quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vamos todos ser refugiados?!


 


Não querendo minimizar a situação complicada que os refugiados estarão a viver, não deixa de ser triste quando os problemas dos outros se conseguem sobrepor aos que se vivem no nosso país. E quando é manifesta a facilidade e rapidez com que os resolvem, por comparação às lutas que temos que travar por direitos fundamentais, e que quase sempre perdemos, com justificações que já não convencem ninguém.


A última notícia, que caiu como uma bomba entre nós, diz respeito à saúde. Ao que parece, os refugiados vão ter direito, no prazo de uma semana, a um médico de família! O meu marido, está à espera da atribuição de um médico de família há meses! Como ele, estão muitos outros portugueses.


E, adivinhem, vão ficar isentos do pagamento de taxas moderadoras!


Por outro lado, 4500 refugiados "não representam um número importante de pressão para os serviços", diz Francisco Jorge, responsável para a Saúde do Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia para as Migrações. Mas basta haver um surto de gripe ou outro problema, para os serviços de saúde ficarem caóticos.


Aos portugueses, que se vêem de um momento para o outro numa situação financeira complicada, retiram-lhes as casas que não conseguiram pagar ao Banco. Essas mesmas casas, servem agora para alojar os refugiados que precisam de abrigo! E isto são apenas alguns exemplos.


Então e nós? O que somos aqui em Portugal? Que consideração é que mostram por nós?


Se calhar, temos todos que passar a ser refugiados... 


 


 

13 comentários:

  1. Concordo inteiramente! é realmente uma vergonha. Ajudar os outros, claro que sim, mas dar-lhes o que é negado a muitos portugueses, não!

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  2. Eu quando ouvi essa noticia hoje de manhã na rádio, fiquei realmente revoltada por todas as situações que descreves no teu post ! Quer disser se dizemos que deviam-se preocupar primeiro com os portugueses e com a miséria que se está a passar no país, somos uns insensíveis e racistas, o pobre português que teve a infelicidade de perder o trabalho, casa e nem sequer tem como alimentar os seu filhos, que deve ser das coisas mais assustadoras que um pai deve sentir, o que recebe em troca é isto e ver as suas casas penhoradas e entregues aos refugiados, recebendo ainda subsídios que deviam ser atribuídos ás famílias que ficaram sem qualquer rendimento e não têm direito a nada.
    Tenham vergonha na cara!

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  3. Pondo de parte a questão de não se saber ao certo quais os refugiados de guerra e os refugiados económicos, acho que isto é uma questão que nem se devia pôr. Se perdermos a capacidade de ajudarmos outras pessoas quando realmente precisam, que valores morais restam?
    Quanto a um possível surto de gripe, se esse é realmente o seu maior problema, Marta, não creio que ser refugiada fosse a melhor opção para si.

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  4. Eu vi a notícia e fiquei com uma tremenda raiva.

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  5. Eu ouvi isso esta manhã. Não vão pagar taxas moderadoras nem nada e nós andamos a descontar, pagamos balúrdios para nos verem durante 5 min e há quem nem médico de família tenha... mas claro, os convidados têm de ter uma boa imagem do país.

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  6. Temos que ficar contentes e de sorriso na cara, porque estamos a mostrar que Portugal é um país extremamente solidário. Mesmo que muitos portugueses vivam na total miséria e ninguém queira saber deles.

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  7. Infelizmente é assim. E nem é pelos refugiados que, no meio de tudo isto, são os que menos culpa têm e devem, sempre que pudermos, ser por nós ajudados. A questão é tratar essas pessoas quase como "filhos" e os próprios portugueses como "enteados".

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  8. Por enquanto, ainda nos é permitido indignar com estas situações!

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  9. Não está em causa a capacidade, ou a vontade de ajudar o próximo quando realmente precisa. Nunca esteve em causa a ajuda de que estes refugiados realmente precisam, nem quaisquer outros em semelhantes ou piores circunstâncias. Até porque o povo português é um povo extremamente solidário, até mesmo aqueles que pouco têm. Mas esses ajudam de coração, com sentimento. E os governantes ajudam por "obrigação contratual" e porque fica bem na fotografia. Nem que para isso tenham que proporcionar aos outros, aquilo que não é capaz (ou não quer) de oferecer aos portugueses.

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  10. Oh Marta, o teu marido está cheio de sorte, por só estar à alguns meses sem médico de família!
    Eu estou rigorosamente à 15(quinze) anos à espera, por esse médico que eu acho que já nem existe.
    Isto tudo é vergonhoso, mas nós calamo-nos e uma vez mais consentiremos sermos injustiçados na nossa "própria casa".
    É o país que temos! É o país que somos!
    Bj. Benedita

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  11. Quando se diz «todos diferentes, todos iguais»... isto é, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta [nota: inclusive as de ´baixo rendimento demográfico´... inclusive as economicamente pouco rentáveis...], nazis-made-in-USA - desde há séculos com a bênção de responsáveis da Igreja Católica - proclamam logo «a sobrevivência de Identidades Autóctones provoca danos à economia...»
    [obs: os nazis-made-in-USA provocaram holocaustos massivos em Identidades Autóctones]
    NOTA: Nazismo não é o ser ´alto e louro´ bla bla bla ,... mas sim... a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros.
    .
    Os ´globalization-lovers´ que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa!
    Existem ´globalization-lovers´ .. e existem ´globalization-lovers´ nazis (estes buscam pretextos para negar o Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones).
    .Obs : que a situação dos refugiados não seja usada para propaganda nazi.
    .
    .
    P.S.
    Pelo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones:
    -» http :/ separatismo--50--50.blogspot.com /
    (antes que seja tarde demais)
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    .
    Anexo:
    Uma riqueza que as regiões/sociedades não podem deixar de aproveitar!!!
    .
    .
    -» Muitas mulheres heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc;
    -» Muitos homens heterossexuais não querem ter o trabalho de criar filhos... querem 'gozar' a vida; etc;
    CONCLUINDO: é uma riqueza que as sociedades/regiões não podem deixar de aproveitar - a existência de pessoas (homossexuais ou heterossexuais) com disponibilidade para criar/educar crianças.
    .
    ---» Já há mais de dez anos (comecei nos fóruns clix e sapo) que venho divulgando algo que, embora seja politicamente incorrecto, é, no entanto, óbvio:
    - Promover a Monoparentalidade - sem beliscar a Parentalidade Tradicional (e vice-versa) - é EVOLUÇÃO NATURAL DAS SOCIEDADES TRADICIONALMENTE MONOGÂMICAS...
    {ver blogs http :/ tabusexo.blogspot.com / e http :/ existeestedireito.blogspot.pt /}
    .
    .
    .
    P.S.
    Tal como eu explico no blog http :/ tabusexo.blogspot.com /» -» o Tabu-Sexo não se tratou de um mero preconceito... foi, isso sim, uma estratégia que algumas sociedades adoptaram no sentido de conseguirem Sobreviver... leia-se: o Tabu-Sexo tinha como objectivo proporcionar uma melhor Rentabilização dos Recursos Humanos da Sociedade... leia-se, o verdadeiro objectivo do Tabu-Sexo era proceder à integração social dos machos mais fracos!!!
    .

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  12. Pois, e para aqueles que têm, estão sempre a ver se as pessoas desistem de os ter. Porque não há médicos suficientes para todos. Mas enfim, para os portugueses, basta um "pãozinho" até porque já estão habituados. Para os refugiados, coitados, que estão numa situação complicada, vamos lá oferecer-lhes uns bolinhos. Afinal, é só por uns tempos.

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  13. Sou eu não sei quantos anos tenho que esperar para ter médico de família!

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