Hoje vamos voltar a tentar o mesmo destino que teríamos feito no dia do acidente.
Não posso dizer que fiquei muito traumatizada, ou talvez esteja mais do que perceba.
Já voltei a andar de carro. E tento ser confiante.
Mas assusta-me andar na estrada.
Assustam-me os cruzamentos, as rotundas, os carros que se metem à parva, os que parece que se vão atravessar no nosso caminho, os que vêm na faixa contrária e parece que nos vão bater...
Este fim de semana a minha filha foi andar nos carrinhos de choque das crianças. Só havia dois carros na pista: o dela e o de um rapaz mais pequenino. Cada vez que o carro dela chocava com o outro, ou contra a pista, o meu coração saltava. Felizmente foi só uma volta, porque não aguentava mais.
Muitas vezes penso - desta vez escapámos. Da próxima não teremos a mesma sorte.
Mas não posso ficar em casa a pensar que se sair vou morrer.
Tenho medo, sim. Mas não posso deixar que ele me domine. E é por isso que vamos hoje até Tróia. Com algum receio, mas também com confiança que tudo vai correr bem e com a esperança de que, com o tempo, o medo irá passar...
Xiça!! Grande susto... mas já passou (se não, há-de passar).
ResponderEliminarForça. Que agora as férias sejam do melhor :)
Passar não passou. Dizem que leva o seu tempo. Passei a viagem com sete olhos na estrada, quando antes nem ligava. Assustei-me, chorei, fui mais rígida e tensa que uma estaca! E só descontraí ligeiramente quando cheguei à praia. Curiosamente, à noite, na vinda, não me custou tanto.
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