E não tem o direito de remeter essa responsabilidade para os outros, como se fossem os outros a tomar as decisões por si.
O que vejo cada vez mais, nos dias que correm, são pessoas indecisas, confusas, com dúvidas que, a determinado momento, pedem opinião a outras.
Não há qualquer mal nisso. Por vezes, as opiniões podem ajudar-nos a encontrar o rumo certo, ou a perceber se estamos no bom caminho, ou a resvalar para caminhos sinuosos. Em qualquer dos casos, a decisão final é sempre nossa.
Mas o que as pessoas pedem, nunca é apenas isso - uma opinião. Querem mais! Querem quase que lhes digamos o que devem fazer. Ou então, não querem a nossa opinião, mas apenas obter a nossa concordância e aprovação.
E depois, ou ficam aborrecidas porque aquilo que ouvem vai contra a ideia que tinham e, chateadas, acabam por descartar essas opiniões porque não têm que seguir o que os outros dizem, e sim o que querem e pensam.
Ou seguem essa opinião e, caso as coisas não resultem, acusam os outros de as terem induzido em erro.
Pior ainda, é quando essas pessoas tomam as decisões por vontade própria, mas apercebem-se de que estavam errados, e tentam culpabilizar os outros, que nem sequer se manifestaram, ou o fizeram, mas em sentido contrário.
Se não querem ouvir, ou acham que não vão gostar do que os outros têm a dizer, não lhes perguntem.
Mas se, de alguma forma, envolvem os outros nas decisões que têm que tomar, seja através do pedido de opinião ou com constantes conversas sobre o assunto, sobretudo se essas decisões têm impacto sobre os outros também, as pessoas têm que estar preparadas para ouvir.
Por vezes, aquilo que aos seus ouvidos soa como crítica, parecendo que lhes queremos mal, não é mais do que uma chamada de atenção, que um alerta, precisamente pelo contrário, porque queremos o bem da pessoa e, quer queiramos quer não, pela proximidade e pela forma como nos envolveu no assunto, temos o direito de o fazer.
Vejo isso acontecer diariamente na farmácia! As pessoas muitas vezes vem perguntar se podem fazer X ou Y mas estão simplesmente à procura de uma aprovação quando sabem que estão a fazer algo menos correcto. E quando lhes dizemos o contrário ficam fulas connosco, não gostam de ser contrariadas. Hoje em dia já assumo outra postura, se vejo que a pessoa quer apenas aprovação alheia remeto me ao silêncio ou a uma fingida ignorância sobre o tema...
ResponderEliminarMartita, bom dia! É muitos mais fácil culpar os outros pelos fracassos do que assumir o erro. É uma forma de cobardia muito usada, infelizmente, pelos fracos. Sempre me irritou gente assim.
ResponderEliminarAcontece muitas vezes!
ResponderEliminarE também há quem procure os outros para fazerem algo por si, mas depois estão sempre a dizer como querem que as coisas sejam feitas. Então, façam-nas elas!
Bom dia, Maria!
ResponderEliminarInfelizmente, temos que lidar com todo o tipo de pessoas no nosso dia a dia, e estas são um desses tipos que irritam profundamente.