quarta-feira, 27 de junho de 2018

Momento insólito na farmácia

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Sou chamada, e dirijo-me ao balcão.


Entrego o meu telemóvel à funcionária para que veja os dados da receita.


 


 


Funcionária: Quer genéricos, ou de marca?


Eu: Pode ser genéricos.


Funcionária: Olhe, deste não dá, porque não há. E deste também não. Tem que levar os de marca.


Eu: Ok, não há problema.


 


 


A funcionária passa o leitor pelas embalagens. Faz algo que eu não percebi, e pede desculpa.


Funcionária: Peço desculpa, isto não era para si. É que estava a passar as caixas e não estava a registar nada.


Eu: Não se preocupe.


Funcionária: Tem 50 pontos no cartão, quer descontar 2 euros, ou continuar a acumular?


Eu: Pode descontar já.


Funcionária (passado uns segundos): Olhe, enganei-me aqui, e agora não dá para descontar. Tem que ficar para a próxima.


Eu: Está bem, não há problema.


 


 


A receita ia em nome da minha filha. A funcionária retira a factura e pergunta-me:


Funcionária: A factura vai no seu nome?


Eu: É melhor ficar em nome da minha filha.


Funcionária: Então vou fazer nova factura.


Eu: Mas veja lá, se não der jeito, deixe ficar assim.


Funcionária: Não. Eu fecho já a factura e corrijo.


 


 


Pede-me, então, o nome da minha filha.


Dou-lhe o primeiro e o último.


Funcionária: É melhor dar-me 3 nomes, para não se confundir com outras pessoas.


Assim fiz.


Pergunta-me o número de contribuinte.


Digo-lhe uma vez.


Estava mal.


Repito uma segunda vez.


Não percebeu.


Repito uma terceira vez. Confirmo que está correcto.


Funcionária: O número que me deu está a dar erro. 


Dou-lhe o cartão para a mão.


Funcionária: Ah, pus um espaço entre dois números, por isso é que não estava a dar.


 


 


Pelo meio, queixa-se do cansaço, do barulho, e desculpa-se pela distracção.


Finalmente, entrega-me o saco com os medicamentos, a factura e o troco.


Vou a meio, quando percebo que falta dinheiro. Volto para trás.


 


 


Eu: Olhe, peço desculpa mas penso que se enganou no troco.


Funcionária: Quanto é que lhe dei?


Eu: Deu-me noventa cêntimos, tinha que me dar um euro, faltam 10 cêntimos.


A funcionária pega nas moedas que me deu, faz contas de cabeça, guarda as moedas e dá-me uma de 1 euro. Pede mais uma vez desculpa pela confusão.


 


 


Já eu, rezo para não voltar lá tão cedo! Perdi mais tempo ali, que a minha filha a ser vista pela médica!

12 comentários:

  1. Boa tarde. Ás vezes acontecem nos episódios desses. E é muito calma, porque existem pessoas que provavelmente começavam a stressar, como já tenho visto. Um bom dia.

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  2. Que paciência que temos que ter. E muita calma também. Esse dia não era "dia" dessa pessoa.

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  3. Infelizmente, há dias assim. E o trabalho de balcão, sobretudo em certos dias, não deve ser nada fácil. Então quando o dia começa com alguém a embirrar ...

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  4. Realmente que chatice. Pelo menos não disse que a culpa era do computador...

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  5. É verdade. Nem para quem está do lado de lá, nem para quem está no de cá.

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  6. Sim, até mesmo aqui no meu trabalho, quando começa uma coisa a correr mal, começa tudo a corre mal por arrasto.

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  7. Já tive alguns episódios com esta funcionária. Estou sempre à espera que não me calhe na rifa!

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  8. Ninguém gosta de ser atendido por ela.
    Uma vez, a médica tinha receitado um medicamento e indicado a dosagem, e ela queria contrariar as indicações do médico.
    Também foi com ela que o meu cartão multibanco ficou uma vez na farmácia!

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