sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A propósito dos Call Center...

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... e do seu lado negro, das vendas agressivas e da pressão!


 


"No call center de Carla, era preciso levar os clientes até à exaustão para tentar fechar negócio e ouvir vários "nãos" antes de desistir.


 


A mim nunca me levaram à exaustão porque o meu "não" é tão rápido a sair, tão brusco e imponente, que nem as deixo começar a ler o guião. Principalmente se for para falar de cartões de crédito!



Ligávamos para as pessoas a tentar fazer a venda e tínhamos o supervisor atrás de nós, a ouvir-nos através de um auricular, a dizer o que fazer, como fazer: Insiste mais, diz que vais enviar, diz que vai gostar.
E quando estes pediam para não voltar a ser contactados, nem sempre os operadores de call center colocavam essa indicação na base de dados: o não virava talvez."


 


No outro dia, ligaram-me da Endesa. Fizeram-me algumas perguntas, e queriam que eu mudasse para a este fornecedor de energia. Muitos descontos, muitas vantagens, zero trabalho para mudar. Tentaram fazer-me ver que, por ainda continuar no sistema universal, estava a ser penalizada todos os meses. Respondi que ainda não estava a pensar em mudar, que estava bem como estava e que, quando chegasse o fim do ano, tinha tempo para me preocupar. O operador perguntou quando poderia, então, voltar a ligar. Disse-lhe que me ligasse no fim do ano!


No dia seguinte, ligam-me. Novamente uma operadora da Endesa. Digo-lhe que já no dia anterior me tinha ligado um colega dela e eu tinha dito que não estava interessada, ao que ela me responde que a indicação que tinha lá era de que eu ia pensar. Respondi-lhe: "sim, é verdade, mas pedi para me ligarem no fim do ano, não no dia seguinte!".


 


"Os chefes gritam aos ouvidos dos trabalhadores: é preciso vender, vender, vender, nem que seja levando os potenciais clientes à exaustão".


Ultimamente, a situação foi com os operadores de call center da Worten.


Ligaram-me num dia à hora do almoço. Disse ao operador que não tinha tempo para falar e ficou então de ligar ao final da tarde. Como já sabia o número, não atendi.


Desse dia em diante, com alguns intervalos, esse mesmo número chega a ligar mais de 5 vezes seguidas, e repete este procedimento ao longo do dia. Nunca atendo.


E eles, espertos como já aprenderam a ser, ou como foram obrigados a ser, optaram por uma nova táctica - ligar como anónimo! Assim não aparece o número, a pessoa não sabe quem é, e atende. Não pensaram é que para aquele número, só me liga a família, e vendo a indicação número privado, calculei que fossem eles e não atendi.


Último recurso dos senhores operadores de call center (ou dos seus supervisores) - ligar para o número fixo do trabalho. Apareceu a indicação número desconhecido, mas como há sempre clientes a ligarem para aqui, tive que atender. Perguntaram se estavam a falar com a Sr.ª Marta Santos (meu nome antigo), explicaram que era da parte da Worten e se eu poderia dispensar o meu tempo. Respondi-lhes que não, porque estava no meu local de trabalho.


Ficaram de ligar mais tarde mas, por enquanto, não me voltaram a chatear.


 


 


 

1 comentário:

  1. Tive esse problema com a TV Cabo, atualmente NOS. Todos os dias ligavam, varias vezes e todos os dias eu dizia que não podia tomar uma decisão visto eu estar a ponderar mudar de casa, pedia-lhe para me ligarem uns meses depois e todos os voltávamos ao mesmo assunto. Não costumo ser arrogante, mas na ultima vez tive de o ser.
    Felizmente a coisa ficou resolvida e não voltaram a contactar.
    Beijinho

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