...naqueles minutos, enquanto não chegava a minha vez, fui observando quem, por ali, estava. E quem ia chegando.
Um casal de idosos, ela a guiar o marido, debilitado, até ao gabinete onde aquele iria ser atendido.
Lembrei-me dos meus pais. Se fossem vivos, talvez fossem eles ali. Ou talvez não. O meu pai, provavelmente, iria sozinho. A minha mãe, talvez, comigo.
Uma outra senhora, também já idosa, chegou sozinha.
É o que acontece quando não há ninguém disponível para acompanhar.
Ou quando não se quer chatear ninguém com essas coisas.
E pensei em mim.
Ali estava eu, sozinha, apenas para levantar uns exames.
Mas, como será quando chegar àquela idade?
Entraria ali com o companheiro de uma vida? Ele a tomar conta de mim, ou eu a acompanhá-lo na sua luta? Como em todos os outros momentos da vida?
Ou estaria ali sozinha, independente, entregue a mim própria?
Bom dia Marta!
ResponderEliminarPerguntas que também costumo fazer a mim própria.Pois não tenho filhos.
Tento pensar positivo, mas a idade começa a trazer as reais preocupações.
A saúde.
Mas vamos aproveitar o dia que hoje está excelente.
Uma boa semana.
Um beijinho. ] Luísa Faria.
Por enquanto, no meu caso, é mais uma divagação, do que uma preocupação
ResponderEliminarParece que esta semana o Verão veio dizer o último adeus.
Beijinhos e continuação de boa semana, de preferência com saúde e boa companhia