quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Reflexão do dia

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Por vezes, o bom senso tem mais efeito que muitas leis!

À Conversa com os Namorados da Cidade

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 "Um Dia", o Miguel, o João, o Diogo, o Manuel e o Jon Jon, que costumavam cantar versões rock de temas portugueses, das décadas de 60, 70 e 80, fizeram-se ao "Caminho", percorreram a "Rua do Tempo", e vieram até 2018, lançar o primeiro álbum da banda, que entretanto formaram, Namorados da Cidade.



Foi no Templários Bar, no meio do "Silêncio e Tanta Gente", que começaram a surgir as primeiras apresentações de novos temas, com riffs de guitarra e sons de teclados arrojados e coros bem presentes, que passaram a caracterizar a sonoridade da banda, como se um "Anjo" tivesse pintado, naquele momento, a sua "Alma no Quadro".



Este projeto dos "Namorados" editou, no passado dia 16, o álbum de estreia homónimo, que é composto por 13 temas, 3 dos quais são novas versões de canções vencedoras de Festivais da Canção, sendo os restantes, maioritariamente, da autoria do João e do Miguel, havendo ainda 2 temas com a assinatura da atriz Maria João Abreu.


"Lá Fora", foram ainda convidar Simone de Oliveira para esta "Desfolhada Portuguesa" de canções, todas elas na língua de Camões.



Da ideia inicial à concretização do sonho, não tiveram que chorar "Lágrimas de Sal" uma vez que, como os próprios afirmam, foi um processo de produção relativamente rápido sem, contudo, terem tido necessidade de parar e pensar - ainda "Respiro"?
O "Uivo do Feiticeiro" está dado, e os Namorados da Cidade esperam que o público português adira a esta "Festa da Vida"!



Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:


 


 


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Quem são os Namorados da Cidade?


Uma banda rock, que tem uma sonoridade com bastantes influências do rock dos anos 80 e que começou como banda de covers, a recriar temas do Festival da Canção das décadas de 60, 70 e 80.


 


 


Namorados da Cidade - porquê a escolha deste nome para a banda?


Os nossos temas têm quase todos eles uma vertente de escrita muito inclinada para o amor, e de certa forma a nossa inspiração acontece muito com o que nos rodeia. A cidade traz-nos essa inspiração.


 


 


Como é que surgiu a vossa paixão pela música?


Cada um de nós tem ligações diferentes à música, mas esta formação tem como ponto comum uma banda de covers (os RADIOFIVE) onde nos conhecemos e começámos a trabalhar para este projecto.


 


 


O vosso projeto começou por ser uma banda de covers de temas de rock portugueses. Quando é que decidiram aventurar-se na criação de temas originais?


Quando percebemos que nas versões que fazíamos havia uma sonoridade muito própria, e que essa sonoridade poderia ser direcionada para uma composição de temas originais.


 


 


 


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“Namorados da Cidade” é o álbum de estreia homónimo, lançado em formato digital a 16 de fevereiro, que conta com 13 temas. Como foi todo o processo de produção?


Muito rápido. Em Dezembro de 2016 decidimos avançar com uma campanha de crowdfunding, que conseguiu reunir o apoio de muitos amigos e permitir a gravação deste disco. Com esse objectivo e considerando que tínhamos já alguns dos originais compostos, iniciámos o trabalho de estúdio. Todo o processo foi muito rápido. Neste momento temos já o CD à venda na FNAC e esperamos que alguns dos temas possam vir a passar em algumas rádios quer locais, quer nacionais.


 


 


Do que nos falam as vossas músicas?


Não temos propriamente um tema comum neste disco. Este CD tem uma série de temas que falam de amor, da vida quotidiana e de algumas memórias.


Além das letras escritas pelo João Soares e pelo Miguel, há mais um tema escrito pelo Diogo, dois pela Maria João Abreu e um poema muito bonito (Uivo do Feiticeiro) escrito por uma grande amiga nossa, a Gigi Manzarra.


 


 


Maria João Abreu, João Oliveira e Simone de Oliveira participam em alguns dos temas que compõem o álbum. Como surgiram essas colaborações?


A Maria João Abreu acompanha-nos desde o primeiro dia deste projecto. Foi uma das principais pessoas a lançar o desafio do projecto de covers de temas portugueses dos anos 60 e 70. A Simone surge na altura em que decidimos que gostaríamos de colocar neste disco alguns covers e que um deles seria a Desfolhada Portuguesa. Lançámos o convite e ela prontamente aceitou, o que nos deixou bastante felizes e eternamente agradecidos pela sua generosidade. O João Oliveira, além de um excelente músico, é o proprietário de um dos melhores bares de música ao vivo em Lisboa, o Templários Bar, e foi alguém que apoiou o projecto desde os seus primeiros passos, e que continua connosco nesta aventura. Fazia todo o sentido tê-lo no disco.


 


 


“Lá Fora” é o single de apresentação. O que esperam os Namorados da Cidade encontrar “lá fora” – fora do estúdio, fora da cidade, fora de Portugal?


O Lá Fora foi escrito pelo Miguel e fala sobre o nosso quotidiano, sobre amor e “desamor”, sobre memórias, saudades, e tudo o que se passa à nossa volta, sem que isso afecte a nossa forma de estar na vida.


Quando decidimos fazer este disco não foi a pensar em nada de concreto, mas tão simplesmente para deixar registo de um trabalho que não queríamos que se perdesse... Se ele chegar mais longe então melhor ainda, e ficaremos muito contentes, claro...


 


 


Que objetivos gostariam de ver concretizados, a nível musical, ao longo deste ano?


Para já temos o mês de Março carregado de showcases na FNAC. Em Maio temos um concerto em auditório, no Cinema São Jorge, e depois esperamos conseguir alguns palcos para que as pessoas possam ir conhecendo o nosso trabalho. Idealmente gostaríamos de ainda gravar um segundo álbum no final deste ano.


 


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Fui fotografada pelo Google Maps!

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As coisas que a minha filha descobre!


No outro dia, andava a ver imagens no Google Maps e deparou-se com uma imagem minha, numa das minhas caminhadas casa-trabalho.


Sim, é verdade, fui apanhada pelo Google Maps!


 


É caso para pôr em prática aquele mandamento que diz "age sempre como se estivesses a ser observado"!


Agora imaginem o que não estarão todos os satélites que por aí andam, disfarçados, a fazer com as nossas vidas.


Até parece que vivemos num mundo que é, ele próprio, um BIG Big Brother.


 


Pelo sim, pelo não, o melhor é irem ver se também não foram apanhados pela câmara!

Será o plágio algo inevitável?

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A propósito das acusações de plágio que, volta e meia, surgem, pergunto-me:


Havendo cada vez mais artistas no mundo, e cada vez mais músicas, será que a criatividade e imaginação de cada autor/ compositor, é assim tão infinita e inesgotável, que consiga inovar a cada novo tema, ou será o "plágio", a determinada altura, algo inevitável, ainda que nem sempre de forma consciente ou propositadamente?


E quem diz na música, diz na escrita, ou em qualquer outro campo ou situação da vida.


 


Já me aconteceu, por exemplo, ter escrito uma frase e, um tempo depois, ver que tinha sido utilizada uma expressão idêntica à minha. No entanto, tenho a certeza que ninguém copiou ninguém, foi mesmo uma sintonia de pensamentos para o mesmo assunto, reflectida na escrita.


 


As coincidências existem! A inspiração também. 


No entanto, há situações em que as semelhanças são tão evidentes, que se torna difícil acreditar que não houve plágio intencional. 


Pode não se conseguir ter talento suficiente para criar algo totalmente novo, de raiz mas, com determinação e imaginação, há sempre forma de dar um toque pessoal que diferencie aquilo que fazemos, daquilo que outros fizeram.


 


Talvez não seja possível evitar, a determinada altura, o plágio mas, nesses casos, deve prevalecer a verdade, a honestidade, assumir os actos e proceder em conformidade, de preferência com autorização dos verdadeiros autores, ou com referência às fontes ou origens.


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Os nossos três amores felinos

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Fez ontem dois anos que a Tica, a nossa castanhinha, nos deixou.


Dois anos em que fomos recordando episódios, manias, características, brincadeiras.


Dois anos de saudades, de memórias que ficam para sempre.


 


A ela, sucederam a Becas e a Amora. 


E formaram o nosso trio de amores felinos lá de casa!


 


 

Um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio

Festival da Canção: Diogo Piçarra é o grande vencedor da segunda semifinal (e já são conhecidos todos os finalistas)


 


(imagem SAPO24)


 


O que me apraz dizer sobre esta segunda semifinal do festival da canção?


De uma forma geral, cada música era pior que a outra, daquelas que dá vontade de andar para a frente, não fosse o facto de estar a ver em directo, um impedimento.


 


Ouvi a música do Diogo Piçarra e, logo no início, na parte instrumental, veio à minha mente outra música, o que me deixou com a sensação que ele teria ido "roubar" essa parte a algum lado. Era a música sobre a qual eu tinha maior expectativa, e acabou por ser uma decepção.


 


Ouvi a música da Isaura, na voz da Cláudia Pascoal, e percebi que a Cláudia canta, de uma forma geral, todas as músicas da mesma forma, e com algum excesso de teatralidade. Se em algumas músicas resulta, noutras estraga. Ainda assim, a música não é má.


 


Ouvi a música do Armando Teixeira, na voz da Lili, e foi a única que me ficou na cabeça, o que quer que isso queira dizer. Gostei da música, e da forma como a Lili a interpretou.


 


Finalmente, Peter Serrado, um lusodescendente que quis vir participar no festival português, e acabou por interpretar a música mais "comercial", de todas as que passaram nesta edição. Foi a que mais gostei, independentemente de ser cantada em inglês, e de não ser, de todo, uma potencial favorita a representar o nosso país.


 


Como se costuma dizer, um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio, por isso, qualquer que seja a escolha, não vamos vencer novamente. E se a inovação do Salvador resultou, não quer dizer que a fórmula volte a funcionar nos anos seguintes. Por isso, poderiam ter escolhido melhores músicas.

Reflexão do dia

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Por vezes, as pessoas erguem uma barreira tão grande à sua volta que se torna difícil a alguém, ou até mesmo a si próprios, conseguir rompê-la.


 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sugestões para o fim de semana


 


(clicar na imagem)


 


"ÓdaGuarda"


Podemos entrar n' "O Reino Maravilhoso" e deliciarmo-nos com um chocolatinho desses que por aí têm no "Festival Internacional de Chocolate"?


Será que a palavra mágica é "Xana Toc Toc"?


Ouvimos dizer que o "Avô Cantigas" ia apresentar o seu novo trabalho, mas "O Melhor do Pior" é mesmo com o António Raminhos. 


Também consta que um grupo de música árabe irá actuar no "Festival Al-Mutamid" e que o Branco é obrigatório ao assistir ao espectáculo da "Cristina Branco"


Ou, talvez, tudo isto não passe d' "O Ensaio Sobre a Loucura", e estejamos todos a imaginar um Fantastic fim de semana, cheio de boas sugestões, para passá-lo Fora de Casa!

Porque os detalhes fazem a diferença


 


Quantas vezes observamos as pessoas, as situações, os comportamentos, as imagens, e tudo o que nos rodeia, de uma forma superficial, vendo apenas aquilo que salta à vista, e passando à frente?


No entanto, os detalhes que não vemos no início, e dos quais só nos apercebemos se olharmos com mais atenção, podem ser importantes. Pequenos detalhes podem, muitas vezes, fazer toda a diferença!


 


E há "Apenas Um Detalhe" que faz a diferença aqui pela blogosfera! Espreitem!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O que é o BASE Jumping?

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Foi no livro “Livre Para Amar” que ouvi falar pela primeira vez do Base Jumping, um desporto aparentemente perigoso e até mortal, que faz qualquer um temer por quem o pratica mas que, quem faz, vive como algo indescritível, uma sensação de “beber o céu”. A experiência é mesmo apelidada de “a expressão máxima da liberdade de voar”.


Assim, fui procurar mais sobre esta modalidade radical que, ao que parece, também se pratica no nosso país!


 


A sigla BASE significa "Building Antenna Span & Earth", em português, "Prédio, Antena, Ponte e Terra". Isto porque o Base Jumping consiste, exactamente, em saltar de paraquedas (apropriado para aberturas e baixas altitudes) a partir de uma estrutura fixa, como prédios altos, antenas, pontes ou montanhas, as quatro categorias de objectos dos quais se pode saltar.


É considerado um dos desportos mais perigosos do mundo, sendo que, devido à alta taxa de mortalidade dos praticantes, acabou por ser proibido em diversos países. A Suíça é um dos poucos países em que a prática é legal.


 


Mas, se julgam que é uma modalidade recente, estão enganados. Na verdade, há registos de saltos de Base Jumping desde o início de 1900: Frederick Law saltou da Estátua da Liberdade em 1912. Fausto Vrancic fez, em 1934, vários saltos de paraquedas, a partir de uma torre.


Já a 18 de Agosto de 1978, Boenish Carl e três outros paraquedistas fizeram o primeiro salto a partir do El Capitan (Parque Nacional de Yosemite, EUA) nascendo, nesse dia, o Base Jumping como actividade desportiva.


 


 


E em Portugal?


Mário Pardo é reconhecido como o primeiro base jumper português, e a cara da modalidade no nosso país.


Nascido em Lisboa, Mário conheceu o paraquedismo durante o serviço militar, aos 20 anos, mas só em 2000 fez o seu primeiro Base Jump, no Monte Brento, nos Alpes italianos, tornando-se o primeiro BASE jumper português.


Ao longo dos anos, Mário foi somando saltos à sua lista, como a ponte 25 de Abril, as Twin Towers e o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa; o Cabo Girão, na Madeira; o vulcão do Pico, nos Açores; ou a antena da Rádio Renascença, em Muge.


Conseguiu o título de Campeão Nacional, por três vezes, e representou Portugal em várias competições mundiais.


Em 1998, Mário Pardo criou a escola de paraquedismo Queda Livre e, em 2004, abriu a sua empresa de organização de eventos, especificamente dedicada a actividades na área do paraquedismo, a Get High – www.gethigh.pt.


 


 


 


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No livro, quando questionada sobre a diferença entre os riscos de um salto de paraquedas normal e um salto de Base Jumping, uma das praticantes refere: “Enquanto num simples salto de paraquedas, só tens ar e espaço à tua volta, num salto de base jumping, saltando de plataformas fixas, tens tudo o resto a criar perigo à tua volta – se o salto não for bem dado, podes bater com o corpo em qualquer parte dessa mesma plataforma.”.


Não foi o caso de uma das personagens, que acabou mesmo por morrer, mas porque o seu paraquedas não abriu.


 


Mas não é só na ficção que os acidentes acontecem.


Em Julho de 2013, um turista sueco, de 29 anos, morreu na Nazaré, enquanto praticava Base Jumping.


David Thomasson, acompanhado de três amigos noruegueses foram efetuar saltos de uma falésia de mais de 100 metros.


O salto não terá corrido bem, uma vez que o paraquedas não abriu, levando David a embater com grande violência no solo, numa queda que lhe foi fatal.


 


 


 


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Praticar Base Jumping não admite erros, e os praticantes arriscam a sua vida sempre que efectuam um salto destes.


No entanto, nos últimos anos, surgiu uma variante desta modalidade ainda mais perigosa – saltos com Wingsuits (trajes planadores).


Nesta variante, são usados fatos insufláveis, com uma estrutura em teia, que lhes permite serpentear por vales, navegar pelas fendas das rochas e acertar em alvos como balões.


Já várias pessoas morreram a fazer Base Jumping com este tipo de fato.

Livre para Amar, de J. A. Redmerski

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Poderão as diferenças complementar-se no amor? Dizem que os opostos se atraem mas, permanecerá essa atracção intacta, de forma permanente ou, à medida que as relações avançam, as divergências começam a pesar e a interferir?


 


Sienna é uma jovem cujos pais sempre viveram com algumas dificuldades financeiras, e se sacrificaram para que ela pudesse ter uma vida melhor que a deles. E foi isso que Sienna conseguiu. Depois de terminar a faculdade, arranjou um emprego bem remunerado e alcançou a estabilidade com que sempre sonhou.


Além disso, Sienna é uma mulher que gosta de planear cuidadosamente cada pormenor da vida. Vive para o trabalho, que parece gostar, porque a faz desenvolver o seu lado criativo, embora viva constantemente em stress, e nem sempre seja compensador lidar com alguns dos clientes.


Apesar de viajar várias vezes em serviço, e haver muito para fotografar, ela acaba por deixar sempre para segundo plano esse hobbie, porque nunca tem tempo livre para dedicar a ele.


Em relação à Sienna, que percebemos que tem 22 anos, não consigo encaixar a personagem apresentada, na idade que lhe atribuíram. Poderia ver a Sienna, com 5 ou 10 anos a mais, mas não tão nova. E para mim, nesse aspecto, a autora pecou.


 


Luke é um surfista, aparentemente despreocupado com a vida, que gosta de tudo o que são desportos radicais: saltar de penhascos para a água, paraquedismo, surf com tempestades, e até Base Jumping. Fá-lo com um grupo de amigos, com a mesma paixão por estas aventuras, e parecem formar um círculo onde evitam que mais alguém, que não tenha os mesmos interesses, entre, sob pena de se envolverem e os outros não compreenderem ou aceitarem o seu estilo de vida.


Em relação ao Luke, é mais fácil imaginá-lo com os 24 anos que a autora lhe deu.


 


Na viagem que faz ao Havai, Sienna conhece Luke, há uma atracção imediata e cada um sente que o outro poderá ser “o/a tal”. Mas Luke tem receio que Sienna não aceite o seu modo de vida (que ele não pretende mudar) como aconteceu com outras mulheres. E Sienna tem dúvidas sobre se conseguirá viver com uma pessoa que arrisca constantemente a sua vida, viver sempre com receio, à espera do pior, com o coração nas mãos. Nenhum deles quer que o outro mude apenas para fazer o outro feliz, mas que sejam eles próprios, o que condena, logo à partida, o que quer que pudesse vir a existir entre eles.


 


Ainda assim, Sienna faz um esforço por se integrar no grupo, por disfarçar a sua preocupação, por acreditar que Luke sabe o que faz e não se colocará em perigo desnecessariamente. E Luke começa a acreditar que Sienna poderá aceitá-lo e, quem sabe, partilhar a sua vida com ele.


 


Mas no amor, há que estar livre para amar, e isso é algo que Luke não está, de todo. Ainda vive nele a culpa pela morte do irmão, por ter dado mais importância ao trabalho e ao dinheiro, que a acompanhar o irmão num salto perigoso, que resultou na sua morte, porque ele não estava lá para verificar tudo. E é por isso que Luke quer agora seguir os planos que tinha feito com Landon, e efectuar os restantes saltos de Base Jumping, o próximo dos quais na Noruega, no dia do aniversário do irmão.


 


Ao perceber que Luke está a utilizá-la como “muleta” para se amparar e esquecer a culpa, em vez de enfrentá-la e libertar-se dela, e com dúvidas sobre os verdadeiros motivos que o levam a arriscar a vida, temendo que ele queira colocar fim à própria vida, Sienna parte, acabando tudo entre eles.


 


No entanto, apesar de afastados, há algo que aprenderam um com o outro, e que vai acabar por mudar as suas vidas.


Se, no final, irão conseguir vencer a distância, os obstáculos, as diferenças e dar asas ao amor, terão que ler o livro para saber!


O que é certo, é que Luke irá mesmo à Noruega, e estará bem lá no topo da montanha, pronto para saltar. Antes disso, e confesso que foi a parte que mais me emocionou no livro, Luke conversa com o irmão, pede desculpa por tudo e despede-se.


Em San Diego, Sienna recebe uma carta de Kendra, amiga de Luke, enviada no dia seguinte ao do salto.


O que estará escrito nessa carta? Será aquilo que Sienna mais temia, e para o que se tem tentado preparar desde que o deixou?


 


 


 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

À Conversa com Ricardo Tininha

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Ricardo Tininha editou o primeiro single a solo em 2015, “Tu Podes Fugir”.
Em 2016 o tema “Deixa Fluir” foi escolhido para integrar a banda sonora da telenovela juvenil “Massa Fresca”, e o artista que lhe dá voz, convidado especial num episódio.
Já em 2017, foi a vez do tema “Devo Tentar” ser escolhido para a telenovela “Ouro Verde” renovando, assim, o sucesso junto do grande público.



“Acreditar”, “When You’re Down” (versão acústica) e “Este Sou Eu” são os temas do EP “Acreditar”, que Ricardo Tininha lançou no dia 16 de fevereiro deste ano, já disponível nas plataformas digitais.



Para ficarem a conhecer melhor Ricardo Tininha, deixo-vos aqui a entrevista!


 


 


 


 


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Quem é o Ricardo Tininha?


O Ricardo Tininha é um músico e compositor, e um eterno sonhador.


 


Como, e quando, é que a música surgiu na tua vida?


A música surgiu na minha vida muito precocemente. Quando eu tinha apenas 5 anos, roubava as agulhas de fazer tricot da minha mãe, simulando estar a tocar bateria; habitualmente também cantava as músicas das novelas brasileiras.


 


Quais são as tuas principais influências, a nível musical?


Gosto essencialmente de música pop, mas desde sempre que oiço qualquer tipo de música, respeitando todos os géneros musicais.


Aprecio muito soul music, reggae, rock, entre outros.


 


Em 2015 lançaste o teu primeiro single. No entanto, o EP de estreia surge apenas em 2018. De que forma definirias o teu percurso na música neste espaço de tempo?


Ao longo destes 3 anos, defini o meu caminho na música e o que pretendia dela.


Conheci muitas pessoas maravilhosas, que me têm apoiado e ajudado a ser o que sou hoje.


  


“Tu Podes Fugir”, “Fácil de Mais”, “Deixa Fluir” ou o mais recente “Devo Tentar”, são alguns dos temas que os portugueses já tiveram oportunidade de ouvir. Que feedback tens recebido por parte do público?


O Feedback tem sido muito positivo, receber o carinho e reconhecimento do público é o que alimenta a minha força e dedicação, para continuar a fazer mais e melhor.


  


Sobre o que nos falam as tuas músicas?


Nas minhas músicas, tento passar essencialmente energia positiva em mensagens repletas de sentimentos e boas vibrações.


 


Como caracterizas o teu estilo musical?


O meu estilo musical é pop.


 


Nos temas “What I Felt” e “Hey Girl” tiveste a colaboração, respetivamente, de Maria e GNTK. Como foram essas experiências?


São sempre experiências boas e enriquecedoras.


Aprendi muito com esta partilha de ideias e pontos de vista diferentes.


Saliento o Johnny dos GNTK, pois é um verdadeiro poeta no que toca à escrita.


 


Alguns dos teus temas foram incluídos na banda sonora de telenovelas e séries portuguesas, como Ouro Verde ou Massa Fresca. Consideras que essas oportunidades são uma excelente forma de divulgar o trabalho de um artista e chegar a um público mais abrangente?


Sem dúvida, esta foi uma excelente forma de divulgar o meu trabalho. E das melhores sensações que tive na minha vida foi estar sentado no meu sofá, a ver a novela e a ouvir a minha música a tocar.


 


 


 


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“Acreditar” é o nome do teu EP, editado a 16 de fevereiro. Em que é que o Ricardo Tininha quer acreditar?


Quando batalhamos sozinhos, para alcançar o sucesso e a vitória, somos constantemente colocados à prova e temos de ultrapassar muitas barreiras, contudo, o que nunca podemos deixar de fazer é ... acreditar.



Com o mesmo nome do EP, “Acreditar” é também o single que lançaste a 14 de fevereiro. Consideras-te um homem romântico?


Estaria a mentir se dissesse que não... sou e serei um eterno apaixonado 😊.



Neste tema, cujas filmagens do videoclip decorreram em Troia, contas com a participação de Beatriz Barosa. Como surgiu essa parceria, e como decorreu a gravação do videoclip?


Quando participei na novela Massa Fresca, tive a felicidade de ser muito bem recebido por todos e de ter conhecido pessoas maravilhosas, entre as quais, a Beatriz Barosa. 
Apesar do frio que se fazia sentir em Troia, para mim é um dos locais onde eu gosto de estar, por isso vivi o momento intensamente, aliado ao facto de estar com os profissionais com quem adoro trabalhar.


 
Para além do tema “Acreditar” também fazem parte do EP os singles “Este Sou Eu” e “When You’re Down”. O que te levou a optar por um EP com apenas 3 músicas, ao invés de um álbum, com todos os teus temas?


Neste EP inclui dois temas novos, e um acústico de um tema que pode ser ouvido no meu disco “ Deixa Fluir” .


Brevemente, irei compilar quase  todos os meus temas num disco para ser comercializado. 


 


Quais são os teus objetivos, a nível musical, para 2018?


Para 2018,o meu objetivo é fundamentalmente  mostrar o meu trabalho pelo país fora.


 


Onde poderá o público ouvir o Ricardo Tininha?


Anunciarei nas minhas redes sociais: facebook, instagram e Twitter. Tal como aqui, poderão acompanhar também todo o meu trabalho no meu canal do YouTube.


 


Muito obrigada, Ricardo! 


 



 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.


 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Lion - A Longa Estrada Para Casa

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Vi no fim de semana este filme,por insistência do meu marido, que já tinha visto uma parte e achou que o filme era bom.


Sei que, por ocasião dos Óscares de 2017, era um dos candidatos e reuniu várias críticas, algumas positivas, mas não me lembrava já do que se tinha falado ao certo sobre ele.


 


Na primeira parte do filme, foi possível constatar a miséria, a pobreza, as más condições em que vivia aquele povo, a forma como tinham que se desenrascar para sobreviver. Ainda assim, em família, o pouco que tinham era partilhado. Havia amor, havia união.


Quando Saroo é levado para Calcutá, voltamos a ver mais miséria, a forma como vivem os sem abrigo, muitas crianças nas ruas obrigadas a sobreviver a traficantes, pedófilos, e à própria polícia mas, ainda assim, na sua pobreza, solidários com aqueles que encontram em condições semelhantes.


Ali, todas aquelas crianças estavam em risco. E se, por cá, temos instituições e casas de acolhimento para estas crianças e jovens (ainda que algumas sejam pouco recomendáveis), duvidei que por ali houvesse algo do género.


No entanto, até havia! Mas o objectivo, por muito nobre que fosse tendo em conta o local e as condições, assemelhava-se mais a uma prisão, em que as crianças eram maltratadas e vítimas de abusos, pelo que acabamos por ficar na dúvida se teria sido preferível Saroo continuar nas ruas, ou ter sido levado para tal abrigo.


Destaco a assistente social que, ao contrário daquilo que poderíamos estar à espera - uma carrasca e sem coração - era a única pessoa decente, que viu que Saroo não poderia ficar ali muito tempo na instituição. Pena que as restantes crianças não tenham tido a mesma sorte.


E, assim, Saroo é adotado por uma família australiana, cheia de amor para lhe dar, e que acabou por ser a sua salvação. À semelhança do que fizeram com Saroo, adoptaram mais tarde outro menino indiano - Mantosh, mas este com marcas muito mais profundas, que lhe valeram o desenvolvimento de problemas mentais. E por aí percebemos que nem todas as adopções correm da melhor forma, e nem todas as crianças são iguais.


Mas estas duas adopções foram gestos de amor, de generosidade - abdicar de ter os próprios filhos, para dar uma vida melhor a crianças que mais precisam.


 


 


E saltamos agora para a segunda parte, em que ambos são adultos, para chegar a uma conclusão - embora seja dada a mesma oportunidade a duas pessoas diferentes, haverá sempre aquela que aproveita e tira partido dessa oportunidade, e aquela que a desperdiça e deita no lixo.


Haverá sempre aquela com quem se consegue trabalhar e levar a bom porto, e aquela que nenhuma ajuda poderá alterar o seu destino. E é, também, por isso, que nem sempre é gratificante e compensador trabalhar com crianças e jovens em risco. Porque no meio de muitas, poucas são as que fazem valer a pena todo o trabalho que se desenvolveu com elas.


Claro que haverá muito mais na história de Mantosh, para além do que nos é mostrado, e as coisas podem não ser assim tão lineares e tão "preto no branco". Mas isso ficará,quem sabe, para outro filme.


 


A determinada altura, Saroo começa a querer procurar a sua família verdadeira, e torna esse desejo uma obsessão. Não acho que ele esteja a ser ingrato para com os pais adotivos. Considero apenas que algumas das suas atitudes, erradas e parvas, são resultado de uma mente em extrema confusão, de um homem perdido entre o passado e o presente, sem conseguir encontrar o seu caminho.


Por vezes, até os filhos mais certinhos saem da casca e agem como perfeitos idiotas.


 


 


Achei o filme demasiado longo, com cenas que eram escusadas e que em nada contribuiram para valorizá-lo. Poderia ter sido dada outra dinânica a esta segunda parte em que Saroo tenta descobrir de onde veio, e se a sua família ainda estará viva. Houve também um pormenor que talvez me tenha escapado, ou delirei, mas fiquei com a sensação de que, no início do filme, eram quatro irmãos: Guddu, Saroo, Kallu e Shekila. No entanto, no final, quando se reencontram, não fazem referência a Kallu, como se nunca tivesse existido.


Embora tenha sido um filme que deu origem ao debate de alguns temas, lá por casa, e que o meu marido adorou, confesso que não é daqueles filmes que tenha vontade de ver uma segunda vez, ou me tenha tocado como outros o fizeram. 


 


 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O amor tem prazo de validade?

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Terá o amor um prazo de validade? Ou será eterno?


E, não sendo para sempre, como desejaríamos, o que levará a expirar, mais cedo ou mais tarde, esse prazo de validade? 


 


Numa época em que os casais que celebram bodas de prata e de ouro são, cada vez mais a excepção à regra (e mesmo assim há quem siga caminhos separados ao fim deste tempo), e os divórcios ou separações são cada vez mais o “prato do dia”, pergunto-me se, afinal, o amor terá um prazo de validade findo o qual deixa, simplesmente, de existir?


Ao longo da minha vida, já conheci pessoas que se divorciaram, voltaram a casar, e voltaram a divorciar-se. Os casamentos duraram apenas alguns anos, e depois acabaram. Mesmo aqueles que nunca imaginaríamos.


Existem diversos motivos para uma relação chegar ao fim, e acções (ou inacções) de ambas as partes que para isso contribuem. Mas, o amor, onde fica no meio de tudo isso?


Mantém-se, ainda que tudo o resto não funcione? Pode uma relação chegar ao fim, existindo amor?


Ou deixa de existir? 


Pode o amor ser eterno, como parece ser o caso desses casais duradouros, ou o que eles sentem há muito deixou de ser amor, para se transformar em comodismo, amizade, companheirismo?


Ou terá, inevitavelmente, um prazo de validade, sem excepções, que poderá ser maior ou menor, consoante a forma como for vivido nas relações?


 


 


 


 


 

Os gamos do Parque Desportivo de Mafra

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Ontem estavam animados, a passar a tarde de domingo em família, e muito amistosos - deixavam as pessoas dar festinhas, sem fugir!


 


 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Sugestões para o fim de semana


 


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É sexta-feira, e as sugestões para o fim de semana voltam a este cantinho!


Festivais há muitos e, nesta edição, estão presentes 3: de cinema, de teatro e de música. 


Há também lugar para um espectáculo de dança oriental, uma viagem ao longo de 40 anos de música e uma visita à "Fábrica dos Sonhos".


 


Espreitem já a edição desta semana!

Já Te Disse Que Te Amo?

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Quando pais que nunca quiseram saber dos filhos durante anos querem, de repente, estar com eles, alguma coisa se passa: Ou estão verdadeiramente arrependidos e querem recuperar o tempo perdido por iniciativa própria, ou foram levados a agir assim por influência de terceiros, não havendo uma genuína reaproximação, mas mais um “frete” sendo que, mais cedo ou mais tarde, a verdade virá à tona, para o bem e para o mal.


 


Quando jovens adolescentes que eram perfeitamente normais começam, de repente, a mudar o seu comportamento, a enveredar por caminhos perigosos, a juntar-se a companhias duvidosas e a envolver-se constantemente em problemas, não só com a família mas também com a lei, algo não está bem.


E o que esses jovens mais precisam, é de alguém que olhe para eles, que veja para além da máscara, para além da barreira que ergueram para separar a pessoa que realmente são, da que fingem ser.


 


Quando pessoas que se dizem amigas, preferem ignorar, não se preocupar, agir como se tudo fosse normal, muitas vezes pactuando com comportamentos errados, é caso para pensar se serão verdadeiras essas amizades.


 


Quando algum acontecimento traumático do passado leva a que os jovens se refugiem em distrações como álcool, drogas e até relações obsessivas e doentias, podem usar esses traumas para justificar as suas acções?


 


E quando, finalmente, chega alguém que repara, que se preocupa, que tenta romper a barreira, que tenta travar e ajudar verdadeiramente, que pode mudar tudo e trazer de volta aquilo que eram, o que fazer?


 


Errar erros, fugir às regras, usar desculpas para esconder determinados actos, cometer loucuras, aventurar-se a caminhar no limbo, são coisas típicas de adolescentes, mas há limites para tudo.


 


Tyler há muito ultrapassou esses limites. Eden, recém chegada e, aparentemente, mais responsável, está a ser levada a ultrapassá-los pelas suas supostas novas amigas. Há um momento em que ao leitor dá vontade de dizer “Basta! Já chega de irresponsabilidades, de fechar os olhos, de tapar o sol com a peneira, de fazerem asneira atrás de asneira.”


 


E se pensamos que isto só acontece porque são adolescentes, não podemos estar mais errados. A inação e incapacidade de lidar com estas situações estendem-se também aos adultos, que não conseguem impor limites, colocar um travão, ir à origem do problema e erradica-lo de vez ou, simplesmente, não têm qualquer moral para o fazer.


 


Tyler está, há muito tempo, perdido. Eden, a passar as férias de verão em casa do pai e da madrasta, mãe de Tyler, sabe que os seus dias por ali chegarão ao fim dali a pouco mais de 3 meses. E sabe que este era o último rapaz por quem se deveria apaixonar. Mas há algo nele que a atrai. Será mesmo paixão ou amor, ou apenas a veia de estudante de psicologia, a querer pôr em prática aquilo que aprendeu para o ajudar a encontrar o seu caminho?


Além disso, Tyler está preso a uma namorada que não está disposta a deixá-lo escapar das suas garras, e com quem Eden convive diariamente.


Trarão estas férias de verão algo de positivo a Eden? Encontrará ela o amor da sua vida, ou voltará para Portland com mais problemas ainda, do que aqueles que a levaram a querer sair de lá?


 


Posso dizer que cheguei ao final do livro e não percebi onde encaixa o título do mesmo, embora compreenda que nem sempre são precisas palavras para exprimir aquilo que se pensa e sente. E compreendendo, também, de certa forma, o final da história, confesso que me desiludiu, porque não considero o argumento utilizado válido. É algo que, neste caso específico, não faz sentido.


E a única forma de compensar isso, é a autora dar continuidade a esta história, partindo do verão do ano seguinte!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Patrulha de Gnomos

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Posso dizer que fui ver este filme, convencida que ia ver outro!


E acho que só percebi isso no final. É o que faz haver tantos filmes sobre gnomos.


Na altura em que fomos ver o filme Coco, vimos um trailer sobre gnomos que até comentei que deveria ser uma espécie de continuação do Gnomeu e Julieta.


Quando andei a pesquisar que filmes de animação estavam agora no cinema, vi este e associei automaticamente ao tal que tinha visto anunciar. Como li apenas sobre o que este se tratava, sem ver o trailer, não percebi o erro.


Só depois de o ver é que conclui que, o que eu pensava que ia ver era o Sherlock Gnomes, e o que acabei por ver, foi Patrulha de Gnomos.


 


Confusões à parte, posso dizer que é um filme fraquinho, sem graça, daqueles nunca perderia tempo (e dinheiro) a ver no cinema. Mas como era para a minha filha e as amigas, e tinha sido este a preferência, paciência.


Tem a sua lição de vida, tanto no que toca à relação entre pais/filhos, como na relação entre amigos, e o que é a verdadeira amizade, e como muitas vezes, consciente ou inconscientemente, temos uma percepção errada do que isso significa e representa.


Mas fora isso, não convence.


 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Não podemos evitar o inevitável

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Muitas vezes, são tão bons os momentos que passamos em determinadas situações ou fases da nossa vida, ou com determinadas pessoas, que nos habituamos e acomodamos.


Pensamos que são permanentes, que estão garantidas, que nada mudará e, talvez por isso, acabemos por não viver e aproveitar ao máximo, por não perceber o valor desses momentos e pessoas, e o quanto devemos guardar na memória, para quando tudo mudar e deixar de existir.


E, um dia, de repente, o mundo dá uma volta, tira-nos tudo o que tínhamos, coloca-nos noutro cenário, e ficamos sem rumo.


Lutamos entre as saudades e a vontade de que tudo volte ao que era antes, e a adaptação a esta nova realidade que não tem que trazer, necessariamente, momentos ou pessoas piores, mas apenas diferentes, às quais nos acabaremos por habituar e acomodar, até que o mundo decida dar outra volta, arrancar-nos daquele cenário, e testar a forma como encaramos a vida, o diferente, o desconhecido, o presente, o futuro e o passado.


 


O nosso maior erro é pensar que tudo na vida permanecerá eternamente igual. Mas o mundo gira, e a nossa vida também. E não haverá nada que possamos fazer para evitar o inevitável!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Chegou a Inominável de Fevereiro

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Nestes dias mais frios, porque não instalarem-se no sofá, com uma manta e um chá bem quente, a ler a INOMINÁVEL?


 


Podem sempre acompanhar com um dos bolos de caneca da D. Pavlova. 


Mas se preferem aquecer a caminhar, a Ana dá-vos algumas sugestões para passear a pé.


O que não poderá faltar, seja em que situação for, é a elegância, mesmo no inverno, e para isso nada melhor que as dicas da Sofia.


Espaço ainda para a habitual Agenda, com destaque para o concerto de João Pedro Pais, que está também na rubrica Musicalizando, e para a entrevista à autora Marlene Ferraz.


 


Estes são apenas alguns dos motivos para ler a INOMINÁVEL de Fevereiro. Os restantes, terão que descobrir!


 


 


 

Sugestões para o fim de semana


 


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E depois da edição especial de Carnaval, aqui ficam as sugestões para quem prefere outro tipo de programas, a sós, a dois ou em família!


 


O destaque vai, como não poderia deixar de ser, para os concertos que decorrerão um pouco por todo o país, inseridos no Festival Montepio Às Vezes o Amor.


Tiago Nacarato também se apresentará hoje ao vivo,.


Mas os mais gulosos poderão aproveitar para passar pela Festa do Chocolate, ou pela Expo Estrela Manteigas.


Há ainda música, teatro e diversões para os mais pequenos.


 


Espreitem já esta edição da rubrica Fora de Casa!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sugestões para o Carnaval


 


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Esta semana, a rubrica Fora de Casa chega em dose dupla!
Nesta edição especial, encontrarão algumas sugestões para passar da melhor forma, com muita alegria e diversão, esta época de Carnaval, um pouco por todo o país, com destaque para os Carnavais de Torres Vedras, Loures, Mealhada e Ovar, entre outros!


 

Uma nova letra para "Amar Pelos Dois"!

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A minha filha tem aulas de dança e, como tal, estão a preparar um espetáculo para esta primavera.


Quando a professora lhe perguntou se gostava de escrever, e se podia fazer a letra para a música do Salvador Sobral, adaptada à história que querem contar, ela aceitou o desafio.


O resultado foi este:


 


Era uma vez


Um rapazinho


Que gostava de viajar


 


Girando o globo


ele imaginava


Que países queria visitar


 


Uma noite


Ele adormeceu


E sem dar por isso, começou a sonhar


Que a volta ao mundo era real


iria finalmente conhecer Portugal


 


Tantos povos


Ele viu dançar


Mas foi em Paris, que se foi apaixonar


Maria, era o seu nome


E para onde ia, ele a queria levar


 


O seu maior desejo


Era que ela


Não desaparecesse e continuasse junto a si


Mas ao despertar na manhã seguinte


Viu que tudo não tinha passado de um sonho.


 


 


E não é que já sei melhor esta letra, que a original!


Claro que ainda está sujeita a alterações e aprovação, mas eu gostei :)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Porque um blog também é isto

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Poder ajudar outras pessoas, poder partilhar experiências, trocar opiniões sobre algo.


Tenho escrito, desde que criei o blog, mais de 2000 textos.


Desses, há um em particular, publicado em 2012 que, ainda hoje, se mantém actual, e tem dado origem a diversos contactos, de diferentes leitores.


O post em causa é referente à Púrpura de Henoch Schönlein, uma doença ainda desconhecida da maioria das pessoas, tal como o era para mim, em 2012, ano em que a minha filha foi internada com essa doença e que, durante cerca de dois meses, virou as nossas vidas de pernas para o ar, e da qual só teve alta definitiva dois anos depois.


É um post com quase 6 anos, que já está lá muito para trás, no arquivo das publicações, mas ainda há dias recebi um email de uma mãe a querer saber mais, porque a sua filha tinha sido diagnosticada com esta doença.


Não é que eu possa ajudar muito, porque não haverá ninguém melhor que os médicos para informar e esclarecer dúvidas. 


A única coisa que posso fazer, é falar do caso da minha filha, que está longe de ser dos mais graves, porque não afectou o que mais poderia causar danos.


Mas, ainda assim, se com isso puder ajudar esses pais, já valeu a pena.


Porque um blog, mais do que para nós, é também para quem nos lê. E, para além das parvoíces, desabafos, reflexões, brincadeiras e tudo o mais, também é isto: partilha!


 


Aqui ficam os posts que escrevi sobre esta doença banal que atinge muitas crianças:


http://marta-omeucanto.blogs.sapo.pt/53896.html


http://marta-omeucanto.blogs.sapo.pt/53515.html?thread=1455115


http://marta-omeucanto.blogs.sapo.pt/60257.html


 

Formigueiro em casa?!

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Volta e meia, na minha casa, aparece formigas.


No início, até sabíamos a causa. Rebuçados ou chocolates que estavam por ali há meses, pacotes de açúcar esquecidos, qualquer coisa doce que as chamava. Costumam aparecer também em determinadas alturas do ano.


Em Janeiro, fizeram a primeira aparição anual. Na casa de banho! O que têm as formigas a procurar na casa de banho? Lá fui exterminando as "mulas", como eu lhes chamo.


Um dia, apareceram na cozinha: na bancada, em cima da mesa, na parede. Olhei para cima, e deparei-me com um carreiro de formigas a passear ao longo das quatro paredes.


Depois do típico ataque de nervos, lá coloquei mãos à obra, para acabar com elas. Deixámos de colocar algumas coisas em cima da mesa, por prevenção. Fomos vigiando.


Passaram-se semanas e, à partida, a crise estava extinta. Até comentei com a minha filha que parecia que as formigas nos tinham dado tréguas. Mais valia estar calada!


No dia seguinte, levanto-me, e a primeira coisa que vejo na cozinha são formigas, na bancada, onde tinha ficado uma caneca e um prato do dia anterior, por lavar. E lá tive eu que intentar mais um "formigicídio". Missão cumprida! Mal sabia eu para o que ainda estaria guardada.


À tarde, vou abrir uma gaveta para tirar uma tampa, e deparo-me com um formigueiro lá dentro. Eram tantas, mas tantas, que as tampas, de metal prateado, estavam quase pretas.


E volto a colocar a mesma questão? O que procuram as formigas numa gaveta?


Tive que retirar a gaveta, a única ocupada pelas "mulas", levá-la para a rua e sacudir as ditas para o chão. Depois, lavar a gaveta, lavar tudo o que estava lá dentro, colocar spray na chaminé (por onde suponho que tenham descido) e tentar não entrar em parafuso, com formigas a subirem-me pelos braços durante todo o processo!


Acho que, por enquanto, está tudo sob controlo. Mas é melhor não falar muito!


 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

#SemDramas, de Inês Marques

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O que faz parte do mundo dos adolescentes?


Escola - professores porreiros e outros que querem ver pelas costas, o stress das notas, os colegas com quem simpatizam, os que ignoram e os outros pelos quais são ignorados.


Amigos - sejam rapazes ou raparigas, há-os bons e maus, traidores, cuscos, os que só nos querem tramar, ou que nos apoiam nos piores momentos, os que mentem e os que são sinceros. Os que são amigos até as conveniências os tornarem inimigos, e os que permanecem.


Rapazes - aqueles que acham giros, convencidos, mulherengos, ou os atadinhos, cromos, crânios da turma. Os desportistas, com belos músculos, ou os lingrinhas. Os atrevidos e os românticos. Os parvos, e os que já têm outra maturidade. Os que são estúpidos por natureza, e os que se fingem bonzinhos, mas acabam por ser iguais ou piores. 


Família - aquela que nunca os compreende, que tem sempre lições de moral para dar, que sabe sempre o que é melhor para os filhos, que está sempre pronta a aplicar os merecidos castigos pelas asneiras que os filhos fazem, que não sabe o que há-de dizer ou fazer, para ajudar quando os filhos mais precisam. E onde se incluem, obviamente, as típicas discussões e rivalidades entre irmãos, seja em idades próximas ou com grande diferença de anos entre eles.


 


Quais são as grandes pressões a que estão sujeitos?


Namorar, ou melhor, curtir, andar com alguém - porque é tão importante que os adolescentes tenham, obrigatoriamente, que gostar de alguém ou ter uma relação amorosa? Porque é que os que não pertencem a esse grupo são tão ostracizados pelos restantes colegas, postos de parte, considerados insignificantes ou fora de moda? E porque é que, quem ainda não tem uma relação, quando todos os seus amigos já, se vê na "obrigação" de fazer o mesmo, e sente uma enorme pressão para passar para o lado dos comprometidos?


Porque isso fará com que os aceitem de volta no grupo. Porque já terão os mesmos temas de conversa e evitam-se aquelas frases que magoam do género "tu não sabes o que é" ou "não podes imaginar porque nunca tiveste ninguém". 


 


Ter notas razoáveis na escola - para que os pais se continuem a preocupar com a vidinha deles, e não centrem as suas atenções no que de errado se estará a passar com os filhos. E conciliar o estudo com as saídas com amigos e/ou namorados, sem restrições ou castigos. Afinal,se se portarem bem e tudo correr dentro dos parametros que os pais definiram, todos ficam satisfeitos.


 


Satisfazer os desejos pessoais dos pais, no que respeita ao futuro profissional - os pais tendem a querer que os filhos sigam aquilo que eles seguiram,ou que queriam ter seguido e não conseguiram, ou aquilo que os outros filhos ou familiares também seguiram, e que acham que é o melhor, sem ponderar por um minuto que seja os próprios desejos dos filhos. E estes, por pura vontade de contrariar, ou porque já tinham outra ideia definida, tendem sempre a escolher tudo menos aquilo que os pais projectaram.


 


Quais são os principais dramas da adolescência?


Ninguém me compreende


A minha amiga é uma cabra/ O meu amigo é um traidor


Ele(a) não gosta de mim


Não o(a) quero perder


Fui trocado(a) por outro(a)


Ninguém repara em mim


Não sou bonito(a)


Os meus pais não me dão liberdade


Preciso de espaço


 


Como viver a adolescência #semdramas?


Os dramas fazem parte da adolescência! Mas aprendemos a viver com eles, e a ultrapassá-los! E mais tarde, havemos de nos rir das parvoíces que fizemos, dissemos e pensámos! 


 


 


De tudo isto - amizades, paixões, ciúmes, intrigas, problemas familiares e escolares, e muitos dramas - fala este livro de Inês Marques.


Consigo identificar muitos adolescentes nesta obra, contudo, penso que a autora, não sei se baseada em factos reais ou se por mera imaginação, acabou por exagerar um pouco em alguns acontecimentos, o que penso que não seria necessário, e acaba por extrapolar um pouco o quotidiano habitual da maioria dos adolescentes.


De qualquer forma, é um bom livro para quem quiser entrar no mundo da adolescência, para compreender melhor o que vivem os seus filhos nesta fase.


 


Sinopse:



"Sou uma adolescente. Como tu, provavelmente. Os meus avós nem se lembram do meu nome, a minha irmã trocou-me por meia dúzia de pincéis e passo os dias a lidar com dramas amorosos que nem sequer são meus. Não passo da rapariga com os seus All Stars velhos que se encosta a um canto da escola com o seu croissant matinal e deseja diariamente por dois segundos estar na pele das raparigas cujos nomes toda a gente sabe. Ele? Vai haver momentos em que vou pensar tanto no nome dele que já nem sequer vai fazer sentido dentro da minha cabeça. Eu? Nunca poderia imaginar que dali a 2 meses, o nome não seria o único detalhe sobre mim que todos ficariam a saber."



 


Autor: Inês Marques


Data de publicação: Dezembro de 2017


Número de páginas: 586


ISBN: 978-989-52-1234-7


Colecção: Viagens na Ficção


Género: Ficção


Idioma: Pt


 


Com o apoio de:



 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Passageiros - o filme

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Estava à espera de algo totalmente diferente.


Não desgostei, mas também não foi nada que já não tivesse visto noutros filmes, e melhor aproveitado, que neste.


Nesta nave espacial viajam 5000 passageiros, que deixaram o planeta Terra pelos mais variados motivos, para habitar um novo mundo à sua espera, no espaço. Alguns, compraram bilhete só de ida. Outros, tencionam voltar novamente à Terra, muitos anos mais tarde.


Para completar a viagem, no momento em que o filme se inicia, ainda faltam 90 anos.


É nessa altura que um meteoro choca com a nave, provocando alguns estragos, e avariando as cápsulas de hibernação.


A minha primeira dedução errada (criada pela própria sinopse do filme) era a de que ambos os passageiros tinham acordado, acidentalmente, antes do tempo. Não foi esse o caso, pelo menos de um deles.


 


E chega, dessa forma, a primeira questão?


Quando nos vemos na possibilidade de passar toda a nossa vida sozinhos numa nave espacial, sem qualquer outro humano com quem conversar, conviver, criar relações ou laços de qualquer espécie, mas temos o poder de colocar outros passageiros na mesma condição que nós, o que faríamos?


Usaríamos esse poder para acordar outros passageiros e ter alguma companhia, sabendo que, com isso, destruiríamos as suas vidas e os seus sonhos? 


Seria justo? Seria ético? Seria legítimo?


Penso que, no lugar da personagem, também eu ficaria louca perante a possibilidade de viver o resto da minha vida entre máquinas, estrelas e vazio, tendo por única companhia, aproximada de humano, um barman robot. E o meu egoísmo levaria a que não quisesse passar por isso sozinha, acordando outros passageiros propositadamente.


Por outro lado, se eu fosse um desses passageiros acordados intencionalmente, por motivos tão egoístas que não tinham tido em conta aquilo que eu tinha planeado para a minha vida, e que me fariam morrer sem ter concretizado o que sonhara, ficava como ficou a outra personagem - à beira de um ataque de nervos, revoltada, com vontade de dar cabo de pessoa que se achou no direito de decidir a minha vida por mim.


Porque é que, como diz o barman, quando alguém se está a afogar, tem que se agarrar sempre a outro e levá-lo ao fundo com ele?


 


E isto leva a outra questão?


O que levou aquelas personagens a deixar a sua vida na Terra, para lhe dar continuidade num outro planeta, longe da família e amigos? Será que estavam, na Terra, tão sozinhos como agora, ali na nave espacial? Não haveria nada que os prendesse?


É que, mesmo com bilhete de ida e volta, quando regressassem à Terra, todos os que conheciam teriam morrido. O próprio planeta estaria totalmente diferente.


Para mim, seria uma aventura impensável!


 


O ser humano nunca está plenamente satisfeito?


A determinado momento, o barman conversa com Jim e diz-lhe que o ser humano nunca está plenamente satisfeito com o que tem e com o lugar onde está, como já dizia a música do António Variações "só estou bem, aonde não estou, porque eu só quero ir aonde eu não vou...", e que de tanto querer estar noutro sítio e noutra vida, nunca chega a aproveitar aquilo e aquela que tem no momento.


Mas será possível aproveitar uma vida a comer, dormir, praticar desporto, dançar, ir a um bar, nadar, e por aí fora, totalmente sozinho ou, neste caso, a dois, em pleno espaço, sabendo que não haverá nada mais além disso?


 


O que não gostei muito:


A primeira parte do filme foi muito monótona, com apenas uma personagem. Depois, com duas personagens, começamos a assistir a um romance, que praticamente o leva a desistir de perceber o que aconteceu, porque estão acordados antes do tempo, e como conseguirão reverter a situação. Diria até que estão conformados e preparados para uma vida inteira ali.


E, nesse aspecto, tive pena que não tivessem feito a Aurora engravidar! Como seria ter um filho no espaço? Criá-lo e vê-lo crescer dentro de um nave? Poderiam, dessa forma, que um seu descendente ainda pudesse aterrar no novo planeta. Mas não. Nada de filhos.


 


No momento em que percebi que a nave estava com problemas, tive esperança que mais alguns passageiros fossem despertados, mas também isso não aconteceu, à excepção do chefe da nave, que tão depressa apareceu, como logo morreu, deixando a acção voltar a centrar-se no casal.


 


O próprio problema da nave, que poderá levar à sua explosão, matando toda a tripulação e passageiros a bordo, não passou de um cliché, em que uma das personagens se vê obrigada a sacrificar a sua vida, para bem de todos os outros, deixando a outra personagem a sofrer um grande desgosto de amor, caso não a consiga salvar.


 


Deveriam ter havido mais incidentes logo de início, mais perigos, mais sobrevivência, e menos descontração.


 


Quanto à decisão final:


Não estou contra, nem a favor. 


Havendo a possibilidade de uma das personagens voltar a hibernar e acordar no futuro, que era o seu objectivo, fará mais sentido aproveitar essa oportunidade, ou viver o presente? Fará mais sentido voltar a ser egoísta, ou tentar remediar o mal causado? 


Será justo condenar porque a personagem decidiu ficar e abdicar dessa possibilidade? Ou mais justo condenar se tivesse deixado a outra sozinha?


E que garante que, ao longo de décadas, uma deles não mudará de ideias?


 


 

Quando a ajuda tem o efeito inverso

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Por vezes, as pessoas têm tendência a querer ajudar ou outros, sem saber exactamente a realidade da situação em questão, sem estar envolvida na mesma.


Essa ajuda traduz-se, quase sempre, por fazer o contrário daquilo que os outros fazem e que, supostamente, está a ser prejudicial a quem queremos ajudar.


Como se quisessem libertar essa pessoa, dar-lhe a liberdade, autonomia e confiança que os outros não depositam nela, limitando-a.


E se as coisas até começam a correr bem, acham-se os maiores, porque souberam lidar com tudo, sem stress, levando-as a acreditar que tudo o resto era desnecessário.


Mas esse é, muitas vezes, o grande erro porque, quando menos esperarem, a situação que provocaram pode fugir do controlo, e as consequências ser catastróficas. E, aí, onde fica a valentia, a arrogância do "afinal eu é que sei"?


Nessa altura, o pensamento muda para "afinal, não sei assim tão bem lidar com isto" ou "afinal, talvez os outros não estivessem tão errados".


Se é verdade que, por vezes, pode ser benéfico ouvir conselhos ou opiniões de pessoas que não estão por dentro das situações, e as coisas até resultam positivamente, também é verdade que, noutras circunstâncias, podem trazer uma melhoria de pouca duração,que acabará por descambar e piorar a situação.


É muito fácil formar juízos de valor e emitir opiniões. Mas quem opta por ficar do lado de fora nunca conhecerá, a 100%, aquilo que se passa no interior.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Que resposta se dá a isto?

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Não vale a pena arranjar discussões ou debater com pessoas cuja mentalidade está tão vincada, que nunca mudará. Perdemos o nosso tempo, a nossa energia, e ficamos na mesma. Cada um com a sua opinião.


No entanto, chega a um ponto em que, de tanto ouvir disparates, algum dia a nossa faceta de indiferentes, surdos, tolerantes, compreensivos para com a idade das pessoas e forma como foram criadas, é empurrada para o lado, para deixar passar aquela que nos leva a dizer o que realmente pensamos!


 


Ontem, em conversa com uma senhora, queixava-se ela da cadela do vizinho, que ladra todo o dia, e que o dono não a sabe educar. 


Ao que respondi que é a forma como a cadela comunica, é a fala dela.


 


"Ah e tal, eu sei que é a fala dela, mas tudo tem limites. A cadela leva o dia todo a ladrar. Tem que ser educada para não o fazer."


E eu voltei à carga: "Então, isso é a mesma coisa que estar a dizer que as pessoas têm que passar a vida caladas."


"Ai, mas é que uma pessoa chega ao fim do dia com a cabeça em água. Era dar-lhe uma verdascada, sempre que ladra, para a educar."


 


Então e você acha bem bater nos animais? Não é assim que se educa um animal. Sabe porque é que ela ladra? Porque está ali o dia inteiro presa, não a levam a passear, não lhe dão uma festa, não lhe dão atenção, um mimo que seja. E depois, vê os gatos andarem por aí à solta e também quer. Se a tratassem de outra forma, já não ladrava assim. Lá concordou e a mudou de assunto para a cadela que faleceu.


 


"Ah e tal, o dono fartou-se de gastar dinheiro com ela no veterinário"


E lá me saltou a tampa mais uma vez: "Pois, é pena é que tenha gasto tanto dinheiro em veterinário, e tão pouco em amor e atenção. A cadela andava sempre aí sozinha, quase abandonada.


"Ah, mas olha que ele arranjou uma cama para ela, para ela dormir na garagem. Era lá que ela ficava de noite. De dia vinha para a rua porque queria, não estava habituada a ficar presa. E olha que ele até fez uma campa para ela."


 


Pois, claro! Não vale a pena bater na mesma tecla que a música que dali sai é a mesma.


Que resposta vai uma pessoa dar a isto?


Acho que, mais do que os animais, eram as pessoas que deveriam ser educadas! 


 

Sugestões para o fim de semana


 


(clicar na imagem) 


 


Fevereiro chegou com as melhores sugestões para o seu primeiro fim de semana:


Para quem gosta de animais, está aí o Pet Festival
Mas se preferem algo mais doce, O Chocolate em Lisboa é o ideal
Na música, Sangre Ibérico e Stomp prometem bons espetáculos


Para saber mais, espreitem a edição desta semana, da rubrica Fora de Casa!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O novo centro de saúde da vila está agoirado

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E as culpadas somos nós, eu e a minha filha, que todos os dias por ali passamos e assistimos à sua construção de raiz e, à falta de melhor entretimento para os 10 minutos de caminhada, nos pomos a analisar a obra, de uma perspectiva muito sinistra, quase argumento para filme de terror!


 


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A primeira coisa que salta à vista é o "precipício da morte". A determinada altura, o terreno onde se vai situar o centro de saúde sofre um corte abrupto em altitude, sendo que imediatamente em baixo existem árvores e um riacho que por ali corre. Há sempre a hipótese de enforcamento ou afogamento, ou a simples queda de um primeiro andar.


 


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A essa vala, que faz lembrar as trincheiras da guerra onde os soldados se abrigavam para se proteger e, ao mesmo tempo, facilitar o ataque ao inimigo, tal como nos recordou as valas comuns, onde os cadáveres eram enterrados em massa, chamámos de "vala dos mortos".


 


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Depois, há a "varanda do suicídio", nome dado pela minha filha a uma zona que mais parecia uma varanda do que a entrada para o centro.


 


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Do lado de fora, junto uma parte da construção, vimos uma enorme saca branca, atada, a que apelidámos de "saco dos mortos".


 


O próprio centro de saúde ficará a pouca distância do cemitério local.


 


Ainda não conseguimos visualizar o edifício, tal como aparece na fotografia. Não se consegue distinguir onde será a entrada, e como irão os carros para lá, com tão pouco espaço de terreno, até à dita vala. Também a rotunda não sabemos se ficará em pleno riacho, ou do lado inverso.


Mas conseguimos visualizar os utentes a serem assombrados por espiritos malignos, que os levarão a cometer loucuras!


E, a determinado ponto, de tanto que já agoirámos o centro de saúde, até ficamos com receio de lá entrar, não vá o diabo tecê-las!


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!