Deparei-me com este filme na Netflix, na noite da consoada.
Vi o trailer e gostei, mas não é o filme mais indicado para se ver numa época destas.
Menos ainda, quando perdemos os nossos pais há pouco tempo.
No entanto, a curiosidade falou mais alto e, no fim de semana, acabei mesmo por vê-lo.
Com Helen Mirren, Kate winslet (que também dirige), Toni Collette, Timothy Spall, Johnny Flynn e Andrea Riseborough, o filme aborda uma doente com cancro em fase terminal, em contagem decrescente para a morte, enquanto cada um dos seus filhos, e o próprio marido, lidam com a situação e com os seus sentimentos, à sua maneira.
Para além do momento frágil em si, há ainda as desavenças entre duas irmãs, que June quer ver resolvidas antes de partir.
A aparente insensibilidade dos médicos responsáveis, a contrastar com a empatia e cuidado de um enfermeiro que é apologista de uma boa despedida em família.
A coragem e resistência de June, apesar da sua condição cada vez mais débil, em contraste com o desmoronar dos filhos.
A aceitação do destino por parte da doente, por oposição a uma certa negação dos seus entes queridos.
Não há uma forma certa de agir, de reagir, de sentir, de encarar a realidade.
Cada um fá-lo à sua maneira.
No fundo, todos partilham a mesma dor.
O mesmo amor por quem está prestes a despedir-se desta vida, e deste mundo.
E é isso que importa.
Gostei bastante deste filme
ResponderEliminarFoi bom, a Helen Mirren está impecável, mas confesso que esperava mais.
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