terça-feira, 13 de novembro de 2018

Quem sou eu?

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Sabem aquelas alturas em que determinadas situações nos incomodam, e determinadas pessoas nos dão nervos, e gostaríamos de lhes dizer que não estão a perceber nada, nem a agir da melhor forma, e que deveriam mudar a sua atitude, para as coisas resultarem?


 


Aquelas alturas em que temos todo um discurso preparado, com imensos conselhos e opiniões sobre a questão, baseados naquilo que fomos observando e lidando com?


Em que consideramos que agir da forma que recomendamos traria muito mais felicidade a todos?


 


Há momentos em que isso me acontece.


Em que bastava uma dessas pessoas me perguntar, e eu desfilaria toda a minha análise à questão, e a forma como julgo que os outros deveriam agir.


 


A intenção é boa. Mas de boas intenções, está o inferno cheio!


E ninguém me perguntou nada. Em momento algum foi pedida a minha opinião.


Por isso, calo-me, e calo o meu subconsciente.


Além disso...


 


 


Quem sou eu para dizer o que quer que seja, para dar conselhos a quem quer que seja?


O que me leva a pensar que sei mais do que os outros, que posso ajudar mais que os outros, que tenho mais experiência que os outros?


Aquilo que eu tenho, para me basear, é apenas aquilo que me é dado a conhecer. Será suficiente, ou precisaria de conhecer o todo?


E essa aparente sabedoria para com as questões de terceiros, também funciona comigo e com os meus?


Ou, em casa de ferreiro, espeto de pau? Façam o que eu digo, mas não o que eu faço? 


 


 


Quem sou eu para, mesmo observando a realidade e, eventualmente, tendo razão, mostrar aos outros o quão enganados ou errados podem estar, sem que eles estejam disponíveis ou receptivos a esse abrir de olhos, e sem ferir susceptibilidades?


E se fosse ao contrário? Será que gostaria? Será que aceitaria? Ou pensaria o mesmo "quem é que pensa que é?".


Pois...


 


 


Quem sou eu?


Apenas mais um peão deste mundo, nem mais nem menos que ninguém, a tentar fazer o melhor que sabe, com o melhor (e o pior) que tem, na descoberta de que, por mais que queiramos ajudar quem nos é mais próximo, nem sempre temos o direito de nos intrometer na vida alheia sem permissão para tal.

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