quinta-feira, 28 de agosto de 2025

"Pssica", na Netflix

Pssica - Série 2025 - AdoroCinema


 


A palavra é usada como gíria, na região do Pará, para expressar algo como “maldição” ou “azar”.


É também o nome da série brasileira, de quatro episódios, actualmente disponível na Netflix.


 


Tal como tantas outras, prometia muito, mas não deu quase nada.


A única palavra que me ocorre para descrevê-la é salgalhada.


Uma junção de vários bocados sem grande elo de ligação entre eles.


Sem aprofundar cada temática, ou personagem.


E com "separadores", inseridos várias vezes nos episódios, sem qualquer necessidade.


 


Uma história que começa com cyber bullying, após ser divulgado um vídeo de cariz sexual de uma adolescente, pelo rapaz com quem ela esteve.


Para a castigar, e esquecer a vergonha, a mãe decide levar a filha para casa da tia, na cidade, voltando à sua vida normal.


O pai, apesar de não concordar plenamente, não se opõe.


Portanto, há uma total falta de apoio, compreensão, união familiar.


 


Mas isso é pouco explorado, porque passamos para uma situação de abuso sexual, em casa da tia, por parte do companheiro desta.


E, mais uma vez, também isto é empurrado para um canto, para dar lugar ao rapto da Janalice, para uma rede de tráfico sexual.


 


Depois, temos uma outra família: pai, filho e mãe. O pai quer ensinar o filho a defender-se com armas. A mãe é totalmente contra. Diz que há muitas formas de o filho se defender, sem recurso a armas de fogo.


Certo é que tanto o pai, como o filho, são assassinados pelos "ratos" - um grupo de saqueadores que ataca os barcos de passageiros no rio para roubar. E a mãe, ao ter perdido a sua família, e sem conseguir qualquer ajuda da polícia, irá atrás deles para se vingar.


 


Entre corrupção, poder, miséria e cobardia, os caminhos de Mariangel e Janalice cruzam-se, pelo que passará a ser essa a missão: salvar a adolescente daquela rede, já que não conseguiu salvar o marido e o filho.


 


No fim, Janalice fica com Mariangel, que a salvou, em vez de voltar para junto dos pais, que a abandonaram quando mais precisava.


 


Está lá a ideia, a intenção, as temáticas e a lição a tirar, mas saiu tudo muito confuso.


 


 


 

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