quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Pedir algo em troca de ajuda é ajudar?


imagem visao.sapo.pt


 


Esta semana fui à escola da minha filha entregar as facturas dos livros e material escolar, com vista ao reembolso de uma parte do valor, de acordo com o escalão. 


Para o 2º ciclo, e escalão B, tenho direito a 59 euros de reembolso em livros, e 8 euros em material escolar. Não é muito, tendo em conta o valor total que gastei, mas é uma pequena ajuda, à qual tenho direito e, por isso mesmo, é bem vinda.


Já o ano passado tinha feito o mesmo, e devolveram-me ao fim de alguns dias o valor. Nunca, em momento algum, pediram algo em troca.


Este ano, a funcionária avisa-me que, no final do ano lectivo, terei de entregar dois livros do 6º ano à escola, que constituem o valor que me irão reembolsar!


Será que sou eu que estou a fazer um filme, que não tem razão de ser, com esta "obrigação"  ou isto é completamente descabido?


Então nós compramos os livros, temos direito a uma ajuda para compensar o custo dos mesmos, mas depois, para poder usufruir desse direito, temos que ficar sem os livros no final do ano? É quase como se a escola nos estivesse a comprar os livros.


Então e se os livros não estiverem em bom estado, ficam com eles na mesma? E se não entregarmos, não nos concedem a ajuda no ano seguinte? E se os livros não servirem para os alunos que forem para esse ano, devolvem-nos?


Eu sei que sou muito picuinhas com as minhas coisas e, por norma, gosto de guardar os livros todos. Talvez por isso esteja a ser difícil assimilar esta norma. Mas não podiam encontrar outra maneira de sustentar o Banco de Livros?


É que eu gosto de ajudar de livre vontade, e não porque me obrigam a fazê-lo. 


 

13 comentários:

  1. Pois, compreendo a situação! Gostamos de ajudar por livre e espontânea vontade, e não ajudar de forma obrigatória..

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  2. E quando eu referi que o ano passado isso não tinha acontecido, já me estava a dizer que assim tinha que entregar 2 livros do 5º e 2 livros do 6º!
    Disse logo à minha filha que entrego aqueles que não servem para nada, e educação visual e tecnológica! Sou tão mazinha!

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  3. Concordo. Acho que não devemos ser obrigados a "doar" os livros, mas sim, por livre vontade.

    bjs

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  4. Não fazia a mínima ideia que havia reembolso de parte do valor dos livros, aos alunos com escalão.
    É recente isto?

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  5. Penso que não. No 1º ciclo tínhamos direito a um vale para descontar numa das livrarias aderentes, em livros e material escolar. No 2º ciclo, entregamos as facturas e devolvem-nos um valor fixado para cada escalão (só A e B) e ano lectivo.

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  6. Acho que tinha mais lógica, por exemplo, emprestarem os livros. Se quiséssemos poupar, aceitávamos o empréstimo, senão, pagávamos à nossa conta. Mas, lá está, para isso era preciso que os livros fossem sempre os mesmos, e que já alguém os tivesse doado antes.

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  7. Desconhecia.
    Penso que são medidas adoptadas recentemente, pois não me recordo, enquanto directora de turma, de os pais alguma vez falarem nisso.
    Tinham direito aos livros e material escolar. No final do ano, deviam entregar os livros no SASE. Eram penalizados a substituírem os livros (embora me pareça que isso raramente acontecesse) caso estivessem em mau estado.
    Soube, por acaso, e por que não havia enquanto professora, que há bolsas para os alunos com subsídio e que tenham o diploma de mérito ou excelência.
    Mas há algumas injustiças e pouca informação aos pais, em alguns casos, por parte das escolas. Algo que preciso de saber pois tenho um caso de excelência, cá em casa, e não tem direito a nada.
    Mas isto são outras histórias que ainda vou descobrir.
    Beijinho

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  8. Desculpe, mas na escola, estão corretos. Deveriam ter já o Banco de livros e assim tinham-lhe emprestado logo, 2 dos manuais. Assim sendo, o valor que lhe estão a "emprestar", implica a devolução dos mesmos. Está tudo na lei dos auxílios económicos.

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  9. A questão é que a ideia que nos transmitem não é essa. Preenchemos impressos para atribuição de auxílios económicos, mas em nenhum momento nos é mencionada a contrapartida. Ou seja, ficamos a achar que o auxílio é um direito, e não uma moeda de troca. A intenção até é boa, se na prática realmente funcionar (tenho as minhas dúvidas, tendo em conta as mudanças constantes de editoras, programas e metas), mas a forma como é executada, não é a melhor. Até porque, seguindo a lógica da escola, só o temos que fazer no final de cada ciclo, ou seja, no 6º ano e no 9º.

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  10. De facto há muita informação que não chega aos pais, por parte das escolas.

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  11. Não sei se entendi?!
    Dão algum reembolso pela aquisição dos manuais escolares e depois querem os ditos manuais de volta?
    Dão com uma mão e tiram com a outra, é isso???
    Quem sabe se esta nova norma não vem no seguimento do teu post de ontem. Talvez os refugiados também tenham direito à educação completamente gratuita!!!Bj . Benedita

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  12. Chama-se isso uma ajuda fantasiada ou disfarçada como prefiram dizer. Ajudam com um mas, porque quem quer ajudar ajuda sem algo em troca e sem mas nenhum!

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  13. Eu não chamaria a isto um reembolso, mas uma "compra". Estão a comprar-me os livros. E até percebo porque fazem isso - se calhar se apenas pedissem, ninguém lhes dava. Mas podiam fazer as coisas de outra maneira, ou então chamar-lhe outro nome.

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