca foi música que cativasse ou ficasse no ouvido).


Para mim, não houve nenhuma que pudesse dizer "Uau, esta sim!".


A da Islândia foi uma das minhas escolhidas para passar, e é finalista.


A da Polónia era, como dizia Salvador Sobral, muito "fogo de artifício". Mais do mesmo. Mas passou.


A Eslovénia, com uma música calma, inspirada na doença da mulher do artista, era outra das que eu não me importava que passasse, mas ficou pelo caminho.


Já a Estónia, não sei se passou por aquela coreografia complicada com as pernas, ou se pelos apreciadores de um bom espresso macchiato, que votaram em massa para esta canção se apurar.


 


Irritou-me um pouco os comentários relativamente à Ucrânia: "Ah e tal, a Ucrânia tem de passar. Foi sempre apurada. Não é pela guerra, é mesmo pela música."


Tretas!


A música não era nada de especial. Foi apurada sim, por causa da guerra. E não, para mim não se fez justiça.


 


A Suécia é uma das favoritas a vencer o festival (vale o que vale). O refrão é o que safa a música porque, de facto, é contagiante. Está na final. 


Tal como a Noruega, talvez a melhor desta primeira semifinal.


 


E Portugal


Pois... Apurou-se para a final!


E foi uma bofetada de luva branca para todos os que diziam que ficava já pelo caminho (eu incluída).


Só tive pena de não ter sido ontem a final. Podia ser que um outro milagre de Nossa Senhora de Fátima ocorresse, e nos desse uma surpresa. Assim, conseguimos só uma parte do milagre. Já não é mau.


Parabéns, Napa!


 


San Marino e Albânia, outras que eu escolheria para a final, e que conseguiram passar. Gostei do ritmo da primeira, e da força da segunda.


Já os Países Baixos, passaram, quem sabe, por questões que nada terão a ver com música. Porque a mesma era fraquinha.


E Chipre, que também tinha uma música convidativa, ficou pelo caminho, com pena minha.


 


Espero que na quinta-feira, na segunda semifinal, consiga encontrar "aquela música". Ainda que não vença. Mas que me marque pela positiva.


 


Quanto ao resto do programa, tenho a dizer que foi melhor a performance após as actuações dos concorrentes, do que todo o desfile das 15 canções!


E actuou a Iolanda, juntamente com outros 3 artistas que estiveram presentes no ano passado, a recriar o tema vencedor da Céline Dion "Ne Partez Pas Sans Mois", que venceu a Eurovisão em 1988.


 


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Imagens: EurovisionSongContest e eurovisionworld


 

terça-feira, 13 de maio de 2025

"Má Influência", na Netflix

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Já me tinha deparado com este título há dias, quando entrei na Netflix, e no domingo decidi vê-lo.


Posso dizer que o melhor do filme é a música do final - Mala Influencia - cantada por Naiara Moreno! E ter recordado, a meio da história, uma das icónicas músicas dos Aqua.


Quanto ao filme, bem...


 


É mais um filme, com dois actores jovens, bonitos e de classes sociais distintas, que se apaixonam.


Reese é filha de um empresário, e anda a sofrer de bullying por parte de alguém misterioso, que a ataca em várias frentes, e lhe está a transformar a vida num inferno.


Eros é um jovem acabado de sair da prisão, que o pai de Reese contrata para guarda-costas da filha.


"Obrigados" a conviver um com o outro, acontece precisamente aquilo que o pai de Reese mais temia, e queria evitar.


No entanto, ele também não é a pessoa com mais moralidade para o que quer que seja.


 


 Nem a presença de Enrique Arce, o famoso Arturo de La casa de Papel, salva esta história.


Começando pelo perseguidor, e os seus motivos para atacar Reese, passando pelo romance da praxe, que nada traz de diferente, e terminando com a "grande" (e mal conseguida) revelação, todo o enredo é muito básico, muito pobre e sem grande sentido.


Entretém, está em primeiro lugar nos filmes mais vistos, mas não deve segurar o lugar por muito tempo.


 



 

segunda-feira, 12 de maio de 2025

"O Verão em que Quebrámos Todas as Regras", de K. L. Walther

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É um livro leve, descontraído, bom para alternar entre enredos mais fortes e pesados, e mais direccionado, talvez, a leitores mais jovens.


Não percebi a menção à inspiração, da história, em músicas da Taylor Swift. Podem até ter servido de inspiração à autora, enquanto escrevia a sua história, mas se é pelo facto de a artista, ou as suas músicas, serem referidas na mesma, então, não me parece.


Também não percebi o título, porque não vi quaisquer regras serem quebradas. Nem no famoso "jogo do Assassino", nem nas vidas de qualquer uma das personagens.


 


Quanto à história em si, fala-nos de um acontecimento que volta a juntar toda a família, um ano após a morte de um dos membros - o casamento de Sarah.


Seja como forma de homenagem, de ultrapassar a tragédia, ou de dar por terminado o processo de luto pelo qual passaram, naquela semana é tempo de festa, de celebração, de regressar às raízes, e ao local onde sempre foram felizes.


Ainda a processar os sentimentos dentro de si, não só em relação à morte da sua irmã, mas também pelo término recente do seu namoro, Meredith tem muito para resolver na sua vida.


Em primeiro lugar, perdoar a prima por algo pelo qual ela não teve qualquer culpa.


Depois, recuperar os amigos que "abandonou" durante quase um ano, enquanto chorava a morte da sua irmã.


Como não poderia deixar de ser, tentar ganhar o jogo do Assassino, para perpetuar o legado de Claire, a grande jogadora da família.


E, por fim, resolver o que quer, realmente, para a sua vida. O que a faz, verdadeiramente, feliz.


É tempo de escolhas, de decisões, de viver.


Sem medos!


 


 


Sinopse:


"Há pouco mais de um ano, Meredith perdeu a sua adorada irmã, Claire. Desde então, foi abandonada pelo namorado, afastou-se de todos, deixou de sair com os amigos e não teve mais cabeça para nada. Porém, este verão, ela quer voltar a viver e está determinada a fazer tudo a que tem direito.
Como é habitual, a grande família de Meredith prepara-se para ir até Martha's Vineyard. Este ano, até vão ter um casamento na praia, mas o que mais a entusiasma é o já tradicional jogo do Assassino que os Foxes fazem sempre, e no qual Claire adorava participar.
Contudo, quando Meredith decide escolher Wit, irmão do noivo por afinidade, para parceiro no desafio, os seus planos começam a derrapar. Tenta concentrar-se no jogo, quer ganhá-lo em memória da irmã, mas não consegue pôr um travão nos sentimentos que a invadem. Durante aquela semana, uma tempestade varre a vida de Meredith, que pode mesmo perder o jogo… e o coração.
Inspirada em músicas de Taylor Swift, esta história mostra-nos que, às vezes, há coisas que temos mesmo de deixar para trás, porque, sob o sol, há uma palavra quente e doce como o verão - felicidade."

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Aranha-pescadora

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Dizem que é uma aranha-pescadora.


Não quero saber.


É assustadora!


 


Não sei que raios foi ela pescar ao pé da porta da minha casa.


Mas dei-lhe margem para pescar e ir embora, pelas próprias patas, rapidamente.


Não queria, de todo, envolver-me num assassinato deste calibre!


 


É que a bicha é gorda, musculada.


E eu, uma desgraça.


Mais depressa fujo eu, a sete pés, do que ela de mim!


 


Sugeriu, alguém muito espirituoso, que eu a levasse para o mato, para o habitat dela.


Que não a matasse.


Como se eu fosse pessoa de andar, por aí, a passear uma aranha.


 


Isto tem de ser um plano bem elaborado.


O que quer que faça, tem de ser com uma grande distância de segurança.


Para não haver riscos desnecessários.


 


Desejem sorte!


A mim.


A ela.


Ou a ambas!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

terça-feira, 6 de maio de 2025

A dificuldade de receber uma encomenda

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Quando o meu pai era vivo, era sempre para casa dele que iam as nossas encomendas.


Ele estava sempre em casa. Raramente havia falhas.


 


Agora que não existe mais essa opção, começou o "drama".


Para onde indicamos a recepção das mesmas, se nunca ninguém está em casa?


 


A minha filha fez uma encomenda e experimentou, pela primeira vez, um ponto de entrega.


Recebeu um código para ir ao local, e abrir o cacifo, onde estaria a sua encomenda. O código abriu dois cacifos: o dela, e o de outra pessoa!


E a confusão que foi, depois, por causa da outra encomenda que não era dela. Foi a primeira e última vez, até porque outra pessoa qualquer poderia abrir, da mesma forma, o cacifo que não lhe pertencia e, depois, nada de encomenda.


 


Já eu, encomendei a ração das gatas para um sábado.


Pensei que, como habitualmente, viriam a partir das 10h/ 10.30h, pelo que daria tempo de ir às compras.


Pus som no telemóvel. Volta e meia, olhava para o ecrã. Nada.


Fiquei descansada.


Mas não serviu de nada porque não ouvi o telemóvel a tocar e, quando percebi e tentei devolver a chamada, ninguém atendeu.


Ao fim de várias tentativas, lá o transportador respondeu, informando que, naquele dia, já não entregava. Que já não estava no local, e teria que ficar para segunda-feira.


 


E assim foi: segunda-feira, com o telemóvel na mão a passear, para não perder a dita chamada, e a encomenda não voltar para trás, definitivamente.


É isto!


 


 


 


 


 


 

"Tinhas De Ser Tu", de Rebecca Yarros

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Nate e Izzy connheceram-se em circunstâncias pouco recomendáveis.


Mas talvez tenha sido essa a chave para o que, desde então, os manteve unidos, sem nunca conseguirem estar juntos.


Por um lado, Nate sempre se convenceu de que não era o suficiente para Izzy e, por isso, refugiou-se na sua carreira militar, deixando sempre Izzy livre para viver a sua vida sem estar presa a ele.


Já Izzy, sempre se foi contentando com os escassos encontros ao longo dos anos, sem compromisso, e sempre com uma despedida dolorosa no final de cada um.


 


Ela sempre quis assumir uma relação com ele. Ele não. Não por não a amar, mas por considerar que ela merecia melhor.


E, quando finalmente, ele a pede em casamento, ela recusa. Não por não ser o que mais desejava, mas porque o pedido estava a surgir com Nate fora de si, devido à morte do seu melhor amigo.


 


Por isso, mais uma vez, cada um seguiu a sua vida, até ao momento em que se reencontram, no Afeganistão, cada um na sua missão mas, ironicamente, juntos, novamente, pelo destino.


Num país em guerra, em que se arriscam a não sair de lá com vida, será desta que se rendem ao amor que sempre sentiram um pelo outro?


Ou terão deixado escapar a oportunidade, e é tarde demais?


 


 


Sinopse:


"Izzy Astor não tem grandes expectativas ao embarcar num avião de regresso a casa para o Dia de Ação de Graças: há muita gente, muita confusão e muito stresse.
Então, vê um homem sentado ao seu lado, que está bem acima das expectativas. Nate Phelan tem cabelo escuro, olhos azuis e uma beleza a que Izzy não consegue resistir. A ligação entre eles é inegável. Izzy nunca foi de acreditar no destino, mas agora acredita.
Apenas noventa segundos após a descolagem, o avião cai no rio Missouri.
A vida deles muda. Eles mudam. Nate segue uma carreira militar enquanto Izzy descobre o seu caminho na política. Apesar de alguns encontros improváveis ao longo dos anos, o momento nunca parece certo para que tentem de facto um relacionamento.
No entanto, uma reunião de alto risco junta-os no Afeganistão, onde Nate está encarregado de proteger a vida de Izzy.
Ele fará qualquer coisa para mantê-la segura. E tudo para conquistar o seu coração."

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Alvos fáceis

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Por vezes, parece que nos tornamos um alvo fácil.


Tão fácil, que somos atacados em várias frentes, e ao mesmo tempo.


Como se o nosso escudo se tornasse frágil demais para evitar. Ou se perdesse totalmente o seu efeito.


Quando vem um ataque de cada vez, ainda nos conseguimos defender. Afinal, só temos uma ameaça na qual nos concentrar.


Mas, quando começam a disparar de vários lados, ora de um lado, ora do outro, por mais que nos tentemos proteger,  acabamos por perder a força.


Por nos deixar atingir, sem ripostar, na esperança de que os disparos cessem.


Que as munições acabem.


Ou que os ataques se redireccionem para outro alvo, por verem que este já está danificado o suficiente.


Porque só assim, consiguiremos respirar fundo, recuperar e reerguer.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!