quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Pesquisar também é uma forma de estudar?

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Eu diria que sim. E de aprender.


Ainda que seja algo a que não devemos recorrer por sistema, há trabalhos em que alguma pesquisa pode ser útil, e transmitir-nos conhecimentos que não possuíamos.


No caso específico dos trabalhos de casa dos alunos, há alguns em que os professores pedem mesmo para eles pesquisarem.


Mas, quando não é o caso, será correcto o aluno ir pesquisar a informação que não sabe? Ou é preferível não fazer o trabalho, e esperar pela correcção e explicação na sala de aula?


Eu sou a favor da pesquisa desde que, dependendo das situações, os alunos não se limitem a copiar a informação. E desde que, na sala de aula, digam aos professores que não sabiam, mas que foram pesquisar, mostrando interesse.


A minha filha trouxe na primeira semana um trabalho de inglês, que consistia em identificar capitais e cidades em Inglaterra e EUA, moeda de cada país e locais característicos. Ora, nas aulas do 5º e 6º ano, não tinham falado sobre isso, e no manual deste ano também não.


Eu sabia uma ou duas coisas, mas o resto não. Então, fizemos uma brincadeira: cada uma de nós dava uma resposta, e depois ela ia pesquisar para ver se tínhamos acertado ou não. Se calhar hoje, se lhe fizerem as mesmas perguntas, já sabe.


Ontem foi a vez de português. Tinha umas palavras cruzadas. Fez algumas, outras não sabia. Tentei ajudá-la. Mas nem a mim me ocorriam algumas palavras como, por exemplo, um conjunto de camelos. Claro que a curiosidade nos dá para ir pesquisar. E assim descobriu que se tratava de uma cáfila. E por aí fora.


Se é errado? Talvez os professores não gostem. Mas eu prefiro a atitude curiosa, à indiferente que diz "não sei, não faço" e trabalho arrumado!

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