sexta-feira, 6 de julho de 2012

Estou como o vento...

...furiosa, raivosa, irritada!


 



 


O vento, lá fora, sopra com tanta força que parece que está zangado com o mundo!


E eu, cá dentro, sopro ainda com mais força! Não porque esteja zangada com o mundo, mas porque me irritam certas atitudes de quem, apesar de tudo, já seriam de esperar.


Afinal, cada vez mais o mundo é dos patrões. E nós somos meros funcionários.


Até há um dia atrás, ninguém tinha falado em férias. Como queria organizar a minha vida e não gosto de o fazer em cima da hora, puxei o assunto. Ninguém sabia ainda, ninguém tinha planeado nada.


Mas, nessa tarde, depois de o chefe e a colega se reunirem, o primeiro chega ao pé de mim e pergunta-me, em modo de afirmação: "A Marta assim não tem nada marcado, pois não?!". Como é que poderia marcar alguma coisa sem saber quando podia ir de férias? A minha vontade foi dizer que sim. Mas não sou assim. Disse a verdade.


De qualquer forma, de nada adiantava ter, porque os planos já estavam feitos, e já tinham decidido por mim. Custava muito perguntar-me antes de escolherem? Custava muito consultar-me? Não! Trabalhamos aqui apenas nós os três, e eu era a única que já tinha alguns dias em vista. Infelizmente, todos os anos sou obrigada a alterar os planos iniciais, para que o escritório não feche, para que nenhum deles fique sozinho, para que eu não fique cá sozinha, ou porque em determinado momento não convém. Mas eu sou a empregada. Eles ficam com a parte boa, e eu com as sobras.


Nem estou assim tanto pelas férias da treta que vou ter, mas mais pela atitude que tiveram.


E reclamar para quê? Ao menos tenho férias, é sinal que tenho trabalho. Há tanta gente de férias que quer trabalho e não tem!


Por isso, por agora contento-me, com ligeiras modificações, com estas míseras férias. Mas na época do Natal não me apanham cá!


 


 


 

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