A Tica no seu melhor!
Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Fotografia tirada em Tróia, onde os passarinhos andavam ao redor dos banhistas, a depenicar todas as migalhitas que por ali caíam, ou as que lhes íamos dando!
Com as devidas excepções, porque existem poucas (mas boas) pessoas que ainda se preocupam em tentar ajudar da melhor forma que puderem e conseguem ser, ao mesmo tempo, simpáticas e atenciosas, o atendimento ao público está cada vez pior.
Há funcionários que não têm tempo nem paciência para ouvir a "história" toda que as pessoas querem explicar.
Há os que cortam a explicação a meio e tiram as suas próprias conclusões sobre o que as pessoas pretendem, quando na verdade não é nada disso que desejam.
Há funcionários arrogantes, mal humorados e com a mania que sabem tudo.
Há funcionários que, à medida que envelhecem, se vão tornando cada vez mais picuinhas, mesquinhos, exigentes e implicantes. E os que se tornam cada vez mais lentos, a pedir licença a um pé para mexer o outro.
Há funcionários que, conforme os anos vão passando, ser tornam cada vez menos tolerantes, prestativos, atenciosos. E os que querem ter cada vez menos trabalho porque não é essa a sua obrigação, e porque nós é que temos que levar a "papinha toda feita".
Há funcionários que não fazem a mínima ideia do que estão a falar, que dão informações erradas, que informam às prestações, que nos fazem perder tempo.
E há aqueles que gostam de brincar ao "jogo do empurra", e de atirar as culpas pelo mau atendimento aos colegas de outros serviços.
A nós, resta munirmo-nos de paciência, e safarmo-nos como pudermos, porque precisamos deles para tratar dos nossos assuntos. Quanto a eles, talvez se devam munir de vários livros de reclamações porque se começarmos todos a reclamar, dificil será parar!
Comecei com fé e confiança mas, pouco tempo depois de estar na estrada, tudo mudou.
Passei de alguém que ia sempre distraída e não se apercebia de nada, a alguém que não consegue parar de olhar para a estrada, para os carros e para tudo o que acontece à volta.
Assustei-me várias vezes, o meu coração disparou outras tantas, chorei algumas vezes, fui rígida e tensa como uma estaca e ansiosa para que chegássemos ao destino.
Não apreciei a música, nem as belas paisagens que ia encontrando pelo caminho.
Na praia, pude finalmente descomprimir, relaxar um pouco e preparar-me para o regresso. Curiosamente, custou-me menos vir para casa, à noite.
Dizem os especialistas que estes traumas levam o seu tempo a passar. Espero que não seja muito.
A verdade é que não estamos seguros em lado nenhum, mas eu não me sinto segura na estrada. Sinto-me muito pequenina e frágil dentro de um carro. Pelo menos num autocarro estou lá em cima!
Não sei se algum dia me voltarei a sentir como antes do acidente mas, enquanto isso, tenho que continuar a andar e esperar que a cada viagem tudo se torne menos difícil.
Hoje vamos voltar a tentar o mesmo destino que teríamos feito no dia do acidente.
Não posso dizer que fiquei muito traumatizada, ou talvez esteja mais do que perceba.
Já voltei a andar de carro. E tento ser confiante.
Mas assusta-me andar na estrada.
Assustam-me os cruzamentos, as rotundas, os carros que se metem à parva, os que parece que se vão atravessar no nosso caminho, os que vêm na faixa contrária e parece que nos vão bater...
Este fim de semana a minha filha foi andar nos carrinhos de choque das crianças. Só havia dois carros na pista: o dela e o de um rapaz mais pequenino. Cada vez que o carro dela chocava com o outro, ou contra a pista, o meu coração saltava. Felizmente foi só uma volta, porque não aguentava mais.
Muitas vezes penso - desta vez escapámos. Da próxima não teremos a mesma sorte.
Mas não posso ficar em casa a pensar que se sair vou morrer.
Tenho medo, sim. Mas não posso deixar que ele me domine. E é por isso que vamos hoje até Tróia. Com algum receio, mas também com confiança que tudo vai correr bem e com a esperança de que, com o tempo, o medo irá passar...
Quase 11 horas da manhã, estávamos nós a caminho de Tróia para passar o dia na praia. Íamos com calma, na faixa da direita, a entrar na A8.
Vem um camião a aproximar-se de nós, do nosso lado esquerdo. O meu marido até comentou que o camião estava a querer encostar-se a nós. Mas pensámos que ele ia seguir paralelo a nós, cada um na sua faixa de rodagem. Enganámo-nos.
O camião bateu-nos de lado, o meu marido desviou-se o quanto podia (tinhamos o raid ao nosso lado e uma estrada lá em baixo) até bater no raid, virámos para o meio da estrada, demos duas voltas e capotámos.
Assustei-me a valer, claro. Mas não pensei que ia morrer. Só queria era que o carro parasse, e que sofressemos o menos possível.
Quando isso aconteceu, vi o meu marido a tirar o cinto de segurança e sair pela janela partida. Com muita calma, dadas as circunstâncias, fiz o mesmo.
Mas a Inês ficou presa no banco de trás, estava em pânico por nos ver cá fora e ela lá estar, e as portas de trás não abriam. Tentei acalmá-la e comecei a tirar o que estava no carro, para depois ela poder sair pelo mesmo sítio que nós.
Entretanto, um bombeiro que ia de passagem e que parou para ajudar, juntamente com o meu marido, conseguiu tirá-la em segurança pela mala do carro.
Estava traumatizada psicologicamente, mas fisicamente sã e salva, apenas com uma nódoa negra. Eu, fiquei com cortes nas mãos e no joelho, e um braço dorido.
Já o meu marido, ficou com o braço queimado e cortado - queimadura por abrasão - e foi levado para o hospital. Tem que andar com o braço ligado e ter muito cuidado.Ficou também com dores pelos tombos que demos.
Mas, de uma forma geral, estamos vivos, e sem grandes ferimentos. O carro? Esse não teve salvação.Perda total.
Começámos mal as férias, é verdade. Mas não vamos deixar que isto nos estrague o resto delas. Só nos deu mais força e vontade de aproveitarmos ao máximo cada dia que ainda nos falta.
Não era ainda a nossa hora. Ainda temos muito que fazer cá.
Quanto ao camionista, diz que não nos viu! Ou por distracção, ou porque ia a dormir.
Queremos desde já agradecer a todos os que, de alguma forma, nos ajudaram: desde os automobilistas que pararam para nos prestar apoio moral e testemunhos, ao bombeiro que conseguiu tirar a Inês de dentro do carro, aos tripulantes do INEM, aos médicos e enfermeiros da VMER, aos agentes da GNR de Torres Vedras, pessoal da assistência em viagem e a todos o que estiveram lá e me tenha esquecido de mencionar.
Estamos bem, e é isso que importa. A vida continua!
É um bom livro! Para quem gosta do tema, claro!
Tem muito de psicologia, filosofia, e estudo da mente humana, o que é bastante interessante mas pode, por vezes, dar-nos vontade de passar à frente.
Mas é também um romance, uma história sobre riqueza, sobre dinheiro, sobre interesses e poder, e sobre como nada disso é importante quando se perde o essencial. É uma história sobre pessoas simples, sobre a felicidade e o prazer que se podem experimentar e sentir com pequeninas coisas do dia a dia. Uma história sobre medos, traumas, obsessões, mas também sobre amizade e amor verdadeiro!
Uma história que mostra que, por muito que saibamos, podemos sempre aprender mais; que as nossas certezas não são assim tão certas; que a cultura não é só coisa de ricos; que nos podemos tornar pessoas melhores se fintarmos e ultrapassarmos as diversas armadilhas da nossa mente!
Regra 1: É impossível os homens entenderem a mente das mulheres!
Regra 2: As mulheres são mais inteligentes do que os homens!
Regra 3: O tempo passa de maneira diferente para as mulheres do que para os homens.
Regra 4: As mulheres vão rejuvenescer com o tempo, e os homens vão envelhecer.
Regra 5: As mulheres vão viver mais tempo do que os homens e, se estes não quiserem morrer mais cedo, devem relaxar.
Num primeiro momento, pensei: "mais um igual ao Agora Fico Bem". Não liguei mais ao livro.
Uns tempos mais tarde, recebo as newsletters da Fnac, da Bertrand e da Wook com a promoção do livro. Leio a sinopse e fico indecisa. Compro? Não compro?
Não comprei! Mas consegui lê-lo, depois de o ter descoberto na internet. Li-o em um dia.
Se gostei? Gostei!
Mas, contrariamente a muitas opiniões que li sobre o mesmo, não me fascinou. Houve apenas uma pequena parte que realmente me emocionou, mas nada como eu esperaria.
Ainda assim, gostei da história da Hazel Grace e do Gus, e dos temas abordados. Pareceu-me mais consistente do que a do Agora Fico Bem (embora em relação a esse ainda só tenha visto o filme).
E fica a mensagem que se pode retirar do livro - nada é seguro nem certo, a única certeza que temos na vida é a morte. Há que aproveitar enquanto cá estamos. E, se achamos que não há ninguém pior que nós, enganamo-nos. Podemos ter mais sorte, no meio do azar, do que pensamos. E ser mais fortes, do que imaginamos...
Sinopse
"Com apenas vinte e cinco anos, Julie Barenson tem já uma mágoa maior do que a vida: o seu querido marido, Jim, morreu. Em plena noite de Natal, dilacerada pela perda, ela recebe os dois inesperados presentes que ele lhe deixou. É o típico ato de amor de Jim: não a esquecer nem por um segundo. É assim que Singer, um cachorrinho amoroso e assustado, entra na sua vida. A acompanhá-lo vem um bilhete e uma promessa: Jim velará sempre por ela. Quatro anos depois, Julie está preparada para começar de novo e Richard Franklin parece ser o homem ideal. Mas no seu íntimo, ela sente que algo está errado e termina a relação. A seu lado, incondicionalmente, está Mike Harris, o bondoso melhor amigo de Jim, o homem que a apoiou nos melhores e nos piores momentos. Ao longo dos anos, os sentimentos entre ambos floresceram e parece ter finalmente chegado o momento de viverem plenamente a sua paixão. Mas quando a vida parecia sorrir-lhe de novo, Julie tem de enfrentar o pior dos pesadelos - sobreviver à perseguição de um louco. Nesta comovente história de amor, perda e redenção, Nicholas Sparks ultrapassa os limites do romance ao pintar um quadro implacável dos sombrios desígnios da mente humana. Laços que Perduram é a derradeira prova da sua mestria."
Em primeiro lugar, e como já disse muitas vezes, não sou grande admiradora de cães (ao contrário dos gatos, que são a minha paixão). Ainda assim, este foi um dos livros do Nicholas Sparks que mais gostei de ler e que mais me comoveu, revoltou e entristeceu. Porquê? Por causa, precisamente, de um cão! Não um cão qualquer, mas um verdadeiro guardião que lutou até ao fim, e morreu para salvar a dona!
Além disso, foi um livro que aliou romance a suspense, com direito a perseguições doentias e esquemas premeditados, crime e usurpação de identidade, todos os ingredientes para uma receita de sucesso!