sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Acabadinhos de chegar!

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Chegaram hoje os meus livrinhos!


A Euedito fez um bom trabalho com a capa - estão simples mas bonitos. Mas eu sou suspeita, claro!
A imagem da capa é a de um pôr-do-sol na Ericeira (praia do sul).



Talvez haja a possibilidade de lançamento do livro, lá mais para a frente, como manda a tradição mas, até lá, se quiserem adquirir um exemplar aqui da menina armada em escritora, digam alguma coisa!


Ainda sem planos para o fim-de-semana?


 


Se ainda não sabem o que fazer hoje ou amanhã à noite, apareçam no Centro Cultural da Malaposta, para assistirem à peça "O Segredo do Diamante".


Cada bilhete custa apenas €. 7,50, mas vai proporcionar uma hora de muita animação e gargalhadas. 


 


 



 


O elenco do grupo VanBach está a contar com a vossa presença neste fim-de-semana! Nãopercam esta oportunidade de descobrirem o segredo!


 


 


E antes que me perguntem quanto é que ganho pela publicidade, digo-vos que esta divulgação é feita de coração. Em primeiro lugar, porque a peça está mesmo muito bem conseguida, faz-nos rir e proporciona-nos um momento de entretenimento diferente.


Por outro lado, são "gente da minha terra", que é como quem diz, aqui da minha zona e, apesar de ser um grupo amador, já fazem um excelente trabalho que merece ser partilhado e visto pelos outros.


Porque este grupo de teatro, e o teatro em si, vive do público que comparece a cada exibição, e que faz cada um destes artistas estar ali todos os dias, a dar o melhor de si.


Porque são pessoas simples, sem manias, que têm sempre um pouco do seu tempo para dedicar a quem quiser falar com eles no final de cada actuação, que também estão sempre cá para apoiar os outros nas suas aventuras e projectos, e merecem toda a divulgação! 


 


 


Imagens VanBach - Arte & Teatro


 


 

À Conversa com Sara Rodi

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Por certo já ouviram falar da convidada de hoje. 


Escreveu o seu primeiro livro aos 6 anos, e desde então nunca mais parou!


Para além da escrita, dedica-se também ao guionismo, tendo participado na escrita de diversas telenovelas e séries, entre as quais o recente sucesso da TVI "Massa Fresca".


E, para quem não sabe, escreveu também o último livro da colecção "As Gémeas", dando continuidade ao trabalho da autora Enid Blyton e de Pamela Cox.


Falo-vos, como já devem ter percebido, de Sara Rodi, a quem desde já agradeço pela disponibilidade para aceitar este desafio!


 


 


 



 


Sara, começo por lhe perguntar quem é a Sara Rodi?


Mulher, mãe, apaixonada pela escrita, gosta de pensar que usa as palavras para transformar o mundo num lugar melhor, às vezes inquietando, às vezes apaziguando. Às vezes falha, às vezes acerta, mas maravilha-se quase todos os dias com aquilo que, nas derrotas ou nas vitórias, a vida lhe ensina.


 


Como é que surgiu a sua paixão pela escrita?


Aos 6 anos a minha mãe ajudou-me a fazer um pequeno livro a partir de um sonho que eu tive, e foi uma experiência extraordinária. Percebi que, de repente, as minhas ideias podiam ser partilhadas com os outros sem que eu tivesse de as contar (eu sempre falei muito rápido e de forma atabalhoada). Escritas, as palavras ganhavam a verdadeira intenção que eu queria dar-lhes. Eram mais verdadeiras, escritas, mesmo que contassem não-verdades. Escrever tornou-se a minha forma predileta de comunicar, através de histórias (e nunca mais deixei de as escrever e de as partilhar), mas também cartas. Os meus amigos recebiam tantas cartas minhas...


 


Quais são as suas principais referências a nível literário?


Leio muitos autores com estilos diferentes, mas marcou-me muito, na juventude (e continua a marcar-me), Fernando Pessoa, na poesia, e Saramago, na prosa. Gosto muito de autores portugueses, e acho que temos uma nova geração muito interessante. Não é por acaso que autores como Afonso Cruz, Valter Hugo-Mãe ou José Luís Peixoto estão a fazer tanto sucesso além-fronteiras.


 


Que estilos mais gosta de escrever?


Gosto muito de contar histórias a adultos e a crianças. Os primeiros livros que publiquei, aos 22 anos, eram para adultos, e creio que o romance continua a ser o estilo que mexe mais comigo, talvez porque obrigue a uma maior entrega. Tudo vem de dentro, é muito orgânico. A literatura infanto-juvenil surgiu por acaso, com a inspiração diferente que os meus filhos trouxeram à minha vida. Divirto-me muito a tentar desbravar o seu território, transmitir-lhes o que acho importante, mas também aprendendo muito com as suas visões do mundo. As crianças são, realmente, inspiradoras.


 


 


 


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A maternidade fê-la render-se à literatura infanto-juvenil. Foi também o que a levou a aceitar o convite para dar continuidade à coleção “As Gémeas”, escrevendo o 10º livro?


Foi um convite muito especial, porque eu cresci a ler Enid Blyton, e nomeadamente a coleção “As Gémeas”. Dar-lhe continuidade, seguindo o estilo e os temas de uma autora tão importante, foi uma grande responsabilidade e um enorme privilégio. Os meus três rapazes não leem esta coleção, que é mais dirigida às pequenas leitores, mas estou confiante de que a minha filha, daqui a dois ou três anos, comece a lê-la, e se divirta tanto como eu me diverti, na minha infância.


 


Para além da escrita, a Sara enveredou também pela área do guionismo, participando na escrita de várias telenovelas e séries. Há alguma que a tenha marcado mais?


Marcou-me muito a primeira (“Ganância”, SIC), pela novidade. Na altura tinha 22 anos e não via telenovelas há muito tempo. Foi uma grande escola, onde conheci aquele que considero um grande mestre: o Francisco Nicholson. Também me marcou muito o arranque dos “Morangos com Açúcar” (temporadas I, II e III), porque era um produto novo, e eu pertencia a uma equipa jovem e a fervilhar de ideias. E, claro, a “Massa Fresca”, porque foi uma história que pude definir desde o início, com todos os ingredientes que me faziam sentido. Pela equipa de escrita que partilhou comigo esta aventura, pela entrega de toda a equipa técnica e pelo talento e carisma dos atores. E, por último, pelo feedback dos espetadores. Nas escolas dos meus filhos toda a gente via a série e fui sempre recebendo muito feedback de jovens, pais e professores, o que foi uma grande mais-valia para o projeto.


 


 


 


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Recentemente, presenteou o público infanto-juvenil português com uma nova série “Massa Fresca”. Estava à espera do sucesso que a mesma tem vindo a alcançar?


Acho que ninguém estava à espera. Os jovens tinham-se divorciado da televisão, e não seria nada fácil trazê-los de volta, ainda para mais num horário que estava “morto”, na TVI. Tínhamos as nossas armas (os temas, as músicas, as redes sociais...) mas nunca pensámos que a adesão fosse tão grande, desde o primeiro momento. Foi uma verdadeira loucura, no melhor sentido possível.


 


 


 


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Depois da banda sonora, chegou a vez dos livros da série, escrito em parceria com Susana Tavares. Como foi esta experiência?


Um livro é algo que permanece, resiste melhor ao tempo do que um produto televisivo. É algo que os leitores podem ler a qualquer momento, em qualquer parte (se bem que a televisão também vai sendo isso, cada vez mais). A TVI, juntamente com a Oficina do Livro, desafiaram-nos a transportar a história para três volumes, e o desafio foi obviamente aceite. Saiu agora também por estes dias um Diário da Massa Fresca, com informações sobre a série, mas também desafios de escrita e de autoconhecimento. Eu sempre escrevi diários, que ainda guardo religiosamente, e acho que são uma excelente companhia e até terapia, nos piores momentos.


 


Existem diferenças entre estes livros e o guião original da série?


Os livros são muito centrados na história da Maria e da família Elias. Muitos plots não puderam ser transpostos para os livros, onde o número de caracteres era muito limitado. Está neles a estrutura dorsal da “Massa Fresca”.


 


Que feedback tem recebido por parte do público?


Da série o feedback foi diário, quer nas redes sociais, quer à porta das escolas dos meus filhos e nas suas atividades. A minha família e os meus sobrinhos, de sangue e emprestados, também me ligavam muitas vezes a fazer os seus comentários. Isso serviu-me muitas vezes de motivação, quando ela, à custa do cansaço, me faltava. Entretanto a série acabou e continuo a receber muitas mensagens de jovens, rapazes e raparigas, a dizerem o quanto a série mexeu com eles, o que não me pode deixar mais comovida. Ainda não consegui responder a toda a gente, mas hei-de lá chegar...


 


Haverá uma segunda temporada de “Massa Fresca”?


Por enquanto não está pensada, a TVI já tinha outras apostas programadas. Eu sou como a Maria, confio na vida, por isso vamos ver o que o futuro nos reserva...


 


Muito obrigada, Sara!


 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A conversa amanhã é com a Sara Rodi!

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Não percam, às 10h, na rubrica "À Conversa com..."!

Assim assim, nem mal nem bem

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Conta a minha mãe que, quando eu era pequenina e me perguntavam como ia a vidinha, eu abanava a mão, como que a dizer "assim, assim".


É assim que me tenho sentido por estes dias. 


Não está má, não me posso queixar, podia ser bem pior. Há quem esteja bem pior. Haja saúde, trabalho e algum dinheiro, que já nos podemos dar por felizes.


Mas sinto que também não está muito bem, podia estar melhor. Estou naquele meio termo, à espera de não retroceder, mas também sem conseguir ou saber por/ para onde avançar.


Não gosto quando me vejo em situações que, por mais que queira, não posso prever ou controlar. Não gosto de coisas resolvidas pela metade, ou não resolvidas de todo. Não gosto de não saber para onde me dirigir, ou qual o melhor caminho a tomar.


Gosto de saber com o que posso contar, gosto de manter as coisas sob controlo, gosto na normalidade. 


É quase como o pó que sabemos que está nos móveis, mas no qual não mexemos para não espalhar. Na terra que está no fundo, e que não mexemos para não turvar a água. 


Estou na fase em que a vida agitou o pó e a terra, mas ainda não deixou tudo limpo. Portanto, está tudo um pouco turvo e nublado, não me deixando ver o que o futuro trará. 


Enquanto isso, espero que a poeira assente de novo, ou seja removida definitivamente.


 


 

Músicas que motivam


 


Na aula de inglês do meu marido colocaram esta música como mensagem para todos os alunos que iniciam agora o curso.


 


 



 


E eu lembrei-me de imediato desta, que ficou sempre na minha memória, e que é outro bom exemplo de mensagem motivadora, em qualquer situação da vida!


 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A primeira reunião deste ano lectivo

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Conclusões retiradas desta primeira reunião de ano lectivo:


 


1 - A escola, para variar, está sobrelotada - temos 46 turmas de 30 alunos cada, quando a escola só está preparada para 40 turmas. Não sei se a culpa é da falta de utilização das alternativas - Colégio Miramar e Santo André, ou se o número de estudantes residentes em Mafra aumentou assim tanto.


 


2 - Em consequência desse sobrelotamento, os horários estão piores (ainda que o desta turma até seja dos piores), as horas de saída são mais tardias, e têm intervalos grandes entre disciplinas.


 


3 - Temos más instalações para as necessidades dos alunos, e as auxiliares não ajudam em nada - não existem espaços onde eles possam estar a brincar, a não ser no exterior que, nos dias de chuva não serve, e ninguém pode andar pelos corredores, o que significa que ninguém tem acesso, nos intervalos, aos cacifos nem às casas-de-banho. As auxiliares só deixam os alunos irem aos cacifos quando toca, o que pode levar os alunos a atrasos. As casas de banho disponíveis, ao pé do bar, são poucas para tantos alunos.


 


4 - Os professores pedem desculpa por mandar trabalhos de casa, porque até nem são muito apologistas dos TPC's, mas alegam que tem que ser. Há pais que se queixam da quantidade de trabalhos que os filhos levam para casa, depois de um dia preenchido de aulas, outros que acham bem que os professores mandem trabalhos, e há ainda os que aplaudem e que acham que eles têm mais que tempo para os fazer.


 


5 - A turma, ainda que diferente da dos anos anteriores, continua a ser conversadora. Os professores queixam-se que eles chegam à sala de aula agitados, e que demoram cerca de 20 minutos para que eles entrem,se sentem e se calem. E que alguns alunos gostam de opinar sobre tudo, e não têm paciência para esperar que os professores terminem de falar.


 


6 - Há a questão de agora é verão, está calor, e é complicado para os alunos estarem tantas horas naquelas salas a levar com o sol, e que depois, no inverno, para além de estarem fechados nas salas de aula são obrigados a estar fechados na escola, sem poder gastar energias, pelo que é normal que isso se reflita nas aulas, e no pouco interesse e concentração ao fim de algumas horas. 


 


7 - Alguns pais mostraram-se preocupados com a possibilidade de marcação de mais que um teste por dia, ou testes todos os dias da semana.


 


8 - Falou-se da má qualidade da comida no refeitório, que pode não ser uma questão de qualidade, mas uma questão de não estarem habituados a comida saudável, e menos condimentada, apesar de todos sabermos que comida pré-fabricada em doses industriais não é a mesma coisa que o almoço que a mãe ou a avó faz.


 


9- Gostei da directora de turma - correcta, acessível, determinada, sem manias, simpática e, muito importante, consegue fazer-se ouvir por cima das vozes dos pais!


 


 


O momento alto da reunião foi proporcionado por um pai que não se fez de rogado, e disse a todos os outros que não vale a pena estar a discutir coisas que não têm solução, que já todos conhecemos e não são novidade, e que não vale a pena estar a arranjar desculpas para os filhos, porque já todos nós fomos alunos também, e já passámos por isso, logo, só têm é que aguentar! E que têm que aprender a comportar-se, e que a educação já vem de casa. A isto se juntou o meu marido! Eu até sugeri formarem um movimento!


Isto faz-me lembrar aquelas pessoas que dizem "ah e tal, no meu tempo comíamos sopas de cavalo cansado ao pequeno-almoço, e não morremos por isso" e outras expressões do género.


Sim, eu já fui aluna, e tive que aguentar o que me estava destinado, sem reclamar. Mas não quer dizer que fosse bom. Não quer dizer que não possa mudar.


Só porque as coisas aconteceram de uma determinada forma connosco, não significa que fosse a mais correcta. E que não desejemos algo diferente e melhor para os nossos filhos. E eu, à semelhança de outros pais, queríamos melhor para eles. 


 


O momento unânime da reunião foi a da eleição do representante dos encarregados de educação: bastou o primeiro pai apresentar-se dizendo que era o presidente da associação de pais e mais um rol extenso de funções na escola, que logo todos decidiram em quem votar!


 


O momento dispensável da reunião - aquele em que os encarregados de educação do costume decidem "mandar postas de pescada" sem ninguém lhes pedir, e teimar em exibir os dotes dos seus filhos que, claro, são melhores que os dos outros.

O mistério do rato debaixo da cama!

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Ontem à noite, estávamos já deitados, quando ouvimos as gatas a assanharem-se, a rosnarem e bufarem. Acendemos a luz, mas não as vimos. Devem ter ido à sua vida. Achámos que se tinham enfiado debaixo da cama.


Ainda deitada, espreito para debaixo da cama, mas não vejo nenhuma delas. No entanto, ouvimos um barulho que parecia que estavam ali a roer qualquer coisa.


Levanto-me, pego na lanterna e espreito para debaixo da cama, do meu lado. Não vejo nada. Vou pelo lado do meu marido, e nada de gatas. O barulho, umas vezes ouvia-se, outras não. Pensei que estivessem a morder algum plástico ou algo do género.


A Becas não era, porque apareceu ao pé de mim. E, surpresa, a Amora também não, porque veio da cozinha!


Será que andava por ali algum rato debaixo da cama, e era por isso que as gatas estavam assanhadas? 


Ainda andei ali uns minutos a inspeccionar, quando digo ao meu marido "mexe-te lá na cama". Ele mexeu-se, e o barulho voltou. Quando parava, não havia barulho. Fizemos isto várias vezes.


Vou ao meu lado e mexo também. A mesma coisa.


 


 


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Conclusão: o suposto rato escondido debaixo da cama mais não era que o barulho provocado pela cama a roçar na mesa de cabeceira, sempre que nos movimentávamos na cama. Isto porque eu, para a Amora não cair, me lembrei de encostar a mesinha à cama!

Pesquisar também é uma forma de estudar?

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Eu diria que sim. E de aprender.


Ainda que seja algo a que não devemos recorrer por sistema, há trabalhos em que alguma pesquisa pode ser útil, e transmitir-nos conhecimentos que não possuíamos.


No caso específico dos trabalhos de casa dos alunos, há alguns em que os professores pedem mesmo para eles pesquisarem.


Mas, quando não é o caso, será correcto o aluno ir pesquisar a informação que não sabe? Ou é preferível não fazer o trabalho, e esperar pela correcção e explicação na sala de aula?


Eu sou a favor da pesquisa desde que, dependendo das situações, os alunos não se limitem a copiar a informação. E desde que, na sala de aula, digam aos professores que não sabiam, mas que foram pesquisar, mostrando interesse.


A minha filha trouxe na primeira semana um trabalho de inglês, que consistia em identificar capitais e cidades em Inglaterra e EUA, moeda de cada país e locais característicos. Ora, nas aulas do 5º e 6º ano, não tinham falado sobre isso, e no manual deste ano também não.


Eu sabia uma ou duas coisas, mas o resto não. Então, fizemos uma brincadeira: cada uma de nós dava uma resposta, e depois ela ia pesquisar para ver se tínhamos acertado ou não. Se calhar hoje, se lhe fizerem as mesmas perguntas, já sabe.


Ontem foi a vez de português. Tinha umas palavras cruzadas. Fez algumas, outras não sabia. Tentei ajudá-la. Mas nem a mim me ocorriam algumas palavras como, por exemplo, um conjunto de camelos. Claro que a curiosidade nos dá para ir pesquisar. E assim descobriu que se tratava de uma cáfila. E por aí fora.


Se é errado? Talvez os professores não gostem. Mas eu prefiro a atitude curiosa, à indiferente que diz "não sei, não faço" e trabalho arrumado!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Distribuição de preservativos nas escolas

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A pergunta de ontem do Sapo era:


"Concorda com a distribuição de preservativos grátis nas escolas?"


 


E eu, com toda a sinceridade, respondi "não sei". Porque, de facto, não sei se isto será boa ou má ideia.


Até porque a questão principal não passa por aí, mas sim muito antes disso.


 


Concordo que deveria haver uma disciplina de educação para a sexualidade nas escolas. Inventam tantas disciplinas para preencher horário, que não fazem qualquer sentido, nem têm qualquer utilidade. Esta seria, sem dúvida, muito mais importante.


A verdade é que os jovens têm curiosidade em saber mais, e em experimentar mais, cada vez mais cedo.


No tempo dos meus pais, sexo só depois do casamento, e já na idade adulta. 


No meu tempo, isso era coisa em que começávamos a pensar aos 16/ 17 anos. Uma ou outra, inclusive, ficava grávida.


Hoje, vemos adolescentes de 14/15 anos a namorar. Namorar é uma maneira de dizer - andam aos beijos com um, ficam interessadas e falam com outros. Outras há que avançam mais, seja por vontade própria, seja por estarem iludidas com falsos amores e promessas vãs, seja para ser aceite, ou por se ver forçada.


Pior, vemos crianças de 11/12 anos, a quererem fazer e experimentar, o que estes adolescentes de que falei antes, precocemente, fazem.


Vemos crianças/ adolescentes a engravidarem cada vez mais cedo, a abortarem cada vez mais, a utilizarem de forma errada os métodos de contracepção disponíveis (ou a não utilizarem sequer), e a utilizarem a pílula abortiva como método recorrente de contracepção.


E, claro, no meio de tudo isto, a falta de protecção e possível transmissão de doenças sexuais.


 


Por isso, se me perguntarem se é urgente uma disciplina que os elucide, que os informe, que lhes explique os prós e os contras, que os aconselhe, que os previna, e que funcione como acréscimo ao trabalho dos pais nesse sentido, concordo. 


Agora, até que ponto distribuir preservativos de forma gratuita pelos estudantes - e aqui penso que a ser cumprido, deveriam também distribuir a pílula - não será uma forma de incentivo, de mascarar o verdadeiro problema, não sei.


Mas, entre o não fazer nada, e algo de pior acontecer por falta de medidas destas, e o poder evitar males maiores com elas, ainda que sejam insuficientes, acho que é preferível a primeira opção.


 


Imagem www.sabado.pt

Jogo de Sombras, dos Coração Noir

 


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Já conhecem este álbum? É o primeiro dos Coração Noir, e chega já esta sexta-feira, 30 de setembro, às lojas digitais!


 


 


 


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Trabalhos de grupo na escola ou em casa?

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Todos sabemos que os trabalhos de grupo nem sempre são fáceis, seja porque só alguns dos nossos colegas estão interessados e trabalham, seja pela dificuldade em escolher os colegas com quem trabalhar, ou até pela escolha do local onde serão feitos esses trabalhos.


 


É sobre essa questão que hoje me debruço.


No 5º e 6º ano, sempre que a minha filha tinha trabalhos de grupo, fazia-os na biblioteca da escola, nem que tivesse que ficar mais uma hora depois do horário de saída.


Este ano, perguntou-me se podia fazer o dito trabalho na casa de uma das colegas. Perguntei-lhe porque não faziam como sempre. Disse que dava mais jeito em casa.


Voltei a sugerir a biblioteca da escola ou, em alternativa, a biblioteca municipal. Não se mostrou muito recetiva, e a colega insiste que se faça em casa de uma delas.


 


Por isso, a questão que coloco é: onde se devem fazer os trabalhos de grupo escolares, ou qual o sítio mais indicado para os fazer - escola ou casa?


 


Na escola


Por um lado, fazê-los na escola poupa os alunos a deslocações, e consequente perda de tempo, uma vez que já lá estão, e talvez ajude mais à concentração, porque estarão a fazê-lonum espaço onde é exigido silêncio, e onde não há muitas distracções. tem ainda a vantagem de,sendo preciso qualquer material de última hora, terem a papelaria à disposição. Por outro, estando já tanto tempo na escola, ter que continuar lá a fazer trabalhos pode ser contraproducente.


 


Em casa


Mudar de ambiente, e estar num ambiente mais calmo e extra escolar com as colegas pode ser mais motivador para se fazer um trabalho de grupo.


No entanto, podem ocorrer distrações, a mostrar isto ou aquilo, ou a falar de outras coisas que nada têm a ver com o trabalho. Ouvir música, ver alguma coisa na TV, ou algo do género.


Há também a questão de, muitas vezes, não conhecermos os pais desses colegas e não termos confiança para deixar os nossos filhos ir. E o mesmo em relação aos pais dos outros.


Temos ainda a questão da deslocação, se os colegas morarem afastados uns dos outros, e disponibilidade dos pais para ir levar e buscar os filhos.


 


Sendo assim, continuo a considerar a escola o melhor local. E por aí, qual é a vossa opinião?

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Boas vozes...mas ainda não temos A Voz!

Mais uma noite de Provas Cegas no The Voice Portugal, e continuamos sem ter alguém que se destaque.


 


 



A Inês foi uma boa surpresa, mas parece que agora este estilo virou moda aqui no The Voice, principalmente na cortina, e começo a ficar farta.


 


 



A Isis cativou com o seu estilo próprio e diferente do habitual. Não percebo porque só a Aurea virou a cadeira.


 


 



A Sofia e o seu contrabaixo, proporcionaram um belo momento, também ele diferente. Vamos ver do que ela é capaz daqui em diante.


 


 



A Natacha estava doente e, talvez por isso, não conseguiu dar o seu melhor. Eu gostei muito do timbre dela, da escolha da música, e da junção destes dois elementos. 


 


 



O David Gomes conseguiu transmitir emoção, sentimentos, e adorei ouvi-lo cantar. Mas quero ouvi-lo noutros registos.


 


 



O que dizer da Maria Bradshaw? Quando a Deolinda cantou este tema tão bem ou melhor que o original, é difícil gostarmos de ouvi-lo noutras pessoas, ainda que tenham dado o seu cunho pessoal. Que tem talento, não há dúvidas. Ficou em 4º lugar quando participou no Ídolos, depois de uma eliminação e resgate do júri pelo caminho. Eu não aprecio o estilo. E não acredito que chegue muito longe neste programa. Pode ser que me engane.


 


Não gostei de ouvir:


O Sérgio - acho que apesar de a mensagem ser bonita, a escolha da música não foi a melhor e não me parece que ele vá longe. Não gostei de o ouvir e não percebo como é que teve tantas cadeiras viradas.


A Sara - e não é por ser fado, porque já lá foi muito boa gente cantar fado, e cantou melhor que ela.


 


A Repetente:


A Laura Vargas já é nossa conhecida da edição passada. Na altura, ficou na equipa do Anselmo, e foi preterida na batalha com a Filipa Azevedo. Este ano, regressou, virou mais cadeiras e voltou a escolher o Anselmo (apesar de um comentário que se ouviu de alguém a dizer para ela não escolher quem não acreditou nela). Na minha opinião, e espero estar enganada, palpita-me que lhe vai acontecer o mesmo. Percebe-se que ela canta com o coração, e transmite isso para o público, mas não me parece que ela tenha talento que seja suficiente para avançar e chegar longe no programa.


 


Curiosidades:


Em duas semanas, é o segundo concorrente de Mafra que vai ao programa. E que eu não conheço. E que quando vou procurar mais informação, encontro em todos os sítios menos em Mafra!


 


O facto de a Marisa conhecer vários concorrentes pelos mais variados motivos: porque foi vizinho, porque foi patrão, porque foi colega, porque já cantou com ela, e por aí fora!


 


É suposto os jurados não saberem quem vai actuar e lhes aparecer pela frente. No entanto, algumas perguntas que fazem dão a entender que são propositadas para aquele concorrente em específico, o que leva a crer que já sabem ou têm uma ideia de quem são. Ou então é tudo uma grande coincidência, como por exemplo, no meio de 5 ou 6 concorrentes, perguntar justamente aquele que já participou num concurso, se já alguma vez participou em algo do género.


 


Pontos positivos:


A diversidade de estilos musicais que estão a levar ao programa nesta edição.


As cenas dos bastidores.


 


Pontos negativos:


Queridos jurados, mudem o disco porque já ninguém aguenta ouvir o mesmo disco riscado: "ah e tal, gostei muito de te ouvir", "ah e tal, não tenho nada a apontar", "ah e tal, foi por um bocadinho assim", "ah e tal, estou arrependido". É que uma vez ou duas ainda se compreende. Mas constantemente, é demais. E ninguém acredita. É preferível dizerem, ainda que suscitem comentários menos bons, a pura verdade: "não me convenceste", "este tipo de música não é o meu estilo", "prefiro outro tipo de talentos da minha equipa".


 


 


Imagens The Voice Portugal

O final de Coração d'Ouro

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Desde que anunciaram a telenovela Coração D'Ouro que a mesma me captou a atenção e foi prendendo a cada episódio que passava. Já sabemos como são, de uma forma geral as novelas - um começo empolgante, vários meses a empatar, e um final a despachar nos últimos dias. Com isso já contava. Mas não com este final (foi mesmo o final, certo?) que conseguiu, em pouco mais de meia hora, deitar por terra meses e meses de trabalho!


Esta última semana foi um completo descalabro, em que dei por mim a pensar: devo ter perdido algumas cenas, porque isto parece que levou aqui uns cortes pelo meio, e que eu perdi alguma coisa pelo caminho, que faça a ligação.


Ainda assim, aguardava avidamente o desfecho deste excelente telenovela. E foi para esquecer! Acho que não me lembro de um final tão mal conseguido.


 


 


Relativamente a personagens secundárias, mas que tiveram relevância para a história, gostava de ter visto mais:


 


Maria Helena - a traficante perigosa que acaba presa, traída pelo próprio filho. Merecia um julgamento e uma condenação semelhante àquela a que o seu ex-marido foi condenado. Ou então conseguir safar-se, sair e retomar o negócio.


 


Tiago/ Raquel - o irmão justiceiro e a irmã problemática. Aqui, o Tiago levantou-me algumas questões. De que lhe serviu o sentido de justiça? De que lhe serviu aquele acordo com a polícia? Valeu a pena? É que a pessoa com quem ele mais se devia preocupar, acabou por pagar pelos seus actos de justiça. O que era realmente mais importante - ver a mãe presa, ou deixar a mãe com a vida dela e preocupar-se com a irmã, que era a maior vítima naquela família? É certo que ele fez o que fez para poder tirar a irmã da clínica. Mas, no final, a mãe foi presa, ele teve que desaparecer, e a irmã, sozinha, viu o seu estado piorar e teve que voltar para a clínica, sem ninguém que olhasse por ela.


 


Laura - a jornalista que sofria de E.L.A. Gostava de ter visto esta doença mais aprofundada e, quem sabe,uma Laura mais afectada pela doença agora no final. 


 


Helder - gostava mesmo que o Helder tivesse ficado com a Beatriz, por quem sempre foi apaixonado. Mas arranjaram outro par para ela, por isso, gostava de o ver encontrar uma nova musa ou até, quem sabe, a assentar.


 


 


E em relação às personagens principais:


Henrique/ Sofia - o Henrique morre às mãos da filha e pronto. Muito fraco. Preferia ter visto o Henrique morto pela Sofia, depois de descobrir mais uma traição, e esta a ficar com os milhões da Maria Helena, ao lado de um homem do seu nível. Esta morte do Henrique foi muito "sem sal".  


 


Teresa/ Benedita/ Duarte - gostava de ter visto as irmãs presentes no lançamento do novo vinho, e com maior destaque.


 


 


E no que ao último episódio, propriamente dito, diz respeito, que a história tivesse acabado com a Catarina a morrer, ainda se compreendia. Porque, no fundo, tudo acaba com a morte. É ali o fim. O fim de todas as maldades que ela cometeu. O fim de todos os ódios, ressentimentos, mágoas. Mas não!


Para além de perderem uma boa parte do episódio com cenas da Sandra e Ruben, e Vítor e Fernanda, com a vitória do Cedofeita e a celebração, não mostraram sequer uma única cena da Maria, que era uma das personagens chave da novela. Mostraram o Luís, numa conversa ao telemóvel, mas não foram capazes de fazer uma única cena com a Maria, nem que fosse a comentar a sentença da filha. 


E quando achamos que a telenovela está prestes a fazer um intervalo antes das cenas finais, numa cena em que a Beatriz e o Tiago se reencontram e se beijam, aparece a palavra "FIM"!


A sério?! De todas as personagens e cenas que podiam ter gravado, decidem acabá-la com a Beatriz e o Tiago? Que raio de final foi este? Enganaram-se no guião?


 


 


 


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Por último, o tão aguardado final da Catarina: uma mulher que passa uma novela inteira a cometer crimes e nunca é provado nada contra ela. De repente, mata o pai e dali a pouco já está a ser presa! Será que a justiça em Miami é ultra rápida, ou é em Portugal que está totalmente parada? Gostei da condenação à morte, mas queria ter visto algo menos rápido, e mais trabalhado. E, como já disse, gostaria que tivesse sido a cena antes do "FIM".


 


O público merecia melhor que isto. A própria telenovela merecia um final à altura.


Que desilusão, o final com que nos brindaram!


 


 


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Verdade Escondida, de Mary Kubica

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Costuma-se dizer que "não há amor como o primeiro", e no caso da Mary Kubica e dos seus livros, esse ditado aplica-se. 


Continuo a preferir o primeiro "Não Digas Nada". No entanto, depois de "Vidas Roubadas" que não me surpreendeu muito, neste terceiro livro a autora conseguiu redimir-se e mostrar que é capaz de fazer melhor. Embora confesse que as primeiras páginas não entusiasmam muito, e dá vontade de ler na diagonal ou passar à frente, para ver se a história melhora.


E é isso que acontece!


Começamos, à semelhança da personagem Quinn, a tentar perceber quem é, na verdade, a amiga com quem esta dividia a casa em Chicago, e se seria possível estar a conviver com uma assassina.


Mas é difícil desvendar o mistério e confirmar a verdade com Esther desaparecida sem deixar rasto. E as únicas pistas que têm parecem indicar que Quinn será a próxima vítima de Esther.


Enquanto isso, perto de Chicago, Alex encontra no café onde trabalha uma estranha rapariga, por quem se irá sentir atraído, mas sobre quem nada sabe. E a verdade pode não ser a que ele esperaria.


Temos ainda uma mulher que há anos não sai de casa, devido ao pânico, mas acabará por ter que enfrentar aquilo que sempre temeu, arriscando-se a pagar com a própria vida.


O que têm em comum todas estas personagens? É o que irão descobrir ao ler este livro!

Illuminate, de Shawn Mendes

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O segundo álbum de estúdio do canadense Shawn Mendes já está à venda, tendo chegado ao mercado a 23 de Setembro, e promete fazer tanto sucesso como o seu antecessor “Handwritten”.


Disponível em três formatos diferentes - Special Box Edition, Deluxe Edition e CD Álbum, este segundo trabalho de Shawn Mendes conta com influências de John Mayer e uma maior presença de guitarras.


Para quem gosta do género, não podem perder este novo álbum!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como enervar a pessoa mais paciente do mundo!

 


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Diga-se de passagem que paciência é algo que tenho cada vez menos mas, ainda assim, por certo ainda guardo alguma dentro de mim. Só isso explica o facto de eu ter passado meia hora numa papelaria, a ser atendida, sem nunca mostrar maus modos, fazer cara de má ou chamar à atenção da pessoa que me estava a atender (que por acaso até era a proprietária) para ver se conversava menos, dispersava menos, e prestava atenção ao que eu lhe pedia. 


 


 


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Primeiro tive que esperar pela minha vez, claro!


Quando chega, cumprimento-a e pergunto pela filha, ao que ela retribui, mas pede licença para atender o telefone. Volta, ainda ao telefone, para confirmar uma encomenda.


Desliga então, e pergunta-me o que quero. Peço-lhe a primeira coisa da lista, mas não prestou atenção porque estava com o sentido nem sei onde. 


Tive que repetir os materiais várias vezes, fui interrompida várias vezes porque a senhora ia, ao mesmo tempo, falando com o marido de outras coisas, e recebendo o pagamento de outras.


A meio da lista, resolveu ir registando os produtos em cima da bancada para colocar num saco.


Mais um bocadinho de conversa sobre uma lista de preços, e os lápis de cera não sei do quê, e os lápis não sei do que mais, e a marca tal e por aí fora. Enquanto um outro senhor foi buscar algumas coisas que eu pedi, ela foi procurar um livro para uma outra rapariga.


Quando, finalmente, me despachei, nem quis acreditar!


Acreditem que tive mesmo muita vontade de reclamar. E todos os anos é assim! Se formos atendidos pelo marido, despacha-nos num ápice. Até a filha se desembaraça mais rápido. Mas com ela...


O mais engraçado é que tem a papelaria há anos. Já devia ter prática. Mas é sempre a mesma coisa. 


Sim, podia ir a outra papelaria. Mas aquela é a nossa referência aqui na zona, porque tem tudo o que é preciso para as exigências dos professores, e fica mesmo ali ao pé das escolas.


 


 


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Valeu-nos o facto de não estar a fila enorme que dá a volta à rua, mas mesmo assim, quando precisarmos de lá ir, é melhor mesmo esquecer a pressa,e munirmo-nos de umas doses de paciência extra!


 

Não é pré-pagamento, mas quase!

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Alguns meses depois de nos andarmos a servir apenas da torneira da água fria, chegou finalmente o dia de o canalizador ir lá montar a nova, até porque daqui a pouco começa a saber bem água mais quentinha.


O meu marido estava em casa à espera e nada de o homem aparecer. Ligo para ele, não me atende. Espero uns minutos e ligo outra vez. Desta vez atende e diz que, dali a cinco minutos, chega lá. Aviso o meu marido e fico mais descansada.


Uns minutos depois, o meu marido manda-me mensagem a dizer "35 euros".


Pergunto-lhe, também por mensagem, "Já montou?", admirada por ainda há pouco estar a chegar e já ter tudo despachado.


O meu marido responde: "não, está a montar agora".


E eu fiquei a pensar se agora, neste tipo de trabalho, também se utiliza o pré-pagamento, ou se teria sido o meu marido a perguntar-lhe.


Mais tarde, depois do homem ter ido embora, as minhas dúvidas foram esclarecidas. Ao que parece, mal o homem entrou na casa-de-banho e olhou para o serviço, disse logo quanto teríamos que pagar! Estaria ele com medo que não tivéssemos dinheiro?


 

À Conversa com Benjamim

 


 


O convidado de hoje regressou a Portugal no verão de 2013, após quatro anos a viver em Londres, onde todos o conheciam por Walter.


Instalou-se, desde então, no Alentejo, onde começou a escrever novas canções, que originaram o novo álbum deste artista, agora Benjamim, intitulado Auto Rádio.


Inspirado em nomes como Duo Ouro Negro, Zeca Afonso ou Chico Buarque, bem como Bob Dylan ou Beatles, este primeiro disco do Benjamim é, nas suas palavras, "um disco feito para que as pessoas o consigam compreender".


Foi assim a conversa com o Benjamim, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!


 


 


 



 


 


Quem é o Benjamim?


Sou eu depois de abandonar o meu alter-ego Walter Benjamin para passar a escrever em português.


 


O Benjamim, na altura Walter, viveu cerca de quatro anos em Londres. O que o trouxe de volta a Portugal, no verão de 2013?


Principalmente a vontade de escrever canções em português, fazer um disco e dar concertos com os meus amigos. E a comida, quem é que aguenta mais de quatro anos a comer aquelas coisas?


 


Foi nesse momento que começou a dar vida às músicas que viriam a fazer parte do novo álbum?


Precisamente.


 


Do que falam essas músicas?


Falam de várias coisas, depende da canção. Algumas falam de histórias alheias, outras são confissões minhas e outras poderão falar de política.


 


 


 


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O Luís tornou-se Walter, e agora passou a Benjamim. O que o leva a adotar um nome diferente para casa fase da sua carreira?


Não era prático cantar em português e ter um nome em inglês. Precisava de nome que assentasse na minha nova realidade. E precisava de marcar um corte claro com o que tinha feito antes.


 


Quais são as suas principais referências a nível musical?


Eu ouço tudo. Desde Beethoven até aos Ramones. Eu cito sempre os Beach Boys e os Beatles mas tudo o que ouço acaba por me influenciar, não vivo obcecado com uma única referência.


 


 


 


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Auto Rádio é o primeiro álbum do Benjamim. Quais são as expectativas relativamente ao mesmo?


A minha única expectativa era conseguir acabar o disco e não me sentir ridículo. Pelo menos superei as minhas expectativas!


 


Um dos temas do Benjamim, “Os teus passos”, faz parte da banda sonora da telenovela Rainha das Flores. Como é que surgiu essa colaboração?


Através de agentes secretos que trabalham para mim! Quem não colabora...


 


Onde vamos poder ouvir o Benjamim nos próximos meses?


Por todo o lado, espero!


 


Muito obrigada e votos de muito sucesso!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O Segredo do Diamante chega à Malaposta!

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Há muito que o Mordomo, a D. Olga ou até o Valdo andavam a tentar perceber o mistério por detrás de uns bilhetes dourados que iam encontrando de forma inesperada. 


Parece que a Detective conseguiu, finalmente, desvendar o mistério que eles escondiam, revelando hoje, em primeira mão, o tão guardado (e aguardado) segredo!


 


 


 


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O grupo de teatro VanBach vai estar em cena, com a peça O Segredo do Diamante, no Centro Cultural 


Malaposta, de 23 de Setembro a 15 de Outubro, e estão todos convidados a ir até lá descobrir um outro segredo - o do diamante!


 


Numa altura em que as festas de verão e os principais festivais já terminaram, em que a maioria de nós regressou das férias e o início de mais um ano lectivo arrancou, é provável que andemos com a neura, e sem programas interessantes em vista.


 


Assim, porque não aproveitar o fim-de-semana para ir até ao teatro e dar umas boas gargalhadas. A estreia é já amanhã, por isso comecem já a reservar os vossos bilhetes!


 


 


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E depois, todas as sextas e sábados, às 21h45, no Café Teatro, o grupo VanBach irá estar à vossa espera, com o melhor que tem para vos oferecer, ao longo de 60 minutos bem divertidos, como já vos tinha contado aqui, aquando da sua estreia em Mafra.


 


Com encenação de Fernando Terra, e contando no elenco com Beto Fonseca, Cesaltina Pinto, Edgar Silva, Joana Azeiteiro, Silvina Anjos e Sónia Cerveira, esta peça é uma comédia feita por gente do oeste, gente que ama esta arte por vezes esquecida que é o teatro, gente simpática que tem sempre um pouco do seu tempo para dedicar ao público que os brindou com a sua presença e será, sem dúvida, uma óptima receita para um serão bem passado!


 


 


 


 


 


 

O NÃO que afinal era um SIM!

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No sábado, como me despachei cedo e estava calor, perguntei à minha filha se queria ir à praia.


Disse logo que não!


Ainda insisti, para aproveitarmos a tarde, porque me estava mesmo a apetecer ir dar uns mergulhos e sair daqui um bocadinho, mas ela manteve o não.


E assim ficámos aqui por casa, até que a convenci a ir dar uma voltinha mesmo aqui perto. E lá fomos até à loja dos chineses. Isto eram quase 5 da tarde. Ainda estava calor.


Pergunta a minha filha: "oh mãe, tu querias mesmo ter ido à praia?"


Respondo-lhe que sim, que me apetecia, e ainda mais porque estava com ela, e assim divertíamo-nos as duas.


"Então e não podemos ir agora?", pergunta-me ela.


"Agora?! A esta hora não vale a pena, era chegar lá e voltar para trás."


E diz-me ela "Oh, agora estou triste e arrependida. É que eu disse que não queria ir mas até queria ter ido à praia!"


 


Respondo-lhe eu: "Olha, para a próxima traduz, para eu saber que os teus nãos são sins"!

Nem me venham com cobranças...

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...que isso comigo não funciona.


Se há coisa que não gosto, é que as pessoas se venham fazer de coitadinhas, pobres e abandonadas, a quem ninguém lhes liga nenhuma, e de quem todos se esquecem.


Quando eu posso falar com as pessoas, falo. Quando eu tenho gosto em conversar com elas ou enviar-lhes uma mensagem, faço-o.


Mas isso tem que partir de mim, e não ser uma espécie de obrigação por me estarem a cobrar uma coisa que eu não me lembro de alguma vez lhes dever.


Por isso, quanto mais me cobram, menos têm.


Se não têm nada que fazer, inventem, e entretenham-se. Mas não depositem uma responsabilidade que não é minha nos meus ombros, porque não tenho intenções de carregá-la a mando de ninguém. 


 


 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sofro de doidice em estado avançado!

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Só isso pode explicar o facto de ter saído do carro numa 5ª feira de manhã, e ir a caminho da papelaria, e só quase à porta perceber que ainda era quinta, e não sexta, dia em que habitualmente lá vou comprar as revistas do costume.


 


Como ainda tinha tempo, vou ao multibanco. Faço o que tinha a fazer e, já de volta ao trabalho, lembro-me de ver se era preciso carregar o telemóvel. Recebo a mensagem de que o prazo tinha expirado na véspera. Já não tive tempo de voltar atrás! 


 


Segundo dia de aulas e, conforme combinado, vou ter à escola para buscar a minha filha e irmos almoçar. Vejo sair tantos alunos e dela, nem sinal. O tempo vai passando. Ligo à minha mãe a saber se por acaso ela saiu mais cedo e já está em casa. Não estava. Mais uns minutos passam. Vejo-a vir do lado do ginásio e descer as escadas. Pelo menos ainda aqui está, penso eu. Deve ter ido ao cacifo. Passa mais uns minutos e nada. Ligo-lhe. Chama mas não atende. Ao fim de algum tempo, lá me devolve a chamada e diz-me que eu me enganei no horário, e que ela não saía àquela hora, mas uma hora depois!


O que vale é que o professor até os deixou sair mais cedo, e ela pode vir comigo.

Ando com esta música na cabeça


 


Mais alguém por aí gosta?

O momento de partir

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Durante cerca de ano e meio ocupei um lugar que veio a ser meu, por mero acaso.


No início, nem sequer estava disponível. Depois, o meu nome foi sugerido e passei a ocupar um dos lugares que estavam livres.


Mês após mês, as ideias foram surgindo, a motivação era grande e adorei fazer parte daquele projecto que me proporcionava uma das coisas que mais gosto de fazer - escrever.


Ao longo desse tempo, houve problemas, dissabores, e colegas a sairem pouco a pouco, dando lugar a outros que foram chegando, cheios de entusiasmo.


Durante esse tempo, passámos da total bandalheira, para uma quase ditadura. Ninguém nega como foram importantes algumas das medidas e como foram necessárias algumas decisões, em prol de um bem maior.


Mas o que começou por ser um projecto conjunto, passou a ser um projecto de duas ou três pessoas, que passaram a mandar e desmandar e ter a única palavra possível, recusando qualquer sugestão, opinião ou ideia que fosse contra as suas próprias.


Deixámos de ser todos colegas, para quase termos que obedecer a um déspota que não sabe falar com os outros de outra forma que não seja arrogante, e sempre com uma critica pronta a atirar. 


Muitos se insurgiram contra isso, muitos abandonaram o barco, muitos desafiaram e foram corridos. Entre azedas trocas de palavras, expulsões, implicâncias e parvoíces, porque gostava do que fazia, fui ignorando no que a mim me tocava, e continuando o meu trabalho.


Mesmo quando a vontade já não era a mesma, continuei. E novas ideias foram surgindo. Mas, se umas, pouco a pouco, foram cortadas, outras nem sequer tiveram luz verde.


E foi assim que dei por mim a estar envolvida em algo que já não me motiva, que não me deixa ser criativa, que já não me inspira. Todos nós, ao longo da nossa vida, chegamos a um ponto em que percebemos que é preciso partir, e dar o nosso lugar a outros.


Agora, depois de ver várias colegas a fazê-lo, chegou a minha vez de saltar deste barco. Prefiro nadar sozinha para onde bem me apetecer, do que continuar num barco cujo rumo não quero seguir.


Chegou o meu momento de partir, com muita pena minha, porque esperava chegar tão longe quanto este projecto pudesse chegar, e estar lá para celebrar o seu sucesso.


Mas a vida é mesmo assim! Tudo tem um começo, e tudo tem um fim. E eu coloco aqui o meu ponto final...  

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A história repete-se?

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Costuma-se dizer que "cá se fazem, cá se pagam", ou que "a justiça tarda, mas não falha".


Será que é esse o caso?


 


Diz-se por aí que Angelina Jolie e Brad Pitt estão em processo de divórcio. Diz-se também que Brad a traíu com a atriz Marion Cotillard, com quem contracena no filme "Allied".


A ser verdade, Angelina está a passar pela mesma situação que, há vários anos, ela própria fez passar Jennifer Aniston, quando se envolveu com Brad, o marido desta, na altura! 


 


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Será que a história se repetiu mesmo?


 

A minha filha tem os mesmos professores que eu!

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Mais de duas décadas separam os tempos em que eu andava no ciclo, dos dias de hoje, em que é a minha filha que lá está.


Ainda assim, mais de duas décadas depois, a minha filha vai ter como professora de português, a mesma que eu, naquela altura, também tive - a professora Ofélia! E como professor de história, o mesmo que já foi meu - Carlos Bernardo!


Sim, estes professores, à semelhança de outros que também foram meus professores na altura, continuam a dar aulas nesta mesma escola. 


Quando vou buscar ou levar a minha filha, vejo algumas vezes o meu professor de matemática do 5º ano, ou a minha professora de inglês. E estes professores, que já tinha comentado com a minha filha que tinha sido meus.


Agora, cerca de 25 anos depois, e numa coicidência que não deixa de ser engraçada, vai ser a minha filha a ter aulas com eles!


 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Queridos espectadores, encolhemos os mentores!


 


Foi, sem dúvida, o momento alto da edição de ontem do The Voice Portugal, aquele em que os jurados viram o seu lugar ocupado por estes pequenos sósias, que surpreenderam também a Aurea enquanto cantava!


Estavam muito giros e a produção fez um óptimo trabalho, mas em termos de "boneco", penso que os que estavam mais parecidos eram a mini Marisa e, sem dúvida, o mini Anselmo, que até a falar parecia o próprio!


 


 


 



Dos concorrentes de ontem, o meu destaque vai para o Miguel, um jovem de 17 anos, que me pareceu bastante humilde e simples, até mesmo na sua forma de cantar, e que sem fazer grandes malabarismos com a voz, conseguiu cantar e encantar. 


Gostei muito de o ouvir, e mesmo percebendo-se que algum nervosismo misturado com timidez, conseguiu virar as quatro cadeiras e conquistar os jurados.


Fez-me lembrar um pouco o Pedro, da edição anterior.


 


 


 



A Salomé já não é uma estreante nestas andanças, tendo participado também no The Voice Kids. A actuação pode não ter corrido tão bem, mas ela emociona ao cantar, pelo menos fê-lo com a música que interpretou. Vamos ver se das próximas vezes as coisas correm melhor e ela se vai mantendo no programa.


 


 



E aqui está aquela que muitos já consideraram a melhor actuação de ontem à noite, e uma séria candidata à final - a Marta. Curiosamente, também já participou noutro programa - Factor X.


 


No entanto, apesar de ter gostado de várias vozes ao longo destes três programas de Provas Cegas, ainda não houve aquele momento, como aconteceu com a Deolinda na edição passada, em que dissemos logo - esta mulher vai ganhar!


 


Pontos positivos:


A coragem do Simão/ Simone, a fazer lembrar o Vítor/ Natasha da edição anterior.


A coragem do Carlos Balula, de nunca desistir dos seus sonhos e daquilo que mais gosta, mesmo quando, depois de abrir inúmeras portas a tantos talentos, as portas se fecham para si.


 


Pontos negativos:


O apelo à lágrima continua. Se querem fazer surpresas aos concorrentes,porque não o fazem extra programa? Nos bastidores? Isto é um programa de vozes, não um "Ponto de Encontro". Sei bem como é importante o apoio da família nestas ocasiões, ainda mais quando estão separados, mas é desnecessário assistirmos a esses momentos.


O Mickael Carreira, que o seu mini sósia tão bem imitou, até nesse aspecto! Alguém que ensine àquele rapaz boas maneiras? É que se é para o estilo, não o ajuda em nada. E se não é, só pode ser mesmo falta de educação. Já irrita aquela mania que ele tem de carregar no botão com os pés!


 


 


Imagens The Voice Portugal

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!