terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A verdade compensa sempre?

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No outro dia estivemos a ver um filme "A Força da Verdade", em que um neuropatologista forense descobre o que está por detrás da morte dos jogadores de futebol americano - uma doença cerebral degenerativa provocada por constantes lesões na cabeça, em campo.


O problema é que essa é uma verdade que não convém a ninguém ser descoberta, e muito menos exposta, colocando em causa o desporto mais amado pelos americanos, e que move milhões.


Ainda assim, o Dr. Bennet Omalu está disposto a ir até ao fim, e às últimas consequências, para evitar que mais mortes venham a acontecer. Só que isso implica chocar de frente com os maiores interessados, e com gente poderosa capaz de tudo, para o silenciar.


Assim como este caso, existem muitas outras verdades que convém a determinados grupos, pessoas e entidades manter escondidas a todo o custo.


No caso do Dr. Bennet, ele perdeu o trabalho, perdeu o filho, e foi obrigado a mudar de cidade, sob pena de ser expatriado de novo para a Nigéria. Para outros, a verdade tem um preço mais elevado.


 


E foi aí que surgiu a minha questão: até que ponto vale a pena, até que ponto compensa trazer à luz a verdade? 


Até que ponto estamos dispostos a ir, em nome da verdade?


Até que ponto a verdade vale mais que a própria vida, ou a daqueles que nos são próximos?


Até que ponto conseguirão os mais fracos, ganhar uma batalha contra os poderosos?


 


Penso que, por vezes, é preferível ficar com a verdade só para nós. Por vezes, há batalhas nas quais não valerá a pena entrar. Que faremos nós com uma verdade que não interessa a mais ninguém, que dali a dois dias será esquecida, que nos tira tudo aquilo que temos?


O que faremos com essa verdade, quando não nos sobrar mais nada?  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Há Horas do Diabo, de Abílio Cardoso Bandeira

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Há horas que desejavamos que durassem para sempre, que não nos importaríamos de passar por elas novamente, que deixam saudades. E, depois, há as outras, que mais valia nunca terem chegado nem acontecido. Há horas do diabo, que podem mudar para sempre o rumo da história...


 


Neste livro, Abílio Cardoso Bandeira centra a sua história na aldeia de Sobral da Beira, e nos seus habitantes, tanto nos que por lá vão ficando, como os que partiram e voltaram, e tornaram a partir, ou ficam de vez, e naqueles que nunca mais voltarão.


Ora, num meio pequeno, todos se conhecem, todos se entreajudam, todos sabem da vida e dos segredos de todos. Ou quase!


Porque, por muito que conheçamos as pessoas que nos rodeiam, podemos muitas vezes ser surpreendidos com acções, gestos e até segredos que nunca imaginaríamos. E serão esses que iremos descobrir à medida que a história se vai desenrolando.


 


Quem é o desenterrador de cadáveres que ataca, não só os falecidos de outras regiões, como os da própria aldeia?


O que aconteceu a Afonso, que depois de ter vendido todo o património da família desapareceu, juntamente com o dinheiro da venda?


Quem é que todos os meses envia parte desse mesmo dinheiro para Laura, a viúva?


Que missão tem o misterioso Jorge Calçudo a cumprir em Sobral da Beira, e de que forma será determinante para a descoberta de muitos dos segredos destes habitantes?


 


Em "Há Horas do Diabo" temos também uma história de amor, ao estilo Romeu e Julieta, nas personagens de Gonçalo e Ana. No entanto, o autor, de forma inteligente, não foi por aí, dando mais relevância a outros acontecimentos e mistérios.


 


A trama é apresentada de forma simples, recriando até a linguagem característica daquele tempo e daquelas gentes. E o mesmo se aplica às personagens, quase todas com alcunhas e histórias associadas aos seus nomes, quase todas com algum grau de parentesco umas com as outras, e com personalidades para todos os gostos, que dá vontade de divagar sobre elas.


 


E, como não poderia deixar de ser, a cena que mais me comoveu tinha que ter um animal! Neste caso, um cão - o Fúria! Uma cena bastante rápida, e sem grande relevância para muitos, mas para mim, serviu para me irritar e comover em seguida. 


 


 


Poderia ficar por aqui, mas não queria deixar de falar sobre algumas das personagens da história, e das reflexões que as mesmas originaram.


 


Enquanto uns lutam por uma oportunidade que nunca chega, outros desperdiçam todas aquelas que lhes vão parar às mãos…


Rita e Carlinhos partiram jovens da terra que os viu nascer. Ela, para Lisboa, em busca de um trabalho que lhe garantisse um futuro melhor, que nunca teria ali, junto com o seu pai, naquela aldeia. Ele, para Coimbra, para se formar em advocacia.


Quando os encontramos, de volta a Sobral da Beira, seja em férias ou indefinidamente, percebemos que nenhum deles cumpriu o objetivo. Ambos têm algo a esconder, ambos mentem, ambos enganam os pais.


 


 


Aqueles que mais pecados apontam ao próximo, acusando-os de não respeitar Deus e a igreja, são os que mais pecam na vida, com gestos que vão, precisamente, contra tudo aquilo que são os mandamentos de Deus…


Como dizia, por vezes, a minha mãe “andam por aí a bater com a mão no peito, não faltam a uma missa e depois, mal saem pela porta da igreja, não fazem mais mal porque não podem. Gente falsa e hipócrita.”


Nesta história, a hipocrisia está representada pela personagem da Ana Viúva, uma beata que não perde uma oportunidade de prejudicar os outros, criar intrigas, meter-se na vida dos restantes habitantes, alegando sempre a defesa da moral e dos bons costumes.


Hipocrisia e falsidade há em qualquer lado, e cada vez mais, mas nos meios mais pequenos, é mais notória. Deveria chegar o dia em que estas cobras provassem o seu próprio veneno. Talvez isso as fizesse mudar...ou talvez não! Já nasce com elas, é mais forte que elas.


 


 


"Quem tudo quer tudo perde! E o pior cego, é aquele que não quer ver!"


Dois ditados bem populares que se poderiam bem aplicar ao Sr. Teixeira da farmácia!


 


 


Os padres também são seres humanos


E o padre Carlos não é excepção. São poucos os padres como ele, pessoas que se preocupam, de facto, com o próximo, que tentam ajudar dentro das suas possibilidades, que não se deixam levar pelos desvarios de beatas ofendidas. Ele não é um santo, é um padre que, nessa condição, está ao serviço de Deus, e age de acordo com o que seria de esperar dele, assim como de qualquer um de nós. Um padre que, como todos nós, é humano. E, por isso mesmo, também erra, também comete pecados e se penitencia por eles.


 


 


Quanto às restantes personagens, cada leitor fará as suas próprias reflexões quando ler esta história, que eu recomendo vivamente!


 


 


Sinopse



"Se um homem que nunca tinha entrado numa igreja não se tivesse confessado; se outro não tivesse dado um pontapé num cão e se outro ainda não tivesse feito uma promessa… provavelmente, esta história teria sido muito diferente.


Durante o verão de 1970 numa aldeia dos arredores de Viseu, uma série de histórias de amor cruzam-se com uma outra história de amor proibido.
Numa terra em que o sacristão passa pessoas para França; um homem desapareceu inexplicavelmente; um padre sofre as dores do mundo e um misterioso filho da terra regressa para iniciar uma estranha construção.
Ao mesmo tempo que no cemitério local enigmáticos desenterramentos vão prosseguindo sem que alguém encontre uma explicação."



 


 


Achei uma nota de 5 euros

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Eu, a carochinha de serviço, habituada a encontrar na rua moedas de 1 e 2 cêntimos, esporadicamente uma moedita de 10 ou 20 cêntimos, e uma única vez uma moeda de 50 cêntimos, mais habituada a perder notas sem saber bem como, do que a encontrá-las, achei uma nota de 5 euros!


 


Li no outro dia, que encontrar moedas na rua pode ser um sinal, uma forma de aqueles que já partiram comunicarem com quem cá está.


Curiosamente, encontrei a nota no dia 25, um ano após a morte da Tica. Coincidência?


Suponho que sim. Até porque era um nota, e não uma moeda!


Mas o que quer que signifique, a verdade é que deu jeito. 

A melhor música do Festival da Canção

Foto de RTP - Festival da Canção.


 


Para mim, é esta!


A única que tem tudo para chegar mais além. Presença em palco, estilo, bailarinos, música que fica logo no ouvido, inovadora porque é cantada em inglês.


E esteve quase para nem sequer chegar à final!


 


Depois do fiasco da primeira semifinal, estávamos todos na expectativa de ver a segunda semifinal, e o que ela nos traria. Foi melhor que a primeira, sem dúvida. 


Mas continuo sem compreender como é que, num programa em que falam tanto de inovação, continuam com os olhos postos no passado, a valorizar o saudosismo, a teimar em levar lá fora uma música cantada em português, a bater na mesma tecla e no mesmo estilo de música, que já vimos que não nos leva a lado nenhum.


 


Como bem sabemos, por razões que em muito ultrapassam a qualidade das músicas, mensagens e voz dos intérpretes, Portugal nunca será, provavelmente, um vencedor do Festival Eurovisão da Canção. Por isso, porque não levar algo inovador e, sim, cantado em inglês, como já têm vindo a fazer muitos outros países participantes? 


 



 


Porque é que o júri insiste em fórmulas perdedoras?


Como é que o júri dá uns míseros 4 pontos a esta música, e 10 pontos à canção da Lena d'Água?


Por favor! É por estas e por outras que nunca chegaremos a lado nenhum.


 


Felizmente, o público teve bom senso, e conseguiu reverter o painel das classificações, colocando o tema composto por João Pedro Coimbra e interpretado pelo Pedro Gonçalves entre as 4 selecionadas para a final, a par com duas das minhas favoritas - a da Celina da Piedade, e a do Jorge Benvinda. 


Só a Lena d'Água está a ocupar um lugar que não merecia, de todo, por culpa do juri.


 


O que vale é que, na final, o público é o único a ter direito de voto. Por isso, vamos lá votar na música do Pedro "Don't Walk Away"!


 


 


De entre as restantes, destaco, embora não para um festival, a música do João Só, que é totalmente a cara dele! E ficou muito bonita na voz da Helena Kendall. 


 


 


Imagem RTP - Festival da Canção


 


 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Um ano sem a nossa Tica

Tica


 


 


Primeiro dia sem a Tica


Segundo dia sem a Tica


Terceiro dia sem a Tica


Um mês sem a Tica


Cinco meses sem a Tica


 


E faz hoje um ano que a Tica partiu...


Como disse, há uns dias atrás, à Mula, este dia nunca fará parte do passado. É um dia que nunca esquecemos. Uma dor e saudade que nunca passa. E há dias em que volta a doer tanto como naquele em que tudo aconteceu.


 


O susto de não a ver em casa...


Os nervos de ir procurá-la antes que fosse tarde...


A aflição de vê-la caída no chão, inerte...


O pânico de não saber o que fazer, e o veterinário nunca mais atender...


O choque ao perceber que não havia nada a fazer, e que ela não estava mais no mundo dos vivos...


 


Depois, veio a minha própria inércia e falta de reacção. Como me arrependo de ter deixado o veterinário levá-la naquela noite...


 


"Já não há nada que possam fazer por ela. Está morta. É apenas um cadáver. Vai começar a cheirar mal. Se não têm onde enterrá-la, será melhor levá-la já, para cremar."


 


E nós, parvos, deixámos que a levassem...E nunca nos despedimos dela como queríamos. Mas estávamos ainda tão incrédulos, que nem conseguimos raciocinar.


Hoje, temos duas meninas  - a Becas e a Amora - por quem já estamos rendidos. E muitas vezes, têm gestos e acções tão parecidas com a Tica que me vejo a dizer "estás armada em Tica!?". No outro dia, ao olhar para uma fotografia da Amora, sem me aperceber no início de quem era, dei por mim a pensar que era a Tica, e só então percebi que, por vezes, até fisicamente há semelhanças.


 


 


Tica 227.jpg


 


Há dias em que o tempo passa a correr que nem me dá tempo para pensar.


Outros, em que tenho que me focar naquilo que é necessário naquele momento.


E outros em que me lembro das coisas boas que vivi contigo.


Mas há dias em voltam à memória todas as imagens daquele dia fatídico, volta toda a saudade dos momentos passados contigo, toda a frustração de teres partido sem aviso, quando ainda tinhas tanto para viver...


Volta toda a culpa por aquilo que devia ter feito por ti, e não fiz, crente de que eras a gata mais feliz e saudável do mundo, que nada te afectaria, e só morrerias velhinha. 


Volta toda a revolta, por te terem arrancado de mim, por não te terem permitido viver uma vida ainda mais feliz ao nosso lado, por muitos anos.


Tínhamos uma relação especial, tu e eu...E, embora ame as tuas afilhadas, não é a mesma coisa.


 


Tica 18


Tu eras a minha castanhinha linda! E sabes que no outro dia encontrei o teu ratinho velhinho? Lembrei-me logo de ti. Um sinal, quando se aproximava esta data que não deveria ter existido há um ano.


 


 


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Esta imagem é a que tenho sempre no computador, como fundo. Nunca mudei.


 


 


Tica 321.jpg 


As tuas fotografias continuam espalhadas pela casa, para te termos mais perto de nós.


 


 


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E tu, continuas a ter o teu lugar, único e especial, dentro do meu coração...


Espero que, onde quer que estejas, também não te esqueças de mim, de nós... 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Fora de Casa - Especial Carnaval


 


 


Conforme prometido, aqui fica a edição especial de Carnaval da rubrica "Fora de Casa"!


 


Sabem em que carnaval vai estar Bruno Cabrerizo?


Sabiam que também vai haver um desfile animal, com os caninos mascarados a rigor?


 


Vejam todas as sugestões, e aproveitem o fim-de-semana de Carnaval!


 


 

Existem verdadeiras bestas nas estradas

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Perdoem-me a expressão, mas é o que me apetece dizer depois da cena de hoje.


Ia com o meu marido para casa quando, a meio do caminho, deparamo-nos com um camião parado na faixa. Quando estávamos quase a ultrapassá-lo, porque havia espaço para tal, o dito camião lembra-se de começar a andar. E assim continuámos, com ele à nossa frente e, por azar, a ir para a mesma rua que nós.


Quando estamos quase a chegar a casa, o camião resolve, sem aviso, parar novamente na estrada, impedindo a passagem. O meu marido dá-lhe uma buzinadela, e o que é que o camionista faz?


Marcha-atrás, para cima de nós! Por mais que o meu marido buzinasse, ele continuava. Nem sequer estava a dar tempo de nós também recuarmos, e eu estava a ver a minha vidinha a andar para trás, mesmo sem o carro o fazer.


Entretanto lá se deu conta, e parou. O pendura, ainda teve a lata de pôr a cabeça do lado de fora e pedir calma!


Até porque o que mais se precisa, quando se vê um camião a vir para cima de nós como se fossemos invisíveis, é calma. Para quê ficar nervoso?! 


Acabou por estacionar por ali. E sinais, não se usam? Estarão aí no camião só para enfeitar e decorar?


Como é que uma pessoa pode perder o trauma dos camiões, se anda sempre a ter problemas com eles?


 


 


É isso e a velha história das passadeiras, de que já aqui falei. Cada vez mais, os automobilistas simplesmente ignoram-nas, e aos peões. 


 


 


Claro que, depois, também temos peões que são a estupidez em pessoa. Ainda no outro dia ia para casa e deparei-me com duas mulheres a atravessar a estrada, onde não havia passadeira, e ainda a reclamarem com o condutor, porque não as deixou passar, como se ele tivesse alguma obrigação disso!

Sugestões para o fim-de-semana


 


(Cliquem na imagem)


 


 


Aqui ficam as sugestões para os próximos dias, com destaque para o "Flamenco Passion", Miguel Araújo e a peça "Vanessa Vai à Luta".


Fiquem a par de tudo, na rubrica "Fora de Casa" do Fantastic!


 


Esta semana, a rubrica vem em dose dupla. Mais logo, não percam o especial de Carnaval, com sugestões de alguns dos carnavais mais populares e tradicionais do país.


Apesar do tempo chuvoso que anunciam, têm aqui boas razões para, ainda assim, sair de casa!


 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Algumas críticas ao meu livro

Foto de Marta E André Ferreira.


 


Por quem já teve oportunidade de o ler:


 


"Marta, acabei o livro... é fantástico... Em Busca da Felicidade me agarrou desde a primeira linha. Obrigada por o ter escrito, fez-me ter emoções, vibrei com os personagens e fiquei presa, curiosa por saber como toda aquela entramada podia se desenvolver. Más sobretudo, gostei da mensagem: temos que buscar forças para super as nossas dificuldades, ter fé e esperança. ... acreditar no amor por cima de todo os obstáculos."


 


"A primeira impressão que retirei foi que, de facto, já tem um estilo literário muito próprio e definido. Dou-lhe os meus parabéns por isso. Tem uma escrita fluída, madura e apelativa. No que toca à história propriamente dita, penso que conseguiu pegar num tema verdadeiramente apaixonante e tratá-lo com sensibilidade e bom gosto. A história tem ritmo e agarra o leitor. A sensação que fica, depois da leitura é que estamos perante um bom livro e perante uma escritora de pleno direito, que penso que ainda poderá evoluir bastante mais no panorama literário."


 


“A história está cheia de assuntos interessantes, ao contrário de muitos livros que se leem e no fim, ficamos a tentar perceber do que falavam.”


 


“Ao lermos o livro, de apenas 159 páginas, ficamos com a sensação de que sabe a pouco, e queremos mais! Venham os próximos!”


 


“Adorei a história! E foca assuntos bastante importantes.”


 


“A personagem principal, chama-se Sofia é apaixonada por animais, música dos anos 80 é uma lutadora, que não teve uma vida fácil desde cedo, faz lembrar-me de alguém, mal li a sinopse fiquei curiosa, o que é certo só na tarde de ontem li metade do livro de um total de 159 páginas.
Ah, ainda não vos disse qual o titulo do livro " Em Busca da Felicidade", este é simplesmente o meu modo de vida e pelo qual tenho lutado toda a minha vida!”


 


“Acabei, há pouco o teu livro e adorei! O livro agarra o leitor, queres saber sempre mais! Parabéns!”


 


“Marta li-o de seguida o que quer dizer que gostei muito. Parabéns.”


 


"Gostei da história, mas penso que os diversos temas poderiam ter sido mais trabalhados e desenvolvidos, para uma maior credibilidade."


 


"Gostei da história, e é um livro que se lê bem. Só acho que cada um dos temas poderia ser mais desenvolvido, e deverias acrescentar mais descrições."


 


"Já li o teu livro todo. Excelente livro, chorei no fim. Irritei-me algumas vezes. Um livro cheio de acção e cativante! Muitos parabéns!"


 


"Penso que deverias ter recorrido mais ao suspense, porque há determinadas cenas que já estamos à espera. Também o mau da fita se percebe logo no início quem é. E o romance deveria ter sido mais aprofundado. Parece tudo muito rápido. Tens talento, mas penso que poderia estar mais maturado o livro." 

Who You Are, Jessie J


 


Ouvi esta música um vez, e ficou-me logo no ouvido.


Sobretudo, esta mensagem "Just be true to who you are".


 


A música é linda, a letra também. E eu gosto da voz da Jessie J.


Mas, não sei se sou só eu que acho que, nesta música, ela parece cantar, ou melhor, gritar, em esforço, e desafinar sempre que tem que subir o tom. É uma pena.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Se eu fosse uma máquina...

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Por vezes, gostava de ser uma máquina...


 


Uma máquina nunca se cansa. Apenas fica sem bateria, ou com as pilhas gastas. E, aí,simplesmente não funciona, nem trabalha, até que a ponham à carga, ou lhe troquem as pilhas. Quando isso acontece, volta ao activo como se nunca tivesse parado.


 


Uma máquina nunca se engana. Se dá erro, é porque quem com ela trabalha fez algo de errado. Afinal, as máquinas têm sempre razão! Ou então tem mesmo algum problema, e substitui-se a peça avariada. Pode-se também desligar e voltar a ligar, para ver se resulta. Ou fazer-lhe uma limpeza, refrescar...Se não tiver solução possível, descarta-se, recicla-se.


 


Uma máquina não sente nada. É criada para um determinado propósito, e é o que faz toda a vida - faz aquilo para que foi programada. Não se entristece, não se chateia, não se cansa, não se enerva, não se debate, não se revolta...Não sente absolutamente nada.


 


As máquinas têm uma "vida" mais monótona, repetitiva mas, sem dúvida, com muito menos preocupações.


São criadas para facilitar a vida dos humanos, mas cada vez mais substituem os próprios humanos. Para combater isso, temos que provar a nossa própria utilidade, e tornar o argumento da cooperação convincente. 


Por outro lado, se já temos que agir, no nosso dia-a-dia, como se fossemos verdadeiras máquinas, porque não sermos verdadeiramente, máquinas? 


 


Tudo aquilo que os humanos têm de diferente e especial, em relação às máquinas, é precisamente aquilo que nos coloca a cada minuto que passa, em desvantagem relativamente a elas.


Será mesmo uma questão de tempo, até elas nos vencerem por completo? Até deixarmos de ser necessários neste mundo? Não sei...


 


Sei que, por vezes, não me importava de ser uma máquina...


Mas, logo em seguida, fico grata por ainda continuar humana, num mundo cada vez mais mecanizado, com todas as desvantagens que isso me possa trazer...

Como lidar com os(as) ex no trabalho?

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No outro dia, a Sic colocou cara-a-cara, no mesmo programa de televisão, em que uma delas é apresentadora, e a outra era convidada, a ex-mulher e a actual namorada de Pedro Teixeira - Cláudia Vieira e Sara Matos.


É certo que, a haver culpa, a mesma não se deverá somente à Sara Matos. Mas confesso que, nesta "batalha" que não é minha, nem nossa, eu pendo em larga escala para o lado da Cláudia Vieira.


Todos sabemos que a amizade delas terminou, e que as duas não se falam e evitam, sempre que possível, estarem nos mesmos locais ou, pelo menos, cruzarem-se.


 


 


Mas, e quando o trabalho assim o exige?


Como será ter que lidar com os(as) ex daqueles que são os nossos actuais parceiros, e como lidar com aqueles(as) a quem atribuímos a culpa pelo fim das nossas relações?


Até que ponto é possível ser-se profissional, quando está em causa todo o lado emocional?


 


 


Posso-vos dizer que é possível, porque eu própria já passei por isso. Por acaso, correu bem. 


Também relativamente a à Cláudia e à Sara, a coisa correu com a normalidade possível, segundo consta.


Mas será que é sempre assim? Ou, por vezes, as emoções falam mais alto que o profissionalismo?


 


 


 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sobre o Festival da Canção - 1ª semifinal

Foto de RTP - Festival da Canção.


 


Vi ontem a primeira semifinal do Festival da Canção, que passou no domingo na RTP.


Não gostei. Já tinha ouvido algumas críticas acerca desta gala, mas quis ver pessoalmente, e foi uma total desilusão.


 


Se é verdade que, há muitos anos atrás, o país parava para assistir a este evento (eu sou desse tempo), à semelhança do que acontecia com a eleição da Miss Portugal, actualmente as pessoas nem se cansam a ver que músicas nos vão representar, porque nunca passam de "mais do mesmo", e nunca nos levarão a lado nenhum.


 


 


 


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O Festival da Canção 2017 prometia ser inovador, diferente, uma "lufada de ar fresco" com estilos diferentes, jovens talentos com vozes fenomenais, alguns dos melhores compositores, um outro sistema de voto, e por aí fora.


Não o considerei inovador. Vi, sim, um espaço e iluminação a fazer lembrar os festivais de antigamente, para não falar da quantidade de memórias que foram buscar desses tempos, dois apresentadores que pareciam não estar minimamente à vontade no seu papel, com discursos forçados, e com a Sónia constantemente a cortar a palavra aos jurados, sempre que se prolongavam no discurso, e o Malato a falar tão devagar que mais parecia ter-se esquecido do guião, ou estar ali em convalescença. Só por aí, já se tornou uma gala enfadonha.


 


 


Mas o que estávamos ali a eleger era a música ideal para nos representar e, nesse sentido, o que mais contava seria as músicas apresentadas. Esse mérito cabia a compositores e intérpretes. E, também aí, na minha opinião e de uma forma geral, falharam.


Falharam os compostitores, quando aceitaram este convite como uma forma de promover as suas canções e o seu trabalho. Falharam ao compôr músicas que, segundo os próprios afirmam, não foram pensadas com o objectivo de ir ao Festival Eurovisão da Canção.


Falharam ao não aproveitar o potencial máximo das vozes dos intérpretes que escolheram, e ao criar músicas que em nada se adequavam às mesmas.


 


 


Falharam ao compôr o mesmo género de músicas que já estamos fartos de ver o ouvir neste tipo de concurso, e que sabemos que chegam lá fora, e são imediatamente eliminadas.


Queriam mostrar-nos um Festival da Canção inovador, e falharam totalmente.


Quem conseguiu acompanhar o mesmo sem mudar de canal, sem adormecer, sem se arrepender do tempo perdido, está de parabéns!


 


 


O que eu achei das músicas?


 


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Gosto da voz da Márcia, e a música, ouvindo várias vezes (várias mesmo), até entra no ouvido e consegue ser bonita. Para o Festival não era, de todo, uma boa canção. Nada de novo.


 


 


 


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Quando ouvi as Golden Slumbers, pensei: "esta dupla terá sucesso se cantar este género de músicas em inglês". Aqui sim, um género diferente, que gostei, mas que talvez não convença lá fora. Ainda assim, fiquei fã.


 


 


 


Foto de RTP - Festival da Canção.


 


O que dizer do Fernando Daniel - pessoalmente, acho a música horrível, e não me entra, de todo, no ouvido. No entanto, tendo em conta o género de música que costuma ser mais votada lá fora, pareceu-me uma boa candidata.


 


 


 


Deolinda Kinzimba


 


A Deolinda foi outra excelente voz, desperdiçada na música que lhe calhou. Tal como o tema de estreia da Deolinda, também este não soa bem, e é rapidamente esquecido.


 


 


 


Rui Drummond


 


A canção que o Rui Drumond levou é bonita, poderia facilmente passar nas rádios e fazer sucesso em Portugal, e ele tem uma grande voz mas, para nos representar lá fora não era a mais adequada.


 


 


 


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Finalmente, tivemos algo inovador nesta gala que estava a seguir o mesmo rumo, canção após canção - Lisa Garden! Inovou por ter trazido ritmo e inovou por se apresentar a cantar em inglês. Pessoalmente, não achei a música nada por aí além, e até mesmo em termos de interacção com os bailarinos, a Lisa poderia ter-se mexido mais (talvez o vestido não o permitisse). Mas já vi músicas piores serem bem pontuadas na Eurovisão, e seria uma aposta diferente!


 


 


 


Salvador Sobral


 


"Amar Pelos Dois" chegou-nos pela mão dos manos Sobral. Confesso que não conhecia o Salvador, e fiquei surpreendida com a forma como ele interpretou o tema. Adorei! Estou curiosa para ouvir as suas músicas. No entanto, não me pareceu também uma boa arma para levarmos a Kiev.


 


 


 


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Por último, os Viva La Diva. Gostei da música, embora não saiba se a Kika, sozinha, não estaria melhor. A mistura das vozes não me convenceu totalmente. É uma canção forte, que pode vir a ser escolhida na final. 


 


 


Pontos negativos:


Em quase todas as músicas, tive dificuldade para decifrar a letra das mesmas e, em muitas partes, parecia que estavam a cantar em inglês.


 


 


O júri


 


A falta de isenção de certos jurados que, segundo consta, andavam a promover os seus favoritos, nas redes sociais, durante o decorrer da gala.


 


 


Pontos positivos:


As Patrícias, que deram um toque diferente às músicas para as quais fizeram back vocals.


 


 


Imagens RTP - Festival da CançãoTVMaisNiT

Let's Dance - segunda gala

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Este sábado tivemos mais uma gala do programa Let's Dance, que trouxe algumas surpresas e um "dejá vu".


Não começámos bem, com a primeira coreografia da noite, apresentada pela Bruna e pelo Ivanoel. Pela minha experiência enquanto espectadora deste tipo de programas, são raras as duplas que conseguem convencer os jurados, e fazer uma boa prestação, ao dançar rumba. Não terá sido, portanto, um problema só destes dois bailarinos, mas uma espécie de "mal geral".


 


 


Também por estar habituada a estes programas, e aos coreógrafos que elaboram as coregrafias para os concorrentes, é certo que, salvo raras excepções, as coreografias da autoria do Vasco Alves e Colin Vieira são as melhores, deixando as restantes um pouco aquém das expectativas.


Ainda assim, e isto aplica-se a quase todas as duplas, houve ainda alguns "tiques", uns propositados, outros nem tanto, característicos do estilo a que estão habituados, e que não faziam muito sentido nestes estilos diferentes.


 


 


Para mim, à semelhança do que o César afirmou relativamente à actuação da Francisca e do Pedro, e do que afirmou o Cifrão sobre a actuação da Kateryna e do Daniel, estas duas foram, para mim, as melhores da noite.


Em terceiro lugar colocaria a actuação da Daniela e do Cesariny, seguida do par Inês e Cristóvão e, por fim, a Bruna e o Ivanoel.


 


 


 


Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.


 


Como na gala anterior, e sendo regra do programa, os concorrentes que não forem escolhidos pelos jurados têm que ir a solos.


E, aí, é possível ver aquilo de que são capazes mas, lá está, sempre no estilo deles, o que os impede de mostrar a versatilidade que, eventualmente, tenham, e que é necessária ao programa.


A Bruna foi a primeira e foi prejudicada pela sua escolha. Uma boa parte do tempo, que já de si é curto, praticamente não dançou, foi só pose.


A Inês teve um solo melhor, mas continuo a achar que a Bruna conseguirá mostrar mais do que a Inês se lhe for permitido ficar. Aliás, a julgar pelo voto do público, a Inês tem sido sempre a menos votada, e a que mais risco corre de sair.


O Ivanoel é muito bom naquele estilo a que está habituado, mas como se safará nos restantes? Ele já viveu uma experiência semelhante, e não ficou muito tempo no programa, na altura. Será que está melhor preparado desta vez?


Quanto ao Cristóvão, foi novamente salvo pelo público, já sabemos bem porquê. Ele é muito bom como B-boy. Safou-se no jive mas, claro, era um peixe fora de água. No solo, acho que praticamente vi o mesmo que na gala passada.


 


 


 


Se isso é mau? Eu tenho para mim que existem diversos excelentes bailarinos, com estilos totalmente diferentes, e que não precisam de mostrar essa versatilidade que os programas exigem, para provar o que valem. Mas os programas são assim, e segue em frente quem se desenrascar melhor. Não será este programa que definirá quem é ou não o melhor bailarino, mas sim o que se adapta melhor a outros estilos.


 


 


Pontos negativos:


A presença da Iva Domingues e do Ruben Rua, a dançar kizomba. E, como se isso não bastasse, ainda convidaram o C4 Pedro, que ofuscou qualquer par que estivesse em palco.


 


A apresentação - a Fátima continua a enganar-se constantemente, algo que não deveria ser de esperar de quem conduz há tantos anos programas de televisão. E aqueles brincos que usou eram horríveis.


 


O Cifrão - gosto dele como pessoa, professor, bailarino e até actor. Não gosto tanto de o ver como jurado, e detesto aquela cena de "dá um passo em frente", e o suspense que cria.


 


 


Foto de Let's Dance - Vamos Dançar. 


 


Pontos positivos:


Terem convidado aqueles dois jovens bailarinos - Francisco e Margarida - para abrilhantar a gala com o seu enorme talento. Espero também ver por lá o Sandro e a Diana.


 

A Tua Cara Não Me É Estranha - 3º programa especial

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Confesso que não tenho acompanhado estes programas especiais de A Tua Cara Não Me É Estranha mas ontem, ao ver a apresentação, quis ver quem iria imitar a Pink, e como o faria.


Só poderia mesmo ser a Wanda Stuart! Pode não ter estado igual à Pink, mas adorei vê-la vestida de chapeleiro, e a interpretar este tema.


 


 


 


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Mas o que me deixou mais estupefacta foi o primeiro convidado a actuar.


Parecia-me ele mas estava na dúvida. Não estive atenta à conversa e só mais tarde percebi, pelo nome, que não me tinha enganado.


Este rapaz, que este domingo até venceu como melhor imitação, dando vida a David Bisbal, foi o mesmo que, quando convidado a participar na minha rubrica de entrevistas "À Conversa Com...", há uns meses atrás, me respondeu o seguinte:


 


"Olá Marta. Daqui fala o Ricardo (Soler) e em primeiro lugar quero agradecer o facto de se ter lembrado de mim. Seguidamente gostaria de lhe pedir desculpa por não participar na sua rubrica, mas já abandonei a carreira musical e consequentemente afastei-me do meio público e não me faz sentido estar a dar-me a conhecer quando de momento quero é ser "esquecido."


 


Ao que parece, mudou de ideias! 


Ou isso, ou então usou uma das desculpas mais esfarrapadas que alguma vez ouvi :)


 


 


 


Imagens http://www.tvi.iol.pt/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Como tudo se desmorona em segundos

 


 


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Quase tudo na nossa vida demora tempo a ser construído.


E apenas escassos segundos para desmoronar...


Um castelo de cartas ou uma torre de dominós, por exemplo, que tanta perícia e cuidado exigem para se completar, podem cair ao mínimo toque. Por vezes, basta mesmo tocar apenas em uma das peças, para que caia tudo.


No outro dia, a caminho de casa, passei por uma moradia que conhecia há anos. Estavam a deitá-la abaixo. Ficou apenas um quadrado de terreno no seu lugar. Uma casa que deve ter levado meses a erguer, desmoronou em pouco mais de meia hora. E daqui a uns dias ninguém se lembrará do que ali estava.


Até mesmo a natureza pode destruir numa fracção de minutos, aquilo que o homem levou anos e décadas a construir.


Uma relação leva meses e até anos para se consolidar. De um momento para o outro, pode ocorrer algo que deita por terra todas as bases e alicerces sob os quais a relação foi construída.


Uma vida leva cerca de nove meses a formar-se, e mais o tempo que lhe for permitido aproveitar cá fora. Em escassos segundos, a morte pode acabar com ela...

Na aula de geografia

Imagem relacionada


 


Joãozinho, o que é a climatologia?


É a ciência que estuda o clima!


 


Muito bem! E o que é a meteorologia?


É a ciência que estuda os meteoros!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quantas vidas diferentes podemos viver?

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E quantas personagens diferentes podemos encarnar, até percebermos que, por mais que queiramos ser outra pessoa, por mais personagens que inventemos para nós, e por mais vidas diferentes que queiramos viver, nunca deixamos, na verdade, de ser quem somos, e sempre fomos, e apenas passámos a viver a nossa vida numa teia de ilusões e mentiras, que um dia se esvanecerá?


 


Porque, mais do que enganarmos ou iludirmos os outros, estaremos a enganar e iludir a nós mesmos. E acham mesmo que vale a pena, e que os outros se preocupam com isso? Quem é que sairá, no fim, mais magoado dessa farsa?


 


"Podemos fingir que temos uma vida social muito preenchida, que comparecemos a não sei quantas festas e convivemos com vários amigos ou até celebridades quando, na verdade, saímos de casa e passamos o tempo em plena solidão num qualquer sítio, a fazer tempo para voltar para casa, onde nos espera mais solidão e tristeza.


Podemos fingir que somos donos de um carro topo de gama, quando somos apenas o motorista. Podemos fingir que comprámos um casarão, quando somos apenas o jardineiro. Podemos fingir que temos muitos amigos, quando nem um temos a quem ligar. E por aí fora..."


  


Até ao dia em que alguém, fria e cruamente, nos desmascara. Quando cai a máscara daquela personagem, inventamos outra. E se essa também for descoberta, encontramos uma nova.


Mas chegará a um ponto, em que esgotaremos tudo. Não haverá mais personagens, não haverá outras vidas, não haverá credibilidade para mais nada. Ninguém mais nos aceitará, porque ninguém saberá quem ali está. E nem nós próprios tão pouco saberemos...

Sugestões para o fim-de-semana


 (cliquem na imagem)


 


Aqui ficam as sugestões do Fantastic para os próximos dias, na rubrica semanal "Fora de Casa"!


 


Esta semana, como não poderia deixar de ser, destaco dois programas aqui no concelho - uma gala de teatro solidário e uma noite de contos à lareira.


Mas há muito mais - comédia, um festival das sopas solidário, um festival de curtas-metragens, e muita música, com destaque para o concerto de apresentação do novo álbum de Tony Carreira.


Agrada-vos?!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Alimentos "combustíveis"

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Na sala de aula de físico-química, a professora escreve no quadro o nome de vários produtos:


 


algodão


água


carvão


leite


madeira


 


E diz ao Joãozinho:


"Joãozinho - destes produtos que aqui estão, indica 2 que sejam combustíveis."


 


O Joãozinho olha, pensa um pouco e responde:


"Água e Leite, Sr.ª Professora!"


 


A professora, estupefacta, pergunta-lhe o que o levou a indicar aqueles produtos.


"Então, a água e o leite são os únicos que são alimentos, e que podemos comer!"


 


Atónita, a professora esclarece:


"Oh menino Joãozinho, aquilo a que o menino se refere são alimentos comestíveis, e que eu lhe estou a perguntar são os produtos combustíveis."


 


Responde o Joãozinho:


"Porque é que não disse logo, Sr.ª Professora?!"

A importância de um blog na nossa vida

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Um blog pode fazer parte da nossa vida, mas não deverá ser nunca, exclusivamente, a nossa vida.


 


Por muito difícil que seja lidar ou conviver com as pessoas cara a cara, fazer novas amizades, travar novos conhecimentos na nossa vida, fora da blogosfera, e se procure colmatar essa dificuldade, seja ela por que motivo for, na blogosfera, as coisas quase nunca correm como idealizamos. A maior parte das vezes, é um engano.


Nem todas as pessoas que encontramos na blogosfera são exactamente como se apresentam. Muitas vezes, são personagens criadas especificamente para aquele blog.


Além disso, alguns blogs chegam e partem, uns mais rapidamente que outros, não dando tempo para criar laços ou, quando criados, acabam por se quebrar. 


 


Se é possível nascer amizades neste mundo virtual? Sem dúvida! Não faltam exemplos de bloggers que se conheceram através dos respectivos blogs, e que levaram essa amizade para além da blogosfera. E, quando isso acontece, é bom! Eu que o diga.


No entanto, e como é óbvio, essas amizades são (ou deveriam ser) apenas uma parte do conjunto de pessoas que fazem parte das suas vidas.


 


 


 


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Por muito bom que seja pertencer a este mundo da blogosfera, e sermos mimados com comentários, visualizações, destaques, supresas e prémios, que o é, sem dúvida, até que ponto a nossa vida se pode resumir à felicidade que daí advém?


 


Sermos reconhecidos pelo que escrevemos é óptimo. Sentir que os seguidores se identificam e partilham as suas opiniões, também. Saber que um post nosso chegou a muita gente e nos fizemos ouvir, idem. São pequenos mimos que nos deixam com um sorriso no rosto. É quase como um presente por aquilo que andamos aqui a fazer.


 


Mas é algo que depressa vem, e depressa vai.


 


 


Ninguém, por mais comentários ou visualizações que obtenha (salvo raras excepções) fica mais rico por isso! Ninguém anda a coleccionar troféus (tipo óscares da blogosfera), pelos destaques obtidos ao longo dos meses.


A única riqueza que recebemos de um blog, é o seu conteúdo, aquilo que quisemos pôr cá para fora, o nosso testemunho. São as amizades que eventualmente se façam, e que se fortaleçam também fora do mundo virtual. É a troca de experiências, opiniões e conhecimentos que poderemos fazer através deste meio. E um ou outro prémio que se vença em algum passatempo. 


Se passarmos a nossa vida numa tristeza, porque não conseguimos isto ou aquilo aqui na blogosfera, amargurados porque naquele dia ninguém nos visitou ou comentou, frustrados porque fizemos um texto tão bom, e não o destacaram, enfurecidos porque alguém tem mais "protagonismo", e com o coração cheio de negativismo porque a vida que idealizámos conquistar na blogosfera não é aquela que esperámos, então não estamos, de facto, a viver.


 


 


 


 


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Estamos a reduzir a nossa vida a muito pouco, se acharmos que, somente num blog, estará escondida a chave para a nossa felicidade. 


 


 


Sim, um blog pode ser importante em determinadas fases da nossa vida, ou até mesmo sempre, por um motivo ou por outro. E não há qualquer mal nisso. Mas não podemos viver, unica e exclusivamente, encerrados dentro da blogosfera, e esperar que os restantes bloggers façam o mesmo.


Um blog poderá ter sempre um lugar reservado na nossa vida. Já a vida, é abrangente demais para a reduzirmos ao espaço de um blog.


 


 


 


 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Verdade incontestável

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Deixamos sempre para o último dia tudo aquilo que tem um prazo limite para tratar.


 


No último dia do prazo, não conseguimos tratar de nada por falha constante e contínua do sistema.


 


No dia seguinte ao término do prazo, o sistema volta a funcionar normalmente!

O desespero leva sempre a más decisões?

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Será que uma decisão tomada num momento de saturação, cansaço ou até desespero, é uma decisão tomada de forma totalmente consciente?


Será uma decisão bem ponderada, depois de analisados, friamente, os prós e os contras? 


Será uma decisão acertada e certeira?


Ou estaremos a tomar uma decisão com a visão turvada pelo calor do momento, quando estamos de cabeça quente e nem conseguimos raciocinar?


Será que o desespero leva sempre a más decisões, e más escolhas, das quais mais tarde nos iremos arrepender, por terem sido tomadas de forma precipitada?


Ou será possível, mesmo no meio do desespero, termos o discernimento de tomar uma decisão que se revelará positiva?


E, afinal, quantas decisões não são tomadas depois de muito debatidas, e se revelam as piores que poderíamos ter tomado?...


 


 

Igualdade e Equidade

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Concordam?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos Namorados e nada para oferecer?

Foto de VanBach - Arte & Teatro.


 


Podem sempre levar a vossa cara metade ao teatro, com a promessa de desvendarem "O Segredo do Diamante"!


E ainda estarão a ajudar o CBEI (Centro de Bem Estar Infantil da Santa Casa da Misericórdia de Mafra).


Os bilhetes têm um valor de 4 euros, e o valor reverte na totalidade para esta instituição.


 


Para quem gosta de teatro, de uma boa comédia, e gosta de um serão divertido a dois, este é o programa ideal.


De qualquer forma, como a Gala de Teatro Solidário é no sábado, podem sempre aproveitar para celebrar a dobrar - hoje, por casa mesmo, e no fim-de-semana, aqui em Mafra!

A saga do guarda-chuva: é sempre assim!

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Saio em serviço, e deixo o guarda-chuva no escritório.


 


"Ah e tal, não deve chover, mas se acontecer, compro ali um chapéu de chuva na loja".



Quando saio de um lado para o outro, chove a potes!


 


"Ah e tal, é só atravessar a estrada, não me molho muito".


 


E lá chego eu, ao destino seguinte, apenas com umas pingas. A seguir já compro o guarda-chuva, penso eu. Quando sair dali.


Espero a minha vez, sou atendida e, quando saio:


 


"Ah e tal, está a chover pouco. Dá para chegar ao escritório sem grandes estragos."


ou


"Olha, está a fazer sol, já não preciso de comprar nada!"


 


 


 


 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A preparação para a vida também se vende?

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Quando, na passada sexta-feira, recebi um telefonema de uma senhora, a perguntar se eu era a encarregada de educação da minha filha, estava longe de imaginar no que me iria meter.


Primeiro, pensei que era da escola, e que tinha acontecido alguma coisa à minha filha.


Afinal, era por causa de um estudo que tinha sido feito na escola, para o qual eu tinha dado autorização (e, ao que parece, o meu contacto), e queriam agendar reunião no fim-de-semana, para entrega dos resultados, sendo fundamental que a minha filha estivesse presente.


O estudo foi feito pelo Núcleo para a Criatividade e Desenvolvimento de Competências (NCDC.org.pt), no passado ano lectivo, e consistiu na aplicação de inquéritos aos alunos de vários anos de escolaridade, sobre “Personalidades e Estilos de Aprendizagem”.


 


 


Chegada à escola, apresentaram-nos os resultados que, de uma forma geral, correspondem à realidade, mas que a técnica tentou maximizar, pintando um quadro mais negro, para que os pais fiquem preocupados com a situação e tentem ajudar os filhos como puderem.


Segundo ela, a minha filha não tem qualquer motivação para a escola. Talvez seja verdade. Temos um ensino que em nada motiva os jovens. Não será, por certo, a única.


Não terá dificuldades de aprendizagem, mas faltam-lhe métodos de estudo e autonomia. Correcto. Mas isso é algo que ela poderá aprender e aplicar no futuro.


Tem uma autoestima muito baixa, e gosta muito de se manter no seu cantinho (eu também era, e ainda sou assim), e fica ansiosa em momentos cruciais de avaliação (quem não fica). 


 


 


 


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Ora, apresentados os resultados, o NCDC, uma associação sem fins lucrativos, propôs-se ajudar a minha filha, e muitos mais alunos que assim o queiram, através de um programa em que eles iriam começar a definir o seu futuro, que áreas se adequam mais àquilo que querem seguir, aprender métodos de estudo, ter apoio psicológico e motivacional e ainda…uma vez que a minha filha referiu gostar da área de comunicação social, um curso de inglês, com a marca Cambridge (nome sonante e pomposo que fez questão de promover), que lhe será fundamental para a área que ela quer, e que lhe dá competências para o futuro.


Uma preparação para a vida, nas suas palavras, que não se consegue na escola.


A técnica fez questão de frisar que já tinha ultrapassado o número de vagas que lhe era permitido mas, mesmo assim, a pensar no bem de todos os alunos, ainda tinha a hipótese de inserir mais uns no programa.


 


 


Parece espetacular, não é? Preocuparem-se assim com o futuro dos nossos meninos?! Só que tudo tem um preço, e esta preparação para a vida não é excepção!


Chegámos lá, então. À parte em que revelam o verdadeiro intuito destas reuniões, mascaradas de mera entrega de resultados e aconselhamento aos pais. A inscrição neste programa é de 50 euros, a que acresce uma mensalidade “simbólica” de 90 euros, ao invés dos habituais 245 euros.


Sabem o que é que me veio, de imediato, à mente? Isto parece-se com a senhora da agência de modelos que, depois de feito o casting, fartou-se de elogiar a minha filha para, depois, propor a compra do book ou da formação.


 


 


E, claro, conquistadas as crianças, como podem os pais depois dizer que não, sem as decepcionar ainda mais, e agravar o seu estado psicológico!?


 


 


Não teve sorte comigo. Disse-lhe na cara que não tinha dinheiro para isso e, de qualquer forma, o mais importante neste momento é que ela tenha boas notas e passe de ano, sendo prioritário explicações para a matéria actual.


E não é que não concorde que o resto lhe faz falta e a iria ajudar.


Mas teria mais lógica a técnica aconselhar-nos e explicar-nos aquilo que devemos fazer no dia-a-dia, para ajudar os nossos filhos, a nível escolar e psicológico.


Mais, ao ver o site do NCDC, deparei-me com workshops de 45 minutos que poderiam, de alguma forma, ajudar os alunos, que era menos absurdo propor, e cativaria mais os pais, do que este programa que nos custaria mais de 3000 euros!


Não sei se houve muita gente a aderir. Eu não o fiz.


 


 


Hoje, nem de propósito, o Agrupamento de Escolas a que a minha filha pertence publicou um comunicado onde afirma que apenas autorizou o núcleo à aplicação dos questionários, e que é totalmente alheio a esta iniciativa, levada a cabo à revelia da escola, e da qual somente agora teve conhecimento.


A escola, para a qual foi, supostamente, guardado um determinado número de vagas para os seus alunos frequentarem o programa, desmarca-se assim de qualquer acção que o NCDC esteja neste momento a realizar, ou venha a levar a cabo, com base nos referidos inquéritos.  


 


Pena que só agora venha a público este comunicado, que mais uma vez prova que tudo isto não passou de uma acção de marketing quando, segundo a técnica, já estão a ter estas reuniões há alguns fins-de-semana, e sabe-se lá quantos pais já foram na conversa. 


Talvez no futuro a escola deva ter mais cuidado com os inquéritos que autoriza, e as entidades a quem autoriza.


 


 


Mais alguém por aí passou por uma situação idêntica na escola dos vossos filhos?


 


 


 


 

Let's Dance - a estreia

Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.


 


Estreou este sábado o novo concurso da TVI - Let's Dance - uma espécie de Operação Triunfo, mas dedicado à dança, a fazer lembrar o Achas Que Sabes Dançar!


Aliás, um dos concorrentes  - o Ivanoel - participou na última edição desse concurso.


Confesso que estava expectante, porque gosto deste género de programa e, de uma forma geral, não me desiludiu.


Posso afirmar que já tenho programa para ver aos sábados à noite!


 


 


Pontos positivos:


O facto de não haver muitos intervalos, para empatar


O facto de não se perder muito tempo com as votações e de o público também ter uma palavra, ainda que pequenina, a dizer


 


Pontos negativos:


A apresentadora parecia que estava com pressa para despachar as suas falas, e quase se atropelava e às palavras. Seria dos nervos pela estreia? 


 


 


 


Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.


 


Sobre os jurados, confesso que simpatizo, desde o primeiro Achas que Sabes Dançar, com o César Augusto Moniz, e faz todo o sentido que ele ali esteja, embora pensasse que seria ele o "presidente do juri" e tivesse participação nas aulas aos concorrentes.


Compreendo também a escolha do Cifrão como jurado e professor, até porque ele tem dado uma grande ajuda na área da dança, noutros programas da estação.


Não percebo tão bem a escolha da Rita Pereira, e tão pouco a da Sofia Ribeiro, que irá substituir a primeira lá mais para a frente. Talvez seja mesmo para avaliar a presença em palco, e atitude.


 


 


 


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Sobre as actuações dos concorrentes, concordei com a apreciação geral dos jurados, e com a selecção dos 8 concorrentes a quem foi oferecida entrada directa na academia que, a certa altura, apelidaram de casa (a fazer lembrar a Casa dos Segredos).


 


Também para mim a melhor coreografia da noite foi a da Francisca e do Ivanoel. Para isso terá, talvez, ajudado, o estilo musical que dançaram.


Os pares, na minha opinião, mais fraquinhos foram a Ana e o Pedro, e a Inês e o Cesariny.


Por decisão dos jurados, foram a solo, para além da Ana e do Pedro, a Inês e o Cristóvão, que fez par com a Kateryna.


 


 


 


Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.


 


E foi aqui que uma gala, que estava até então a primar por decisões acertadas e justas, estragou um bocadinho a minha opinião geral, com a decisão dos jurados de dar o seu voto de confiança à Inês. Nos solos, foi a mais fraquinha dos 4. Sempre pensei que escolhessem o Cristóvão. E confesso que, apesar de ser a mais nova e lhe faltar aprender ainda muito, a Ana fez um belíssimo solo, e merecia uma oportunidade. Neste caso, achei mais justa a votação do público.


Aliás, não é que eu tenha alguma coisa contra, porque se o programa não impõe esse tipo de regras, quem sou eu para o fazer. As oportunidades devem ser iguais para todos e o saber não ocupa lugar.


Mas, pergunto-me, o que vão para esta academia fazer pessoas que já estão há anos e anos na dança? Alguns deles são, inclusive, professores de dança e têm bastante experiência.


Será que esta academia é mesmo uma escola para os concorrentes aprenderem? É mais um meio de visibilidade para se tornarem conhecidos?


Ainda assim, Let's Dance, e que vença o melhor!


 


 


Imagens Let's Dance - Vamos Dançar

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!