
Por vezes, aquilo que uma pessoa diz à outra, com um determinado intuito, acaba por ter um efeito totalmente inverso ao que se pretendia.
Em determinadas situações, trazer de volta um assunto (ou alguém) que já era suposto estar resolvido e ultrapassado, e pertencer ao passado, mencionando informações, apenas, para tentar dar alguma espécie de segurança ao outro, só cria, no outro, mais insegurança. Mais desconfiança.
Só levanta uma poeira que ia, aos poucos, assentando e, talvez, desaparecendo.
Só liga, de volta, os alarmes que estavam a tentar ser desactivados.
Ou seja, traz de volta tudo aquilo pelo qual o outro já passou, e não queria lembrar ou voltar a passar, como uma sensação de "déjà vu", uma repetição de algo que, definitivamente, o outro não quer de volta na sua vida.
É o problema de não sabermos o que vai na cabeça dos outros...
ResponderEliminarE, por vezes, nem sequer na nossa
ResponderEliminarÉ aquele clássico: “Queria só esclarecer uma coisa…” e pum, lá vem a avalanche emocional versão 2.0.
ResponderEliminarÀs vezes o passado devia vir com botão de snooze permanente — ou, no mínimo, uma cláusula de silêncio tipo contrato de telemóvel.
Mas pronto, quem nunca quis sossegar alguém e acabou por acender o alarme de incêndio com um fósforo mal apagado?
Excelente texto — fez-me lembrar que às vezes o melhor “esclarecimento” é um bom par de lábios... fechados.
Às vezes é mesmo melhor
ResponderEliminarPorque acontece esclarecimentos e explicações em demasia, levantarem mais dúvidas e desconfianças do que oferecer certezas.
pois. por vezes o melhor é n ser simpático
ResponderEliminarTalvez porque ainda não foram arrumadas no lugar certo.
ResponderEliminarBeijinhos