quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A porta

 

 


Há portas que permanecem apenas entreabertas, permitindo a passagem, a entrada e a saída, mas sem espaço para o fazer à vontade.

Algumas, eventualmente, podem abrir-se mais, em determinados momentos, e assim deixar-se ficar.

No entanto, quando algo as desestabiliza, seja uma corrente de ar, seja algo (alguém) que não consegue usufruir, sem causar estrago, do espaço que lhe foi aberto, as portas não só tendem a voltar ao ponto inicial, de abertura mínima, como até mesmo a fechar-se, impedindo a passagem. Impedindo o que (quem) quer que seja de voltar a entrar.

Neste momento, sinto-me a porta que está fechada, e com muita relutância em voltar a abrir, nem que seja uma fresta.


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