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terça-feira, 8 de junho de 2021

Existe algum fio condutor na nossa vida?

Preparado-de-Algodão-Doce-Rosa-.jpg


 


"Há algum fio condutor na nossa vida ou ela é um emaranhado de acontecimentos sem sentido e sem relação entre si?"


 


A minha filha anda a dar religião, na disciplina de filosofia e, às tantas, leu algures no manual esta questão, perguntando a minha opinião. 


A primeira imagem que me veio à mente, ao ler a questão, foi a do algodão doce: também ele tem um "fio condutor" - a vareta - mas, ao mesmo tempo, o que o caracteriza é o "emaranhado de fios de açúcar", que se vão juntando uns aos outros e formando o conteúdo.


 


Acredito que existe um fio condutor, que nos guia, a partir do momento em que nascemos, e até morrermos.


Esse fio condutor pode traduzir-se na sociedade em que estamos inseridos, através das regras, conduta, deveres e direitos, responsabilidades. Sem elas, cada um faria o que lhe desse na real gana, e viveríamos numa espécie de anarquia.


Traduz-se na família, nos valores que nos transmitem, no seu apoio e orientação, no seu suporte e alicerce.


Traduz-se nos planos que traçamos, nos objectivos que nos propomos concretizar, nas metas que ambicionamos alcançar.


De alguma forma, consciente ou inconscientemente, há algo a que estamos "presos", ligados, e que nos mantém no trilho que aparentemente escolhemos, ou nos foi destinado.


 


No entanto, isso não significa que, a esse fio condutor, não se possam ir juntando acontecimentos, experiências, vivências, que nos acrescentam enquanto seres humanos.


Ainda que alguns façam sentido, e outros nem tanto.


Ainda que alguns tenham relação entre si, e outros, nenhuma.


Mal de nós se nos limitássemos a seguir o fio condutor da nossa vida, sem absorver mais nada. Sem complementar, sem viver o inesperado, sem ser surpreendido.


Somos eternos seres em construção, e haverá sempre espaço para mais, ainda que não estejamos a contar com isso, ou não o tenhamos previsto.


 


E, da mesma forma que, quanto mais fios se forem juntando à vareta, maior o algodão doce, também quanto mais acrescentarmos à nossa vida, mais rica ela se tornará. E melhor nos saberá vivê-la!


Até mesmo nas dificuldades e momentos menos bons, que dispensaríamos de bom grado.


 


 


 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sobre o livro Armadilhas da Mente


 


É um bom livro! Para quem gosta do tema, claro!


Tem muito de psicologia, filosofia, e estudo da mente humana, o que é bastante interessante mas pode, por vezes, dar-nos vontade de passar à frente.


Mas é também um romance, uma história sobre riqueza, sobre dinheiro, sobre interesses e poder, e sobre como nada disso é importante quando se perde o essencial. É uma história sobre pessoas simples, sobre a felicidade e o prazer que se podem experimentar e sentir com pequeninas coisas do dia a dia. Uma história sobre medos, traumas, obsessões, mas também sobre amizade e amor verdadeiro! 


Uma história que mostra que, por muito que saibamos, podemos sempre aprender mais; que as nossas certezas não são assim tão certas; que a cultura não é só coisa de ricos; que nos podemos tornar pessoas melhores se fintarmos e ultrapassarmos as diversas armadilhas da nossa mente! 

A semana numa imagem #16

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