quinta-feira, 26 de junho de 2025

"A Loja de Flores", na Netflix

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"A Loja de Flores" ou, no seu título original, "Tuiskoms", é uma série sul-africana que estreou, em Fevereiro, na Netflix.


Andava ali, na minha lista, meio perdida até que, agora, uns meses depois, chegou a sua vez.


E só posso dizer: vejam!


É daquelas séries que não sabemos que precisávamos de ver, até a vermos.


 


É uma série leve, cómica, que nos faz rir.


É romântica, sem ser lamechas.


É real, sem ser demasiado melodramática.


É divertida, comovente, hilariante, emotiva, humorística.


 


Faz-nos pensar.


No que é realmente importante. 


No que queremos, verdadeiramente, para a nossa vida.


No que estamos a desperdiçar, a deixar passar ou fugir.


E no que temos de agarrar, e a quem (ou a quê) nos agarrar, para sermos felizes.


 


Faz-nos reflectir.


Entre os que partem, e já não estão mais entre nós.


E as pessoas que chegam à nossa vida, seja por que motivo, ou propósito, for.  


A linha que separa as memórias de uma vida que não pode mais ser vivida, e a promessa da uma nova vida que está à espera de ser vivida.


 


E se tudo isto ainda não vos convencer, há mais: livros, e um clube de leitura; e flores, e uma loja familiar que se mantém aberta por "amor". Bonitas paisagens, sobretudo as quintas onde são cultivadas as flores.


Há escrita. Há arte. 


Há amizade verdadeira. Há amor.


Há passados dolorosos, presentes desastrosos, e futuros promissores.


Há um desmistificar de vários preconceitos e ideias pré formadas.


 


Se ainda não deu para perceber, reforço, gostei mesmo da série!


E recomento a todos.


 


E não poderia deixar de destacar estes dois diálogos, e uma das frases finais, que me marcaram:


 


"As pessoas dizem para avançarmos.

Como se o desgosto e a dor fossem uma doença.

Algo que pode ser curado.

Mas instala-se no teu interior.

Torna-se parte de ti.

 

Então...

... e se a dor não passar?

 

Sobrevives.

E esperas.

Esperas não ser engolido por tudo."

 

 

 

"... o amor é uma doença com que todos nascemos. E passamos a vida à procura de uma cura.

A cura, claro, são os outros.

Por vezes, temos sorte e somos curados pela união das almas.

Outras vezes, a cura é um veneno que nos destrói lentamente sem nos apercebermos.

 

O que se faz aí?

 

Com sorte, encontras o antídoto.

 

E isso é o quê?

 

O antídoto é libertarmo-nos.

Cuspir o veneno e continuar a procurar até termos a cura verdadeira.

Doa o que doer.

Se pararmos de procurar, paramos de viver."

 

 

 

"Não podemos evitar a morte mas, com sorte, se o Universo for gentil, encontraremos luz até na escuridão."

 


 


2 comentários:

  1. Depois de terminar de ver, fui ver as críticas, e vão ao encontro da minha opinião. Vale o que vale.
    Estranha-se o idioma, mas é só um pormenor

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