
Hoje de manhã fui levar a minha filha à escola. Não chovia muito.
Como ainda tinha tempo, voltei a casa, em vez de seguir directamente para o trabalho. Ainda em casa, vejo um relâmpago. Mau sinal. Oiço o trovão ao longe.
Quando voltei a sair, chovia a potes. Fiz uma paragem na casa da minha mãe, para deixar algumas coisas, e ver se a chuva acalmava.
De repente, outro relâmpago. E mais dois de seguida. "Estou feita!", pensei.

Quem me conhece, sabe que sempre andei na rua a trovejar e nunca tive medo.
Até que, em 2011, por esta altura, apanhei um susto tão grande que me deixou traumatizada. Precisamente quando estava a ir, de manhã, para o trabalho.
Estava a chover e trovejar. Eu tinha andado meia dúzia de metros quando, de repente, ficou tudo branco à minha volta e, quase simultaneamente, um estrondoso trovão pareceu deitar tudo abaixo.
Só me lembro de ter pensado que tinha morrido ali mesmo "Já fui"! Fiquei em estado de choque!
Desatei a chorar no meio da rua. Consegui ligar para o meu marido e ir falando com ele, enquanto caminhava até ao trabalho. Fui acalmando, embora algum tempo depois ainda tremesse.
A partir desse dia, sempre que tenho que andar na rua com trovoada, entro em pânico. Cada relâmpago, cada salto!
Mas como não tinha outro remédio senão vir trabalhar, lá me fiz ao caminho, aproveitando que a chuva era mais fraca. Foram 15 minutos a modos que a "suster a respiração", até finalmente chegar ao destino, momento em que pude respirar de alívio, são e salva!
É daqueles medos que tenho desde a infância e que não passaram com a idade adulta. Nessas alturas só sinto bem em casa...
ResponderEliminarEu sinto-me menos mal em casa, mas não de todo protegida.
ResponderEliminarLembro-me que em miúda, os meus pais iam logo desligar os aparelhos das tomadas quando trovejava.
Uma vez, adolescente, andava com as minhas amigas e começou a chover e trovejar. Abrigá-mo-nos debaixo de um telheiro do antigo liceu. Quando contei à minha mãe, ia tendo um ataque porque havia ali um pára raios!
Depois do meu susto, e de saber de pessoas cujas casas foram atingidas por raios, nem em casa me sinto segura.
Foi também na minha infância /adolescência que um grupo de mulheres que trabalhava no campo se abrigaram debaixo de um sobreiro e um raio atingiu mortalmente uma, que no momento estava a rezar.
ResponderEliminarUma das mulheres é da minha família e imagina o trauma...
Enfim