terça-feira, 30 de junho de 2015

Quando o entusiasmo inicial se transforma em dúvida


 


Sabem aquela sensação que muitas vezes experimentamos, depois do entusiasmo inicial, quando voltamos a pousar os pés na Terra? É assim que eu me sinto!


Mas, vamos lá começar do início, senão ainda começam a pensar, tal como o meu pai teve a gentileza de me perguntar, que eu não estou bem psicologicamente!


Tudo começou no dia da Corrida da Criança. Andávamos à procura da tenda das pinturas faciais e encontrámos, por mero acaso, uma tenda de uma agência de modelos. Pensei que a ideia era maquilhar as crianças ali mesmo e simular uma sessão fotográfica, só para se divertirem, mas não. Além de uma fotografia, o que faziam era ficar com os contactos de quem estivesse interessado, para depois chamarem para um casting na agência. 


Eu ainda disse "ah, não vale a pena", mas o meu marido incentivou e a minha filha também quis, por isso, vamos lá. Foi, então, chamada para o casting, em Lisboa.


A agência é a Space Milan Models. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar, mas fui ver o site oficial e a página do facebook, e pareceu-me credível. Tanto pelos trabalhos que lá apresentam, como pelos agenciados e formadores conhecidos (Cláudio Ramos, Pedro Crispim, FF, Raquel Prates e muitos outros), e pelos parceiros que têm. 


Consegui combinar o casting para um dia em que o meu marido podia ir connosco e lá fomos. Para a Inês, seria uma experiência, e ficasse por ali, tudo bem. Não ia com expectativas, mas já tinha ouvido dizer que algumas pessoas foram chamadas para lhes apresentarem formações caríssimas.


O meu pai, logo aí, alertou-me para o facto de irmos expôr a Inês, de irmos dar os dados dela a pessoas que não conhecemos de lado nenhum, que podia ser tudo um esquema. Eu também tenho algum receio mas, como disse, não é assim uma empresa tão desconhecida e pareceu-me que é profissional.


No dia do casting, a directora de casting, Celina Machado, pareceu-me uma senhora excepcional, até mesmo na forma como conversou com a Inês e a pôs à vontade, à forma como nos explicou tudo, como lhe explicou como as coisas funcionavam. Como não ignorou os pontos mais fracos mas elogiou aquilo que ela tinha de melhor, e como se poderia contornar ou solucionar o restante. 


Ninguém fez promessas. A minha filha passou no casting e ficou agenciada. Mas isso acontece, provavelmente, a quase todas as crianças. E lá veio, então, a proposta de formação, pela quantia de 700 euros, que ficou imediatamente de parte.


A outra proposta era fazer um book, que consiste em duas sessões - uma teórica e a sessão fotográfica propriamente dita - por 200 euros, e que já é algo que se poderá mostrar a possíveis clientes, que poderão ser de várias áreas, desde catálogos de roupa, publicidade, televisão, teatro, etc.


Naquele momento, tendo em conta o feedback positivo em relação ao potencial da minha filha, achei que valia a pena o esforço, e paguei então o book.


No entanto, mal saí porta fora, fiquei com aquela sensação "já me enrolaram em grande estilo!". Sim, não houve promessas. Mas até que ponto, aquilo que foi dito à minha filha, não o é também às outras crianças e pais, só para que nos sintamos tentados a investir? 


Quantos daqueles pais que lá estavam naquele dia pagaram por alguma destas propostas? Tenho quase a certeza que, para muitos, tudo ficou por ali. Mas poderá ter havido quem, como eu, tenha investido na formação ou no book.


Mas, enfim, nem tudo é mau. Mesmo que o book não venha a servir para nada, vai ser uma recordação para a Inês, ter ali umas fotografias suas tiradas por profissionais. Isto, porque quero acreditar que, de facto, é uma agência séria e credível.


Acontece que, por azar, nos dois dias que temos que lá voltar, o meu marido está a trabalhar e não tem forma alguma de ir connosco, o que significa ter que ir eu com a minha filha sozinhas para Lisboa, e não me agrada nada.


E não ajuda o meu pai estar a converter-me numa mãe irresponsável que não se encontra no seu perfeito juízo, ao ponto de me perguntar se eu me sinto psicologicamente bem para concordar com esse absurdo! Ir com uma criança de 11 anos para Lisboa, para lhe tirarem fotografias, com tudo o que se houve sobre redes de pedofilia e tráfico de crianças.


Obrigadinha! Eu sei de tudo isso. Mas quero acreditar que não é esse o caso. E quem me dera que fosse tudo feito aqui em Mafra mas, infelizmente, estas agências estão todas nas cidades. E até queria que ele fosse acompanhar-nos, mas nem cheguei a pedir porque em conversa com a neta ele disse logo que não ia. 


Também sei que ela só tem 11 anos, mas vemos crianças ainda mais novas nas revistas e na televisão. E sei que ela tem que estudar, mas se (e isto é mesmo o se, porque ninguém disse que ia ser chamada para fazer alguma coisa) ela eventualmente for chamada para algum trabalho, sou eu que decido se ela fará ou não. E se ganhar algum dinheirito, pode juntar às poupanças dela, ou para alguma coisa que ela venha a precisar.


Por isso, estou aqui sem saber se devo dar ouvidos a quem me incentiva a ir, ou a quem considera tudo isto um risco desnecessário. Como se não bastassem já os meus receios e dúvidas.


Alguém por aí conhece a agência ou sabe minimamente como estas coisas funcionam, que me ajude a dissipar todas estas incertezas que pairam por aqui?


Ou deve ser urgentemente decretado o meu internamento compulsivo?


 


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Façam do vosso verão um verão mais solidário!


 


Com a chegada do verão, vem também o calor, roupas frescas, as férias, novas aventuras, e muita diversão.


Mas também há lugar para entrarem em ação, e soltarem o vosso lado mais solidário. Não custa nada! E, com pequenos gestos, podem fazer uma grande diferença.


Aqui ficam algumas sugestões:


 


Doação de roupas usadas


Podem começar pela renovação do vosso guarda-roupa. Esta é a altura certa para olharem para o vosso armário, e escolherem o que vão querer usar neste verão, e o que está apenas a ocupar espaço. Assim, ficam com uma noção do que têm, de que forma podem conjugar, e ficam ainda com espaço livre para novas peças que queiram comprar. 


Quanto às roupas que já não querem, podem sempre doar. Mas, atenção! Se essas roupas estiverem manchadas, rasgadas ou com outro tipo de defeitos, devem ir para o lixo. Se lhes faltar botões ou fechos, convém tratarem do arranjo antes de doar. As roupas doadas devem ser entregues em bom estado, e devidamente higienizadas. Afinal, as pessoas que delas irão fazer uso podem ser carenciadas, mas não deixam de ser como nós, e merecem!


Depois de colocada em caixas, ou sacos (conforme vos der mais jeito), devem procurar na vossa zona pessoas que estejam a precisar ou a pedir, ou entregar a instituições de confiança que existam onda moram, ou que conheçam.


 


Ações de Limpeza das Praias


Todos os anos encontramos as praias cheias de lixo, proveniente de comportamentos incorretos, e prejudiciais à natureza, da sociedade em que vivemos.


Com a aproximação do verão, as autarquias e juntas de freguesia costumam promover ações de limpeza das praias, de norte a sul do país, numa das quais se podem inscrever! É uma questão de se informarem se vai haver alguma ação deste género na área da vossa residência. 


Mas, mesmo que não haja, podem tomar essa iniciativa, juntar um grupo de amigos e pôr mãos à obra!


E já agora, quando estiverem na praia, dêem o exemplo e alertem as pessoas para os comportamentos errados que muitas vezes têm.


 


Acolher ou tratar um animal abandonado


Durante o período de verão, o número de animais abandonados, nomeadamente, cães e gatos, cresce assustadoramente. Isto deve-se ao facto de as pessoas irem de férias, e não quererem levar consigo os seus animais de estimação. Por isso, ou os deixam em casa, ou pelo caminho, abandonados à sua sorte.


Se conhecem alguém que tenha animais de estimação, e esteja a pensar ir de férias, informem-nos que existem várias opções, se não quiserem levar o seu animal. Podem sempre pedir a familiares ou vizinhos que olhem por eles nesse período, que tratem deles para que não lhes falte comida, higiene, e companhia. Também existem hotéis para animais e ONGS (organizações não governamentais) que oferecem estadia.


Por outro lado, se se depararem com um animal abandonado, como devem agir?


Em primeiro lugar, devem oferecer água e comida. E, se puderem, abrigá-lo. Mesmo que não possam ficar com ele definitivamente que seja, pelo menos, temporariamente. Entretanto, podem ir divulgando fotografias e tentando encontrar famílias que estejam interessadas em acolher ou adotar. 


Mas atenção – se o animal estiver ferido, é preciso ter cuidado ao aproximar, porque pode estar com dores, sentir-se ameaçado, e reagir de forma agressiva.


Outras formas de ajudar, mas mais dispendiosas, serão comparticipar ou custear eventuais tratamentos que o animal em causa necessite.


E podem sempre oferecer-se como voluntários em associações que cuidam de animais abandonados!


 


Artigo escrito para a secção de Acção Social da revista BLOGAZINE N.º 2.


 


 


 


 


 


 


 

domingo, 28 de junho de 2015

Vida social interessante


 


A vida social da minha filha é muito mais interessante que a minha! E com uma agenda muito mais preenchida (pelo menos no que toca a diversão)!


Ontem de manhã foi tirar fotografias e almoçar fora com os avós.


À tarde, uma festa de aniversário na piscina, em casa de uma amiga, onde acabou por fazer uma nova amizade. A seguir, jantar fora com o pai e ida a uma festa popular.


Hoje vai a um casting!


 


 

sábado, 27 de junho de 2015

Só as grávidas é que têm desejos?!


 


No outro dia, nos Correios, estava eu a conversar com a funcionária sobre o McDonald's, e sobre como gosto de lá ir, mas só esporadicamente, quando estou há algum tempo sem ir ou quando estou de desejo.


E pergunta-me ela: "Ah, mas está de bebé?!"


Ao que lhe respondo "Não! Mas são só as grávidas que podem ter desejos?!"


 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Como transformar humilhação em fama!


 


Cada um é como é e ninguém tem o direito de humilhar outra pessoa, muito menos nos meios de comunicação social.


E eu fui uma daquelas que não achou correcta a atitude da SIC e dos produtores do programa Ídolos, quando resolveram, por brincadeira, colocar umas orelhas enormes num dos candidatos.


Mas convenhamos que o pobre rapaz que, a partir da exibição desse programa, ficou quase uma semana em casa, deprimido e humilhado, a chorar e sem vontade de ir à escola, por vergonha, soube aproveitar bem a situação!


De tão envergonhado que estava, que nem podia encarar os colegas da escola que, por acaso, num vídeo, até disse terem-no recebido bem e com cartazes e mensagens de apoio, pôs-se a dar entrevistas, já sorridente.


De repente, surgiu uma alma caridosa que lhe ofereceu uma cirurgia às orelhas, para que não voltasse a ser vítima de bullying (o que acho muito bem, mas tenho pena que tenha sido só agora, e nestas circunstâncias).


E já que não cumpriu o seu sonho de ser tornar Ídolo de Portugal ou, pelo menos, cantor, eis que lhe satisfazem um dos seus outros sonhos - ser modelo!


De um dia para o outro, vemos abrir as portas do mundo da moda a alguém que, de outro modo, provavelmente nunca lá entraria.


Sim senhor, fazem muito bem, para mostrar que ele não é menos que ninguém. E sim, ele faz bem em aproveitar a situação - gozaram com ele, agora tomem lá!


Mas será que estão, realmente, a ajudá-lo? Estarão a dar-lhe essas oportunidades por mérito próprio ou apenas por pena? Noutras circunstãncias, isso aconteceria?


É essa a minha grande dúvida. 


 

Pavilhão Atlântico ou Meo Arena?!


 


No fundo, são um só mas, dependendo da ocasião, ora lhe chamam Pavilhão Atlântico, como sempre foi conhecido, ou Meo Arena, denominação mais recente.


Quando fui assistir ao espectáculo do Cirque du Soleil, estive no Pavilhão Atlântico. Quando fui assistir ao concerto da Violetta, estive no Meo Arena.


Foi no Meo Arena que actuou, por exemplo, Julio Iglésias. Mas o espectáculo Riverdance foi exibido no Pavilhâo Atlântico.


Qual é, então, o motivo para haver estas duas denominações para o mesmo espaço quando foi anunciado que, com a compra do Pavilhão Atlântico, o mesmo passaria a designar-se Meo Arena?


A única lógica que vejo é utulizarem a denominação mais antiga quando anunciam espectáculos, e a mais recente para concertos. Ainda assim, fará sentido?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Músicas para inspirar o vosso verão!


 


O verão já chegou!


E, com ele, sol, praia, romance e, como não podia deixar de ser, música!


Por isso mesmo, para a edição n.º 2 da Revista Blogazine, dedicada ao verão, volto atrás no tempo e recordo algumas músicas que animaram, deram um toque especial e marcaram, de alguma forma, os verões (e não só) das nossas vidas, e as histórias que elas escondem!


Aqui ficam algumas:


 


Summer of “69” – de Bryan Adams, incluída no seu álbum Reckless, lançado em 1984. Esta canção é dedicada a Portugal, mais especificamente, ao Algarve porque foi neste ano de 1969 que o cantor veio a Portugal passar férias. Foi um dos verões mais marcantes da sua vida, como diz na sua música "those were the best days of my life"! E é daquelas músicas que, ainda hoje, passa nas pistas de dança quando o tema é música rock!


 


Endless summer nights – do cantor Richard Marx, retirada do seu primeiro álbum - Richard Marx, em 1987. A letra foi inspirada numa viagem que Richard Marx fez, com a sua namorada na altura, ao Havai, e foi escrita como um tema para o amor de verão que nem sempre dura. Mas que, aposto, serviu e ainda serve para “embalar” casais apaixonados!


 


Summer nights – do filme estadunidense de 1978, Grease, cantado por John Travolta e Olivia Newton John. Tornou-se um grande sucesso no verão de 1978, e conta a história de um caso de amor de verão entre Danny e Sandy, que termina quando Sandy volta para a Austrália com sua família, mas que ainda vai ser reatado.


 


Summer Paradise – da banda pop punk canadense Simple Plan, formada em Montreal em 1999, pertencente ao álbum Get Your Heart On, de 2011. A música foi inspirada pelo hobbie do vocalista – o surf! Como afirma Pierre Bouvier, esta é uma das músicas preferidas do álbum e que ele espera que, juntamente com o sol e o calor, faça parte do vosso verão, e vos ponha um sorriso no rosto!


 


Stay the night – do cantor James Blunt, incluída no álbum Some Kind of Trouble, de 2010. Uma música mais otimista, após uma fase em que todas as suas músicas eram tristes, e cujo otimismo e alegria se reflete perfeitamente em quem a ouve. A mim faz-me mesmo lembrar bons momentos na praia com amigos, romance, sol e férias. E anima-me logo assim que a oiço!


 


Para conhecerem a história de outras músicas como Summer rain, da cantora Belinda Carlisle, ou Eu gosto é do verão, da banda Fúria do Açúcar, podem espreitar a BLOGAZINE!


 


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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Riverdance - The Show no Pavilhão Atlântico


 


O espectáculo Riverdance - The Show, faz hoje a sua última exibição no nosso país, mais precisamente no Pavilhão Atlântico, onde actuou entre os dias 20 e 24 deste mês.


Riverdance celebra 20 anos e é, hoje, uma companhia de bailarinos e músicos, num total de cem elementos, que incluem a "nata" dos músicos irlandeses e uma variedade de talentos de outros países como Espanha, Rússia e América.


O espectáculo, reconhecido em todo o mundo, traz energia e sensualidade, numa mistura de sons, danças e canções de origem irlandesa e celta.


O sapateado é a imagem de marca desta companhia, cuja primeira produção foi elaborada para um intervalo de 7 minutos, no Festival Eurovisão da Canção de 1994, em que a Irlanda era a anfitriã, e cujo tema era a cultura celta.


Foi neste espectáculo que Michael Flatley passou a ficar conhecido, e a mudar a visão da dança irlandesa, com as suas criações espectaculares, de tirar o fôlego. 


Além de Riverdance, Michael Flatley criou os espetáculos de dança irlandesa Lord of the Dance (que tive o prazer de ver há muitos anos também no Pavilhão Atlântico e que adorei), Feet of Flames e Celtic Tiger.


Para além de bailarino (o primeiro não-europeu a vencer o concurso de dança irlandesa All-Ireland World Championship, repetindo o feito mais tarde), Michael Flatley é também músico (flautista), e coreógrafo, tendo a sua própria escola de dança.


Mas, voltando ao espectáculo Riverdance, podem ficar a conhecer toda a história, cena a cena, em Riverdance – The Show.


 

Pintar os troncos das árvores com cal


 


Ontem perguntei aqui qual o motivo para pintarem os troncos das árvores. 


A autora do blog 5minutosnaparagem deu-me a explicação que ela mesma um dia recebeu de um senhor a quem fez a mesma pergunta.


Fui investigar e, de facto, pintar o tronco das árvores de frutos com uma mistura de cal e água é uma técnica usada para proteger a casca dos danos do sol, bem como para prevenir infestações de pragas. Como? A pintura com cal reflete o calor do sol, criando uma superfície quente que os insetos não atravessarão. 


Este é um costume muito antigo, e utilizado também em alguns jardins, deixando as árvores com uma espécie de “saia” branca.


No entanto, existem motivos para acreditar que este procedimento resulta apenas de falta de conhecimento e crenças culturais, sendo na verdade, inútil e prejudicial às árvores. Isto porque algumas espécies de árvores, além de respirarem pelas folhas, utilizam os troncos para trocas gasosas que ajudam ao seu funcionamento, através de estruturas que, quando pintadas, são fechadas.


Em termos estéticos, pintar apaga a beleza natural das árvores, tornando os locais, onde as mesmas se encontram, artificiais e feios paisagisticamente.


Além disso, não nos esqueçamos de que a árvore é um ser vivo. Não é um móvel de madeira, nem um poste, para ser pintado conforme o Homem quer. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

3 Dias para Matar


 


No início do filme, vemos Ethan (Kevin Costner) a tentar capturar um perigoso terrorista. Ele ainda persegue um dos braços de ferro - O Albino - mas acaba por cair, e ficar inconsciente.


Acorda, então, já no hospital para descobrir que está com um cancro cerebral terminal, e que lhe restam poucos meses de vida, pelo que está dispensado das suas funções como agente da CIA.


Ethan vai, então, tentar aproximar-se da filha adolescente de quem manteve durante anos um "afastamento de segurança", mas não será fácil para nenhum deles.


Apesar de ter prometido à ex-mulher que já não trabalhava mais como espião, acaba por quebrar a promessa quando lhe oferecem uma possível cura, ou prolongamento da sua vida, em troca de uma última missão.


E a sua ex-mulher vai descobrir da pior forma, quando se vê, sem suspeitar, no meio da acção.


Poderá Ethan recuperar o tempo perdido e assumir a tempo inteiro o papel de pai? Haverá volta na relação entre Ethan e Christine?


Poderão ainda voltar a ser uma família feliz? 


Um filme que me fez lembrar muitos que tenho visto com o Liam Neeson. Gostei muito!


 


Sinopse:


"Um perigoso espião internacional está determinado em abdicar da sua vida de alto risco para finalmente construir uma relação mais próxima com a ex-mulher e a filha, de quem manteve sempre uma certa distância como forma de a proteger. Mas primeiro ele é obrigado a completar uma última missão - mesmo que isso signifique ser confrontado com duas das tarefas mais complicadas da sua vida: apanhar o terrorista mais cruel do mundo e, ao mesmo tempo, tomar conta da filha adolescente, pela primeira vez em dez anos."

Alguém me saberá explicar?

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Porque é que pintaram metade do tronco das árvores de branco?!


Será que sobrou cal depois de pintarem o muro à volta e não quiseram deitar fora?


Será para fazer "pandã"? Ou será algum sinal secreto?


 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Coisas que só me acontecem a mim VII


 


Estava eu com medo de hoje não conseguir mexer as pernas à custa da corrida de ontem, mas afinal as minhas dores foram outras, e começaram antes disso.


No sábado fui a pé às compras e trouxe os sacos para casa. Não me apercebi que tenha carregado muito peso, acho que já cheguei a trazer sacos mais pesados, mas a verdade é que deve ter sido essa a asneira que fiz.


No sábado à noite, deitei-me cedo, até porque estava a ficar com uma daquelas dores de cabeça e tinha que estar em forma para domingo. Demorei a adormecer porque estava calor e não conseguia estar de maneira nenhuma, mas lá consegui. Quando acordei a meio da noite, a dor de cabeça tinha passado. Mas mal conseguia mexer o pescoço!


No início, pensei que tivesse dado algum mau jeito, de noite, com tantas voltas a tentar adormecer. Mas depois lembrei-me que deve ter sido das compras. O resto da noite foi passado entre o adormece/ acorda, com calor, e com dores horríveis cada vez que me mexia, na zona entre o pescoço e os ombros.


No domingo de manhã, ou só olhava para a frente, ou tinha que virar o corpo todo para olhar para os lados. Cada vez que o carro passava por uma lomba, lá vinha mais uma dor. Se alguém me tocava, a mesma coisa.


Felizmente, foi melhorando ao longo do dia. E não fiquei tão mal das pernas (talvez porque uma parte do caminho foi feita a caminhar), apesar de os meus músculos estarem hoje a acusar o exercício.

Os nossos momentos na Corrida da Criança

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Nós, e o Garfield!


 


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 Nós e as mascotes Rik e Rok!


 


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Já com os prémios, na fila para o lanche!


 


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Que bem que eles ficam!


 

Considerações sobre a Corrida da Criança


e para todas, em geral:


 


N.º 1 - Ainda que na brincadeira, não dá jeito nenhum correr presa a quem quer que seja! Na Corrida da Criança, tínhamos que nos unir uns aos outros (cada equipa ou dupla) com um laço, para que ninguém ficasse para traz, e para incentivar o espírito de equipa. A intenção era boa, mas na prática, as coisas não resultam muito bem.


 


N.º 2 - Não dá jeito nenhum correr com mochilas às costas! A manhã adivinhava-se memorável e de festa, e não queríamos perder nada desses momento. Por isso, toca de levar máquina fotográfica, telemóvel, lenços de papel (para o caso de ser necessário), a carteira, os óculos de sol, etc. Tudo numa mochila pequena que encontrei lá por casa. Mas uma das alças do raio da mochila rebentou, tive que correr com ela só presa de um lado, a segurar para não rebentar a outra, com a fivela sempre a roçar no braço da Inês, e quando passei ao meu marido, tive um trabalhão para me desenvencilhar dos laços que nos ligavam. 


 


N.º 3 - Caminhada e corrida juntas, é para esquecer! Quem ia caminhar, ia do lado direito. Quem ia correr, do lado esquerdo. Na prática, não resulta. Saímos todos ao mesmo tempo, pelo que tínhamos gente à nossa frente a caminhar, que nem sempre se mantinha à direita, e era difícil passar à frente e correr estando presos uns aos outros.


 


N.º 4 - Correr preso, só com bastante espaço. Num carreiro estreito, como havia no percurso, três pessoas a correr presas, sem se atropelarem é difícil. Houve uma altura em que a Inês teve que se desviar para o meu lado, tropeçou no meu pé e ia caindo. Houve alturas em que, para passarmos à frente, o meu marido e a minha filha encolhiam-se e ficavam à minha frente, logo, eu não conseguia correr. Se houvesse mais largura, podíamos ir os três, lado a lado, sem nos atropelarmos uns aos outros.


 


N.º 5 - Quando se corre em duplas ou equipas, em que nem todos os membros têm a mesma preparação física e resistência, e nos termos acima mencionados, não se pode pensar em cortar a meta nos primeiros lugares, nem em tempos de prova. O meu marido, que está habituado a correr (na véspera foi fazer outra prova, de 10km), queria ver se fazíamos o percurso todo a correr. Queria passar à frente dos que estavam no nosso caminho mas é mais fácil passar uma pessoa que três e, como estavamos presos, era só puxões nos braços uns dos outros. Depois, a Inês dizia que queria caminhar porque estava cansada. Ele, insistia para ela fazer um esforço. Ela estava feliz por estar a participar, mesmo que fosse só a caminhar. Ele, com o seu espírito competitivo e para quem 2km eram um aquecimento, queria correr e cortar a meta o quanto antes. É complicado. Mas, no fim, a Inês acelerou e cortámos a meta, quando ainda vinha metade dos participantes atrás de nós! 


 


 

Militares nas escolas - boa medida ou nem por isso?


 


Se um dia destes os vossos filhos se depararem com um militar na escola, não fiquem surpreendidos. É que resolveram ir buscar aqueles militares (das Forças Armadas) que se encontram na reserva, para fazer vigilância dentro das escolas, principalmente, nos recreios e junto à vedação escolar.


A sua função será, essencialmente, "impedir agressões entre os elementos da comunidade escolar", explicou o Ministério da Educação e Ciência (MEC). Estes militares irão assim complementar o trabalho desenvolvido por agentes da PSP e GNR no âmbito do Programa Escola Segura.


Para além disso, vão zelar pelo cumprimento das regras na escola, pela conservação e gestão dos equipamentos da mesma por parte dos alunos, e fiscalizar o estado de conservação das infraestruturas e equipamentos da escola, detectando danos ou falhas no seu funcionamento.


A colocação destes militares vigilantes irá depender das necessidades de cada estabelecimento de ensino, tendo em conta a sua localização, população, dimensão e problemáticas associadas.


As escolas garantem assim, de acordo com o MEC, a defesa dos direitos das crianças e jovens que as frequentam, e onde os militares prestarão serviço, e protecção contra qualquer forma de abuso, detectando ilegalidades e infracções às regras de cada escola.


Mas nem todos estão de acordo com esta medida. Muitos, consideram-na absurda porque estes militares não têm qualquer formação para lidar com os estudantes, e podem não saber actuar da forma mais conveniente em determinadas situações. De facto, foram treinados para lidar e combater o inimigo, podendo reagir com atitudes resultantes desse treino, que em nada beneficiam o ambiente e a resolução dos problemas entre alunos, e entre alunos, professores e funcionários, nas escolas.


Mas, por outro lado, talvez seja uma mão mais forte que faz falta em algumas dessas escolas, um pulso firme, alguém que imponha respeito. 


Na escola da minha filha costumam estar no portão da entrada, uma vezes, um funcionário (que já tinha estado antes na escola primária e que já todos conhecemos) e, outras vezes, funcionárias. A diferença entre a forma como são controladas as entradas e saídas, comportamento dos alunos naquela área e o respeito e cumprimento das regras são visíveis.


As funcionárias (mulheres na casa dos 30/ 40 anos) deixam fazer tudo e parecem ter medo dos jovens mais velhos. Estão ali mais a cumprir o horário, a desejar que tudo corra tranquilamente e a receber o seu salário ao fim do mês.


O dito funcionário (único homem na escola nessa função), não deixa passar nada. É extremamente simpático e atencioso, mas não deixa que lhe pisem os calos. Nem tolera mau comportamento e faltas de respeito. Se alguém não leva cartão, repreende. Se são os mesmos de sempre, que ele já conhece, chateia-se a sério e avisa-os que da próxima vez não entram nem saem.


Há escolas em que os auxiliares fingem que não vêem o que se passa, para não sobrar para o lado deles. Porque não querem correr riscos. 


Isto é só um exemplo de como, nem sempre, um auxiliar de acção educativa consegue controlar os problemas existentes nas escolas.


Agora, se com os militares, vai haver uma forma errada de lidar com os estudantes, se vai haver abusos e violência da parte deles como forma de evitar ou pôr fim a abusos e violência entre a comunidade escolar, não sei.


 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Verão sem cinema, não é verão!


O verão está aí a chegar e há que aproveitá-lo da melhor forma. Que tal uma sessão de cinema em família, com amigos ou com a vossa cara-metade? As minhas sugestões para este verão são:


 


DIVERTIDA MENTE



 


 


 


Divertida Mente fez um enorme sucesso aquando da sua apresentação no Festival de Cannes, tendo feito a plateia vibrar e questionar-se porque não está o mesmo em competição.


Com a marca da Disney-Pixar, e direção de Pete Docter, este filme de animação que estreia nas nossas salas de cinema já no próximo dia 18 de junho será, talvez, o mais aguardado do ano por miúdos e graúdos!


Um filme diferente, em que as emoções de uma menina, tais como alegria, tristeza, medo, raiva e repulsa, ganham forma e se transformam em personagens reais.


Vamos poder assistir a uma viagem ao interior do cérebro de Riley que, aos 11 anos, se vê obrigada a dizer adeus a uma vida feliz, e começar uma nova vida que não lhe agrada.


Riley mergulha, então, numa depressão, perdendo pouco a pouco todos os seus interesses, mas a “alegria”, praticamente sozinha nesta luta, vai fazer da tristeza e da saudade suas aliadas, e devolver emoções positivas a esta menina para que recupere o equilíbrio.


Numa viagem ao interior do seu cérebro percebemos, por exemplo, como se formam as memórias e como se definem experiências tão fundamentais, como fazer novas amizades.


Sem dúvida, um filme a não perder neste verão!


 


CIDADES DE PAPEL



 


 


Depois do grande êxito que teve o filme A Culpa é das Estrelas, chega agora mais uma adaptação de um romance de Jonh Green – Cidades de Papel!


Este filme traz-nos um estudante universitário, Quentin, que é apaixonado pela sua vizinha e amiga desde os tempos da infância, Margo.


Margo é irreverente, inteligente, popular, a rapariga perfeita, como seria de esperar. E sedenta de liberdade. Mas, na verdade, ninguém realmente a conhece. 


Desafiado por Margo para uma aventura de uma noite pela sua cidade, Quentin alinha. No entanto, Margo desaparece misteriosamente, deixando-lhe pistas para ele decifrar que levam Quentin e os seus amigos, a embarcar numa viagem para descobrir o paradeiro da sua apaixonada.


Para quem gosta do género, recomendo!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Como é que eu sei quando vai haver festa na minha rua?


 


Quando começam a caiar o muro à volta do recinto! Só nessa altura é que passa de verde a branco!


Quando começam a cortar as árvores que se encontram dentro do recinto. O ano passado cortaram de vez a palmeira. Este ano, andaram a cortar alguns troncos das ameixoeiras.


Quando se começam a juntar carrinhas no recinto, e abrem as portas da cozinha e bar que no resto do ano estão trancadas.


E pronto, ao que parece, vai mesmo haver festa, e dizem que é já este fim de semana. Quem não está muito contente é o meu pai que, com música à porta de casa, vai ter dificuldades em dormir.


 


Sugestões para leituras de Verão

Porque no verão sabe bem levar um livro connosco, seja para a praia, para o campo, numa viagem ou apenas para um momento na esplanada, aqui ficam as minhas sugestões de leitura para o vosso verão:


 


Um Verão Inesquecível, de Mary Balogh



Este livro faz parte da série Bedwyn, que conta as peripécias amorosas de seis irmãos. No entanto, tanto no primeiro livro como neste, a família Bedwyn acaba por exercer apenas um papel secundário, numa espécie de introdução e fio condutor para os seguintes.


“Um Verão Inesquecível” traz um visconde, conhecido por Kit, muito pouco interessado no casamento que lhe querem impor, e Lauren, uma noiva, recentemente abandonada no altar, que decidiu que o matrimónio não é para ela.


No entanto, quando se conhecem, e porque lhes é conveniente, fazem um acordo: Lauren vai fingir que é noiva de Kit, para evitar que este case com Freyja e, em troca, Kit terá que proporcionar um verão inesquecível a Lauren. Findo esse tempo, ela romperá o compromisso, ambos recuperarão a liberdade, e cada um seguirá o seu caminho.


Mas o inevitável acontece: apaixonam-se um pelo outro! No entanto, casmurros como são, arriscam-se a abrir mão do amor e da felicidade. Será que este será um verão, de tal forma, inesquecível, que os faça abrir os olhos a tempo de ver o que podem estar a perder?


 


Sem Medo do Destino, de Nora Roberts



Uma história passada durante o verão, na cidade de Washington que atravessa, por essa altura, uma enorme vaga de calor. Que poderia até ser a notícia do momento, se não fosse o assassinato, entretanto, ocorrido.


Uma jovem aparece estrangulada e, a seguir a ela, outras mais. Como tal, a polícia acaba por requisitar os serviços de uma psiquiatra – A Dr.ª Teresa Court, mais conhecida por Tess - para traçar o perfil do presumível assassino a quem apelidam de “O Padre”. Isto porque a arma do crime é um amicto – gola branca que os padres usam com a batina – e porque o assassino deixa um bilhete junto ao corpo das vítimas a dizer “está absolvida dos seus pecados”.


Quem vai cair de amores pela bela psiquiatra é Ben, o detetive que está a investigar o caso, mas que vai ter muito trabalho para conquistá-la porque, apesar da sua fama de mulherengo, encontrou uma mulher pela frente que não reage, como seria de esperar, às suas investidas.


Confesso que, por mais razões que Ben tenha para agir da forma como age com Tess, por vezes dá vontade de o mandar para um determinado sítio, de tão arrogante e senhor da verdade que se mostra.


Mas há mais alguém enfeitiçado por ela e, quem sabe, não será Tess a próxima vítima.


Um livro realmente empolgante em que, mais uma vez, fica provado que o perigo pode vir de onde menos se espera e estar ali mesmo ao nosso lado!


 


Nós por aí, de Diogo Amaral e Vera Kolodzig



Uma aventura de cerca de quatro meses, com uma mochila às costas, muita vontade de viajar e conhecer novas gentes e povos, um enorme gosto pela aventura, um pouco de sorte e um toque do destino à mistura.


Tailândia, Cambodja, Malásia, Vietname, Filipinas e Austrália fizeram parte do roteiro escolhido por este casal, que acabou por, mais que descobrir novos países, conhecer-se melhor a si próprio.


Um livro capaz de inspirar outros casais (e não só) a partir para umas férias de sonho neste verão de 2015!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

No que eu me fui meter!


 


Porque é que tinham que me enviar um email a falar sobre isso?


Porque é que eu tinha que achar graça à ideia e falar dela ao meu marido e à minha filha?


Porque é que eles tinham que ficar tão entusiasmados e querer participar?


 


Agora, não me safo!


Recebi um email com informação sobre a Corrida da Criança, que se vai realizar no próximo domingo, nos jardins do Casino Estoril.


É uma corrida organizada pela APCOI - Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil e o dinheiro das inscrições é para ajudar a associação.


Ah e tal, é uma actividade gira para se fazer em família. Pode-se correr ou caminhar, há prémios, brindes e muitas outras actividades.


Escusado será dizer que a minha filha ficou mais interessada nessas outras actividades! O meu marido, que no sábado vai participar numa outra corrida de 10 km, é o primeiro a incentivar-nos.


Ainda disse para irem eles os dois, mas para eu poder entrar no recinto, tenho que estar inscrita. E, já que estou inscrita, tem graça é participar!


Há quase 20 anos que não calço uns ténis (vou ter que pedir emprestados à minha filha) e que não corro! Nem quero imaginar a figura que vou fazer e como vão estar os meus músculos na segunda-feira!


O que vale é que são só 2 km! O que para mim já é um longo caminho :)


Desejem-me sorte nesta aventura, que bem vou precisar!

Sobre o filme LOL


 


Sim, tenho 36 anos mas gosto de filmes de, para e sobre adolescentes!


E este foi um deles. Porquê?


Porque um dia já fui uma adolescente, e tenho uma filha que para lá caminha, e porque estes filmes retratam a forma de pensar de alguns jovens na adolescência, medos, expectativas, as relações entre pais e filhos e a melhor forma de chegarmos até eles, e fazermos parte do seu mundo sem nos impormos.


 


Sinopse:


"Num mundo ligado pelas redes sociais, Lola e os seus amigos passam pelas típicas pressões das amizades e amores de liceu, ao mesmo tempo que entram em conflito com os seus pais. De coração partido por causa do ex-namorado, o mundo de Lola fica ainda mais virado do avesso quando percebe que o seu melhor amigo, músico de uma banda em ascenção, pode ser o seu verdadeiro amor. Lola está prestes a descobrir que o “estado” do facebook é algo bem mais fácil de alterar, do que propriamente as verdadeiras relações..."


 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Dicas para quem se quer dedicar ao voluntariado


 


“A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.”, já dizia John Ruskin.


 


Decerto já procuraram, muitas vezes, um novo sentido para a vossa vida, um novo objetivo ou, simplesmente, uma ocupação. É nesses momentos que pode surgir a ideia do voluntariado. Porque não?


No entanto, enveredar pelo voluntariado não é uma decisão que devam tomar, e levar adiante, no calor do momento.


Há que ter em conta alguns aspetos fundamentais, antes de seguir adiante com esse desejo:


- não se devem tornar voluntários a pensar que vão receber, em troca, alguma recompensa material ou notoriedade por isso;


- devem entrar no mundo do voluntariado com a mente e o coração abertos, livres de qualquer preconceitos, e dotados de sensibilidade em relação à situação daqueles que pretendem ajudar;


- aquilo que vos move tem que ser, acima de tudo, a vontade de ajudar, de ser útil, de fazer a diferença, de dar o vosso contributo para um futuro melhor, de oferecer amor ao próximo e, em troca, tornarem-se pessoas emocionalmente mais ricas;


- é necessário terem disponibilidade – vão assumir um compromisso e têm que ter a certeza de que o podem honrar e cumprir;


- devem ter algum amadurecimento emocional e psicológico, uma vez que não sabem com que situações se podem vir a deparar;


- devem identificar-se com a missão para a qual se vão voluntariar;


- devem ter, igualmente, em conta que, para determinados tipos de voluntariado, será necessária formação específica.


Se consideram que preenchem todos estes requisitos, e que estão aptos a ingressar no mundo do voluntariado, então sigam em frente, e tenham em conta que, quando falamos de voluntariado, este não se refere apenas a ajudar outras pessoas, mas também os nossos amigos animais, que precisam, igualmente, de dedicação, cuidados e muitos mimos!


 


Texto elaborado para a primeira edição da revista online BLOGAZINE.

Férias de Outono?!


 


Quando li a notícia fiquei a pensar: "olha, que bela ideia!".


Depois, percebo que, aquilo a que chamam férias é, na realidade, uma pausa de 2 dias!


É esta medida que o Conselho das Escolas defende - que os alunos tenham uma pausa de 2 dias, a meio do primeiro período, tal como acontece noutros países europeus. Medida essa que já recomendou ao Ministério da Educação, para incluir no calendário escolar. 


Continuando, de qualquer forma, a haver as interrupções lectivas do Natal, Carnaval e Páscoa.


Mas, porquê esta medida? Porque o primeiro período é o mais extenso de todo o ano lectivo, com quase 3 meses de aulas. Assim, os alunos podem descansar, e as escolas fazer um balanço e decidir medidas de apoio aos alunos com dificuldades.

Tendo em conta a intenção da medida, e embora 2 dias sejam melhor que nada, penso que esta pausa deveria ser um bocadinho maior. Porque não uma semana?


 


 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Sobre o filme "Maléfica"


 


Já tinha ouvido falar deste filme mas nunca tive vontade de o ver. A única ideia que eu tinha era a de que a Angelina Jolie fazia de má, e que era uma espécie de história da cinderela ou algo do género.


Ontem estava a dar no canal TV Cine, e a minha filha e o meu marido quiseram ver. Como estava na sala, acabei por vê-lo com eles.


Descobri que tinham uma ideia errada da personagem interpretada pela Angelina e que, apesar no nome - Maléfica - ela era tudo menos má, ao contrário de Stefan, por quem ela se apaixonou! Esse sim, era maléfico, interesseiro, egoísta, mentiroso e traiçoeiro.


O filme conta a história de como tudo começou, antes do nascimento de Aurora - a bela adormecida, e do que levou a fada, supostamente, má a amaldiçoá-la.


Mais uma vez, o filme surpreendeu-me pela positiva ao encarar o conceito de "amor verdadeiro" de forma diferente, à semelhança do que tinha acontecido no Frozen.


Recomendo a todos que vejam este filme, sozinhos ou em família, porque vão gostar!


 

O pior cego é aquele que não quer ver


 


Um jovem igual a tantos outros, fruto do amor entre duas pessoas, numa família que poderia ser perfeita, viu-se envolvido num ambiente de risco, com um pai alcoólico e violento, e com um grande sentimento de culpa a pesar-lhe nas costas. 


Como é que isso foi possível? Tudo corria bem até que o pai começou a queixar-se que a mãe dava mais atenção ao filho do que a ele, e de como tudo tinha mudado, depois de ele ter nascido.


Começou a beber, e a ser agressivo para a mãe de Joey, desculpando-se em seguida com a pressão do trabalho. Mas logo dizendo que, se não fosse o filho precisar sempre de alguma coisa, já se tinha despedido.


Ora, Joey foi crescendo com a ideia de que, se ele desaparecesse, tudo se resolveria. Foi por isso que, aos 9 anos, fugiu de casa. Esta foi a primeira chamada de atenção para o facto de que Joey não estava bem.


A segunda, foi quando começou a beber! Apesar de não gostar do sabor, fazia-o parar de chorar, esquecer tudo e adormecer rapidamente. Passou a utilizá-lo como anestésico, sempre que os pais discutiam.


Após o divórcio dos pais, que representou uma culpa acrescida, Joey sentia vergonha de se ter tornado igual ao pai. Mas também sentia que não conseguia tornar-se igual ao padrasto.


Quando a mãe e o padrasto o levaram às consultas de psicologia, já ele tinha pensado em suicídio. Embora no início Joey não quisesse ir, acabou por gostar da psicóloga. Mas esta nunca conseguiu chegar até ele, e isso frustrava-a, porque estava a ver o que, possivelmente, iria acontecer se ninguém agisse.


Aconselhou a mãe a não mudar o filho de escola. A mãe não quis saber e fê-lo. Aconselhou a mãe a interná-lo numa clínica, onde poderia ter outro tipo de tratamento. A mãe não quis ouvir. Pelo contrário, achou que o filho já não precisava de mais consultas, porque já não bebia, nem tão pouco de qualquer contacto com ela. Nunca soube que o filho queria, realmente, conversar com a psicóloga e ir para a clínica.


A juntar-se a isto, veio a gota de água. O desapontamento com o pai, que não o foi buscar como prometido, no dia da Acção de Graças. Mais uma vez, pensou que era culpa sua. E não queria mais isso.


A ponte era a solução! Tudo o que Joey queria era paz. Morrer era a forma de a obter. Joey tinha apenas 14 anos.


Por vezes os pais agem como se só eles soubessem o que é melhor para os seus filhos, e não querem ver o que está à sua frente, não compreendem ou ignoram os sinais, fazem orelhas moucas ao que quem pode ajudar tem a dizer. E depois, é tarde demais para encarar a verdade.


"Não acreditei em si. Não compreendi. Eu não sabia", foram alguns dos pensamentos que vieram à mente do padrasto de Joey, quando a psicóloga chegou ao hospital onde, mais tarde, Joey viria a falecer, após o suicídio.


Já a mãe, essa culpou a psicóloga, que deveria ter feito alguma coisa para o evitar, para o fazer feliz. Que deveria ter feito mais do que apenas conversar, semana após semana. Que deveria ter curado o seu filho.


No entanto, esta fúria mais não era do que uma forma de transferir para terceiros, aquilo que ela própria nunca quis ver. E não há pior cego que aquele que não quer ver...


 


 

domingo, 14 de junho de 2015

Ontem fomos ver as marchas!


 


O meu marido queria muito ir ver as marchas aqui em Mafra, por isso, depois de muito insistir, lá fomos. Tinha-me esquecido de como estas noites costumam ser geladas. Até porque o desfile se realiza em pleno descampado, em frente ao Convento de Mafra.


Ainda bem que levei o meu casaco de inverno! Havia, inclusive, uma mulher embrulhada numa manta!


Confesso que não acho muita piada a este tipo de desfiles. Talvez pelo tempo que cada marcha leva a actuar. Ou por não estar confortavelmente sentada e quentinha. Não sei como é que as pessoas conseguem gostar de estar ali tanto tempo a ver não sei quantas marchas.


Só pedia era que se despachassem e viessem as próximas. E depois, parecem-me todas a mesma coisa, o mesmo tipo de vestuário, os mesmos arcos, os mesmos passos.


Claro que há diferenças e, das que vimos, a que mais se distinguiu foi a da freguesia de Santo Isidoro. 


No fim, realizou-se o espectáculo de fogo de artifício. E viemos para casa, que já se fazia tarde, e estávamos prestes a congelar. Mas, como dizia uma senhora "a noite até nem esteve má, e o S. Pedro ajudou!"


Só depois de tudo terminado é que a chuva desabou, para não mais parar!



 

sábado, 13 de junho de 2015

The Two Generations no Bar Neptuno na Ericeira


 


Ontem fomos ao bar Neptuno, na Ericeira, para distrair um bocadinho.


Este bar já é bem antigo. É pequeno de tamanho, mas grande de espírito - tem um ambiente fantástico, familiar, em que quase toda a gente se conhece!


A proprietária, D. Fernanda, também conhecida por Cher Neptuno, é uma simpatia e acolhe da melhor forma os clientes do seu bar.


Com música ao vivo, ontem com a actuação do grupo The Two Generations", formado por José Côco e Gonçalo Rodrigues (também membro da nossa banda preferida de baile Ouriços), o ambiente era de festa para celebrar o Santo António, com música popular, algumas kizombas e outros géneros. 


 



 


Foram umas horinhas bem passadas. Se algum dia forem até à Ericeira, não deixem de visitar.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Quando os organizadores (professores) não pensam...


...os alunos é que pagam!


 


Depois de tantas coisas que já me indignaram e me aborreceram ao longo deste ano lectivo, não queria terminá-lo com mais uma crítica, mas não posso deixar de me manifestar, mais uma vez, quanto à forma como foi organizado este espectáculo musical de fim de ano, e quanto ao apoio que não deram aos alunos que pretenderam participar.


Tudo começou com um concurso musical para o qual se inscreveram vários alunos. No dia da selecção, apenas alguns desses alunos passaram à próxima fase. 


A minha filha foi uma das alunas que participou, e ficou pelo caminho. Sem stress. 


Mas quando já nem sequer pensava mais nisso, é informada que vai haver um espectáculo musical de fim de ano e que todos os alunos que se inscreveram no concurso, mesmo os que tinham sido eliminados, iriam participar.


Como ela quis, foi à reunião na qual ficou decidido qual o tema, o horário do último dia de aulas e a forma como iriam ensaiar.


Era suposto os alunos participantes, nas aulas de música com a professora dessa disciplina, ensaiarem nem que fosse 10/15 minutos.


No dia da aula, a minha filha levou a pen com a música para a aula mas a professora disse que não tinha tempo para fazer isso!


No dia do espectáculo, vai ela toda entusiasmada para a escola de manhã, para o ensaio. À hora do almoço, sai de lá com a notícia de que afinal já não vai entrar no espectáculo, porque estava a desafinar!


Por favor, poupem-me! Então mas os professores pensam que é em uma ou duas horas que os alunos vão aprender a cantar afinadamente?! 


O que me irrita não é que a minha filha tenha sido excluída, mas a forma como organizaram (ou não) tudo isto. 


Se queriam somente alunos que soubessem cantar, porque não chamaram apenas os que foram seleccionados aquando do concurso musical? Porque é que foram buscar os eliminados da competição? E se queriam que os alunos fizesse uma boa prestação no espectáculo, porque é que trataram tudo sem lhe dar a devida importância?


Porque é que não combinaram com os alunos, algumas horas para ensaiar, durante as últimas semanas? Porque é que a professora não pôde dispensar um pouco de seu tempo para ajudar aqueles que tinham mais dificuldades? 


Porque não pensaram! Porque acharam preferível fazer tudo em cima do joelho, levar os alunos a pensar que iam fazer parte do espectáculo. Só que, em cima da hora, perceberam que alguns alunos não estavam preparados, mandando-os embora, decepcionados! 


Ah, mas como prémio de consolação, a minha filha pôde faltar na mesma à aula da tarde para ajudar a professora!


Desculpem-me, mas isso não se faz!


Se era para ser um espectáculo com os melhores, deviam ter levado tudo mais a sério, e avaliado os alunos antes. Se era apenas um espectáculo de despedida, para um momento de convívio, deviam deixá-los cantar e divertir-se, ainda que a afinação nem sempre estivesse presente. 


Não copiem, sejam originais!


 


Primeiro surge a vontade de ter um blog.


Está na moda! A amiga X tem, o amigo Y tem, porque não ter um também?


Depois, nos primeiros tempos, há sempre muito para escrever mas, com o tempo, as ideias vão ficando escassas. Não sabemos onde pesquisar sobre aquilo que querermos falar. Ou, simplesmente, não temos nada para falar. Mas não se pode deixar o blog sem publicações, por isso, há que encontrar uma solução. 


Qual?


Andar de blog em blog e copiar aquilo que os outros escrevem!


Eu até entendo que um determinado blog tenha um post sobre aquele assunto que vocês queriam falar, ou que até nem queriam mas acharam que seria bom, mas por favor, não se limitem a copiar, como tenho visto em alguns por aí. Não se limitem a fazer copy/ paste.


Tenho a certeza de que com algumas palavras da vossa autoria, conseguem tornar um assunto igual, num texto ligeiramente diferente.


Mesmo quando colocam o link do blog de onde retiraram o texto (o que em alguns casos não acontece), isso só resulta em duas coisas, publicidade para o blog original, e descredibilização do vosso.


Por isso tentem, pelo menos, dar um toque pessoal às vossas publicações e, sempre que possível, ser originais! Não se esqueçam de que apenas umas palavras, uma opinião ou uma imagem distinta, podem fazer toda a diferença.


Os vossos leitores vão, de certeza, agradecer e valorizar a vossa dedicação e originalidade. 


 


A saúde em Portugal no seu melhor!


 


A situação já não é uma novidade, mas nem por isso choca menos. Nem tão pouco me deixa menos inconformada com o estado a que as coisas chegaram e com a forma como é encarada a saúde em Portugal.


Vem isto a propósito das filas que se formaram à porta do Hospital da Ordem Terceira, no Chiado, em Lisboa, para a tentativa de marcação de um exame essencial de diagnóstico com anestesia - a colonoscopia!


E isto porquê? Porque apesar de o exame ser agora comparticipado, não existem muitos locais que o façam nesses termos e, os que fazem, exigem marcação presencial!


Por isso, as pessoas que realmente precisam de realizar o exame, e não podem pagá-lo numa clínica privada, "montam acampamento" à porta do hospital onde esperam ter a sorte de conseguir uma das tão desejadas 150 senhas diárias!


Umas com banquinhos para esperarem, literalmente, sentadas! Outras com espreguiçadeiras e mantas para passar a noite. Vê-se de tudo um pouco por ali. 


Que meia dúzia de adolescentes e adultos saudáveis o façam, de livre vontade, para assistir a um concerto, é lá com eles. Mas "obrigar" pessoas mais idosas, como é o caso da maior parte destas que vêm para a fila, a estar ali horas ou noites, sujeitas às condições meteorológicas, ao cansaço, ao desespero, a uma espera pela senha da sorte, quando a saúde deveria ser um direito garantido a todos, é revoltante.


Pior ainda, quando muitas dessas pessoas, depois de se terem levantado cedo, e gastado dinheiro em transportes, têm que voltar a fazê-lo novamente no dia seguinte, porque naquele dia não conseguiram senha.


Tudo isto poderia ser evitado com um simples telefonema. Mas parece que gostam de dificultar ao máximo o acesso à saúde gratuita.

E não é só com a marcação de colonoscopias que isto acontece. Cheguei a ter que ir para a porta do meu centro de saúde, às quatro da madrugada, para conseguir uma das 10 vagas do dia para consulta com a minha médica de família!


Quem tivesse carro, ainda pode esperar dentro dele. Mas também se viam por lá muitos idosos e outras pessoas sem qualquer protecção, nem local onde se abrigar, naquelas horas de espera, até o centro de saúde abrir. Apesar de a situação se ter alastrado durante anos, ninguém foi capaz de, ao menos, colocar ali um telheiro, um banco para sentar, nada! Felizmente, hoje em dia, já não acontece isso. 


Mas, de uma forma geral, a saúde em Portugal deixa muito a desejar, no que ao seu acesso, direitos e gratuitidade diz respeito.


Enquanto estamos vivos ela é bastante inacessível. Depois de mortos, já não precisamos dela!


 


quinta-feira, 11 de junho de 2015

O que fazer com livros repetidos?


Costumo encomendar livros na Wook. Até há pouco tempo, em livros de valor igual ou superior a 15 euros, não pagava portes de envio. Parece que isso acabou.


Estava a fazer uma encomenda quando percebi que, por causa de um dos livros que ainda estava em pré-venda, só iria receber a mesma ao fim de 3 semanas. 


Por isso dividi a encomenda em duas. No entanto, ao perceber que na segunda iria pagar portes, desisti, e fui procurar noutras livrarias online. Encontrei o mesmo livro na Bertrand, com desconto, portes grátis e oferta de um outro livro. Mandei vir.


O livro em causa era A Rapariga no Comboio! Por azar, o livro de oferta já o tenho - Não Digas Nada, da Mary Kubica! Já aqui falei dele.


Então, e agora, o que vou fazer com ele?


Podia fazer um passatempo, para chegar a um número qualquer de comentários, pedir-vos para fazerem um "gosto" nas minhas páginas das redes sociais, ou pedir-vos para divulgarem o meu blog a não sei quantas pessoas, ou algo do género. Mas não o vou fazer.


Posso até vir a oferecê-lo através do blog, mas sem exigências deste género. Mas também posso aproveitar para oferecê-lo a algum aniversariante, e poupar o dinheiro de uma prenda.  Ou posso, simplesmente, pô-lo à venda.


Ainda não decidi o que fazer com ele mas, de qualquer forma, se alguém estiver interessado no mesmo, que se acuse!  


 


Aqui fica a sinopse:


"Um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, Não Digas Nada revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.
Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.
Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia."


 

O Guardião das Causas Perdidas

 



 


Depois de ter visto uma comédia romântica, andava à procura de outro filme do género para ver, quando "tropeço" com este "O Guardião das Causas Perdidas", cujo trailer já tinha visto há uns meses e me interessou.


Por isso, nem procurei mais e embarquei neste filme, apesar de não gostar muito de filmes que não sejam falados em inglês. Não me desapontou.


Tem algumas cenas não aconselháveis a pessoas sensíveis (eu incluída). Logo no início, três detectives entram numa casa, por insistência de um deles, que não quis esperar pelos reforços. Um deles perde a vida, outro fica acamado, e o terceiro, o detective Carl Mørck, é afastado da secção de homicídios e transferido para um novo departamento, o Departamento Q.


Carl é conhecido por ser uma pessoa temperamental, e pelo seu mau feitio e incapacidade para sorrir, agravados pelo abandono da sua mulher, pela recente morte do seu parceiro, e pelo facto de se sentir responsável pela situação do amigo, que ficou inválido.


Agora, vê-se atirado para um departamento que tem como objectivo rever casos arquivados nos últimos 20 anos, tendo como única companhia um peculiar assistente, Assad. A ideia é olhar para os casos, elaborar um relatório, e voltar a arquivá-los.


Mas Carl vai fazer muito mais que isso. Ao analisar o caso de uma deputada desaparecida e que, aparentemente, se suicidou, Carl e Assad vão seguir novas pistas que poderão revelar uma outra verdade, muito mais aterradora. 


Ao longo do filme vamos vendo as cenas actuais da investigação, e as cenas do que realmente aconteceu a Merete Lynggaard.


O que posso retirar deste filme?


Carl pode ter um mau feitio que ninguém atura, mas é um excelente profissional e segue o seu instinto, muitas vezes contra a vontade dos seus superiores, até mesmo depois de suspenso. É graças à persistência e teimosia dele que a vida de Merete é salva da morte certa.


Os verdadeiros amigos dizem aquilo que não queremos ouvir, mostram-nos aquilo que não queremos ver, e tornam o nosso mundo um pouco melhor. Carl não estava habituado a trabalhar com alguém que não os seus parceiros (os únicos que o aturavam), mas Assad vai mostrar que nem tudo está perdido. A lealdade vai estar presente nesta relação improvável. Por outro lado, quando Carl já estava disposto a desistir, o seu amigo e antigo parceiro pede-lhe para seguir aquilo que ele é, porque é o que ele faz melhor. E que não o desiluda. É assim que Carl recupera a coragem e garra para ir contra todas as regras, e salvar Merete.


Um acontecimento traumatizante pode mudar para sempre a vida de alguém, e transformar essa pessoa naquilo que será em adulto. Este filme mostra como a morte do pai e da irmã, devido a um acidente de viação provocado, de forma não intencional, por uma criança num outro carro, vai transformar um menino como tantos outros, num homem vingativo e psicopata. Porquê? Porque este menino vai ser retirado à mãe, vai para uma família adoptiva onde será abusado, fugindo assim que pode. Vai então para um orfanato onde, para defender um amigo, vai começar a mostrar os primeiros sinais de revolta e violência extrema. 


Outra das vítimas desse acidente, foi o irmão de Merete, que sofre desde essa altura de problemas mentais. Mas, se não é fácil lidar com uma pessoa deficiente, também não é impossível. É uma pessoa como qualquer outra que, apesar das suas limitações, também brinca, sorri, sofre, tem medo. Com algum tacto, e compreensão, é possível chegar até ele.


Mas, afinal, o que aconteceu a Merete?


Foi raptada, e ficou fechada numa câmara hiperbárica durante 5 anos! 5 insuportáveis anos durante os quais ela podia ter, simplesmente, desistido. Mas não o fez! Tentou o quanto pode manter-se consciente, e acreditar que um dia iria sair dali, e libertar-se daquele monstro. 


Graças a Carl, ela sobrevive. E poderá voltar para junto do irmão. Mas as consequências desse cativeiro em condições extremas, essas vão ficar para sempre. E nós só podemos imaginar...


 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Sou uma mulher cheia de sorte!


 


As galinhas, galos ou afins do meu vizinho invadiram o meu quintal, atiraram com os vasos, espalharam terra e ainda me deixaram o chão todo sujo de cocó.


Para limpar o quintal, fui tentar consertar a mangueira mas, sem ferramentas, é didícil. A única coisa que consegui foi magoar a mão.


Pensei então "seguro com uma mão a mangueira junto à torneira, e com a outra aponto para o chão". Resultado: não dava para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, por isso, a mangueira soltou-se, levei um banho e nada de quintal limpo!


Toda contente porque o tempo estava bom para enxugar, estendo a roupa no quintal. Umas horas depois, vou apanhá-la. Mas um pássaro lembrou-se de deixar a sua marca nos lençóis, por isso, tive que pôr a roupa a lavar novamente!


Deve ser por isso que este menino aqui de cima se está a rir! Andam as aves todas a gozar comigo!

Do Teu Pai, com Amor, de Garth Callaghan


 


Pode ser mais um livro a querer puxar para o sentimentalismo, e com um tema já falado milhares de vezes em tantos outros livros do género mas, ainda assim, este conseguiu prender a minha atenção!


Porque é diferente! Porque fala de coisas simples mas, ao mesmo tempo, tão importantes. Porque fala de relacionamento entre pais e filhos - neste caso, entre pai e filha, de cumplicidade, de ensinamentos, de aproveitar o tempo da melhor forma, de estar perto, mesmo longe...


A história do livro é baseada em factos reais, e o autor é, ao mesmo tempo, o protagonista. Garth Callaghan sentia aquilo que muitos pais também sentem - não ter quase tempo nenhum para estar com os filhos. Mas encontrou uma forma original de estar mais presente: 


 


"Garth Callaghan sentia sempre um aperto no coração por ter tão pouco tempo para a filha. Durante a semana via-a sempre de fugida, de manhã e à noite, e pouco mais. Queria prolongar esses momentos com a pequena Emma, mas não sabia como fazê-lo. Um dia, enquanto lhe preparava a lancheira para a escola, lembrou-se de escrever uma mensagem num guardanapo… Foi a primeira de muitas. Escrevia frases pequenas, inspiradoras, que ajudassem a filha a enfrentar os desafios do dia-a-dia, os testes, as decisões difíceis. Punha no papel pensamentos seus, provérbios de diferentes países ou citações famosas. Até que Garth adoeceu gravemente. Descobriu que tinha um cancro terminal, e que lhe restavam poucos anos de vida. Nunca, como até esse momento, as mensagens lhe pareceram tão importantes. E este livro, estas mensagens, são a prenda de despedida de Garth para Emma. Para a filha, mas também para todos os pais e mães do mundo, a quem o autor insiste em dizer - com os nossos filhos todos os minutos contam, vamos aproveitá-los."


 


Não sabendo quanto tempo de vida lhe resta, Garth Callaghan garante que a sua filha Emma encontrará todos os dias, até concluir o ensino secundário, uma mensagem escrita num guardanapo, a embrulhar-lhe o lanche!

E sabem qual é a outra surpresa que este livro nos reserva? Traz dentro um marcador, e guardanapos brancos para enviarmos, nós mesmos, mensagens aos nossos filhos!


Mais um livro para a minha lista! 


 


 


 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Coisas que só me acontecem a mim VI - Aventura com osgas


 


Estava eu a tentar fazer uma boa acção e é assim que sou paga!


Peguei no regador e fui enchê-lo com a mangueira, no quintal, para regar os vasos das ervas da Tica. A mangueira desencaixa, e salta água por todo o lado! Nisto, uma osga que por ali andava escondida sentiu-se incomodada, saiu do esconderijo, e apareceu à minha frente. 


Já devem estar a imaginar a cena! Mandei-lhe com a pouca água que tinha no regador, mas nada. Tentei pôr a mangueira a funcionar mas, com a pressão, saltava de novo. Peguei num balde que tinha lá cheio de água e despejei em cima dela. Lá consegui que saísse pelo buraco para o lado de fora.


No entanto, o raio da bicha é mais esperta que eu e, quando espreitei, já estava a subir o muro para voltar cá para dentro do quintal.


Tanto tempo demorei a tentar encaixar a mangueira (sem sucesso), que acabei por não regar as ervas e, quando fui ver, já a osga tinha desaparecido. Provavelmente voltou para onde estava, para me pregar mais uns sustos um dia destes.


No dia seguinte, estou no quarto com o meu marido e vou abrir a janela. Assim que a abro apanho um susto, dou um salto, um grito, passo pelo meu marido e só páro no corredor! Estava uma outra osga, mais pequena, no parapeito da janela!


Diz o meu marido: "então e deixas a janela aberta, para ela entrar?!". Lá foi ele fechar a janela e eu, armada em valente (depois de ele me ter dito que ela parecia morta), pelo lado de fora, munida com um mata moscas, para tirar de lá o bicho e comprovar o óbito!


Mandei-a para o chão, não se mexeu. Parecia mesmo morta. Menos mal. Fui empurrando até que a mandei para o terreno do vizinho.


Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos! 


 


 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Até que ponto são os castigos eficazes na educação?


 


No outro dia, em conversa com uma amiga sobre os filhos e os castigos, dizia eu a respeito da minha filha:


"Por enquanto, está proibida de ir ao computador. mas, se não atinar, fica sem ver a Violetta.".


E perguntou-me ela: "Mas isso não a vai revoltar e ter o efeito inverso? Sabendo que já não tem nada a perder, não vai ficar sem vontade de se esforçar?".


Ao que eu lhe respondi: "Então, o que é suposto eu fazer? Nada? Deixar andar?".


Não me parece o melhor caminho. É nesta altura que temos que agir, para que as crianças e jovens percebam que não podem fazer tudo o que querem, e que cada acção tem a respectiva consequência, tanto para o bem como para o mal.


 


 


 


Educação não se dá à base das bofetadas, embore confesse que muitas vezes tiram-nos de tal maneira do sério que nos dá vontade de lhes dar uma. Também não se transmite com gritos porque, às tantas, estamos nós a gritar, eles a gritarem mais alto, nós a tentar fazer-nos ouvir, e acaba por ninguém se ouvir. Embora seja verdade que, por vezes, perdemos a estribeiras.


Assim sendo, resta-nos conversar com eles, explicar-lhes o motivo pelo qual estão a ser castigados, e de que forma podem, futuramente, evitar isso.


Claro que temos que tentar adequar o castigo à acção, sem exageros nem benevolências. E, acima de tudo, cumpri-lo. 


 



 


Até que ponto a táctita dos castigos deixa de ser eficaz? Não faço ideia! Nem sei se pode, realmente, ter um efeito inverso ao pretendido. Somos pais. Não somos donos da verdade, nem temos um manual de instruções para seguir.


Privá-los de algo que gostam pode ser uma boa opção. Podem até mostrar que não os afecta nem lhes faz diferença mas, na verdade, na maior parte das vezes, custa-lhes. E muito.


Claro que pode resultar nuns casos, e não resultar noutros. Mas há que, pelo menos, tentar! 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!