segunda-feira, 18 de maio de 2015

É por isto que nunca hei-de ir ao Marquês!


Imagem daqui


 


Ainda ontem o meu marido me dizia: "para a próxima, vamos para o Marquês, e levo a Inês comigo". E eu respondi-lhe: "só por cima do meu cadáver, ou quando ela tiver a sua própria vida, porque enquanto eu for viva e for responsável pela minha filha, nunca a hei-de deixar ir!". Nem aí, nem a jogos de futebol!


Já tivemos imensas conversas sobre o assunto, e bem me pode dizer que não há perigo, que é uma festa bonita, que é um programa em família como outro qualquer. A mim, não me convence.


E a prova está aí mesmo diante dos nossos olhos: a festa tão bonita transformou-se num campo de batalha, com violência, confrontos entre polícia e adeptos, adeptos agredidos, menores a assistirem às agressões dos familiares, arremesso de pedras e garrafas...É isto a festa do futebol? É para isto que os adeptos fazem tanta questão de ir para o Marquês?


Pois por muito benfiquista que seja, a mim nunca me apanharão lá! Estive ontem calmamente a ver o jogo, enquanto passava a ferro, e a achar piada ao meu marido que estava com os nervos em franja, em pulgas para o seu clube se tornar campeão já ontem. 


E assim foi! Uma vitória oferecida pela equipa do Belenenses, porque o Benfica não acertou com a baliza. E se, primeiro, ainda tentava vencer o jogo, para o fim, limitou-se a gerir o resultado, e evitar um golo da equipa adversária. Se o benfica é bicampeão, será por mérito próprio. Mas a mim  não me soube bem que fosse desta forma, à custa dos resultados dos outros jogos, e não do nosso.


Para celebrar, o meu marido quis ir dar uma voltinha aqui pelas ruas e pela rotunda, não do Marquês, mas a de Mafra mesmo! Fomos até à Ericeira e, pelas ruas, alguns condutores e passageiros iam buzinando e acenando bandeiras e cachecóis, gritando e manifestando o seu contentamento.


Aqui em Mafra, também havia adeptos com cartazes, e outros apetrechos, na estrada principal, e na rotunda! O trânsito parou por instantes, mas o clima era de alegria! Até encontrámos um senhor a servir, à beira da estrada, ginginhas numa bandeja!


E no nosso carro, era o meu marido a buzinar e a gritar de um lado, e a minha filha do outro. A mim, o máximo que conseguiram foi que levasse o cachecol ao pescoço! De resto, caladinha e de vidro fechado, mas contente por ver a alegria deles.


Não é preciso uma grande festa para celebrar, nem tão pouco ir para o meio da multidão, sujeitos a correr riscos desnecessários. 


Não é preciso muito para se fazer a festa!


 

4 comentários:

  1. Confesso que tenho medo deste tipo de ajuntamentos. Até nas destas de Lisboa estou sempre com o coração nas mãos e fico sempre "parva" com quem leva crianças para estes sítios. Fazes bem.

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  2. E mesmo assim, só de ver ontem uns adeptos a fazer lume mesmo em frente ao Convento (que o meu marido me explicou que era um very light), já eu dizia para ele "vamos lá ver se isto não vai correr mal". Gosto muito de estar em casa sossegadinha :)

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  3. Realmente não sei o que aconteceu, mas pelos visto alguém desequilibrado, estragou a festa, o que era para ser uma festa, foi uma tristeza, só me resta indignação, pois como dizia o capitão Luisão, o Benfica, não é isso, e não é mesmo. Mas há sempre alguém que gosta de ficar na fama e difamar, pelas piores razões.

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  4. A festa no Marquês faz sentido para qualquer benfiquista, mas cada vez mais há um sentimento de insegurança no ar. E a noite de domingo mostra isso mesmo. O que é uma pena...

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