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terça-feira, 21 de abril de 2015

Sou um perigo na estrada!

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E nem sequer conduzo! 


Mas prego uns valentes sustos ao meu marido, que vai ao volante!


A culpa é das rotundas, e dos outros condutores. O meu marido bem diz "mas achas que eles são parvos de se meterem?" ou "achas que eles querem bater?".  


Eu não acho, tenho a certeza! Cada vez há mais malucos na estrada, que não têm amor à vida, nem ao dinheiro, nem aos seus carros. Que acham que podem tudo e que os outros só têm que esperar.


E, cada vez que estamos a chegar a um cruzamento, ou rotunda, e vejo um carro ultrapassar a minha linha imaginária do aceitável, lá digo eu ao meu marido "olha aí, olha aí"! O problema é que o digo de uma forma que o assusta, e também isso pode provocar aquilo que era suposto evitar.  


É complicado porque, desta forma, também eu constituo um perigo.


Mas não consigo ultrapassar o medo que ganhei depois do acidente do ano passado. Viajar de carro deixou de ser algo perfeitamente banal, para se tornar algo a temer. Entrar num carro para uma viagem, ainda que de meros minutos, é prender a respiração e aguentar, até poder sair do carro e soltá-la!


 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ainda sinto medo...


 


Hoje vamos voltar a tentar o mesmo destino que teríamos feito no dia do acidente.


Não posso dizer que fiquei muito traumatizada, ou talvez esteja mais do que perceba.


Já voltei a andar de carro. E tento ser confiante.


Mas assusta-me andar na estrada. 


Assustam-me os cruzamentos, as rotundas, os carros que se metem à parva, os que parece que se vão atravessar no nosso caminho, os que vêm na faixa contrária e parece que nos vão bater...


Este fim de semana a minha filha foi andar nos carrinhos de choque das crianças. Só havia dois carros na pista: o dela e o de um rapaz mais pequenino. Cada vez que o carro dela chocava com o outro, ou contra a pista, o meu coração saltava. Felizmente foi só uma volta, porque não aguentava mais.


Muitas vezes penso - desta vez escapámos. Da próxima não teremos a mesma sorte.


Mas não posso ficar em casa a pensar que se sair vou morrer. 


Tenho medo, sim. Mas não posso deixar que ele me domine. E é por isso que vamos hoje até Tróia. Com algum receio, mas também com confiança que tudo vai correr bem e com a esperança de que, com o tempo, o medo irá passar...


 


A semana numa imagem #16

  A discoteca Ouriço, na Ericeira, é conhecida pelas diferentes fachadas que vai exibindo ao longo dos anos. Esta, é a actual, pintada de fr...