sexta-feira, 29 de julho de 2016

Finalmente, sexta-feira!


 


Finalmente chegámos a sexta-feira!


Esta semana tem sido de loucos, quer no trabalho, quer em casa.


E a minha filha esteve ausente, a passar férias com o pai.


Agora só quero mesmo que hoje passa depressa, e que consiga recuperar a sanidade mental durante o fim-de-semana, porque me parece que o início da próxima não será melhor.


Mas pelo menos, já vou ter a filhota de volta. Em contrapartida, vai o marido regressar ao trabalho.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O Dr. Palhaço - Fernando Terra

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Como já aqui contei, há uns anos atrás a minha filha teve que ficar internada no hospital de Torres Vedras, devido a uma doença que, até esse momento, nunca tinha ouvido falar - Púrpura de Henoch Schonlein.


Apesar de não ser nada de grave, ficou no hospital cerca de uma semana, num quarto isolado, onde estava sozinha. Como se isso não bastasse, só se podia levantar para ir à casa de banho. O resto do tempo, tinha que estar deitada na cama. Até mesmo para comer. Isto porque o único tratamento, para além de medicação para as dores, era descanso absoluto.


E assim passámos ali as duas os dias, tendo como entretimento a televisão, livros para ler, o Magalhães dela, que só podia usar alguns minutos de cada vez, e os estudos, para não perder o ano.


Ela brincava e dizia que estava num hotel de 5 estrelas. E, de facto, a sua situação era melhor que muitos casos que vemos por esses hospitais fora. Mas, ainda assim, não deixaram de ser dias monótonos, em que teria sabido bem uma visita de uns senhores de bata branca e nariz vermelho, mais conhecidos por Drs. Palhaços!


 


Fernando Terra, autor do livro "O Dr. Palhaço" e também ele um desses doutores quis mostrar, através deste livro, como é um dia na vida de um doutor-palhaço, e como é que estes profissionais lidam com todos os pacientes que visitam, e gerem as emoções que determinadas situações lhes despertam.


Esta obra conta com uma introdução escrita por Michael Christensen, o primeiro Doutor Palhaço do mundo, e director do Big Apple Circus Clown Care Unit, em Nova York.


Após uma primeira parte do livro, a título de pequena autobiografia do autor, Fernando Terra passa então a descrever um dia de trabalho no hospital, com a sua parceira.


Neste livro ficarão a saber que, para se ser palhaço, neste caso doutor-palhaço, não basta contar umas piadas, ter umas roupas engraçadas ou fazer truques. É um trabalho mais difícil do que possam imaginar, mas não se pode negar que, na maioria das vezes, muito compensador e gratificante.


Se têm curiosidade em conhecer melhor este mundo, e saber, por exemplo, porque é que:


 


- os doutores-palhaços têm que fazer uma espécie de aquecimento antes de iniciarem a sua missão


- é de extrema importância a relação entre estes profissionais e médicos e enfermeiros, e a informação que lhes é transmitida sobre cada um dos doentes 


- o primeiro quarto a ser visitado é sempre o último da lista


- algumas frases são proibidas ao lidar com os pacientes


- o improviso é uma valiosa ferramenta


- os doutores-palhaços trabalham em duplas


 


não deixem de ler este livro, que desvenda estes e outros segredos e curiosidades sobre um trabalho que nos é cada vez mais familiar. 


 


 


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A segunda edição vem em formato bilingue, podendo os leitores optar pela metade escrita em português, ou pela metade escrita em inglês.


 

Estou rodeada de malucos!


 


Estou sentada na sala de espera, a tentar entreter-me com alguma coisa enquanto não sou chamada, quando se senta um homem ao meu lado. Tem ar de hippie.


Ao fim de uns minutos, oiço rir. Olho para o lado, e vejo que é o dito homem que está a rir sozinho, soltando uma gargalhada de vez em quando, vá-se lá saber porquê!


 


Ontem recebi um email a pedir o meu contacto telefónico. Envio pela mesma via, e vou à minha vida. Umas horas depois, vejo que tenho um novo email, a perguntar se me podem ligar. Digo que sim, embora já vá com algum atraso. Respondem novamente por email, a dizer que só podem ligar a partir das tantas horas. Volto a responder que não há problema. Não recebo nenhuma chamada.


Hoje, a seguir ao almoço, tenho mais um email a perguntar se podia ligar. Volto a responder que sim. Ninguém liga!


Só podem estar a gozar com a minha cara! Não era mais fácil ligarem-me logo de uma vez, se querem falar comigo?!


 


Ultimamente tenho a sensação de que só lido com malucos. Daqui a pouco, sou eu que fico louca. (ainda mais!)


 


 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Meu santo bom deus, dai-me paciência!


 


Não sei se é do calor excessivo que tem feito por estes dias, ou já a adivinharem o frio que por aí vinha, algum vírus contagioso que anda pelo ar, ou falta de férias, mas os serviços públicos estão cada vez piores.


Já não é a primeira vez que aqui falo sobre a falta de profissionalismo de uns, e falta de jeito de outros para atender ao público, mas a verdade é que, de dia para dia, em vez dos serviços melhorarem, só pioram.


Hoje em dia, ao nos dirigirmos a um serviço público, temos que ter presente que podemos encontrar funcionários de mau humor, aos quais o dia pode não estar a correr bem, e que irão fazer de tudo para nos mandar embora dali sem termos tratado do assunto que nos levou lá ou, se insistirmos, irão fazer de tudo para nos dificultar a tarefa.


 


 


Todos sabemos a quantidade de pessoas que, diariamente, passa por um determinado serviço público. Por isso, sempre que vamos a um deles, sabemos que estamos a arriscar estar horas à espera.


Também sabemos que, hoje em dia, tudo funciona através de sistema informático e, como tal, esse é outro dos factores que pode pôr em causa a resolução dos nossos problemas. Porque se o sistema não estiver a funcionar, nada se pode fazer.


Mas, para além de tudo isto, temos também que equacionar a possibilidade de, simplesmente, não ser um bom dia para tratar dos nossos assuntos, de acordo com quem nos atende.


 


 


Apesar de já não haver uma obrigatoriedade, em alguns casos, de tratar desses assuntos na área de residência/ ocorrência dos factos, podendo os cidadãos fazê-lo em qualquer ponto do país, há funcionários que tentam "empurrá-los" para outro lado.


Apesar de quase tudo se fazer informaticamente, e na hora, há funcionários que, por implicância, se lembram de exigir impressos preenchidos à mão, só para nos fazer voltar para trás e passarem ao próximo.


Apesar de não termos qualquer culpa pelos eventuais problemas que estejam a ocorrer nesse dia, que tivemos o azar de escolher, ainda corremos o risco de ser confrontados com respostas tortas, porque cometemos o enorme erro de lhes aparecer à frente!  


 


 


Agora digam lá como se sentiriam se, depois de estarem não sei quanto tempo à espera, fossem chamados e vos dissessem para ir lá noutro dia, porque o sistema está com falhas e podem não conseguir tratar do que iam fazer (embora muitas vezes até se consiga)?


Se vos dissessem para lá ir noutro dia porque lhes dá mais jeito a eles, e que se têm urgência fossem antes?


Se estivessem a descarregar em vocês, que nada têm a ver com os problemas dos funcionários ou do serviço, a irritação ou frustração que eles próprios sentem?


Se vos dissessem que, dada a hora tardia e porque já têm outros comprimissos aos quais não podem chegar atrasados, não vos vão poder atender?


Não é fácil! Por vezes, é mesmo preciso uma boa dose de paciência, e dar um desconto, porque todos têm dias maus e não será nada pessoal. Até porque somos nós que precisamos das coisas resolvidas.


 



 


 


PS: O pior é que isto se anda a alastrar para todo o lado. Ainda no outro dia fomos almoçar fora. Chegámos cedo ao restaurante, e fomos os primeiros. Uma das funcionárias estava cá fora a fumar.


Não sei se não gostaram de ter que começar a trabalhar tão cedo, mas não estavam nos seus dias. Elas já não costumam ser simpáticas, por natureza, mas fiquei com a impressão que, pelo menos uma delas, estava mal disposta.


Já estávamos sentados há alguns minutos, e a comer as entradas, quando os meus pais chegaram com o meu tio. O meu marido, sem pensar, perguntou então se podíamos passar para a mesa do lado, que dava para todos.


A funcionária, de trombas, respondeu: "Agora?". Claro que não tinha lógica, uma vez que já tínhamos começado a usar pratos e copos, mas podia ter falado de outra forma.


Disse que o que podia fazer era juntar uma outra mesa à nossa.


Diz o meu marido "mas assim são só mais dois lugares".


Responde ela, novamente com maus modos: "Então e não tem aí um lugar vazio ao seu lado? Dá para a terceira pessoa".


Se fosse eu, provavelmente não dizia nada, mas o meu marido não se fica, e confrontou-a mesmo: "Você está mal disposta? Só está a falar mal com as pessoas. É que as pessoas armam-se em estúpidas mas eu também sei ser".


A partir daí, continuou a não mostrar simpatia, mas também não ousou mais responder com quatro pedras na mão!


 



 

Coisas que me irritam


 


Pessoas que estão meses e meses com tarefas ou trabalhos pendentes e, de repente, se lembram que têm que tratar de tudo com a máxima urgência.


 


Pessoas que se lembram de, quando pressionadas, mostrar serviço e resolver todos os problemas num só dia.


 


Pessoas que, directa ou indirectamente, responsabilizam os outros pelos erros por si próprias cometidos.


 


Pessoas que são muito boas para mandar, mas não assim tão boas para fazer!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Quando quero, também sei implicar!


 


Chamem-me teimosa, embirrante, ou o que quiserem, mas não vou mudar de opinião.


Sempre que vamos às compras, e calha haver nesse hipermercado caixas de self service o meu marido, para se despachar mais depressa, vai para lá.


Já eu, mesmo que demore mais um bocadinho, vou para as caixas normais. Porquê? 


Porque se as funcionárias estão lá na caixa, é para atender os clientes. São pagas para isso. Por que raio tenho eu que ter o trabalho? Além disso, sempre que há um problema, lá tem que ir a funcionária ajudar, e o cliente que esperar.


E não é que tenha nada contra as funcionárias. Tenho é contra as máquinas!


 


Este fim-de-semana, fomos ao McDonalds e dirigi-me, como sempre, ao balcão. Já não é a primeira vez que lá vamos, e nos perguntam se não queremos fazer o pedido na máquina, que é muito fácil e mais rápido. Ficam muito admiradas quando digo que prefiro pedir ao balcão!


Desta vez, nem percebi muito bem a lógica da funcionária. Chegou a nossa vez e perguntou se não queríamos fazer o pedido na máquina.


 


Se quiserem eu vou lá com vocês.


 


Mas não posso fazê-lo aqui?


Pode, mas ali é mais rápido.


Pois, mas eu prefiro fazer aqui.


É que esta caixa é para pagamento dos pedidos feitos na máquina. 


Então, mas está alguém à nossa frente para atender?


Não, teria era que passar para esta caixa (a do lado).


Então, se estamos na nossa vez, queremos pedir aqui.


 


E lá passou ela para a caixa do lado, registou o nosso pedido, e 2 ou 3 minutos estávamos a ir para a mesa, aviados. Afinal, também foi rápido!


Não percebi o que ela queria. Ainda se fosse porque havia pessoas à frente e teríamos que esperar,mas não era o caso.


Também não era o caso de ela ir atendendo outras pessoas e adiantar serviço, porque se ia connosco ajudar a fazer o pedido na máquina, estaria ocupada e a perder tempo na mesma.


Será que ganham uma comissão por cada pessoa que encaminham para a máquina, ou o problema era só ter que passar para a caixa ao lado, ou não lhe apetecer muito trabalhar? 


Seja o que for, não há-de ser mais teimosa que eu. É que, quando quero, também sei implicar, e levar a minha avante!


 


 


 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cinco meses sem a Tica


 


Faz hoje 5 meses que partiste...


Parece que foi ontem. E, por outro lado, parece que já foi há tanto tempo.


Estamos em Julho, o mês do teu aniversário! Já terias completado os 4 aninhos!


 


Partiste, mas todos os dias vemos um bocadinho de ti em cada uma das tuas amigas que agora temos em casa:


 


- a Becas vai beber água na tacinha do lava-loiça, tal como tu fazias. E também já aprendeu a tentar esgueirar-se pela janela da entrada, mas é ainda mais atrevida, porque ela própria empurra a janela para conseguir passar!


- a Amora é muito parecida contigo fisicamente, embora tu fosses a nossa castanhinha, e ela tenha mais tons de cinza. Mas quando se olha para o seu focinho, é fácil lembrar-me também de ti!


Em vários gestos do dia-a-dia, conseguimos vislumbrar um pouco de ti mas, ao mesmo tempo, elas conseguem ser muito diferentes.


Estamos rendidos a elas, sim.


Mas tu continuarás a ser a nossa eterna princesa, a nossa referência, e sabemos que as estás a abençoar e tomar conta delas onde quer que estejas!


O teu dono tirou este fim-de-semana os teus vasos das ervas, do sítio onde eu os tinha posto. Diz que já está na hora de te deixar seguir, em paz. Pode até ser. Mas estranhei não vê-los lá. Há-de passar.


O que importa é que te temos sempre no nosso coração,e nunca de lá sairás! 

Masterchef Júnior - O quarteto finalista!


 


Já muito se especulou sobre quem irá ganhar este concurso de mini chef's.


Até há bem pouco tempo, ainda muitos achavam que o Pedro Jorge iria levar o prémio para casa.


Mas, de há uns programas para cá, já ouvi falar em outros nomes como a Maria, o João Mata ou o Tomás.


Não sei qual deles foi, nem sequer se terá sido algum destes três, mas são de facto os que mais merecem a vitória.


A Rosarinho mereceu chegar ao quarteto finalista, mas é a mais fraca dos quatro.


A teoria do Pedro Jorge ser o grande vencedor caiu ontem por terra, ao ser eliminado da competição pela segunda vez.


 


 



 


Concordo que, dos seis, o Pedro Jorge e o Kiko eram os que tinham menos hipóteses, e foi justa a sua saída. Mas, ainda assim, não gostei da justificação que deram para a avaliação dos pratos do Kiko, sobretudo o prato que cozinhou com a avó.


Em algumas provas, penso que ambos mereciam mais do que os pontos que lhes foram dados.


Tive pena que tenham saído, porque gostava muito de os ver no programa, mas já foi bom terem chegado até aqui. O Pedro Jorge ainda "deu baile" a alguns colegas, e o Kiko seguiu sempre aquilo que queria, e à sua maneira, o que mostra que tem personalidade.


 


Venha a final!


 


Imagens http://www.tvi.iol.pt/masterchef/


 


 


 

sábado, 23 de julho de 2016

In My Feelings, de Nelson Freitas


 


Depois de anunciar o concerto de 22 de Outubro em Lisboa, Nelson Freitas acaba de estrear o vídeo de “In My Feelings”, música que conta com a colaboração de Mikkel Solnado.


 


Este é mais um êxito a retirar do disco “Four”, sucedendo a “Break of Dawn”, com Richie Campbell (que já tem mais de 12 milhões de visualizações no YouTube) e a “Miúda Linda” (com mais de 24 milhões). Com um vídeo gravado na Ilha do Pessegueiro, “In My Feelings” traz o som ideal para esta temporada.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

À Conversa com Maria Oliveira

Maria Oliveira nasceu em 1969 na Trofa. Aos 18 anos prometeu a si própria que um dia escreveria um livro. Licenciou-se em Assessoria de Direção – Isai/Isag Porto e especializou-se em Recursos Humanos. Hoje diretora de várias empresas quis o destino dar-lhe uma semana de repouso absoluto e escreveu os primeiros 4 meses deste romance “UM ANO”.


Mãe, mulher e filha precisou de várias horas de voo para concluir o segundo livro – os restantes 8 meses.


Dois livros viciantes, uma história de amor com personagens reais, bem constituídas e adoráveis.


Agora, traz-nos o seu mais recente trabalho “Are You With Me”, ideal para levar na bolsa para uma ida à praia, ou numa viagem durante as férias!


Mas nos falar um pouco mais sobre si, e sobre as suas obras, tenho hoje comigo a autora Maria Oliveira, a quem desde já agradeço por ter aceitado o convite!


 


 


 


  


 


Maria, começo por lhe perguntar como surgiu o gosto pela escrita?


O gosto pela escrita é consequência do gosto pela leitura, muito jovem 12, 13 anos tive o privilégio de ter uma amiga com uma biblioteca fantástica, centenas de livros, e a possibilidade de devorar tudo. Aquela biblioteca era a minha janela para o mundo, um mundo fantástico, comecei pelas coleções de Enid Blyton (trazia aos 2 de cada vez e no dia seguinte já tinha lido tudo, a mãe dela incentivava-me e eu tinha sede de conhecimento, queria histórias novas, vivências diferentes) e rapidamente passei da literatura infantojuvenil para os clássicos, o Eça, o Júlio, Torga e outros também li Christiane F. e Charles Duchaussois, a minha fome era insaciável.



Há 30 anos atrás a sociedade portuguesa e a sociedade de consumo eram bem diferentes da dos nossos dias, e há 30 anos atrás eu já tinha lido mais de uma centena de livros.



Quando estudei Fernando Pessoa e os heterónimos, e com o despertar das primeiras paixonetas, escrevi umas tantas quadras e comecei com poesia, de muito mau gosto, recordo-me. Mas nasceu o bichinho, e nessa altura que dizia às amigas, “guardem as minhas mensagens (bilhetinhos trocados na sala de aula) que um dia serei escritora.” Brincava, sem dúvida.


 


Aos 18 anos prometeu a si própria que um dia escreveria um livro. Esse momento chegaria vários anos mais tarde. Foi uma opção sua, ou falta de tempo para se dedicar à escrita?


Foi… eu nunca pensei que um dia conseguiria editar um livro, por isso demorei muito tempo a tomar a decisão de escrevê-lo. Temos de admitir que enviar uma obra para apreciação, quando o setor livreiro era quase monopolizado e sem o fator C, era exatamente a mesma coisa que não enviar.


Se pensarmos que o Harry Potter foi rejeitado 16 vezes, penso que esclareço todas as dúvidas. Há uns 15 anos escrevi umas 10 ou 20 páginas de um romance que partilhei com alguém que me disse “tens jeito”, mas não levei a sério e sem mais nem porquê não lhe dei continuidade.


Porque tal como quando fiz a PGA, nunca pensei em entrar para a faculdade por razões económicas, também não apostei na escrita, por pensar ser uma miragem. Depois, a vida dá muitas voltas…



Como leitora compulsiva chegavam às minhas mãos, “coisas” intragáveis e eu ficava deveras surpreendida como é que isto é um livro (principalmente literatura traduzida), como é que alguém editou uma “coisa” destas?



Com o sucesso de vendas de E.L. James, acredito ter sido das primeiras leitoras portuguesas a ter acesso ao livro, porque li sobre ele antes de ser traduzido para português, consegui uma versão ebook muito foleira, já estava a terminar o primeiro livro, quando foi colocado à venda em Portugal. Depois surgiram uma série de escritoras a tentar algo “chocante” e então, uma amiga empresta-me um romance que me horrorizou, quer pela narrativa e pelo vocabulário quer pela história em si. Nem o terminei, quando devolvi disse:


Até eu fazia melhor, a história é nojenta, o vocabulário repugnante. Como é que é possível?


Nas férias de verão desse ano - 2014 -, dediquei-me à escrita e nasceu o meu primeiro romance – não editado - Perdoa-me. O envio para apreciação, um bloqueio na caixa de correio eletrónico e… ficou na gaveta.


 


 


 



 


O que a levou a escrever o primeiro livro “Um ANO”?


Um ano, primeiro volume, queria conhecer o mundo das Cartas de Tarot e comprei um baralho, idealizava escrever um romance baseado numa leitura de cartas, comecei a estudar o tema. Ao mesmo tempo a minha vida familiar e profissional dá uma volta gigante e muitas coisas mudam, com tanta correria, o corpo começa a sentir e os joelhos não aguentam. Um derrame, dois, três, sair de um avião direta ao hospital, recurso a canadianas quando estava mal, e abuso nos curtos espaços de tempo em que havia melhoras, com o tempo o gelo do Sr. Antonio (restaurante onde almoço com mais frequência) deixou de ser suficiente, 30 dias de fisioterapia, fui a 3 sessões, mais uma viagem de avião e um derrame tal que me oferecem cadeira de rodas no aeroporto sem eu pedir, mais uma aterragem no Francisco Sá Carneiro com saída direta para o H.P.T. O médico de serviço lê o histórico – eu já conhecia todos os ortopedistas que faziam urgência no hospital particular – e diz-me “ou para, ou para não há alternativa”. Dessa vez era o joelho esquerdo e a caixa automática ajudava a fazer os meus 30 kms para cada lado e continuar a trabalhar, e ainda insisti mais uma vez. A medicação deixou de ser suficiente, as ressonâncias repetiam-se, não havia causa clinica, mas também não havia melhoras significativas, no dia seguinte ainda insisti, fui até Barcelos, mas passei o dia deitada no sofá da sala de reuniões no final do dia o regresso foi doloroso, fiz os últimos 2 kms com as lágrimas a correrem pela face, tratamento de choque proibida de caminhar até ficar boa.


Quando cheguei do hospital completamente drogada, “betametasona” a circular no sangue, ouvia em eco, e sentia-me zonza. Estava em pânico, como é que eu podia ficar em casa. Eu tinha uma vida lá fora.


O efeito passou e comecei a escrever, para descontrair e passar o tempo que nem sabia quanto… Caderno na mão, sabia do que queria falar, queria falar de xenofobia, queria falar da Cristina, uma menina que sofrera na pele o racismo alemão, queria falar dos filhos dos emigrantes, queria homenagear quem tem coragem de sair do pais e começar de novo, sei que não consegui, mas nasceu a Michelle. Queria falar da prepotência dos magistrados, nasceu a Sara, queria falar de homens respeitadores – não existem - nasceram os 3 amigos Joca, Duarte e Amadeu, queria falar dos informáticos - seres que não sabem comunicar. Queria falar do lado bom do amor, do que não aparece nos livros do F. Salgueiro.



Um ano, é uma sequência de frases narrando acontecimentos, encontros, acasos e casos que nascem no decorrer do deslizar da caneta. Sabia o que queria escrever, não como, nem onde, nem com quem, surpresas sequenciais até para mim, encaixei perfeitamente os acontecimentos como se todo o trama tivesse sido delineado previamente. Não foi o que aconteceu.



 


 


 



 


O seu segundo livro “UM ANO II”, lançado em Maio deste ano, é a continuação da história do primeiro. Porque decidiu apostar novamente nestas personagens?


Porque todas as histórias deveriam ter um fim, e UM ANO, acabava sem acabar. Quando o primeiro livro foi lançado já estavam os outros dois escritos, UM ANO II e o ARE YOU WITH ME?, o lançamento só aconteceu meio ano depois porque as fases e os processos são menos céleres do que as decisões de os editar… Mesmo que o primeiro livro tivesse sido um fracasso o segundo já estava agendado, mas não foi, e os leitores quando terminam o primeiro romance pedem o segundo, e agora dizem, queremos saber se a Michelle está grávida e se de gémeos. Depois recebi comentários surreais:


“Estou apaixonada pelo Joca.”


“Ando aqui nestas ruas, e, imagino qual será a casa do Joca?”


“Não conheço a Michelle e já a admiro.”


“Tem de me dizer onde encontro tão bela jovem?”


Um dia ao entrar na cidade de Barcelos, na rotunda da estação tem uma estátua dos Alcaides de Faria – já passamos ali dúzias de vezes - o meu marido pergunta-me: “Quem são estes?”


“Os pais do Joca.” - respondo e instala-se a gargalhada.


Também tive quem me dissesse “Cobarde, aquela menina, como foi tão cobarde?” - Falava da Michelle, e depois contou-me que uma amiga na faculdade numa situação idêntica optara pelo aborto e a mazela ficara até hoje… e associou a Michelle à amiga e ficou indignada.



Todos os leitores pediam a continuação, talvez, não sei, devesse ter feito um só volume, com o romance completo, mas assustaria quem não lê, quer pelo preço de venda do livro quer pelo número de páginas. Assim, mais pequeno, simples, e, o continua… deixo tudo em aberto e recebo o feedback, porque quem termina e gosta pede a continuação.



As personagens mereciam o segundo livro e eventualmente um terceiro “Michelle dois anos depois”… uma possibilidade.


 


 


 



 


No mesmo mês, lança também a sua terceira obra “Are You With Me”, inspirado na música com o mesmo nome. Considera que foi uma boa aposta lançar dois livros tão diferentes no mesmo mês?


Aposta? Termo muito comercial… lancei três livros, como quem coloca três filhos no mundo. Lançar um livro escrito com amor e carinho é semelhante a um parto, toda a mãe quer dar à luz desde o momento que sabe que está gravida, e eu como autora não conseguia ter os livros prontos e não os lançar. Os atrasos nas edições é que aproximaram os lançamentos. Apesar de me terem sugerido que deixasse o terceiro para Setembro ou até para o próximo ano, não conseguiria. Estava pronto, era doloroso vê-lo dentro de uma caixa.



Um livro só tem valor, só é livro, quando lido, quando folheado, quando devorado.



 


Que feedback tem recebido relativamente às suas obras?


Excelente, a quantidade de mensagens privadas a felicitar-me é enorme, pessoas que leem na noite dos lançamentos sem parar e até terminarem, outras que me dizem perdi a noite por tua causa. Outras que dizem não terminem porque estou a gostar tanto que até deixo para o dia seguinte, se não acaba logo. Outras que perguntam e não há mais? Já li os três. Depois também vem o assédio, há sempre quem misture tudo, há sempre quem quer conhecer a autora, há sempre o chico esperto que delira


com as paginas mais sensuais e tenta passar o bom senso. Depois os comentários menos simpáticos de quem nada faz, “Eu é que devia escrever um livro.” E os que me dizem: “É a história da tua vida!” – Força, penso eu, escrevam e não, não é, nunca a escreveria…


 


Considera que o livro “Are You With Me” é um bom livro para acompanhar os leitores, que gostam do género, neste verão e nestas férias?


Excluindo, quem só lê poesia ou históricos, o meu Are you with me ? é para todos, e fico feliz por a Marta ter compreendido a minha mensagem, sinal de que fui capaz de a passar para o papel. Não era essa mensagem que idealizei, se é que idealizei alguma. Este livro, nasce com uma vida de loucos, sei que há bem pior, mas de repente vejo-me com deslocações, umas atrás das outras, já nem tirava a mala do quarto, quando aterrava já sabia quando iria estar ali novamente, tinha semanas em ir todos os dias ao aeroporto, cheguei a aterrar com diferença de minutos do meu marido e vinha-mos de destinos diferentes, já gozávamos com o mudar-me para mais perto do aeroporto. Comecei a ouvir o Are you with me? E interpretar a letra, cantava ao som da faixa, mas percebia que aquilo não dizia nada, quando ouvia a caminho do escritório pensava vou ver o vídeo clip e perceber se é só isto, ou exatamente isto, mas entrava no escritório e esqueci-me completamente. Voltava a ouvir e questionava-me: Será o meu inglês assim tão mau? Quando vi o vídeo clip, acho que chorei. Era mesmo aquilo, o astronauta até pode ir à lua! Mas ele só quer umas férias no México, uma coisa simples, possível, real! Para quê? Porquê? Tantas viagens! Nada importa, nada é mais importante do que estarmos com quem amamos. Vi ali a minha vida… e a necessidade refletir, de parar.


 


A Maria é licenciada em Assessoria de Direção, e especializada em Recursos Humanos, sendo atualmente diretora de várias empresas É difícil conciliar o papel de mulher, mãe e escritora?


Sim, e não. Não escrevo no trabalho, não leio no trabalho – enquanto horário fixo no escritório. Fora dele, deslocações, voos, estadias, vale tudo, até já optei pelo comboio numa deslocação a Lisboa para alongar a viagem e ser mais produtiva. Um ano II, uma boa parte foi escrita em Paris, hotel, stand de uma feira, viagem. Terminei-o no aeroporto de Geneve.


O trabalho, hoje, nada tem a ver com de há cinco anos atrás, há cinco anos não tinha sequer tempo para pensar em escrever, quanto mais fazê-lo. Hoje, consigo deixar o trabalho “dentro do escritório” e preciso mesmo de encontrar um escape, algo que me ocupe a mente e me dê algum alento e perco-me na escrita. A minha filha mais nova, há uns tempos disse-me que se eu não lhe desse atenção ia ao facebook e tornava publico que eu passava o tempo de portatil na mão… Mas era exagero da sua parte. Como gerente e diretora, não é fácil, os sócios das empresas que represento e sou gerente não são portugueses sequer, e a celeridade com que se tomam decisões, ou a falta delas, provocam um stress tal, que às vezes destabilizam-me de tal forma, que não há inspiração ou criatividade que resista.


Como mãe, não muda nada, as minhas filhas são a prioridade em tudo. Gerir os meus eventos com a agenda das minhas filhas, às vezes, faz dos nossos fins de semanas uma correria desenfreada, vamos aguentando.


Como escritora não é fácil, nem tão pouco o que para mim, era expectável, criei uma autora, dei-lhe uma identidade, mas queria o anonimato. Queria ficar sossegada no meu canto e ver os meus romances expostos nas livrarias e fazer de conta… mas saiu tudo ao contrário, tive de dar a cara, sem um rosto não se vende, não se apresenta uma obra. Não queria misturar a minha vida, profissional ou pessoal, com a da autora, não imagino os “meus” colaboradores a lerem os meus livros e a fantasiar, nem tão pouco queria expor-me enquanto mãe e mulher.


Papeis distintos que implicam uma gestão cuidadosa.


 


Enquanto escritora, prefere escrever sobre histórias que podem ser reais no nosso dia-a-dia, ou fantasiar um pouco mais?


Reais, claro. Talvez para muitos sejam puramente fantasias hipotéticas, desenganem-se, o meu Perdoa-me, - não editado - talvez o mais surreal de todos até ao momento e partilhado com quatro pessoas apenas, repito só com quatro leitoras, uma delas disse-me: “Como é que escreveu um livro sobre a minha vida, sem me conhecer?”


A Michelle de Um Ano, poderá ser uma personagem difícil de encontrar, mas o enredo a paixão por um homem mais velho, os ciúmes e possessividade da ex. mulher, a cumplicidade entre os amigos, a afirmação “eu já sou grande, adulta, tenho 18 anos”, que muda numa fração de segundos para “eu só tenho 18 anos”, é comum a todos os mortais.


Gosto dar vida às minhas personagens, a minha Michelle, o meu Joca, a minha Raquel, o meu comandante, o meu militar… é assim que falo deles… como se existissem mesmo. Por isso tenho de lhes dar uma vivência possível, uma história provável.


 


Vamos poder contar com novidades literárias por parte da Maria ainda este ano?


Este ano não, porque não há tempo para apresentar, tratar e editar. Mas sim, tenho dois livros, um concluído e enviado para o concurso da LEYA, e outro a meio. O do concurso será sim para editar, com ou sem Leya, acredito que está bem conseguido, uma história mais improvável, ou não.


No Are you with me?, descrevi um atentado em Paris, no do concurso da Leya, o marido da protagonista com um falso perfil, seria surreal no nosso país, até há dois meses atrás, e de repente vejo nas noticias uma noticia e penso “Ando, eu, a prever o quê?”… não posso sequer deixar pistas, porque poderia identificar a minha obra, não que acredite no prémio final – comparando com o vencedor do ano anterior, o meu estilo difere a anos luz – mas tenho esperança que alguém lhe dê algum valor.


O que está a meio, fala sobre a solidão de viver numa cidade grande, e pretendo imortalizar o nome de alguém que já partiu deste mundo, a minha cunhada Luísa. Hoje conheci uma bebé de 18 meses com este nome, e há dois dias uma menina de 3 anos. Mas não é um nome que se atribua atualmente. Tenho algumas ideias na mente mas o resultado final será uma surpresa, até para mim.


 


Muito obrigada!


 


 


 


*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora.



 


 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

À Conversa com Marlene Alves Catanzaro

Marlene Alves Catanzaro nasceu em 1964 na cidade de São Paulo, e descende de portugueses por parte do avô paterno.


É Pedagoga formada pelas Faculdades Oswaldo Cruz; especialista em Orientação Educacional e Pós-Graduada em Orientação Profissional e Psicopedagogia.


A literatura sempre esteve presente em sua vida, assim como o amor pelos animais.


 


 



 


Em "A História de um Gato", a autora junta estas duas grandes paixões com o propósito de demonstrar que tudo é possível quando há amor e dedicação.


Parte do valor obtido com a venda deste livro é destinada a contribuir com aqueles que, num gesto de amor e dedicação, cuidam de animais sem lar ou feridos.


É ela a convidada de hoje da rubrica “À Conversa Com”, a quem desde já agradeço por ter aceitado o convite!


 


 


 



 


Marlene, a literatura e os animais são duas das suas grandes paixões. Quando, e como, é que as descobriu?


Ambas na infância. Não me recordo da minha vida sem um animal por perto. Foram gatos, cães, papagaio, pintinhos, tartaruga... Percebi o quanto amava os animais pela compaixão que sentia ao ver-lhes o sofrimento, e que me fazia sofrer por não poder, sendo criança, amenizar-lhes a dor.


A paixão pela literatura surge também na tenra idade, quando lia vorazmente todas as histórias que me chegavam às mãos; a que mais marcou minha infância foi “A Ilha Perdida”, da escritora brasileira Maria José Dupré.


 


“História de Um Gato” foi a junção destas duas paixões. O que a levou a escrever este livro?


O aspecto principal foi o desejo de poder ampliar a ajuda aos animais abandonados e doentes. Para tanto, destino um percentual do que recebo pelos os direitos autorais para Associações de proteção animal e protetores voluntários.


A doação de exemplares também colabora com os gastos em medicamentos, cirurgias, vacinas, ração...


Assim como em diversas cidades brasileiras, Campinas, onde moramos, sofre com a ausência do poder público para desenvolver políticas que tratem a questão da saúde do animal. Há muito abandono em diversos bairros e esta é uma triste realidade que gostaria de ver diminuída com o projeto “A História de Um Gato”.


 


Pode-se dizer que a Marlene tem uma relação especial com os gatos, ou a sua paixão estende-se também a outros animais?


(risos) Adoro animais, sem distinção. Durante longos anos morei em apartamento e, por isso, optei por ter somente gatos, que, pelos hábitos que possuem, facilitam os cuidados. Atualmente moramos em casa com grande quintal e a fase é de cachorros... (risos). São seis, sendo cinco retirados de situação de abandono das ruas aqui do bairro.


 


A Marlene tem descendência portuguesa. Já alguma vez visitou o nosso país? O que gostou mais?


Sim. Era um sonho ir a Portugal. Em 2010 viajamos para a Inglaterra e o avião fez conexão na cidade do Porto. Somente ter sobrevoado o país deixou-me muito feliz. Ver o casario, o Tejo...


Em 2012, finalmente, ficamos alguns dias em Lisboa, conheci a Torre de Belém, o Castelo São Jorge, o Oceanário, o pastel de Belém (risos)... Vi de perto os encantos dessa bela e inesquecível cidade.


No mês passado, voltamos para o lançamento do livro “A História de Um Gato”. O evento foi em Lisboa, na Feira Nacional do Livro, e em Évora.


Nesta última viagem conhecemos quase todo o país, bebendo dos seus encantos. Foi maravilhoso.


O que mais gosto é da hospitalidade e generosidade do povo português. Nos perdemos muito (risos) dirigindo pelas boas estradas portuguesas, mas sempre fomos muito bem ajudados por pessoas simpáticas e corteses. Chego a dizer que foi muita sorte nos termos perdido tanto, pois tivemos oportunidade de conhecer e de manter contato com gentes de coração boníssimo.


 


Para além de contar uma bonita história de amor e dedicação aos animais, nomeadamente, a um gato muito especial, este livro tem também uma missão solidária. O que considera que faz mais falta – pessoas que se voluntariem para ajudar animais, ou meios para que as mesmas o possam fazer?


Creio que faltam meios para que as mesmas o possam fazer. Faltam hospitais e clínicas públicos, apoio do Estado, divulgação de campanhas de castração etc. Ao mesmo tempo, vejo muita gente envolvida utilizando recursos próprios, às vezes sem ter muita condição para isso. Pessoas que doam horas de trabalho nos finais de semana, que recolhem animais abandonados, atropelados e depois precisam recorrer a amigos e conhecidos para ratear os valores gastos. Atualmente temos a internet como grande canal de divulgação e valiosa aliada para este trabalho de voluntariado.


 


O gato desta história esteve abandonado à sua sorte, ferido, sem que a maioria das pessoas que por ele passavam se decidisse a ajudar. Acha que ainda existe muita indiferença em relação aos animais encontrados na rua? Na sua opinião, o que mais temem as pessoas, ao ver um animal em sofrimento, e que as leva a passar ao lado como se nada fosse?


Sim, existe bastante indiferença, infelizmente. Muitas pessoas não sentem compaixão pela fome, dor, frio, medo e solidão por que passam os animais de rua. Costumo dizer que, se cada pessoa se dispusesse a cuidar verdadeiramente de, pelo menos um animal, não teríamos o quadro triste que a realidade nos mostra.


Ao lado da indiferença, creio que seja o fato de as pessoas não poderem ou não quererem ter gastos e trabalho com um animal em sofrimento.


 


Pela sua experiência com animais, que ensinamentos considera que todos devíamos aprender com eles?


A gratidão é o maior deles.


 


Depois do sucesso desta história, vamos poder contar com um novo livro da Marlene dedicado aos animais?


A história do Senninha vem emocionando centenas de pessoas, das mais variadas idades. Recebo relatos diversos sobre o quanto esta história sensibiliza. É uma mensagem de carinho, de superação e que me leva a querer novamente imergir neste universo apaixonate. Contudo, no momento a prioridade é aprofundar parcerias com Associações de Amparo Animal, tanto do Brasil quanto de Portugal, e também preparar-me para a participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no próximo dia 30 de agosto.


É importante e oportuno destacar a parceria com a Editora Chiado, que abriu para o meu livro as portas do mercado português e países de Língua Portuguesa, com um trabalho de edição que muito me entusiasmou pela beleza e competência.


Todos têm histórias para contar, a diferença está em que o escritor compartilha com as outras pessoas as histórias que tem na mente e no coração.


 


Muito obrigada pela disponibilidade!


 


 


*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Duas conversas especiais a caminho

A rubrica "À Conversa com..." tinha ido de férias, mas fez esta semana um pausa para vos presentear com duas conversas especiais:


 


Amanhã - Marlene Alves Catanzaro - autora do livro "A História de Um Gato"


Sexta-feira - Maria Oliveira - autora de "Um Ano", "Um Ano II" e "Are You With Me"


 


Não percam, às 10h!

Alguém adivinha o que aí vem?

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O que vos parece?


 


 

Masterchef Júnior - O Top 6


 


E chegámos ao Top 6 do Masterchef Júnior.


Os seis magníficos, escolhidos para seguir para a 9ª semana, são:


 


João Mata - desde o início tem mostrado ser um bom cozinheiro e versátil, mas talvez a pressão o tenha traído nas últimas galas, e o tenha feito passar de concorrente com mais pontos, para outro com pontuações baixas, devido a prestações menos bem conseguidas. Ainda assim, continua a ser um dos meus favoritos à vitória, graças à sua versatilidade e forma de ser e estar.


 


Maria - o que dizer da Maria? Tão depressa gosto das suas atitudes, como me consegue irritar com elas! Ao longo do programa, tem sido quase sempre presenteada com os votos mais altos dos jurados, e com a escolha, para prova, dos seus pratos. Revela bastante versatilidade, humildade, tem lidado bem com a pressão e os insucessos que, por vezes, lhe batem à porta, e tem grandes hipóteses de vir a ganhar.


 


Kiko - gosto deste miúdo! Ele não é, certamente, dos melhores que lá está, mas tem ideias originais, que nem sempre na prática correm bem, é verdade, e tem gosto naquilo que faz. Assume os erros, vai à luta, e tem conseguido ficar no programa semana após semana. Vamos ver o que o futuro lhe reserva.


 


Pedro Jorge - os portugueses estão rendidos a este miúdo, tal como eu, pela graça que deu ao programa, pela simplicidade e humildade. Já cozinhou bons pratos, principalmente de carne, mas não é muito versátil, e não será o melhor chef deste Top. De qualquer forma, no último programa mostrou que ainda sabe algumas coisas, e que nem sempre os melhores têm razão! Mesmo que não vença o programa, já não se livra da fama que alcançou!


 


Rosarinho - a doceira! Tem merecido rasgados elogios pelos seus pratos doces apresentados, mas nem tanto nos salgados. Tem estado no seu cantinho, e passado todas as semanas de forma discreta. Este domingo, vimos uma outra faceta dela, não muito favorável, e a sua relutância e mania de superioridade em relação ao Pedro Jorge. Não sendo versátil e, sendo o seu único ponto favorável os doces, não acredito que se sagre vencedora.


 


Tomás - já é bem conhecida a minha antipatia por este rapaz, desde os tempos em que ele e o Gonçalo formavam a dupla dos superiores! Continua com uma certa arrogância e a mania de querer fazer tudo sozinho, quando se pede trabalho em dupla ou equipa, e acha que tem sempre razão.


No entanto, a verdade é que tem apresentado, de uma forma geral, pratos muito bons e tem estado várias vezes entre os melhores. É bastante versátil, e tem hipóteses de ganhar o programa, se continuar assim. 


Imagem MasterChef Portugal

RX Carlos - Café em Grão

foto do autor


 


Chegou há relativamente pouco tempo, mas o Café em Grão já faz bastante sucesso aqui no Sapo Blogs!


Afinal, quem não gosta de uma pausa para um cafezinho, seja ele curto ou mais cheio, enquanto fica a par das últimas notícias, ou de uma ou outra história que nos faça esquecer, por momentos, o nosso dia-a-dia.


Sabe sempre bem um Coffee Break para descomprimir e descontrair, e o do Sapo está a cargo do Carlos, que é o convidado de hoje para este exame minucioso! 


 


 


 



 


Café – Não passo sem ele, normalmente tomo entre dois e três por dia. Às vezes pergunto-me se realmente gosto do café ou se já é o corpo viciado a pedir que o tome! É que se passo um dia sem tomar fico insuportável, de mau humor e com dores pelo corpo todo.


 


Palavras - As ditas levam-nas o vento e só ficam guardadas na memória de quem as ouve se algum dia foram realmente importantes. As escritas ficam para sempre como testamento e basta abrir o livro da nossa vida para as lembrar!


 


Sossego – Adoro o sossego. Preciso dele para descansar totalmente! É nesses momentos que consigo recarregar as energias para enfrentar o amanhã.


 


Yra – Companheira. Só a presença dela enche-nos a casa e o coração! Não podíamos ter tido mais sorte com a nossa gatinha que felizmente não sabe fazer asneiras.


 


Igualdade – No fundo ela existe, porque eu olho em volta e somos todos iguais, no entanto a sociedade teima em separar as coisas por género, orientação e estatuto.


 


Liberdade – Sinto que a estamos a perder aos poucos…para as mãos de radicalistas que teimam em desestabilizar o mundo.  Sinto-me cada vez mais condicionado, com medo de multidões, por isso não consigo ser totalmente livre.


 


Música – Acompanha-me diariamente. Sou um apaixonado pelos 80’s. Mas ouço de tudo. Não é novidade que Mariza e Il Divo estão assim em primeiro lugar.


 


Redes sociais – Facebook, passo horas a olhar para aquilo e ainda não percebi bem o porquê! Estamos cada vez mais curiosos com a vida alheia! Mas gosto de me manter actualizado com as novidades das páginas de noticias, de músicos e figuras públicas.


 


Viagens – Já fiz algumas, poucas, gostava de poder fazer mais! A minha de eleição foi a Paris há 3 anos atrás! As que gostava de fazer…Tailândia, Itália e Brasil.


 


Sorriso – Quando sincero é do melhor que o ser humano tem para oferecer! Não sou de grandes sorrisos, nem toda a gente merece receber o melhor de nós! Mas para ti aqui vai o meu sorriso e o meu obrigado por esta oportunidade.


 


Muito obrigada, Carlos!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Nelson Freitas no Campo Pequeno


 


 


 


Nelson Freitas esteve no passado dia 24 de Junho a actuar no Palco Sumol do Sumol Summer Fest, na Ericeira. 


E, ao longo do verão, são vários concertos já agendados e que esperam por nós. No entanto, para quem ainda não teve, ou não terá nos próximos meses, oportunidade de assistir a um dos espectáculos do Nelson Freitas, da sua digressão de verão "Ride or Die", há ainda uma derradeira hipótese. 


O cantor irá encerrar a digressão com um espectáculo especial, a 22 de outubro, no Campo Pequeno, em Lisboa.


Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e na Ticketline, e o preço vai dos 20 aos 28 euros.


Neste concerto não irão faltar os êxitos de “Four”, como “Miúda Linda” e “Break of Dawn”, não esquecendo, obviamente, os temas dos álbuns anteriores. O espetáculo contará ainda vários convidados, que serão desvendados ao longo das próximas semanas.


Não percam esta grande festa de um dos artistas mais populares, e influentes, da atualidade, que tem vindo a conquistar milhares de pessoas de norte a sul do país, e além-fronteiras, com a sua mescla de sonoridades que vão do zouk ao r&b, passando pela kizomba, hip hop e soul. 

Átoa em Mafra - um concerto espectacular!

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O Festival do Pão terminou em grande com o concerto dos Átoa!


Já tinha tido oportunidade de os entrevistar duas vezes, uma para a Blogazine, e outra para o meu blogue, mas desta vez pude vê-los ao vivo e conhecer melhor as suas músicas.


Chegámos mesmo em cima da hora, e conseguimos encontrar um bom lugar perto do palco, e com bastante espaço. Embora, olhando para trás de nós, víssemos imensa gente a assistir, ali à frente onde estávamos, víamos bem, e sem aquela sensação de "sardinha em lata", nem empurrões.


 


 


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Só pelo ambiente calmo e descontraído, apesar de ser domingo e no dia seguinte ir trabalhar, já estava a valer a pena.


Músicas como "Menino D'Ouro", "Miúda Do Terceiro Andar" ou "Idade dos Inquietos" não faltaram. O público sabia de cor a letra das músicas e esteve sempre animado, e em interacção com a banda.


 


 


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Os momentos mais calmos vieram logo depois, com "Sinto" e "Pouco de Sol".


 


 


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Mais para o final, não poderiam deixar de tocar o sucesso "Falar a Dois" e de nos brindar com o novo tema "A Cada Passo".


 


 


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O tempo passou num instantinho, e o concerto chegou ao fim, mas o público não os deixou ir embora sem uma última música. Tivemos direito a duas, entre as quais "Distância", também já nossa conhecida.


 


 


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Não tendo sido um concerto com grandes efeitos visuais, teve o mérito de brilhar pela simplicidade dos membros da banda que, sem grande aparato, conseguiram chegar ao público, com a sua humildade, e proporcionar-nos quase duas horas de boa música portuguesa.


O pior foi quando tivemos que enfrentar uma fila enorme para conversar com eles e dar os parabéns pelo espectáculo. Os fâs eram mais que muitos! Mas conseguimos tirar a nossa foto da praxe!


 


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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Diário de Férias - 7º dia


 


 


Chegaram ontem ao fim as primeiras férias deste ano, com um dia bastante movimentado!


Depois de um almoço no Cantinho dos Grelhados, onde saboreámos as deliciosas "tirinhas", na companhia dos meus pais e tio, que também lá foram e se juntaram a nós, para celebrar a entrada do meu marido na universidade, fomos ao cinema.


Após a viagem de regresso, só tivemos tempo de ir a casa lanchar e ver as bichanas, para irmos ao teatro.


O trânsito estava condicionado e os lugares para estacionamento eram escassos, pelo que deixámos logo o carro no centro da vila para a noite, e fizemos caminhada até casa.


À noite, nova caminhada até ao Jardim do Cerco para o concerto dos Átoa, do qual irei falar num outro post.


Deitámo-nos tarde, para acordar cedo hoje. Eu, para vir trabalhar. O meu marido, forçado, para levar a Amora ao veterinário, mais uma vez. 

O Amigo Gigante


 


Ontem foi dia de cinema. Aproveitámos a promoção McBox Cinema, pelo que os bilhetes ficaram mais baratos, a 1 euro cada um.


O filme escolhido foi O Amigo Gigante.


Já tinha ouvido falar bem do filme, mas não fazia ideia do que me esperava. Foi uma óptima escolha. 


E sim, também chorei com esta história. Raio de sensibilidade que havia de ter para estas coisas!


 


 



 


Mas foi impossível não o fazer, ao ver esta amizade tão inesperada entre uma pequena menina orfã, curiosa e destemida, e um gigante anão pouco convencional, e com uma linguagem maluca, que apanha sonhos para depois distribuir pelos humanos.


 


 



 


Sofia é a menina que vai desafiar as ordens da directora do orfanato:


"Nunca saias da cama, nunca chegues perto da janela, nunca olhas para lá das cortinas".


Ela vai fazer tudo isso, e vai ver o gigante que, supostamente, é responsável pelo desaparecimento dos meninos e meninas em Londres.


 


 



 


Ao ser descoberto por Sofia, ele vê-se obrigado a levá-la consigo, para que não conte a ninguém sobre a sua existência. Mas este gigante não é como os restantes companheiros. É um gigante gentil e amigo que, contra todos, se recusa a comer "cereais humanos", nome que dá aos seres humanos.


 


 



 


Os dois irão tornar-se grandes amigos, e Sofia vai mostrar ao gigante que ele não pode deixar que os outros gigantes o maltratem, nem tão pouco ataquem as crianças. Para isso, elaboram um plano que envolve a rainha, um tetrapesadelo e um sonho a que apelidou de "Sonho da Sofia".


 


Um filme com muitas partes cómicas, no início quase precisamos de um tradutor para perceber linguagem de gigante, e com uma bonita mensagem.


Se puderem, vejam!


 


 

domingo, 17 de julho de 2016

BackstAGE - Associação Meleca


 


O grupo de teatro adolescente da Associação MELECA apresentou, este fim-de-semana, na Ericeira e em Mafra, o seu novo trabalho.


BackstAGE conta a história de um grupo de teatro que pretende apresentar o clássico de Shakespeare, mas tudo pode estar em causa por conta de alguém que quer arruniar os planos da encenadora.





 


Com texto e encenação de FernandoTerra, actuações de Ana Cardoso, Nagua Morvillo, Ema Alves, Eric Gonçalves, Joana Batalha, Joana Lima, João Moninhas, e Fedor Samoilovich no áudio, assisti hoje à última apresentação deste espectáculo.


 


É um espectáculo de curta duração, em que estes jovens tentam dar o seu melhor, apesar do nervosismo, para mostrar o seu talento, proporcionar um bom momento ao público e, acima de tudo, divertirem-se.


Um dia estive no lugar deles, e dou-lhes os parabéns pelas suas prestações. Tive Oficinas de Expressão Dramática no 12º ano, e no final do ano lectivo apresentámos a nossa peça também na Ericeira e em Mafra. O meu papel era secundário, fazia de cigana. Não tinha muito jeito, fiz o que tinha que ser feito, e jurei que nunca mais ia estar naquela situação, a actuar para uma sala cheia, com os nervos à flor da pele.


Mas penso que o gosto pelo teatro e o talento, duas coisas que eu não tinha, podem fazer a diferença e levar estes jovens a superar tudo e mostrar-se confiantes em palco.


Não sou perita em detectar futuros talentos, mas gostei muito da actuação do João Moninhas, e do seu à vontade em palco.


No entanto, de uma forma geral, todos estiveram bem e conseguiram levar a bom porto a sua missão.


Só tenho pena que tenham estado tão poucas pessoas a assistir à peça, apesar de ter sido apresentada já ao final da tarde.


Ao grupo, desejo-lhes continuação de um bom trabalho, e que a próxima peça seja um sucesso!

Diário de Férias - 6º dia


 


Sábado foi dia de acordar cedo, para ir à consulta de optometria.


Há dois anos que não ia lá, e trouxe boas e más notícias. A graduação mantém-se, só o olho esquerdo, que tem miopia e astigmatismo, piorou um bocadinho, mas não há nada a fazer.


Vou ter mesmo que trocar as lentes dos óculos, porque estas, já antigas, estão riscadas e baças, o que vai ser um acréscimo às lentes de contacto.


Quanto às lentes de contacto, vou andar em testes, até conseguir encontrar umas com as quais me sinta confortável, porque estas que uso actualmente já me causam impressão na vista.


Vou também ter que recorrer à lágrima artificial, porque os meus olhos não produzem muita lágrima. A Dr.ª disse-me ainda que, com a idade, algumas pessoas tendem a deixar de ser tolerantes às lentes de contacto. Espero que não seja o meu caso.


Chegámos também à conclusão que eu tenho as membranas do olho muito sensíveis, até mesmo dado o facto de, tão nova, já ter tido o descolamento do vítreo, que é algo que acontece normalmente aos 60 anos, e por isso mesmo, deveria tomar um suplemento de luteína. Sim porque, para conseguir a quantidade de vitamina recomendada, teria que comer cerca de 15 cenouras por dia!


Na próxima semana irei então buscar os óculos e as lentes para experimentar.


Depois das compras, e já ao final do dia, como estava mais fresco, fomos até à praia para jogar raquetes e dar um mergulho. Bem merecido, porque conseguimos chegar aos 1267 toques!


Cheguei a um ponto que já nem estava a ver bem a bola, e tinha os olhos a arder, mas queria ver se conseguíamos os 1300, mas o meu marido também já tinha a mão dorida.


O mar parecia uma piscina e, às 19h, quase ninguém estava na água. Deu para nadarmos à vontade, e ficar ali deitados a apreciar.


Mas já estava a ficar tarde, e tivemos que vir embora.


 

sábado, 16 de julho de 2016

Olh'á Bola de Berlim

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Verão sem praia não é verão! E praia sem Bolas de Berlim, não é praia!


Não se aplica no meu caso mas serei, por certo, uma minoria.


Ainda me lembro de ir para a praia com o meu pai, era eu ainda uma pré adolescente, e andar por lá uma senhora já com os seus 50 anos, com a pele morena e envelhecida pela idade, e pelo sol debaixo do qual caminhava ao longo de toda a praia, com os cestos de batatas fritas Titi num braço, e a arca dos bolos no outro.


E tanto as crianças como os adultos a chamavam para comprar alguma coisa para comer. Apesar do lanche que já levávamos de casa, um pacote de batatas ou o nosso bolo preferido eram um mimo extra que tornava a nossa ida à praia ainda mais espectacular!


Depois, com o tempo, e os bares que foram surgindo junto às praias, esta tradição caiu um pouco em desuso.


Nos últimos anos que tenho frequentado a praia, nunca mais vi ninguém a vender. Até ter ido este ano à Praia dos Pescadores, e me deparar com um vendedor!


Mudam-se os tempos, mudam-se os produtos, e os vendedores.


Agora, é a vez deste homem, aparentemente novo, passar os dias a trabalhar onde todos nós nos divertimos, descansamos e relaxamos, ou refrescamos no mar, debaixo do sol escaldante, a circular por toda a praia, de um lado para o outro, gritando o célebre bordão "Olh'á Bola de Berlim".


Não sei até que ponto será lucrativa esta venda ambulante nas praias, mas admiro estes vendedores que, para ganharem o seu sustento ou um dinheiro extra, têm que se submeter a diversas exigências antes de iniciar a sua actividade, e são depois postos à prova todos os dias na praia, nem sempre sob as melhores condições.


São as novas gerações a dar, muitas vezes, continuidade ao trabalho dos pais e familiares que se iniciaram nesta actividade há décadas atrás.


E nas praias que costumam frequentar, também existem estes vendedores?


 


 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Diário de Férias - 5º dia

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O último dia da semana foi também de praia.


Voltámos à que tínhamos estado no dia anterior, mas hoje estava muito mais cheia. Esteve um belo dia de praia, com muito calor. O mar continuava calmo, tínhamos alguma dificuldade em ter espaço para nadar mas lá nos safámos.


Andavam por ali alguns barcos a passear, e até um cão teve direito a viagem!


 


 


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Esta praia tem vários espaços para praticar desporto, zona de bar, e aluguer de colmos e espreguiçadeiras.


 


 


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E, claro, sendo a praia dos pescadores, é normal que se vejam barcos a ir para o mar!


 


A um determinado momento, deu-nos para apreciar as gaivotas que, ao final da tarde, descem à areia para ver se deixámos algum petisco para elas, e também para nos relembrar que está na hora de lhes cedermos de volta o espaço que é delas por direito.


Algumas estavam mesmo em guerra com as companheiras :)


E assim chegou ao fim esta semana.


Amanhã temos concerto dos HMB no Festiva do Pão. Domingo, é a vez dos Átoa.


E vamos tentar aproveitar da melhor forma o fim-de-semana, que segunda-feira regresso ao trabalho.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!