...e tenho uma mistura de sentimentos dentro de mim que nem sei bem explicar.
Acima de tudo, estou em choque. Sabia que um dia isso poderia acontecer, que já estivera mais longe de acontecer, mas ninguém está preparado para quando, de facto, acontece...
Agora está feito, não há nada que eu possa fazer para alterar. Resta-me absorver, digerir da melhor forma possível e esperar por dias melhores...
Não, felizmente ninguém está doente nem faleceu. E também não é mal de amor. Nem o mundo acaba aqui. Mas que custa, custa...E eu sinto-me péssima.
Amanhã será outro dia...Não quero conformar-me. Tão pouco habituar-me. Quero pensar que não voltará a acontecer. Talvez tenha sido apenas um alerta. Quero muito acreditar nisso...
Hoje estou, simplesmente, triste... Com um nó na garganta...Sem palavras...
Rapariga:
ResponderEliminarexplica-te melhor que assim a malta fica preocupada
Beijinho
Dia de a minha filha receber teste. Aquele para o qual o estudo me deixou à beira de um ataque de nervos.
ResponderEliminarA nota foi assim tão má ou ainda não sabes?
ResponderEliminarInfelizmente, soube hoje ao almoço. E foi mesmo muito má.
ResponderEliminarOh poças mas isso é um exame para que ano?
ResponderEliminarUm teste normal de história, do 5º ano, sobre a expansão portuguesa!
ResponderEliminarO teste não era dos mais fáceis, verdade seja dita. Mas, ainda assim, nota-se a falta de estudo, e falta de atenção ou falta de compreensão do que era pedido.
E eu a pensar que era grave!! ;)
ResponderEliminarA rapariga recupera isso e uma nota escolar não te pode deixar assim.
Muito menos a ela... não é, nem de longe nem de perto, uma tragédia.
Ânimo!
Para mim é gravíssimo!
ResponderEliminarE sinto-me péssima mesmo. Como já disse antes, sofro mais com as notas que ela, e não esperava mesmo nada um resultado destes.
Para já, com sorte, conseguiu passar do 4 para um 3. Mas foi este ano. Para o ano pode não ser assim. E o que custa é começar. Depois de se ter a primeira negativa, outras podem vir, que a primeira já preparou o terreno.
Ela pode até recuperar, mas para isso tem que trabalhar, estudar, esforçar-se. E é isso que neste momento não vejo nela. Essa vontade.
Sinceramente? Ainda bem que "sofro mais com as notas que ela". A escola não pode ser um martírio/aflição/sofrimento (também não o devia ser para ti), sob pena de nunca mais ser algo interessante. Nem toda a gente pode ou consegue ter as melhore notas.
ResponderEliminarE não digas já "se ela estudasse/trabalhasse conseguia" isso não é assim tão linear. A dificuldade dela pode estar logo aí: em estudar/trabalhar mais.
Digo estas coisas porque conheço miúdos que sofrem muito com a "obsessão" dos pais para que consigam tudo 5. A vida das crianças está muito competitiva e isso não me parece nada saudável. Muitas vezes o fruto desse rigor das boas notas não é o melhor.
ResponderEliminarAcredita que ela sofre por ter más* notas, pode é disfarçar.
* Até que ponto é que um 3, sendo positiva, é má nota?
História no 5º ano é sempre uma dor de cabeça, compreendo, mas pode ser que lhe sirva de emenda.
ResponderEliminarCalma! Ela recupera, está no final do ano letivo, é natural que se sinta cansada e sem vontade de olhar para os livros, ainda é novinha ;)
ResponderEliminarNão podes é desmotivar e deixar de acreditar que ela é capaz ;)
Espero bem que sim!
ResponderEliminarNão desmotivo. Eu sei que ela é capaz de fazer melhor que isto. Mas é um balde de água fria que uma pessoa leva! Depois, enxuga-se e vai novamente à luta!
ResponderEliminarEu sei que existem pais assim, mas não é o caso. Eu sei que ela consegue tirar boas notas se quiser e se esforçar. Como também sei dar valor quando, apesar desse trabalho e desse esforço, as coisas não correm tão bem.
ResponderEliminarO problema não é o 3. Não lhe peço 5 nem 4, mas claro que fico feliz se os tiver porque ela tem capacidades para isso. O problema é que está numa espécie de regressão. De aluna de 5 e 4, está a tornar-se aluna de 3. E com mais algumas notas como a de ontem, corre sério risco de tornar-se aluna de negativas de 2 ou 1! Porque não foi uma negativa de 40's, foi mesmo fraquinha!
Acredito que ela também sofre, mas disfarça bem. Aliás, ontem à noite tentei ter uma conversa com ela para perceber como se sentia e o que correu mal, e a única coisa que me disse foi que não ficou triste porque já estava à espera. Que a culpa é do professor, que faz perguntas que ela não percebe, da matéria que é muita. Em nenhum momento se mostrou afectada. Mecanismo de defesa? Quero acreditar que sim.
Hoje escreveu um texto sobre o que aconteceu, para arrumarmos de vez com o assunto, e pela primeira vez mostrou que quer melhorar, que não gostou do que aconteceu. Esperemos que não seja só conversa. Não exijo excelentes notas nem que seja melhor que ninguém, mas exijo trabalho, luta e esforço para conseguir aquilo que sei que ela consegue. E é preferível actuar já do que ver as coisas descambar.
como correu? Ontem não tive mesmo tempo de cá voltar :(
ResponderEliminarUma negativa muito fraquinha! A primeira desde que iniciou a vida escolar e, espero, a última. Hoje conseguiu minimizar o impacto da notícia de ontem, com um Bom no teste de ciências.
ResponderEliminarsabes marta: pensa comigo! O que é realmente importante? a boa-educação, a responsabilidade, a compaixão, etc... Ou uma nota de teste????
ResponderEliminarÉ só para reflectires
Bjinhos
Tudo é importante! Incluindo uma nota de teste. Claro que há coisas mais importantes que outras, e não é isso que está em causa. Se calhar outra mãe qualquer ficaria na boa "tiveste negativa? paciência, para a próxima tiras melhor", ou "não te preocupes, é só uma nota de teste". E nem perderia dois minutos a pensar no assunto.
ResponderEliminarEu não sou assim. Fiquei triste, sim. Sem comparações, porque cada um é como é, mas nunca soube o que era uma negativa. E vendo a minha filha ser boa aluna com excelentes notas ao longo destes anos, também não me preparou, de forma alguma, para a possibilidade de isso vir a acontecer com ela. Confesso que me preocupo, talvez, excessivamente, para que ela seja bem sucedida e sofro, excessivamente, quando as coisas não correm tão bem.
Mas não será, por outro lado, a despreocupação excessiva dos pais o caminho mais rápido para que os seus filhos achem natural ter negativas, e começaram a descuidar os estudos, levando a negativas não só num ou outro teste, mas também na nota final?
Se os alunos são avaliados e se existem testes e notas, é porque são, de alguma forma, importantes. Até para os nossos filhos, que ficam tão felizes quando conseguem boas notas! Mas, mais importante que a nota, é saber o que lhe deu origem. E tentar alterar isso para que não volte a acontecer.
Olha sabes o que eu te digo: tenho uma filha de 4 e 5 e eu andava feliz e contente, até que o mais novo entrou para a escola e tem dificuldades de aprendizagem :)
ResponderEliminarTenho aprendido à bruta :)*
Meu Deus, eu a pensar que tinha acontecido alguma coisa de grave!
ResponderEliminarOh Marta, é uma negativa. Correu-lhe mal desta, corre-lhe melhor para a próxima! Compreendo que fiques desapontada, a minha mãe também ficava, mas já pensaste que ela pode estar a começar a sentir dificuldades agora que a dificuldade e a matéria aumenta? Se ela está a descer as notas, talvez seja mesmo por dificuldade! Já pensaste em conversar com ela para perceber o que realmente se passa? Ou, se ela se recusa a conversar, talvez possas falar com a diretora de turma, e talvez ela te aconselhe a metê-la no psicólogo da escola!
Calma! :)
Sim, fiquei desapontada porque ela nunca tinha tido uma negativa, porque eu própria nunca soube o que isso era mas, acima de tudo, porque nos dias antes, ela não se preocupou em estudar como deveria, mostrando uma atitude de quem já sabia tudo mas quando lhe perguntávamos, não sabia responder a nada.
ResponderEliminarTinha-me aborrecido com ela antes por isso mesmo e, só no dia do teste, é que ela então se empenhou em estudar mas, claro, não foi suficiente.
Fiquei mais chocada ainda por ser uma negativa mesmo fraquinha, e por ela não se mostrar minimamente afectada.
Mas já passou, e ela disse que no próximo ano vai tentar aplicar-se mais para que não volte a ter uma "porcaria de nota", como ela depois lhe chamou, quando lhe pedi para escrever um texto sobre o assunto.