terça-feira, 20 de janeiro de 2015

E os burros somos nós?!


Ou somos, ou querem-nos fazer!


Pelo menos palha dão-nos com fartura!


Desde setembro do ano passado que a empresa, que tratou do leilão dos salvados do nosso carro acidentado e considerado em fim de vida, tem toda a documentação na sua posse.


Desde setembro que os salvados foram adquiridos, e que ando a ouvir a mesma conversa da parte destes senhores: "ah e tal, vamos entrar em contacto com a empresa compradora e depois dizemos-lhe alguma coisa".


Claro que os dias passam e ninguém diz nada, e lá temos nós que ligar novamente.


Em outubro, disseram-nos que a empresa compradora ia pedir o cancelamento em novembro, porque como a nossa matrícula era só de fevereiro, estavam a tratar primeiro de outros, cujas matrículas eram anteriores. O novembro passou-se, e nada. Em dezembro, disseram que ia ser feito em janeiro, uma vez que a matrícula era de fevereiro, e ainda ia a tempo.


"Então e se não for feito até lá? Não se preocupem, mandem-nos a guia de pagamento que nós enviamos para a empresa compradora pagar."


Este mês, recebemos por email o certificado de abate, datado de 31 de dezembro. Fui ao Serviço de Finanças. A matrícula ainda não está cancelada. Disseram-me para confirmar no IMT se o pedido de cancelamento foi, realmente, feito. O certificado não prova nada, nem anula o pagamento do imposto único de circulação.


Entretanto, liguei para a dita empresa que serviu de intermediária, para saber se tínhamos que tratar alguma coisa e como é que se iria fazer caso a matrícula não esteja cancelada em Fevereiro. A conversa começou a azedar.


"Ah, e tal, a senhora está a falar de situações hipotéticas. Ah, e tal, mas está algum pagamento em dívida neste momento? Ah, e tal, quando chegar à altura ligue para cá. Ah, e tal, se a empresa compradora se considerar culpada, talvez pague"!


Desculpe? Se se considerar culpada? Então de quem é a culpa? Nossa é que não é! Eles é que são responsáveis por tratar da documentação, eles é que a tinham há quase 6 meses e andaram a adiar de mês para mês. E, como é óbvio, não é no último dia que eu vou saber como se resolve o problema.


Disseram-me para ligar em meados de Fevereiro, caso a matrícula ainda não esteja cancelada, para pedirem à empresa compradora o comprovativo do pedido ao IMT e enviarem para nós.


E o que é que eu faço com esse documento? Vou ao Serviço de Finanças, apresento-o e já não nos cobram o imposto? Nada disso! Temos que fazer uma exposição a explicar a situação, para ver se não nos cobram. Ou então pagamos, apresentamos essa exposição, e pedimos o reembolso.


A minha experiência nestes assuntos diz-me que é sempre melhor pagar, e pedir o reembolso, porque se não pagarmos vai somando juros, e não sabemos se o nosso pedido vai ser deferido. Embora esse reembolso ou anulação de pagamentos não tenham data prevista para acontecer. 


A conclusão, depois de muita conversa, é só uma: nós não temos culpa porque enviámos a documentação pedida atempadamente, a mediadora não tem culpa porque tratou de tudo atempadamente, e a empresa compradora não tem culpa porque, supostamente, deu entrada do pedido no IMT antes da data da matrícula, ou seja, dentro do tempo. A culpa será do IMT, que demora muito tempo a cancelar as matrículas.


Posto isto, quem é o único responsável pelo pagamento do imposto único de circulação? O proprietário - nós!


E o resto é palha que nos atiram, e que nós temos que comer sem reclamar, enquanto vemos os verdadeiros burros continuarem a criar burocracias sem fim, a primar pela morosidade quando tudo deveria ser simplificado ao máximo, a ilibarem-se uns aos outros, e a descartarem-se de quaisquer responsabilidades! 


 


 


 

2 comentários:

  1. Olá. Boa tarde!
    Entrei porque lá fora chove e a porta está aberta mas também por curiosidade e na esperança de haver "bar aberto". Tal não acontece porém já que aqui estou, entretive-me a ler o "estranho caso" do carro abatido.
    Devo dizer que os burros não são burros; um dos argumentos para sustentar esta minha afirmação é o facto de não se terem colectado (nem com recibos verdes) e delegarem em quem "lhes dá trabalho" e os alimenta, a obrigação de pagarem os respectivos impostos.
    Posto isto, a minha opinião é que a culpa é de facto vossa. E porquê? Porque se todos os outros intervenientes no caso actuaram dentro dos tramites legais e, por consequência, não têm culpa do que vos está acontecendo só restam mesmo vocês como potenciais culpados.
    É que, caso ainda não tenham assimilado, o estado não é "uma pessoas de bem", em quem se possa confiar. (acho que a única excepção é se fores político, e mesmo assim...)!
    Termino com um beijo matriculado com sorrisos

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  2. Fiquei a pensar, é uma situação que nos pode acontecer a todos e para a que pelos vistos não há solução...

    Imaginemos uma situação um bocadinho pior, imaginemos que nos roubam o carro e este nunca aparece, temos que pagar para o resto da vida?...

    Já pensaram em dar o carro como roubado?

    Jorge Soares

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