Sou chamada, e dirijo-me ao balcão.
Entrego o meu telemóvel à funcionária para que veja os dados da receita.
Funcionária: Quer genéricos, ou de marca?
Eu: Pode ser genéricos.
Funcionária: Olhe, deste não dá, porque não há. E deste também não. Tem que levar os de marca.
Eu: Ok, não há problema.
A funcionária passa o leitor pelas embalagens. Faz algo que eu não percebi, e pede desculpa.
Funcionária: Peço desculpa, isto não era para si. É que estava a passar as caixas e não estava a registar nada.
Eu: Não se preocupe.
Funcionária: Tem 50 pontos no cartão, quer descontar 2 euros, ou continuar a acumular?
Eu: Pode descontar já.
Funcionária (passado uns segundos): Olhe, enganei-me aqui, e agora não dá para descontar. Tem que ficar para a próxima.
Eu: Está bem, não há problema.
A receita ia em nome da minha filha. A funcionária retira a factura e pergunta-me:
Funcionária: A factura vai no seu nome?
Eu: É melhor ficar em nome da minha filha.
Funcionária: Então vou fazer nova factura.
Eu: Mas veja lá, se não der jeito, deixe ficar assim.
Funcionária: Não. Eu fecho já a factura e corrijo.
Pede-me, então, o nome da minha filha.
Dou-lhe o primeiro e o último.
Funcionária: É melhor dar-me 3 nomes, para não se confundir com outras pessoas.
Assim fiz.
Pergunta-me o número de contribuinte.
Digo-lhe uma vez.
Estava mal.
Repito uma segunda vez.
Não percebeu.
Repito uma terceira vez. Confirmo que está correcto.
Funcionária: O número que me deu está a dar erro.
Dou-lhe o cartão para a mão.
Funcionária: Ah, pus um espaço entre dois números, por isso é que não estava a dar.
Pelo meio, queixa-se do cansaço, do barulho, e desculpa-se pela distracção.
Finalmente, entrega-me o saco com os medicamentos, a factura e o troco.
Vou a meio, quando percebo que falta dinheiro. Volto para trás.
Eu: Olhe, peço desculpa mas penso que se enganou no troco.
Funcionária: Quanto é que lhe dei?
Eu: Deu-me noventa cêntimos, tinha que me dar um euro, faltam 10 cêntimos.
A funcionária pega nas moedas que me deu, faz contas de cabeça, guarda as moedas e dá-me uma de 1 euro. Pede mais uma vez desculpa pela confusão.
Já eu, rezo para não voltar lá tão cedo! Perdi mais tempo ali, que a minha filha a ser vista pela médica!
Nem todos os dias são bons....
ResponderEliminarBoa tarde. Ás vezes acontecem nos episódios desses. E é muito calma, porque existem pessoas que provavelmente começavam a stressar, como já tenho visto. Um bom dia.
ResponderEliminarQue paciência que temos que ter. E muita calma também. Esse dia não era "dia" dessa pessoa.
ResponderEliminarInfelizmente, há dias assim. E o trabalho de balcão, sobretudo em certos dias, não deve ser nada fácil. Então quando o dia começa com alguém a embirrar ...
ResponderEliminarQuanta incompetência junta...
ResponderEliminarRealmente que chatice. Pelo menos não disse que a culpa era do computador...
ResponderEliminarÉ verdade. Nem para quem está do lado de lá, nem para quem está no de cá.
ResponderEliminarÉ o hábito!
ResponderEliminarRaramente os dias são dias dessa pessoa :)
ResponderEliminarSim, até mesmo aqui no meu trabalho, quando começa uma coisa a correr mal, começa tudo a corre mal por arrasto.
ResponderEliminarJá tive alguns episódios com esta funcionária. Estou sempre à espera que não me calhe na rifa!
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ResponderEliminarNinguém gosta de ser atendido por ela.
Uma vez, a médica tinha receitado um medicamento e indicado a dosagem, e ela queria contrariar as indicações do médico.
Também foi com ela que o meu cartão multibanco ficou uma vez na farmácia!