quinta-feira, 28 de março de 2019

A confusão que uma informação mal dada pode gerar

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O meu senhorio andou em obras, para arrendar uma divisão desocupada que tinha a um novo inquilino.


Na altura dos trabalhos, falou-me que tinham que cortar uma parte do muro para colocar os contadores da luz na rua.


Noutro momento, disse-me que estava demorado porque teve que dividir o prédio nas finanças, e que entretanto a morada ia mudar porque, no sítio onde os contadores iam ficar, já era outro arruamento.


Isto, dito assim por alto, sem nada em concreto.


 


 


Passaram-se vários meses.


Um dia, foi lá a casa, avisar que tínhamos que ser nós, como inquilinos, a pedir a alteração do contador do interior para o exterior, e que agora iam ser uns contadores novos, inteligentes, que enviavam a contagem automaticamente. Informou que tínhamos que ir à loja EDP que cá há. Que a EDP poderia achar que estávamos a "roubar" electricidade.


Fiquei renitente, porque não tinha mais informação nenhuma, e não sabia se era só lá chegar e dizer isso. 


Como não tenho tempo para andar em lojas, liguei para a EDP distribuição, e fiz o pedido de alteração de contador do interior para o exterior, como o senhorio tinha falado. Decansaram-me relativamente a multas, que não se colocavam nestes casos.


Entretanto, quando ele me perguntou se já tinha pedido a alteração, disse que sim, mas por telefone. Ficou danado, e a reclamar, que por telefone nunca mais faziam nada, e que devia ter ido à loja, porque na loja era de um dia para o outro, como aconteceu com ele e o novo inquilino.


 


 


Uns dias depois, veio fazer um "ultimato" - tinha que ir na segunda-feira seguinte, sem falta, à loja, porque senão, se fosse lá uma fiscalização, pagava ele uma multa, o electricista também, e eu como inquilina.


Nesse mesmo dia, depois de lhe ter dito que o pedido estava feito, e que teria que aguardar o prazo que me tinham dado, quando cheguei das compras, tinha o electricista à porta. 


Também ele a bater na tecla que tinha que arranjar forma de ir à loja, que me desenrascasse, que perdesse 5 minutos de que maneira fosse, para não haver problemas e pagar multas. E que por telefone não fazem nada. Pedi-lhe para me explicar exactamente o que queria. Primeiro era alteração, depois falava em substituição, não nos estávamos a entender. E o tom de ameaça, a querer mandar na minha vida, só para fazer o que queria, deixou-me com a pulga atrás da orelha, de que talvez tivesse feito alguma coisa que não devia, e agora estava com medo.


 


 


Para não ter mais problemas, e não fazerem dessa mudança, ou seja lá o que raio for, uma perseguição diária, fui à loja. Como eu esperava, com as poucas informações que tinha, não podiam ajudar. Para determinado tipo de situação, tinha que ser o senhorio ou o próprio electricista. Para outras, podia ser eu, mas não era assim tão rápido. Às tantas, liguei para o electricista, e passei o telemóvel à funcionária, para ele explicar o que pretendia.


A funcionária, depois de desligar, esteve a pesquisar. Ele dizia que havia uma ordem de serviço. Ela dizia que não havia nenhuma. Acabou por me dizer para esperar que a EDP me contactasse, e não ligasse ao que os outros diziam.


Mais tarde, aqui perto do meu trabalho, lá veio o electricista ter comigo novamente, para saber se já tinha novidades. Disse-lhe que tinha que esperar, que foi o que disseram na loja.


 


 


Esta semana voltei à loja. Não se lembravam já do assunto, e voltaram a não saber responder, e que se o electricista ou o senhorio tivessem dúvidas, para irem lá eles.


Voltei a ligar para a EDP Distribuição. O meu pedido telefónico estava na mesma, mas iam colocar uma nota, porque já tinha passado muito tempo.


E explicou-me então que, o que eu pedi, é apenas para tirar o contador que está em casa, e colocá-lo na rua. Nada mais.


Para ter um contador novo, só esperando por uma carta da EDP, a avisar que a própria vai fazer a substituição (e naquele local não é o caso ainda), ou posso pedir à EDP comercial um contador novo, e depois alguém irá entrar em contacto, se der para fazê-lo.


De qualquer forma, como já tenho um pedido feito, pode ser que, quando lá forem, entendam colocar o novo, e para aguardar.


Os casos do meu senhorio e do inquilino foram mais rápidos, mas por outras situações que naa têm a ver com o meu caso.


Quanto às multas, só se o selo do contador foi quebrado sem autorização, já que é algo que só a EDP pode fazer ou, fazendo-o o electricista, ele tem que emitir uma declaração, para eu apresentar. Pediu-me para ver o contador e, se achar que algo não está bem, ligar para lá e enviam um técnico.


 


 


Já podem perceber a confusão, stress e perda de tempo que esta informação mal dada gerou. Não teria sido mais simples se tivesse explicado ao certo o que era para pedir? 


 


 


E a história da alteração da morada é outra que ainda vai gerar confusão. Um dia, cheguei a casa e deparei-me com um número de polícia no muro. Ninguém me avisou nem disse nada sobre o assunto. Deduzo que, daqui em diante, terei que alterar a morada, para aquela que suponho ser a nova. 


Mas, como ninguém ainda me disse nada, até estou com receio de o fazer, e não receber a correspondência. 


 


 


Parece que, por vezes, as pessoas falam demais sobre aquilo que não interessa, e têm medo de explicar o que realmente é importante, economizando nas palavras, e gerando dúvidas que não ajudam ninguém.


 

quarta-feira, 27 de março de 2019

Quando as obras provocam o caos até para quem anda a pé

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Aqui na zona onde moro estão a construir um novo hospital.


Essa construção fica ao lado da estrada que dá acesso a todas as escolas. 


Nos últimos tempos, por conta das obras, destruíram um dos passeios dessa estrada. No outro, mesmo encostado ao local da obra, andam escavadoras, e parte do passeio também destruído, o que nos obriga a ir pela estrada.


Por outro lado, todas essas máquinas acabam por condicionar o trânsito que, numa situação normal, já não é fácil.


Todos os dias têm que passar ali vários estudantes, sem qualquer segurança ou condições, sujeitos a ser apanhados por algumas das escavadoras ou, fugindo delas, pelos veículos que por ali circulem.


 


 


Como se não bastasse, destruíram também o estacionamento, ao final da estrada, e estão a fazer escavações de um lado e outro, provocando constrangimentos.


Além dessa obra, estão também a fazer outra, numa outra rua.


 


 


Por conta de tudo isto, tinham primeiro cortado um acesso. Há dois dias, deparámo-nos com uma das ruas cortadas ao trânsito. 


Então, o que acontece é que na rua paralela, está o trânsito proibido para quem sobe, sendo que era por esse acesso, ou por essa rua, que circulavam. Como todos estão agora interditos, e não há qualquer informação sobre desvios ou alternativas, os condutores não fazem a mínima ideia do que fazer, ou por onde seguir.


Ontem, vi um a ir em sentido contrário, sujeito a vir outro de frente. Hoje, deparei-me com um congestionamento de veículos num espaço de 50 metros, que não resultaram em choque por mero acaso.


 


 


A continuar assim, boa coisa não irá resultar. Só espero que, no meio de toda esta confusão, ninguém saia ferido, nem prejudicado, por culpa de quem não pensa, e não tem o mínino de bom senso para levar a cabo este tipo de trabalhos ao acaso.


 

terça-feira, 26 de março de 2019

Miragem - o filme

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E se vivêssemos, ao mesmo tempo, em mundos paralelos que, a um determinado ponto da nossa vida, colidissem, e nos obrigassem a escolher uma das vidas, abdicando da outra?


E se a realidade que sempre conhecemos, não é a realidade? E se aquela vida que não é a nossa for, afinal, a nossa realidade?


 


 


Confusos?


 


 


Foi assim que Vera Roy se sentiu quando, de um momento para o outro, acorda numa vida que desconhece, como se estivesse no meio de um pesadelo.


De mulher casada com David, mãe de Gloria, enfermeira, e acabada de se mudar para aquela localidade, ela passa a ser médica, sem filhos, e quase ninguém da sua anterior vida a parece conhecer.


O seu marido está casado com outra mulher e não faz a mínima ideia de quem Vera é, a não ser que foi a pessoa que o operou. A sua filha também não existe. E a casa onde morava, afinal, não é a sua.


Sim, já todos vimos este “filme” antes.


 


 


Mas, para perceber melhor, há que recuar um pouco no tempo.


Há cerca de 25 anos, numa noite de tempestade, Nico, um miúdo, saiu de casa ao ouvir gritos na casa dos vizinhos, e foi ver o que se passava. Ao deparar-se com a vizinha morta no chão, e o assassino à sua frente, Nico foge. Na rua, é atropelado e morre.


Na actualidade, Vera e o marido mudam-se para a antiga casa de Nico. Lá, descobrem uma televisão antiga, uma câmara de vídeo, e cassetes com gravações do rapaz. Durante um jantar com amigos, ficam a saber da história de Nico.


Tudo isso poderia ser facilmente esquecido, não fosse o facto de aquela televisão parecer ter vida própria, e levar Vera, no tempo actual, a contactar com Nico, que permanece em 1989, tendo a hipótese de impedir que ele seja atropelado, avisando-o do perigo. Num noite de tempestade, igual à de anos atrás. Até que se ouve um raio, e depois, nada mais.


 


 


 


 


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Quando Vera acorda, não tem mais a sua vida de antes. Será um pesadelo? Terá sido atingida por algo durante a tempestade?


Desesperada, ao tentar entender o que se passou, porque ninguém a conhece, e porque não consegue recuperar a sua filha, que nunca existiu, Vera vai falar com a polícia, e submete-se a vários exames, que não acusam nada.


 


A única pessoa que parece disposta a ajudá-la a esclarecer o mistério, embora a situação seja extremamente mirabolante, é o inspector. Mas as buscas apenas a levam a crer que Nico não passará de uma personagem de um livro de ficção, e que estará completamente louca.


No entanto, poderá haver uma outra explicação, e uma leve esperança de recuperar a sua filha, numa luta contra o relógio, antes que a tempestade termine.


Só que, para isso, ela terá que fazer uma das escolhas mais difíceis da sua vida: de um lado, a vida que sempre conheceu, mas agora com a descoberta de muitas verdades que a mudarão para sempre; do outro, a vida da qual se começa a recordar de ter vivido, que lhe trará o amor, mas ficando a faltar uma peça fundamental, para ser completa.


E quando a única pessoa que a pode ajudar se recusa a fazê-lo a bem, Vera terá que arriscar tudo, e confiar no amor dessa pessoa, para lhe devolver o que lhe tirou, ainda que isso signifique perdê-la para sempre.


 


 


 


Opinião:


Confesso que, no lugar de Vera, teria, certamente, tomado a mesma decisão quanto à escolha possível a fazer.


No entanto, compreendo perfeitamente que a outra pessoa não queira abdicar do que levou uma vida inteira a conquistar.


De qualquer forma, toda esta situação tinha que ocorrer, para Vera conhecer a verdade sobre quem foi, quem é, e quem poderá vir a ser no futuro, para que os fantasmas do passado sejam libertados.


Apesar de alguma ficção científica à mistura, e de ter ficado um pouco escaldada com o último filme espanhol que vi, este surpreendeu-me bastante pela positiva.


E há uma descoberta que, logo no início, é-nos fácil de deduzir, embora todo o mistério só se revele no final. 

segunda-feira, 25 de março de 2019

Passes sociais: não chega uma boa medida, se tudo o resto não funciona

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Aqui na zona onde vivo, actualmente, um passe para Lisboa custa mais de 100 euros. Se a isso se juntar um horário condicionado, os atrasos que ocorrem quase diariamente, bem como outros transportes que seja necessário apanhar em conjugação com o autocarro, não incluídos no passe, é normal que a maioria das pessoas opte, muitas vezes, por gastar um pouco mais, e levar o seu carro.


É o que tem feito o meu marido.


 


 


Com esta nova medida, de alteração aos valores dos passes sociais, para valores que baixam em mais de metade do valor actual, muitas dessas pessoas vão pensar duas vezes, e preferir deixar o carro em casa, porque a poupança é astronómica, podendo chegar aos 100 euros por pessoa. E é dinheiro que dá jeito.


É uma medida que há muito fazia falta, e que o meu marido tenciona aproveitar. Ainda mais porque, no caso dele, "rema contra a maré" do trânsito.


 


 


Mas, por vezes, não chega uma boa medida, se tudo o resto não funciona.


Se aumenta a procura e utilização dos passes sociais por centenas de pessoas, é necessário que haja transportes suficientes para satisfazer esse aumento, e as necessidades dos utilizadores, sendo necessário um aumento da frota, e uma maior oferta em termos de horários. Um autocarro que hoje leva 40 pessoas não pode, amanhã, levar 80. Ou não deveria...


E, como sabemos, ninguém gosta de se sentir como uma sardinha em lata, ainda mais do que já se sente.


No metro, onde nos dias que correm já é a confusão que é, imaginemos com o triplo das pessoas, todos a quererem apanhar o mesmo, sem ter que esperar pelo próximo, e a querer sair rapidamente, aos empurrões, numa espécie de "salve-se quem puder"?


O Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) prevê um apoio de 40%, para melhorar e aumentar a oferta, ou criar melhores condições no acesso à rede de transportes coletivos.


Quanto tempo demorará isto a ser feito? Será mesmo aplicado nessas medidas?


 


 


Por outro lado, as empresas de transportes não vão ficar a perder com esta medida.


Sabemos que o dito programa se traduz, igualmente, num apoio financeiro às autoridades de transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e das 21 comunidades intermunicipais (CIM), dos restantes 60%, aplicado na redução dos tarifários dos passes sociais.


No entanto, como sabemos, nem sempre essas verbas chegam atempadamente e, se as empresas começarem a ver que estão a dar um benefício do qual não têm retorno, poderão querer acabar com a medida, ou manifestar-se, com as consequências que, já sabemos, terão implicações nos utilizadores, que sofrerão pelos transtornos causados.


 


 


Por isso, se não forem asseguradas essas necessidades, vamos acabar por assistir ao efeito inverso, ao retrocesso.


Se não conseguem transporte a tempo e horas, se não existem condições de segurança e comodidade, se não existe oferta horária e maior número de transportes, se nem sempre podem contar com eles, então, as pessoas acabam por preferir levar o carro novamente.


E a medida, acaba por ir por água abaixo.


 


 


 


Imagem: olharesdelisboa


 

sexta-feira, 22 de março de 2019

A caminho do trabalho

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Avisto a Serra de Sintra de um lado. Do outro, o mar azul da Ericeira. E, po aqui mesmo, os primeiros sinais de que a Primavera já chegou e nos bateu à porta!


 

Sobre o filme da Netflix "O Teu Filho (Tu Hijo)"

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Estreou há pouco tempo, na Netflix, o filme "O Teu Filho", no original "Tu Hijo" e, pelo que li sobre o mesmo, fiquei curiosa.


Daquilo que vi, coloquei a mim mesma estas questões:


 


 


Até onde estamos dispostos a ir para vingar os nossos filhos?


Se alguém ataca, agride, magoa, atenta contra os nossos filhos, seja de que forma for, e percebermos que a justiça pouco faz para descobrir os culpados e condená-los, teremos nós a determinação para corrermos nós atrás deles? Para fazermos o trabalho de investigação que competiria a quem de direito? Para, se consideramos justo, fazer justiça pelas próprias mãos?


Não nos tornará essa vingança pelo que os monstros fizeram aos nossos filhos, em monstros também? Tão ou mais cruéis do que aqueles que queremos punir?


 


 


 


Até que ponto conhecemos mesmo os nossos filhos?


Podemos até achar que conhecemos bem os nossos filhos, mas isso não passa de uma mera ilusão. Ninguém conhece totalmente as pessoas com quem vive, com quem lida, com quem convive, que fazem parte da família, que são do seu próprio sangue, que consideram melhores amigos.


Das pessoas, inclusive dos nossos filhos, só conhecemos aquilo que elas nos mostram, que nos querem mostrar, que permitem que conheçamos.


Isso não significa que aquilo que pensamos não esteja certo, que não tenhamos razão na forma como os vemos e os caracterizamos.


Apenas quer dizer que não podemos estar cem por cento certos, e que poderá haver muito mais do que aquilo que julgamos, por detrás das pessoas com quem convivemos, que desconhecemos, e que vem à tona, quando menos esperando, como uma bomba prestes a explodir nas nossas mãos. 


 


 


 


O que estamos dispostos a fazer para proteger os nossos filhos?


Os nossos filhos são isso mesmo: nossos!


E, como pais, temos uma espécie de instinto, a par com o dever e obrigação de proteger os nossos de todos aqueles que lhes querem fazer mal ou, de alguma forma, predudicar.


Mas, o que estamos dispostos a fazer para tal? Vale tudo? Ou há limites?


E se eles, na verdade, não merecerem essa protecção? Seremos capazes de nos isentar da condição de pais, e agir de forma justa, não só para com os nossos, mas também para com os demais?


Ou o instinto de protecção fala mais alto, e faremos tudo o que for preciso para que a verdade permaneça enterrada tornando-nos, além de monstros, cúmplices de crueldades tão ou mais graves do que aquelas de que os nossos filhos foram vítimas. 


 


 


 


  


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A história:


"O Teu Filho" é um filme espanhol, sobre um homem decide fazer justiça pelas próprias mãos e livrar-se dos agressores, após o seu filho ter sido brutalmente espancado à porta de uma discoteca.

 

O doutor Jaime Jiménez é um respeitado cirurgião, que tem na sua esposa, e nos seus dois filhos, a família ideal. Entre os filhos, um casal, está um um adolescente de 17 anos, o orgulho do pai que, um dia, é agredido impiedosamente por quatro outros rapazes, ficando em estado vegetativo.

 

Ao ver a sua família a desintegrar-se perante a tragédia que se abateu sobre eles, e perante a falta de respostas por parte da polícia, que não consegue descobrir quem foram os responsáveis pela agressão, Jaime irá, por sua conta, fazer a sua própria investigação e, se for preciso, justiça com as próprias mãos.

 

 

 

 

Opinião:

 


Na verdade, não me pareceu que esta família tivesse sido, alguma vez, unida e ideal. Jaime parece um pai ausente, alienado, que vive para o trabalho e pouco liga aos filhos e à mulher. 

Diria, até, um pouco louco apesar de, aparentemente, excelente profissional. 

 

Há uma tentativa de abordagem da homossexualidade feminina, que parece não ser bem aceite por Jaime em relação à sua filha.

 

E mostra como, entre vítimas, agressores, e cúmplices ou testemunhas, se tentam encobrir ou salvar a própria pele, evitando falar sobre o assunto com terceiros, ou denunciar quem quer que seja.

 

 


 

Atenção:

 

Se, depois de lerem tudo o que escrevi, ficaram com a ideia de que parece ser um grande filme, e que vale a pena ver, desenganem-se. O filme é uma grande seca!

Em dias de muito sono (sobretudo visto à noite) pode levar quem o vir a adormecer logo no início. 

Dá vontade de andar para a frente em muitas partes, e não vemos a hora de chegar ao fim para acabar logo com aquilo.

Bom mesmo, só o final. E a reflexão que, eventualmente, ele leva a fazer por todos aqueles que têm filhos e poderão, um dia, estar numa situação semelhante.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Quando a velhice e a solidão andam de mãos dadas

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"Num hospital, após ter sido submetida a uma cirurgia e a recuperar, aparentemente, bem, uma paciente, ao ouvir os médicos dizerem que, a continuar assim, teria alta em breve, começou, subitamente, a queixar-se. 


Foram feitos novos exames, foram despistadas eventuais complicações, descartados novos problemas. Confrontada com a possibilidade de estar a inventar as queixas, para não sair do hospital, contou uma história sobre a filha, e como a sua determinação e ação contrária aos que os médicos diziam, tinha acabado por salvá-la, e permacer viva até hoje.


Mais tarde, quando investigada a sua história, por descargo de consciência, os médicos perceberam que não havia nada de errado a nível físico, mas apenas uma solidão enorme, por ter perdido a filha há muitos anos, e o marido mais recentemente."


 


 


Estar naquele hospital, poder conversar com os médicos, sentir-se acompanhada, e poder fantasiar sobre o que poderia ter sido a sua vida, tomando a fantasia como realidade, fez esta idosa preferir continuar lá internada, simulando sintomas e queixas, para não ter que voltar para a solidão e tristeza da sua vida, e da sua casa, onde nada nem ninguém a esperava.


 


 


Isto foi apenas uma cena de ficção, mas que representa bem a realidade de muitos dos idosos deste mundo.


Apesar de já existirem actividades, centros de convívio e outras alternativas para os atuais idosos, com o objectivo de os manter activos, integrados, úteis, ainda há muitos que vivem isolados, sós, abandonados.


 


 


Quem nunca se deparou com idosos que vão almoçar ao café ou restaurante da zona, para estar mais perto de outras pessoas?


 


Quem nunca teve de atender idosos ao telefone, que aproveitam para conversar ou desabafar sobre as suas vidas? Existem pessoas que ligam, muitas vezes, apenas para isso.


 


Quem nunca se deparou com idosos, no local de trabalho, na rua, ou em qualquer outro lado, que nos abordam para mostrar os seus papéis, facturas, receitas médicas, ou a pedir ajuda, e aproveitam aquele momento para afastar a lembrança das horas que, em seguida, irão passar sozinhos?


 


E nos cabeleireiros? Quantas pessoas não prolongam essas horas que ali estão, e vão falando das suas vidas, compartilhando aquilo que sentem com quem as atende, ou está presente no salão?


 


 


Existem locais onde as pessoas vão, muitas vezes, não para o objectivo principal a que se destinam, ou não apenas com essa intenção, mas sim para evitar a solidão, fazendo desses locais uma espécie de "sala de convívio".


Ainda assim, estes momentos em que a solidão parece ser atenuada, não chegam para colmatar aqueles em que anda de mão dadas com a velhice. 


 


 


 


 


 


 

Música puxa música

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A minha filha estava a cantar uma música de uma série que vê. E eu, a detreminado momento, ao ouvi-la, lembrei-me de outra.


O problema, é que só me lembrava do ritmo, não da letra. E não fazia a mínima ideia de quem a cantava, a não ser que era um homem, e em português.


E, com essas premissas, só me vinha à mente o Fernando Daniel. Mas não era nenhuma das dele.


Se à coisa que me deixa danada e inquieta, é não descobrir quem é que canta uma música que gosto, mas não podia fazer nada com tão pouca informação.


 


 


Fui às compras.


Enquanto estava a ser atendida, por coincidência, toca a música!


Para meu azar, mal se ouvia e só apanhei 3 ou 4 palavras o que, para uma pesquisa, nem sempre basta.


 


 


Já pelo caminho, lá ia pensando no ritmo, naquelas palavras, e comecei a inventar algo que me soava bem, surgindo a palavra "longe". E veio o clique!


"Longe" é um tema do Nuno Ribeiro. Será que é dele? Ou eu estou a inventar o longe?


Mal cheguei a casa, pedi à minha filha para pôr essa música e, voilá, era mesmo essa! 


Mas como só a ouvi 2 ou 3 vezes, e só uma parte, nem me lembrei. Estava com a cabeça às voltas com o Fernando Daniel que, para mim, só podia ser ele!

quarta-feira, 20 de março de 2019

As linhas com que "cosemos" a nossa vida

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Até as linhas mais resistentes tendem, com o tempo e o desgaste, a enfraquecer, e algumas vezes, a quebrar, quando sujeitas ao uso repetido, inadequado ou esticadas ao limite.


E nós, vamos dando um nó aqui, outro nó ali, para que a linha permaneça unida. Ou é ela que, por si mesma, vai formando nós.


Quando são poucos, e espaçados, quase nem nos apercebemos deles. A linha continua a passar sem grandes dificuldades.


Mas, um dia, deparamo-nos com uma linha totalmente preenchida com nós, que nos travam a todo o momento, que impedem o prosseguir do caminho, e torna-se difícil continuar a fazer o que quer que seja com ela.


Aí, ou tentamos desfazer os nós, e tentamos dar o melhor com cada uma das partes quebradas, ou os nós são tantos e impossíveis de desemaranhar, que a única solução é cortar a linha, e recomeçar do zero.

terça-feira, 19 de março de 2019

A todos os pais deste mundo...

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... que honram o compromisso da paternidade


 


... que estão presentes em todos os momentos, ainda que por vezes sejam obrigados a estar ausentes


 


... para quem os seus filhos, e o seu bem estar, são o mais importante


 


... que criam boas memórias de brincadeiras e tempo passado juntos


 


... que conseguem sempre um tempo, por pouco que seja, para estar com eles


 


... que amam os seus filhos, e o demonstram das mais variadas formas


 


... que nunca deixam de lutar por eles, sejam quais forem as circustâncias


 


 


Que este seja mais um dia feliz, junto dos filhos, e que possam estar lá para eles em todos os momentos do seu crescimento e etapas da sua vida da mesma forma que, um dia, serão os filhos a "herdar" esse papel, a a fazê-lo, não só com os filhos, como também com os pais.


 


 


Porque os pais de hoje, também são, ou foram, filhos, e os filhos de hoje, também serão, um dia, pais.


 


 


 

E se acontecesse com os nossos filhos?

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Estreou na Netflix uma série documental sobre Madeleine McCann, intitulada "O Desaparecimento de Madeleine McCann".


 


 


 


 


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No primeiro episódio, explicavam porque é que, entre tantos casos de crianças desaparecidas diariamente, se deu tanta importância a este em específico, a ponto de ter tido impacto a nível mundial, fazendo correr muita tinta pela imprensa fora, e angariando a empatia e solidariedade de tanta gente, pela situação ocorrida: porque era algo com que as pessoas se identificavam, era algo que as pessoas pensavam "podia ter sido com o(a) meu(minha) filho(a)".


 


 


 


 


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E se, de facto, acontecesse com os nossos filhos?


 


E não, não podemos dizer que connosco nunca tal aconteceria, porque nunca iríamos deixar os nossos filhos num quarto, sozinhos, enquanto íamos jantar fora com uns amigos, ainda que fosse relativamente perto, e que lá dessemos um saltinho a cada meia hora.


Porque isso, apesar de errado, foi uma mera circunstância.


 


 


Quem nunca deixou um filho sozinho em casa, poque teve mesmo que sair e era ali perto, e não ia haver mal nenhum?


Quem nunca foi ali "num pé e voltou no outro", a casa de uma vizinha, e até familiar que viva a poucos metros, enquanto a criança estava entretida a brincar, ou dormia?


Quem nunca foi com os filhos às compras, ou qualquer actividade lúdica, e desviou as atenções deles por momentos?


Ou outras situações do género?


 


 


Fomos irresponsáveis por isso?


Talvez... Não o deveríamos, mas há certas coisas que não podemos prever, e nem sequer imaginamos. De qualquer forma, a responsabilidade é nossa, e não nos podemos ilibar dela. Vai acompanhar-nos daí em diante, e massacrar-nos a cada minuto que passa, sem os nossos filhos de volta, e até mesmo depois do regresso, ou da descoberta da verdade, na pior das hipóteses.


 


Se somos culpados?


Partindo do princípio de que se tratou, de facto, de um rapto por terceiros, a culpa é dessas pessoas. Não nossa.


 


 


No caso dos pais da Maddie, eles aparentam uma postura fria, seca, sem emoções que, para além de outras circunstâncias, os tornaram suspeitos de que teriam algo a ver com este desaparecimento.


Se fosse eu, acho que estaria algures entre o desesperada, chorosa, determinada, revoltada, esmagada pelo peso da culpa que, ainda que não fosse minha, sentiria na mesma.


Provavelmente, frustrada com toda a forma como estes casos são tratados pelas autoridades numa fase inicial que é, quase sempre, fundamental e crucial para se conseguir as melhores pistas.


O tempo que leva até que comecem a agir, e considerar que houve, de facto, um desaparecimento suspeito que é preciso investigar, é o tempo que pode levar uma criança desaparecer sem deixar rasto.


Depois, quando começam a dar real importância ao caso, e a investigar a sério, muitas vezes já é tarde demais.


 


 


Em casos como estes, penso que o mais difícil para os pais, é a incerteza, a dúvida, o não saber se o filho está vivo ou morto, se está bem ou em sofrimento, o que fizeram com ele, onde estará? Sobretudo quando se passam tantos anos, como é o caso.


E o porquê? Porquê o nosso filho?


 


 


Relembrando também o caso português do Rui Pedro, penso que estaria mais como a mãe dele, do que como a Kate McCann. Provavelmente, a enlouquecer a cada dia. Mas cada pessoa tem a sua forma muito própria de reagir às adversidades, sem que isso a faça menos sofrida, ou a caracterize como pessoa incapaz de sentir amor pelos filhos, ou dor pela perda.


 


 


No entanto, se no caso Rui Pedro, apesar de não se saber o que aconteceu, parece não haver grandes dúvidas de que os pais nada têm a ver com o seu desaparecimento, no caso Maddie, não consigo deixar de considerar estranhas todas as circustâncias que envolveram o desaparecimento.


Terão vindo de férias a Portugal inocentemente, ou já com algo planeado?


Estará todo o grupo envolvido, e a protegerem-se entre si?


Terão simulado aquelas visitas de vigilância, para terem um álibi ou mostrar um comportamento cuidadoso, apesar da aparente negligência?


Terão inventado avistamentos para induzir as investigações nas pistas erradas, desviando-as do caminho do crime, e ganhando tempo?  


Estarão os pais, de facto, inocentes?


Perguntas para as quais nenhum de nós, algum dia, saberá a resposta...


 

segunda-feira, 18 de março de 2019

Reflexão do dia

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Existem chamas que ardem tão intensa e rapidamente no início, que depressa esmorecem, e se apagam definitivamente.


Outras há que, ao contrário daquela, que vão ardendo lentamente, e permanecendo acesas.


 

Quando procuramos algo que guardámos demasiado bem!

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De uns anos para os outros, vão sobrando vários materiais escolares que, no ano seguinte, não são precisos e, por isso, acabo por guardá-los, para não andarem por ali a ocupar espaço desnecessário.


O problema, é que esses materiais estão tão bem guardados, que não faço a mínima ideia onde possam estar!


 


 


A minha filha precisava de godés e guaches para hoje à tarde.


Por sorte, encontrei uma caixa de guaches mesmo à mão de semear, no quarto dela, depois de ter virado o corredor de pernas para o ar.


Já os godés, tive que comprar, apesar de saber que tenho uns lá em casa. E que, quando estes já não forem precisos, vou arrumá-los para nunca mais os voltar a encontrar, como fiz aos outros!

sexta-feira, 15 de março de 2019

Greve pelo clima ou desculpa para faltar às aulas?

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Realiza-se hoje, a nível mundial, a greve estudantil pelo clima.


A intenção até pode ser boa, mas muitos dos estudantes estão mais interessados em servir-se dessa desculpa para faltar às aulas, e fazer um fim de semana prolongado!


Ainda que tenham sido já avisados que, quem não for às aulas, terá falta, e que esta será injustificada.


 


Há greves marcadas em meia centena de países. Todos se inspiram na adolescente sueca Greta Thunberg que, ao longo de várias sextas-feiras, fez greve às aulas para chamar a atenção para o problema das alterações climáticas.


 


Vi, numa reportagem, vários alunos a fazerem cartazes, a explicar os seus motivos para aderir a esta greve, a fundamentar a sua luta. Pelo menos, sabem argumentar, sabem o que estão a fazer.


Mas, outros tantos, se lhes perguntar porque fazem greve, nem sabem explicar bem, vão na onda, e aproveitam para não ter aulas.


Alguns colegas da minha filha, diziam que iam faltar para ir à praia. Ah e tal, vamos para a praia, e limpamos o lixo que lá houver. Será? Ou acabariam por fazer tudo menos isso?


 


Para mim, eu não lhe chamaria greve. Não faz sentido alunos fazerem greve às aulas, por algo que não tem nada a ver directamente com o ensino.


Acharia mais natural que optassem por um conjunto de iniciativas que, conjugadas com as próprias escolas e professores, poderiam alertar para a causa, e ajudar a proteger o ambiente.


Iniciativas organizadas, antecipadamente, e com objectivos bem definidos. Podemos, através de manifestações, exigir que o governo cumpra os acordos climáticos mas, antes disso, temos que começar nós, seres humanos, que tanto reclamamos daquilo que os outros não cumprem, a dar o exemplo, e a fazer a nossa ínfima parte.


É um tema que é dado em aula, e era uma boa oportunidade de o colocar em prática, em vez de ficar pela teoria.


 


Quantos destes alunos que hoje fazem greve, não são os mesmos que, amanhã, estão a deitar lixo ao chão, a poluir, a destruir o ambiente?


Estarão mesmo interessados em ajudar a causa, ou será mais uma boa desculpa para faltar às aulas?


 

Chefes e funcionários que não o sabem ser

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No mesmo dia, no mesmo local, duas situações que mostraram bem como algumas pessoas estão na profissão errada, e não têm perfil para o cargo que ocupam, ou função que desempenham.


 


 


 


A primeira passou-se entre duas funcionárias, e o contribuinte.


Ao que parece, a pessoa já tinha estado naquele serviço e sido atendida pela funcionária A, minutos antes. Agora, tinha sido chamada ao balcão da funcionária B. A funcionária A, que tinha acabado de voltar, ao ver a colega atender a pessoa, começou logo a reclamar. A reclamar com a colega, porque estava a fazer uma coisa que ela própria já tinha visto e dito que não faziam, e a reclamar com a pessoa em causa, a quem às tantas estava a chamar de mentirosa, e a acusar de enganar, e tentar conseguir o que queria, e que com ela não conseguiu, com outra colega.


A pessoa lá dizia que não tinha mentido. A colega pedia à outra para ter calma, que ainda não tinha feito nada, e que, tal como calhou com ela, poderia ter sido chamada novamente pela funcionária A. Que, por certo, ninguém estava ali a querer enganar ninguém e que, se a pessoa estava ali, tinha pelo menos que ser ouvida, e elas tentar ajudá-la.


E continuou o atendimento, perante a frustração da funcionária A, que não concordou com a atitude da colega. 


Pessoalmente, não gosto da funcionária A. Ou está de trombas, mal educada e arrogante, ou com um sorriso cínico. Poucas são as vezes que está de bom humor, e atende bem alguém. Mas, ainda que tivesse razão (e por vezes, graças a formas de trabalhar diferentes num serviço em que a regra deveria ser única, tentamos er atendidos por quem sabemos que nos coloca menos problemas), não deveria ter chamado a atenção à colega, nem dito aquelas coisas à pessoa que estava a ser atendida, para todos ouvirem.


 


 


Já a segunda situação, deixou-me ainda mais estupefacta. Passou-se entre uma chefe, e os funcionários, também na frente de todos (neste caso, eu, que era das últimas pessoas que ainda lá estava).


A pessoa no balcão ao lado do meu levava vários assuntos para tratar e, já se sabe que, quando assim é, podemos demorar ali horas. Tal como eu que, apesar de levar um só assunto, era complicado e demorou mais que o previsto.


Quando a pessoa ao meu lado finalmente saiu, entrou uma chefe no local, que se virou para o funcionário que tinha atendido a dita pessoa e disse: "demoraste muito tempo a atender a última pessoa, uma hora e meia". Fiquei tão parva com este comentário, que nem percebi se o funcionário lhe deu resposta.


A funcionária que me estava a atender, aproveitou que a chefe estava ali, para expor o problema com o meu assunto mas a chefe, ao invés de prestar atenção, estava descaradamente a ignorá-la, preferindo prestar atenção a outra coisa.


Quando finalmente se dignou prestar atenção à colega, pouco disse para a ajudar. Basicamente, limitou-se a concordar com o que a funionária estava a dizer. Não sei se por não ter apanhado nada, ou por não saber nada do assunto.


E ainda ficou por ali a tomar conta dos funcionários, a vigiar, saindo apenas uns minutos depois.


Acho que estes ditos "chefes" deveriam vir algumas vezes para o serviço de atendimento, para perceber o que os funionários passam com algumas situações, assuntos e contribuintes que atendem, para evitar estas "bocas" desnecessárias sobre o tempo de atendimento.


Ao que parece, mais do que atender bem e resolver os assuntos, o que conta é atender o máximo de senhas, no menor número de tempo, mesmo que não resolvam nada.


E assim se percebe porque, muitas vezes, à mínima coisa, nos despacham!


 


 

quinta-feira, 14 de março de 2019

Festa de boas vindas para uma professora excepcional

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É verdade que a professora é exigente.


Que manda sempre imensos trabalhos de casa, como se só tivesse aquela disciplina para ocupar o tempo.


Que faz testes complicados que nem sempre favorecem as notas.


Que já lhes disse algumas vezes que não os gostava de ter como alunos, porque se portam muito mal, mas...


 


 


Também é verdade que é das professoras que melhor ensina naquela escola.


E que, de alguma forma, os alunos reconhecem isso, e gostam da professora tal como ela, apesar de tudo, gosta deles.


A prova disso é que, ao fim de alguns meses com outra professora substituta, já todos ansiavam pelo regresso da sua professora de sempre.


 


 


A professora Ofélia é uma mulher com cerca de 60 anos. Mas os anos parecem não passar por ela. Aliás, tem momentos em que parece até mais jovem do que há 20 anos atrás.


É uma mulher de garra, de bem com a vida, alegre, bem disposta.


E uma lutadora.


Há dois anos, quando foi professora da minha filha pela primeira vez, esteve de baixa durante uns meses, para tratar um cancro. Tudo correu bem, e no 8º ano estiveram com ela do início ao fim. Agora, no 9º ano, começaram com ela mas, infelizmente, teve que ser substituída ainda no primeiro período, porque o cancro tinha voltado.


Encontrei-a há dias, e ela disse que já estava tudo bem, e que dia 11 já regressava à escola.


 


 


Ontem, era o primeiro dia da semana em que a turma da minha filha tinha aulas com ela.


E prepararam uma festa surpresa, de boas vindas, para celebrar o regresso da professora Ofélia!


Com a colaboração das auxiliares escreveram, antes da chegada da professora, uma mensagem no quadro. E colocaram nas mesas os bolos, salgados, pipocas e tudo o mais que cada um levou.


Quando a professora abriu a porta, deparou-se com um cenário que, por certo, não esperava! E emocionou-se... Até eu me emociono só de imaginar.


 


 


Foi nesse momento que ela lhes disse que tinha muitas saudades deles, e que queria muito voltar à escola. Que, apesar de ter outras turmas, havia uma afinidade especial com esta.


E os dois tempos de aula, foram passados em festa, porque não havia espírito para mais nada!

O problema das legendas nas séries e filmes

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O problema da legendagem em filmes e séries, é que nem sempre corre bem, pelos mais variados motivos, e isso afecta a forma como visualizamos o filme ou série em questão tornando-se, muitas vezes, mais prejudicial, do que útil.


 


 


Por exemplo, em algumas séries e filmes da Netflix, existem partes em que as personagens falam, mas não existem quaisquer legendas. Para quem até percebe relativamente bem o idioma das mesmas, não há problema, vai acompanhando. Mas, para quem não domina o idioma, acaba por se perder, e não perceber o que foi dito.


 


 


Já noutros casos, as legendas existem, mas estão adiantadas, ou atrasadas, em relação à acção. Ou seja, quem está a ver, e a guiar-se pelas legendas, não vai conseguir identificar o que lê, com o que vê. Neste caso, para quem costume associar automaticamente aquilo que é dito no idioma original, com a respectiva tradução e legendagem, é preferível, ainda assim, cortar o som. 


O ideal, mas nem sempre possível, para quem compreenda o que é dito na versão original, seria também retirar as legendas, que só atrapalham. 


 


 


E por aí, já tiveram alguma situação parva com as legendas de algum filme ou série que viram?


 

quarta-feira, 13 de março de 2019

Cooperação entre enfermeira e médica

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Esta semana tinha uma consulta marcada no meu Centro de Saúde.


Na fase de campanha de rastreio do cancro do colo do útero, os centros pensam no nosso bem estar e marcam-nos automaticamente a consulta/ exame.


E, mesmo depois de chegar mais de uma hora atrasada, fui atendida na mesma.


 


É suposto haver uma consulta de enfermagem antes da consulta e exame com a médica. 


A enfermeira fez-me várias perguntas, relacionadas com planeamento familiar e situação clínica. Normalmente, esta etapa pretende adiantar o serviço e obter as informações que, depois, estarão disponíveis para a médica, quando esta estiver a atender o utente.


No entanto, quando passei para o gabinete médico, a médica voltou a fazer as mesmas perguntas a que já tinha respondido.


 


E eu pergunto-me por que raios, com tanto que as enfermeiras têm que fazer, as fazem desperdiçar tempo com questões que, depois, a médica voltará a fazer, e que de nada serviu responder antes?


É suposto haver cooperação entre enfermeira e médica, não trabalho duplicado, e tempo perdido para todos os intervenientes.


 

terça-feira, 12 de março de 2019

A todos aqueles que fazem inquéritos/ questionários por telefone...

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... e a quem os obriga a seguir um longo guião pré definido:


 


Debitar uma grande quantidade de informação de uma só vez, no sentido de explicar o que estão a fazer, não vai captar a atenção de quem está do outro lado. Pelo contrário, a pessoa vai perder-se e deixar de prestar atenção ao que lhe estão a dizer. E, às tantas, querer desligar a chamada!


 


 


Assim, para aqueles que ainda atendem essas chamadas, e que até se predispõem a ouvir ou a responder às questões colocadas:


 


- Ao invés de debitarem de uma só vez a informação, notando-se que estão a ler o guião, é preferível o improviso, explicar a informação de forma interventiva com quem está do outro lado, para que não perca o fio à meada, nem adormeça pelo meio


 


- Sejam claros e objectivos - estar com muita conversa que não serve para nada, para chegar a algo que se poderia dizer de forma sucinta, cansa


 


- Nem sequer tentem fazer inquéritos/ questionários com dezenas de questões - as pessoas até podem ter boa vontade e querer colaborar, mas isso é um abuso e, por certo, não conseguirão que muitas aguentem até ao fim, sem se desculparem com a falta de tempo e paciência, e desligarem a chamada


 

As "bengalas" da nossa vida

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"Juliana foi, em tempos, uma exímia patinadora, vencedora de vários prémios entre os quais o tão almejado Patim de Cristal. Até que, um dia, sofreu um acidente que lhe provocou uma lesão grave, que a impediria de voltar a patinar, e a deixou com uma deficiência na perna. Desde então, para caminhar, não dispensava a preciosa ajuda da sua bengala. Ano após ano. No início, era uma necessidade. Agora, era apenas uma defesa sua. Demasiado segura com ela, foi difícil perceber que se poderia sentir igualmente forte, sem a bengala. Porque a força não vinha da bengala, mas da sua mente, da sua vontade, do seu desejo. E hoje, ela caminha perfeitamente, sem bengalas..." 


 


 


 


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Também nós, por vezes, somos como a Juliana.


De tão acostumados que estamos a determinadas coisas, situações, pessoas, sentimo-nos tão seguros, apoiados, protegidos, fortes, capazes, que nos mentalizamos que, sem elas, não conseguiremos viver a nossa vida, seguir em frente. Que dependemos delas e, sem as mesmas, nada fará sentido.


Querer tirar-nos isso, ter que viver de outra forma, colocar-nos noutras situações, é como tirarem uma parte de nós, que nos complementa, que nos ajuda, que precisamos. 


 


 


 


Mas esse pensamento não poderia ser mais errado.


Nem sempre é mau sair da nossa zona de conforto. 


Podemos sentir falta durante uns tempos, da comodidade, da segurança, do apoio, da confiança, da força e protecção que nos dava a nossa "bengala". Podemos estranhar não a podermos utilizar mais, e até sentirmo-nos um pouco perdidos sem ela.


Mas, com o tempo, percebemos que, na verdade, há muito que ela não nos fazia falta, há muito que poderíamos caminhar sem ajuda, e apenas tínhamos receio de encarar essa realidade, à qual já não estávamos habituados.


E compreendemos que, no fundo, somos mais livres, e vivemos muito melhor sem ela!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Fugitiva - a série

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Fugitiva é uma série (mais uma) espanhola, protagonizada pela conhecida actriz Paz Vega, que aborda a violência doméstica, entre as classes mais abastadas da sociedade.


É uma série que prende, que nos faz sempre querer ver o próximo episódio, que nos aguça a curiosidade, tanto pelo que aconteceu no passado, como pelo que irá acontecer no presente e futuro.


 


 


 


 


Se tivesse que definir esta série em duas palavras, seriam - confiança e medo.


 


Quando estamos sozinhos, e precisamos de ajuda, somos obrigados a confiar em alguém.


Por vezes, alguém que pouco ou nada conhecemos. E que tanto pode estar, de facto, do nosso lado, como nos tramar a qualquer momento. Mas, afinal, não o fazem, da mesma forma, aqueles que conhecemos bem, e em quem sempre confiámos?


Confiar em alguém torna-se ainda mais difícil, quando existe muito dinheiro envolvido, interesses, necessidades ocultas, chantagem ou qualquer outra razão para alguém mudar de lado, consoante lhe der na gana, e lhe for mais útil ou vantajoso.


 


 


Por outro lado, está o medo.


Mais forte ainda, quando associado ao poder, à manipulação, a ameaças, a violência contínua.


Como evitar o medo? Como ultrapassá-lo? Como ganhar força e coragem para nadar num mar de "tubarões", sem ser aniquilado por eles? 


Será que o medo nos limita, nos trava, nos impede de lutar ou, pelo contrário, pode ser o combustível, o impulso, a chave para mudar a nossa vida?


 


 


 


 


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Fugitiva é uma série sobre um mundo dominado pelos homens, em que eles mandam e desmandam, em que só eles são levados a sério, em que só a eles é destinado o poder. E sobre violência contra as mulheres. Ainda assim, essa tentativa de afirmação do feminismo, não é o que mais se destaca.


Como sempre, tento analisar as várias envolventes da história e, em Fugitiva, há muito mais a explorar.


 


 


Começando pela personagem Alejandro, homem de negócios, influente, poderoso, machista, sem escrúpulos. Alejandro tem uma personalidade muito complexa que junta, numa mesma pessoa, um pai que ama os seus filhos, mas desligado, e que pouco está com eles, um homem apaixonado e carinhoso que, ao mesmo tempo, é um agressor violento, um homem capaz de matar, que se serve das mulheres a seu bel prazer mas, ao mesmo tempo, alguém que é capaz de defender uma prostituta do seu chulo. Um homem frio que, ao mesmo tempo, parece ter coração. Um macho que, no fundo, vive agarrado às saias da mãe.


Confesso que, a forma como os episódios e a informação é apresentada, aliada a esta personalidade tão confusa, me levou algumas vezes, apesar de todas as evidências, a suspeitar se, na verdade, a sua mulher não teria imaginado ou inventado tudo aquilo.


 


Depois, temos Magda, mulher de Alejandro. A vítima. Ao longo de 20 anos, sofreu maus tratos, violência física e psicológica, mas manteve-se junto ao marido pelos filhos de ambos.


Até ao dia em que, por culpa dos actos do marido, no que respeita a negócios, vê os seus filhos ameaçados de morte. 


Aí, ela vai dar o primeiro passo, e livrar-se do marido, ao mesmo tempo que tenta proteger os filhos. Mas, como poderá uma mulher que sempre foi submissa, e que pouco conhece do mundo, levar até ao fim o seu plano, sem ser enganada, ou apanhada?


 


 


 


 


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Por fim, os filhos.


Tanto que há para dizer sobre eles.


 


Em primeiro lugar, como esperar que adolescentes obedeçam às ordens de uma mãe, sem as questionar, desafiar, contrariar?


Como esperar que filhos, que sempre foram protegidos da verdade em relação ao pai, se coloquem, de um momento para o outro, do lado da mãe, e contra o pai? A determinado momento, a avó diz para uma das netas "Nesta história, só há um monstro, e uma vítima. E vais ter que escolher um dos lados. Não podes ficar do lado dos dois ao mesmo tempo".


Como pensar que os filhos iriam aceitar uma fuga, sem ouvir o outro lado, sem explicar ao pai que estão bem, sem se revoltarem com os erros de ambos os pais, dos quais não têm culpa mas que, por eles, estão agora a pagar, ficando sem as suas vidas?


 


Como imaginar que três jovens, depois de um suposto sequestro, e ao se verem num paraíso, sem a segurança a que estão habituados, nem alguém a controlar os seus passos, fiquem presos num quarto de hotel, quando tudo está a acontecer lá fora?


Como esperar que adolescentes mimados, que sempre tiveram tudo na vida, saibam o quanto custa viver sem mordomias?


Como pensar que jovens que sempre viveram numa redoma, saberão agora enfrentar os perigos, livrar-se deles, defender-se sozinhos?


 


Entre a filha mais nova, campeã de ténis de mesa, o filho surdo na sequência de um acidente causado pela mãe, e a filha mais velha, mimada e que só faz o que lhe apetece, desafiando a mãe de todas as formas e colocando-se, várias vezes, na boca do lobo, vamos assistir a um despertar para a realidade, de cada um deles, da pior forma.


 


 


Lançadas as cartas, cabe a Magda a próxima jogada e, se no início, tudo se conjugava para uma vida de fugitiva, uma reviravolta pode levá-la a deixar de ser "a caça" e passar a ser "o caçador". Mas não é só o marido que Magda deve temer. Há alguém que a quer afastar, e aos filhos, de tudo, e alguém que quer que eles parem de se esconder, e possam viver livremente, sem temer mais ninguém.


Será esse o plano perfeito? Haverá algum plano perfeito? Ou pagarão todos bem caro pela impulsividade e coragem de Magda, com a própria vida?


 

domingo, 10 de março de 2019

Vem aí a segunda temporada de Absentia!


 

 

Absentia está de volta ao AXN, para uma segunda temporada, com estreia marcada a 26 de março.

 

Stana Katic retorna ao papel de Emily Byrne, a agente do FBI que foi declarada morta, e teve que provar que não cometeu uma série de assassinatos.

 

Nesta segunda temporada, tendo já sido capturado o criminoso, Emily tenta levar uma nova vida normal com o filho e o ex-marido Nick, quando uma nova conspiração e um novo serial killer ameaçam mais do que apenas sua família.

 

As novidades no elenco são o ator Matthew Le Nevez, como o ex-fuzileiro naval Cal Isaac, um homem que entende o momento pós-traumático pelo qual Emily passa, e a atriz Natasha Little, como Julianne Gunnarsen, uma talentosa especialista em perfis do FBI que se junta ao time do Boston Field Office depois que um ataque terrorista abala a cidade.

 

 

 

Aqui fica o trailer:

 



 



 

E por aí, são fãs da série?

Viram a primeira temporada?

sexta-feira, 8 de março de 2019

Quando somos "obrigados" a mudar a password mas ...

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... sempre que iniciamos novamente a sessão, digitamos a password antiga!


E só percebemos que nos enganámos, quando dá erro, e surge a mensagem de que a password foi alterada há vários dias.


Aí, faz-se luz e lembramo-nos de que o sistema tem razão.


Mas é mais que certo que, da próxima vez, e da próxima, e muitas mais vezes, haveremos de repetir o mesmo erro!

Derrames oculares

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Por aqui, para além da miopia e astigmatismo, os meus olhos já foram vítimas de descolamento do vítreo, herpes ocular, conjuntivite e aqueles tercolhos comuns que volta e meia nos atacam.


Ultimamente, é a vez dos derrames oculares.


 


 


Da primeira vez, até foi a minha filha que me chamou a atenção para o facto de ter uma parte do olho vermelha. Não sentia nada, percebi que era um derrame, não liguei. No dia seguinte, tinha desaparecido.


 


 


Mas, nos últimos dias, reparo que, quando chego à noite, e tiro as lentes de contacto, estou sempre com um dos olhos vermelho, sempre no mesmo sítio, e sinto como se tivesse grãos dentro do olho, a causar mal estar.


No outro dia, de manhã, volta ao normal, mas isto sucede dia após dia, sempre que uso as lentes de contacto.


Já nos dias em que apenas utilizo os óculos, não acontece nada, e o olho permanece normal.


Quando começou, estava constipada e com tosse, pelo que associei que poderia ser essa a causa (tosse, espirros, esforço).


 


 


Mas também poderia ser uma infecção ocular. Por uma questão de precaução, troquei as lentes de contacto. Tem melhorado, mas ainda não na totalidade.


Acho que, mais uma vez, vou ter que ir ao oftalmologista, para ver o que dizem os meus olhos, e o que ele me diz sobre os mesmos!


 


 


No entanto, ao pesquisar as possíveis causas, e descartando aquelas que não se verificam (não fiz qualquer lesão, não fui operada, não uso medicamentos, não pratico actividades físicas), apenas resta a infecção ocular (talvez provocada pelas lentes de contacto anteriores) ou a degeneração macular, que está mais que confirmado que sofro dela. 


 


 

quinta-feira, 7 de março de 2019

Novamente o Facebook

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Depois de ter sido temporariamente discriminada, hoje, recebo esta mensagem:


 


"Equipa de ajuda do Facebook

Hoje


Olá,

Pedimos a todos os utilizadores do Facebook que utilizem o nome a que respondem diariamente, ou seja, o nome pelo qual os amigos os chamam. Podes manter o teu nome atual se for o nome pelo qual és conhecido/a. Caso contrário, pedimos que o edites.
É necessário que revejas o teu nome nos próximos 7 dias. Após esse período, só conseguirás aceder novamente ao Facebook depois de atualizares o teu nome.

Marta E André Ferreira é o nome que usas no teu dia a dia?

Tem em atenção que os perfis do Facebook destinam-se a uma utilização pessoal e com fins não comerciais e representam pessoas individuais. Se o teu perfil representar uma organização, negócio, marca ou ideia, entra em contacto connosco e vamos ajudar-te a criar uma Página com base no teu perfil."

 

 

 

Para validar o nome, pedem que enviemos o documento de identificação.

Ou seja, ou lhes forneço dados que não sei para que serão utilizados, ou fico sem acesso!

E porque raios tenho eu que confiar na boa fé do facebook e no seu cumprimento da lei e das políticas de privacidade e protecção de dados, quando já deu provas mais do que suficientes de que deixam escapar muita informação que não deviam, quando o próprio facebook não confia nos seus utilizadores?

 

 

E porque raios, com tanta coisa que se vê por aí, e tantos tubarões que deveriam ser apanhados, têm logo que implicar com o peixe miúdo?

Começo a ficar farta disto 

A primeira vez que vi um rato, e não gritei nem fugi!

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Estava a sair do trabalho e, mal abro a porta, vejo lá ao fundo, nas escadas, um rato.


Verdade seja dita, era mais uma ratazana, dado o tamanho do animal.


Andava ali de volta dos vasos, em bicos de pés e eu achei o dito cujo tão fofo, tão engraçado que, pela primeira vez, não desatei a gritar, nem fugi a sete pés!


 


Ele, entretanto, escondeu-se atrás do vaso, e eu desci as escadas, passando por ele, sem receio.


Estamos no centro de Mafra e, como tal, já não é a primeira vez que um destes bichinhos resolve visitar o prédio. 


Com as portas fechadas, andou a circular pelas escadas em todos os pisos, até que foi corrido a pontapé e guarda-chuva, por uns clientes que iam a descer as escadas.


Suponho que não tenha ficado em muito bom estado, mas não sei se sobreviveu.


 


Claro que, se o tivesse visto em casa, a conversa seria outra e, provavelmente, não estaria tão tranquila!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Elite - a série

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Elite começa da melhor forma para captar a atenção e prender o público: alguém morreu, alguém matou. Quem será a vítima, e quem será o assassino?


 


 


Há um rapaz coberto de sangue, e um corpo. E dá-se início ao interrogatório que durará até ao último episódio, intercalado com as cenas que levaram a esse desfecho, em retrospectiva.


A meio do interrogatório a uma das alunas, ela faz uma comparação entre a introdução de uma nova espécie num determinado habitat, e a chegada dos novos alunos ao colégio, no sentido de demonstrar que, em ambas as situações, há mudança, desestabilização, e tudo se pode alterar, com as respectivas consequências.


 


De certa forma, é a isso que assistimos quando três adolescentes da classe operária ganham, após um acidente que destruiu a escola pública onde estudavam, uma bolsa para um dos melhores e mais caros colégios do país, Las Encinas, frequentada pelos filhos da elite espanhola.


O confronto, através da discriminação, não só pela diferença de classes, entre aqueles que tudo têm, e os que nada têm a perder, como também pela religião, é constante. E culminará em assassinato.


 


Mas Elite traz muito mais que uma mera luta de classes.


É também um grito de liberdade, de quebra das convenções, um derrubar de preconceitos, um pedido de ajuda, um encarar da realidade, e daquilo que realmente são, sem fingimentos.


E mostra como, por um lado, temos uma espécie de pacto e união intrínseca entre a elite, que se protege e encobre como se de uma família se tratasse, mesmo que isso implique que outros paguem pelos seus erros.


Temos os que, dentro da própria elite, não se identificam, e chegam a levar ao extremo essa rejeição e oposição.


E há os que, não pertencendo à elite, estão dispostos a tudo, até a sacrificar os seus amigos, para entrar no mundo com que sempre sonhou.


 


Elite procura ainda provar que o meio em que uma pessoa se insere, e no qual se move, bem como as pessoas com quem convive, podem ou não influenciar essa mesma pessoa, positiva ou negativamente, consoante a mesma esteja ou não disposta a deixar-se influenciar ou não, e que tal depende, em muito, da sua própria personalidade, ou seja, depende mais de si mesmo, do que dos outros. E nem sempre é regra.


 


 


 


A história:


Samuel, Christian e Nadia são os 3 alunos contemplados com uma bolsa de estudos para a escola Las Encinas.


Lá, terão que lidar com Gúzman, que os abomina, com Lucrécia, com Ander, com o casal Carla e Polo, e com Marina, esta, tal como Gúzman, filha do empreiteiro responsável pelo acidente na anterior escola.


 


 


 


As personagens:


Marina – a menina rica que não se prende a convenções, que não suporta as futilidades, as aparências, que não pactua com os ideais da elite e dos próprios pais, que gosta dos pontos nos “is”. Tem sonhos escondidos. que gostava de realizar mas que, por certo, os pais não aprovariam. Nem sempre é fácil mostrar-se como é e, por isso, tenta, por algum tempo, ser aquilo que esperam de si, e que deveria ser.


 


Samuel – é o menino bom, estudioso, certinho, que trabalha para ajudar a mãe, desde que o seu irmão Nano foi preso, estando agora este de regresso.


Vai apaixonar-se por Marina, meter-se em sarilhos com o irmão, e terá que lidar com a rejeição de Gúzman.


 


Gúzman – filho adoptivo, irmão de Marina, adora a irmã e tenta protege-la de tudo e de todos, após o que aconteceu com ela. Detesta as pessoas da classe média, discriminando-as. É, por vezes, um perfeito idiota, mas também te atitudes de louvar, que mostram que pode vir a ser um homem íntegro.


 


Nadia – muçulmana, é impelida a deixar de usar o hijab no colégio, sob pena de expulsão. Tem um irmão, e uma irmã que não vê há anos. É uma adolescente com objectivos definidos, lutadora, mas com algum receio de desapontar os pais, e o que esperam dela. Não se deixa intimidar pelo veneno de algumas colegas, nem se deixa seduzir por Gúzman.


 


Ander e Omar – o primeiro, filho da directora da escola, e melhor amigo de Gúzman, vai envolver-se com drogas e protagonizar, com Omar, o traficante, irmão de Nadia, uma relação homossexual.


 


Carla e Polo – namorados há vários anos, vivem a sua vida de forma pouco convencional, com Polo a gostar de observar Carla a manter relações sexuais com outros rapazes, até ao momento em que percebe que pode vir a perdê-la.


 


Christian – melhor amigo de Nadia e Samuel, não quer saber muito de estudos, mas está a adorar estudar no meio dos ricos, e procura uma forma de se integrar e vir a pertencer à elite, sobretudo através de Carla, com quem se envolve.


 


Nano – irmão de Samuel, acabado de sair da prisão, volta para casa, trazendo consigo problemas, já que deve dinheiro que não tem como arranjar, e está a colocar a família em perigo. Até que uma ideia muda tudo, e se envolve numa missão perigosa, que lhe mudará a vida.


 


No final, há uma pessoa que perde a vida, um assassino à solta, alguém que sabe a verdade e se calará, e alguém que será acusado injustamente.


O que promete uma segunda temporada, para que possa ser reposta toda a verdade!

terça-feira, 5 de março de 2019

O que é para vocês, ir para cima, ou ir para baixo?

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Pode parecer uma pergunta parva, mas a resposta pode depender muito da perspectiva de cada um.


Para mim, por exemplo, estando na zona de Lisboa, sempre que vou para norte, digo que estou a ir para cima, e sempre que vou para sul, digo que vou para baixo.


No entanto, já por várias vezes ouvi pessoas dizerem, ao se referirem à zona norte, como indo para baixo, e à zona sul, como indo para cima, o que me faz imensa confusão porque, olhando para o mapa, para mim é incontestável que o norte é em cima, e o sul em baixo!


 


E para vocês, como é que normalmente aplicam o "cima" ou "baixo"?

segunda-feira, 4 de março de 2019

A final do Festival da Canção

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Em primeiro lugar, penso que foi uma boa aposta descentralizar este tipo de eventos, e terem escolhido a Arena de Portimão para a grande final.


Igualmente, uma boa aposta nos apresentadores, com a Filomena Cautela mais do que habituada a estas lides, depois da grande prova da Eurovisão, em 2018, mas com o Vasco Palmeirim a não ficar atrás, e a Inês na parte mais descontraída, junto aos concorrentes.


 


A final, vimo-la "A Dois" mas, à excepção das actuações, e de alguns momentos mais divertidos com os apresentadores, era tal a "Inércia" que, para nós, foi uma verdadeira "Pugna" conseguir aguentar até ao momento da revelação, quem seria o nosso representante.


 


É preciso fazer o peixe render, manter o público em expectativa, e garantir as audiências pelo máximo de tempo possível, mas estar constantemente a recordar os tempos antigos, já enjoa. "Mar Doce" é bom mas, por vezes, sabe melhor um mar revolto.


 


Penso que, com o "Mundo a Mudar", há que mudar também a forma como se faz música em Portugal, nomeadamente, a que um festival deste género pede e, nesse aspecto, Conan Osíris foi um justo vencedor. E teve a sorte de os portugueses, não terem partido os "Telemóveis" mas, em vez disso, usarem-no para votar na sua música.


 


Salvador Sobral, não há ninguém "Igual a Ti", e dificilmente repetiremos o feito que conseguiste, mas esperemos que o nosso representante chegue à grande final, e numa boa posição. 


Não será o final "Perfeito", mas já nos deixará satisfeitos.


 


E porque não poderia deixar passar em branco, deixo-vos aqui a música da Isaura que, depois de O Jardim, decidiu apostar na música em português.


Também gostaram deste "Liga-Desliga"?


 



 


 


 


Imagem: http://www.escportugal.pt/


 

Quando os casais fazem vida conjunta mas com carteiras separadas

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Será assim tão estranho?


 


Longe vão os tempos em que o marido trabalhava para sustentar a família, enquanto a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos, e a gerir a casa, bem como tudo o que com ela estava relacionado, nomeadamente, as despesas.


E parecem estar a passar de moda os tempos em que ambos trabalham e, no final do mês, juntam os ordenados, e vão gastando do mesmo "saco".


 


A tendência é para, cada vez mais, sobretudo quando já passaram por mais do que uma relação, os casais fazerem vida conjunta, mas com contas e despesas separadas, como quem diz: "amor, amor,  carteiras à parte".


 


Isto não significa que não acabem por contribuir, de igual forma, para as despesas comuns. 


O que acontece, muitas vezes, é ficar estipulado o que cada um fica responsável por pagar, dividindo os gastos conjuntos. Quanto ao resto, cada um pode fazer o que bem entender com o dinheiro, e gasta onde quiser, sem ter que dar justificações.


Não são raras as vezes em que maridos e mulheres implicam com o que o outro membro do casal compra, ou com o que gasta dinheiro. Ou vê-se obrigado a estar sempre a pedir, se for só um a gerir o mesmo. 


Também acontece, quando um gasta mais do que devia, o outro precisar e não ter.


 


Pode parecer mentira, mas uma das razões que mais levam ao divórcio/ separação dos casais, são precisamente as questões financeiras.


E, numa altura em que até o IRS, por exemplo, pode ser declarado em separado, não é de estranhar que as carteiras também o sejam.


 


Eu funciono assim com o meu marido, e não mudaria.


Por aqui, cada um recebe o seu ordenado, em contas bancárias separadas, paga as contas que tem a pagar, e fica com o resto para fazer o que entender.


Da minha parte, estou encarregada de pagar a renda da casa e, recentemente, a prestação da Netflix.


O meu marido, em compensação, fica com as despesas de água, luz, gás e tvcabo.


Eu compro a areia para as gatas. Ele, a ração. 


Ambos compramos coisas que todos utilizamos em casa, mas cada um compra para si aquilo que quer ou gosta, e o outro até nem quer.


Se há gastos extra, vemos que tem mais possibilidades de pagar no momento mas, normalmente, gastos relacionados com o carro ficam para ele, e com a casa, para mim.


Tudo o que cada um de nós queira gastar a mais, é problema seu.


Mas acabamos por, em várias situações, irmos alternando as despesas, do género, hoje pago eu o cinema, para a próxima pagas tu.


 


E aí desse lado, consideram que é uma prática que não faz sentido, e pode até revelar falta de gestão e organização, bem como de confiança no parceiro, ou uma alternativa igualmente válida nos tempos modernos?


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!