segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Lidl "a caminho do amanhã" na preservação do ambiente

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Na Malveira, já há muito que os sacos de plástico tinham sido abolidos.


Aqui por Mafra, mantiveram-se até ao passado fim de semana.


Este sábado, quando lá fui às compras, já não havia. No seu lugar, estavam estes sacos de papel.


 


 


 


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Os sacos até são bonitos.


Mas em termos de resistência, não sei até que ponto aguentarão compras mais pesadas.


 


 


 

Nas Garras do Destino, de António Gomes


 


O destino…


Esse, a quem muitos de nós atribuem a vida que nos calhou…


A quem muitos acusam dos males que nos acontecem, ou das coisas boas com que somos brindados…


Esse, a quem muitos desafiam…


Que muitos negam, rejeitam, abominam, e no qual muitos outros creem veemente…


Esse, que muitas vezes nos serve de desculpa para a nossa resignação, inação, conformismo…


O destino…


Esse, que ninguém vê, mas que muitos temem…


Que parece pairar sempre sobre nós, para o bem e para o mal…


Que, para muitos, parece estar algures, a controlar todos os nossos passos, todas as nossas decisões, como se fossemos meras marionetas…


Que, mesmo para aqueles que lutam contra ele, se parece como um boomerang – quanto mais tentamos afastar-nos dele, mais vamos de encontro a ele…


O destino…


Esse enigma que ainda ninguém conseguiu desvendar…


Terá ele a nossa vida nas suas garras, ou cabe-nos a nós a garra de traçar o nosso próprio destino?


 


 


Nas Garras do Destino acompanha a vida de uma família goesa, e de cada um dos seus membros, ao longo de vários anos.


A história começa quando Roberto, que vive em Nova Iorque, regressa a Goa, depois de ter recebido em sua casa, enviados por Carmina, os diários da mãe e da irmã, juntamente com outros documentos, cuja leitura o leva a querer saber tudo o que aconteceu, há muitos anos, e que culminou com um dia fatídico para toda a sua família.


 


Da relação entre D. Isabella e seu marido, um casamento arranjado pelas famílias de ambos, em que o amor foi substituído pelo respeito e amizade, resultaram três filhos.


 


Paulo, o preferido da mãe que, a determinado momento, foi estudar Direito para Coimbra, de onde teve que partir de forma inesperada, regressando um homem diferente daquele que outrora deixara Goa.


Paulo representa o vício, a decadência, a vergonha, a boémia, a libertinagem. Sem trabalho ou dinheiro, Paulo segue por caminhos que não devia, o que irá repercutir em todos aqueles que com ele convivem, ou com ele se cruzaram.


Haverá redenção para Paulo? Irá ele a tempo de mudar a sua história? E como irá ele lidar com a descoberta da sua verdadeira paternidade?


 


 


Amanda representa a irreverência, a modernidade.


Desde pequena que ela luta por aquilo em que acredita e que, muitas vezes, vai contra tudo o que sempre lhe ensinaram, contra as tradições e, a determinado momento, contra a própria família.


Apaixonada por alguém que a família considera de “classe inferior”, ela vai até ao último limite, para viver o seu amor, mesmo quando esse amor for ensombrado pelas mais negras nuvens.


Conseguirá Amanda voltar a ver o sol a brilhar? Voltará ela própria, a recuperar o seu próprio brilho de outrora?  


 


 


Roberto é aquele que passa despercebido aos que o rodeiam, que parece não ter nada que o destaque.


No entanto, é inteligente, apaixonado, responsável.


Acabará por ser o único filho que não contribuirá para a vergonha da família, nem lhe dará desgostos. 


Ainda assim, ele tem as suas próprias opiniões, e planos para o futuro, de que não abdicará. 


E, nesses planos, está Maria, a mulher que sempre amou, mas que nem sempre o viu como mais que um mero amigo.


Ainda assim, nem sempre o amor é suficiente para uma relação resultar, sobretudo, se for unilateral. Se não souberem como lidar com os problemas que lhes vão surgindo. Se não conseguirem dialogar, ser honestos, mostrar o que lhes vai na alma.


Conseguirão eles perceber, a tempo, o abismo para o qual o seu casamento está a caminhar, ou será tarde demais?


 


 


Numa época em que Goa, depois de séculos sob administração portuguesa, é invadida pelas forças armadas da Índia e por esta tomada, também a família Albuquerque parece estar a desmoronar-se por completo. 


Haverá força e vontade suficiente para se reerguer, perante todas as adversidades que enfrentam?


 


 


Leiam "Nas Garras do Destino", e descubram tudo todas as respostas!


 


 



Sinopse



"As inesperadas revelações no diário de sua mãe levam Roberto a deixar Nova Iorque e voltar à sua casa ancestral em Goa. Aí, com a ajuda de Ayah Carmina, ele desvenda o mistério em torno da tragédia que atingira os seus irmãos 21 anos antes, afetando-o profundamente e arruinando o seu relacionamento com Maria, sua esposa.


Corre o mês de Maio de 1961, na aldeia de Loutolim, em Goa, Índia Portuguesa. A mãe de Roberto, Dona Isabella, aguarda ansiosamente a volta de seu filho mais velho e favorito, Paulo, que estudava Direito em Coimbra, Portugal. No mesmo dia do seu regresso, ele escapa à execução por guerrilheiros mascarados que querem derrubar o regime colonial.


A tomada de Goa pelos militares indianos em Dezembro desse ano abala a fundação socioeconómica da tradicional família goesa de Roberto. Sua irmã Amanda apaixona-se por um homem de casta inferior, enquanto Dona Isabella lamenta a perda de sua cultura. Assombrado por pesadelos, Paulo começa a beber, a usar drogas e a participar em orgias sexuais com os hippies americanos na praia de Baga.


As revelações de Ayah Carmina incitam Roberto e Maria a compensar o tempo perdido.


Esta história brilhantemente trabalhada desdobra-se como uma tela carregada de uma sensibilidade profunda e uma sensação de mau presságio. Em Nas Garras do Destino, Gomes assume a história, o amor, a morte, os conflitos de assimilação e os costumes culturais do povo de sua terra natal, Goa."


 


 


Autor: António Gomes


Data de publicação: Maio de 2019


Número de páginas: 296


ISBN: 978-989-52-4473-7


Colecção: Viagens na Ficção


Género: Romance


Idioma: PT



 


 


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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

À Conversa com Meu General

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Meu General é uma banda de Carne e Osso, que lançou, no passado dia 13, o seu mais recente álbum. Sim, foi numa sexta-feira 13, mas Não Há Razão para acreditar que isso possa trazer azar.


Dente por Dente, que é como quem diz, música após música, Diz que “Jogo Sujo” não tira o pé do acelerador do primeiro ao último minuto.


Nunca É Demais recordar, para quem já os acompanha, ou dar a conhecer para quem, Como Eu, não conhecia o projecto, que este é um disco assumidamente punk rock.


Como um Cego (Sem Ver) é o nome do single de apresentação, mas parece que Meu General “pisca o olho” aos Xutos & Pontapés, Guns N' Roses, Motorhead e outras bandas que, no Limite, a distorção trata por tu.


Fosse Ontem, e até poderia ser Spaceman. Mas hoje, a conversa é mesmo com Meu General!


 


 


 


 


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Quem são os Meu General?


Meu General é o meu projeto a solo.


Apesar de ser o alter ego de Gilberto Pinto não se pode dissociar General de todas as pessoas que participam. Assim sendo podemos considerar que MEU GENERAL é um colectivo que parte de um conceito a solo.


 


 


 


Como é que surgiu este projecto e o respectivo nome da banda?


Meu General aparece em 2008 ainda sob outra designação.


Surgiu na necessidade de colocar em disco inúmeras composições feitas ao longo do tempo. O lado compositor falou mais alto e quis ter a chance de poder fazer um trabalho com coerência. Desde escolha de produtor, músicos até aos convidados foi um processo altamente enriquecedor que me permitiu crescer enquanto músico e sobretudo como pessoa.


Este pontapé de saída teve muitos amigos e ídolos. Desde Zé Pedro dos Xutos & Pontapés até Marco Nunes dos GNR, Pedro Abrunhosa, Blind Zero, passando aos amigos de infância, esta experiência foi um sonho tornado realidade.


 


 


 


Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?


General assenta sobretudo na escola do Rock N’ Roll Tradicional.


Tem como principais referências os Xutos & Pontapés, Guns n’ Roses, Motorhead e Sex Pistols


Baseia-se num principio onde as guitarras e a secção rítmica são fundamentais passando por um esquema direto de canções curtas e orelhudas.


 


 


 


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“Jogo Sujo” é o nome do vosso mais recente álbum, editado a 13 de setembro. O que pode o público esperar deste trabalho?


O Jogo Sujo sucede ao disco de estreia PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE 2013.


A meu ver é uma continuidade do trabalho que começou em 2008.


Evidentemente que cada álbum traz experiências novas e este não fugiu à regra.


É mais cru e mais direto do que o PRIMEIRAS IMPRESSÕES e foi intencional partir para uma estética mais punk.


Pode-se classificar este disco como um trabalho de impulso, pois é fruto dos primeiros instintos que cada um de nós sentiu ao trabalhar cada tema.


Certamente que ao vivo irá ainda ganhar mais energia do que está registado no disco.


 


 


 


De que forma caracterizariam a sociedade actual em que vivemos, e de que forma isso está implícito nos vossos temas?


O nome do disco “Jogo Sujo” não aparece do nada. Acho que estamos a passar um período de incertezas a todos os níveis.


Neste mundo altamente tecnológico e rápido, muitas vezes não sabemos como agir, digerir e atuar.


Damos por nós a agirmos quase como robots, sem pensarmos pela nossa própria cabeça. Jogo Sujo é tudo o que representa este Mundo atual cheio de incerteza.


 


 


 


 



 


“Como Um Cego (Sem Ver)” é o single de apresentação. Sobre o que nos fala este tema?


Como um Cego (sem ver) pode ter varias interpretações, A ideia forte que me ocorre, é que hoje em dia…passamos pela vida só olhando, não vendo.


Não somos cegos… mas por vezes vemos menos.


O parecer suplante o ser.


 


 


 


Consideram que, hoje em dia, andamos todos um pouco “cegos” para com a realidade que nos rodeia?


Como disse anteriormente, é mesmo isso.


Deixamos de pensar, deixamos de ver…olhamos somente.


Não pensamos pela própria cabeça, muitas vezes vamos junto com a maré.


É necessário termos personalidade e querer ver…não querer só olhar.


 


 


 


Em que é que este trabalho se assemelha ou difere dos seus antecessores “Primeiras Impressões” e “Vinte ao Vivo”?


Relativamente ao Primeiras Impressões difere no método e nas pessoas que trabalharam em cada um.


O espírito é o mesmo que começou em 2008. Rock N’ Roll puro e duro.


O Vinte ao Vivo foi uma oportunidade que houve de registar um concerto com 20 amigos entre nós. Daí o VINTE, homenagem aos amigos que foram assistir a essa gravação.


Foi uma experiência que terminou numa gravação e resolvi perpetuar em CD.


 


 


 


Quais são os objectivos a concretizar ainda em 2019? E a longo prazo?


Em 2019 estamos a preparar para Novembro a apresentação do disco no Porto, e fazer uma série de concertos para solidificar o alinhamento.


2020 é o ano de tentar elevar MEU GENERAL nos palcos nacionais.


Estamos a tentar criar estruturas sólidas para se apresentar um espectáculo Rock bastante enérgico com um alinhamento sem tirar o pé do acelerador.


Em 2020 está previsto um novo trabalho de originais, lá para o Natal.


 


 


 


De que forma é que o público vos pode acompanhar?


As pessoas podem acompanhar-nos nas redes sociais, Facebook, Youtube e Instagram de Meu General e podem vir ter connosco quando tocarmos ao vivo.


Felizmente temos sempre pessoas novas a chegar e a aumentar o número de amigos que permitem que todos juntos possamos fazer a festa.


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Sonhos que davam filme

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"Duas irmãs, problemáticas, passam o tempo todo a arranjar confusão e a meter-se com quem lhes aparece à frente.


Foi assim com um grupo de amigas com quem, um dia, se cruzaram na praia, e que decidiram atacar.


Uns tempos depois, sem que nada o fizesse prever, uma delas, Naomi, mata-se.


Passam-se cinco anos.


Uma das amigas volta ao local onde as irmãs moravam. Na casa vive, agora, uma nova inquilina, que chegou a conhecer as irmãs.


Conversam um pouco sobre elas e o passado, e a inquilina nova vai mostrando os vestígios que ainda por lá existem até que, num dos quartos, atrás de um poster meio rasgado, descobrem uma colecção de moedas, colada na parede.


E começam a pensar se o segredo sobre aquele dinheiro não terá tido algo a ver com a morte de Naomi."


 


 


Não tentem perceber a lógica do sonho, porque os sonhos não têm lógica. E este deixa muito a desejar mas, bem limado e desenvolvido, até devem um filme de suspense! 

A primeira reunião de pais na nova escola

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Escola nova, recepção aos novos pais.


No chamado "Jardim de Inverno", um átrio coberto, situado entre pavilhões, onde foi colocado um palco e várias cadeiras para a esperada plateia.


 


 


Esta primeira parte adivinhava-se aborrecida. E assim foi.


Pouco depois da hora marcada, a palavra foi da directora da escola que, para não se dispersar e alongar, optou por ler o seu discurso pré preparado. Os restantes colegas de palco, pouco mais fizeram que dar as boas vindas e desejar um bom ano, ficando o resto do tempo a "enfeitar".


Depois, passou a palavra ao presidente da associação de pais, que também vendeu o seu peixe.


 


 


Despachada esta primeira parte, chegou o momento de cada encarregado de educação procurar o seu pavilhão/ sala, para a reunião com o respectivo director de turma.


Este ano, calhou ser o professor de educação física. Achei graça ao senhor, pareceu-me simpático, mas pouco dado a falar para o público. Toda a informação que tinha no powerpoint foi, literalmente, lida.


Para além do anúncio da chegada de uma aluna nova, a questão das faltas, e da progressão de ano, pouco mais de relevante foi falado, para além do que já sabíamos.


 


 


Felizmente, houve dois voluntários para representar os pais, o que nos poupou à votação, até porque, naquele momento, já nem nos lembrávamos dos nomes dos pais que se apresentaram no início da reunião.


 


 


Por último e, mais uma vez, para comprovar como o mundo é pequeno, e nos cruzamos com determinadas pessoas quando menos esperaríamos, fiquei a saber que a mãe de uma das alunas, com quem a minha filha começou a falar ainda antes das aulas começarem, é a funcionária de uma loja que eu frequentei durante anos.


 


E que a mãe de um colega de turma da minha filha é alguém com quem já me cruzei várias vezes, ao longo da minha vida: no hipermercado onde faço as compras, onde a conheci quando ela lá trabalhava, no Jardim de Infância onde a minha filha andou, quando ela era lá auxiliar, no meu trabalho, enquanto cliente, várias vezes nos mesmos locais de lazer e, agora, de novo, enquanto mães de alunos da mesma turma.


E que, por acaso, foi uma das causas para os problemas que me levaram ao divórcio do meu primeiro marido!


 


 


A vida tem destas coisas. Já no ano passado, tinha calhado uma mãe que, nos meus tempos de estudante, nos fazia bullying.


O que vale é que o passado fica lá atrás, e hoje, qualquer uma destas pessoas me é indiferente.


 

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Ready or Not - O Ritual

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O filme tinha uma boa premissa:


Uma família louca, com uma estranha tradição de integrar os novos membros da família através de uma sessão de jogos de tabuleiro, e com uma crença vincada de que, se não cumprirem o ritual, morrerão.


 


Grace é a noiva, que de um modo subtil é aconselhada a não levar avante o casamento. No entanto, achando que é uma daquelas coisas que todos dizem aos noivos no dia do casamento, ignora, e casa-se com o herdeiro milionário da família.


Como manda a tradição, Grace é obrigada a participar, saindo-lhe a pior de todas as cartas. Agora, ela terá que jogar às escondidas, contra toda a família.


 


Os Le Domas têm até ao nascer do dia seguinte, para a matar, evitando a maldição que poderá cair sobre eles.


Grace, por sua vez, terá até ao nascer do dia para escapar com vida a todos os membros da família, ou morrerá.


 


 


A expectativa:


Ao longo do filme, assistimos a dois irmãos com atitudes distintas.


Alex, o noivo, que agora tenta ajudar a amada a escapar à tradição da família, afastou-se dessa mesma família porque não queria fazer parte destes jogos doentios e mortais, embora compreenda porque o fazem.


Já Daniel, cumpre a sua missão, embora não concordando e, sempre que possível, deixando para os outros os actos que ele não tem por que cometer, enquanto houver quem o faça por ele. 


São várias as vezes em que achamos que Daniel vai ceder, e ajudar a cunhada Grace. Será que ele vai mesmo fazê-lo, ou os laços de sangue, e a vontade de salvar a sua própria pele falará mais alto?


E Alex, conseguirá ele resistir à sua verdadeira natureza, ao legado que a família lhe está a transmitir?


 


 


A surpresa:


Grace dá luta do início ao fim, mas é apenas uma, contra todos.


Ainda assim, o filme reserva-nos duas surpresas, uma positiva e outra negativa. 


É a prova de que nem tudo o que parece, é.


 


 


A desilusão:


Quando se chega ao fim, o final é tão absurdo que acaba por ridicularizar e descredibilizar todo o filme.


E ficamos a pensar: "uau, que treta de filme"! 


Se era para acontecer o que aconteceu, mais valia fazê-lo com garra, com realidade, com luta, não com uma fantasia ultrapassada.

Tall Girl - o filme

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A maioria de nós temos tem algo de que não gosta em si mesmo.


Por vezes, são características insignificantes, que os outros quase não dão por elas.


Outras, são mais difíceis de ignorar, porque estão à vista, e não há como escondê-las ou disfarçá-las, como o ser alto, baixo, gordo, magro…


E são essas as que mais dores de cabeça dão, a quem as tem, não só pelos seus próprios complexos em relação à sua condição, como também pelos comentários depreciativos e bullying que vão sofrendo por parte de terceiros.


 


 


Tall Girl conta a história de uma rapariga alta. Não uma adolescente alta, mas demasiado alta para os padrões a que a sociedade está habituada. Ou para os mais baixos que com ela convivem!


 


Apenas dois dos seus amigos a tratam como igual, e a vêem pelo que ela realmente é. Tal como a sua irmã mais velha.


Os próprios pais (mais o pai, do que a mãe), mostram tanta preocupação pela condição da filha que, com a vontade e desejo de querer o melhor para ela e fazê-la sentir-se melhor, e fazê-los sentir-se melhor também, acabam por piorar ainda mais a situação, salientando a diferença, em vez de minimizá-la.


 


E se, a uma adolescente que já tem a autoestima em baixo, juntarmos pais super protectores, colegas de escola que fazem questão de mandar bocas, fazer piadas, e rebaixá-la, e um jovem sueco, por quem ela está apaixonada, mas que se quer tornar o ídolo da escola e namorar com a sua rival, temos o quadro perfeito para Jodi se esconder ainda mais dentro da sua concha, fazer coisas que não deve, e pôr em risco a amizade com aqueles que lhe querem bem.


Por vezes, é nos pequenos detalhes, nos quais não estamos focados, que conseguimos perceber quem realmente gosta de nós, ou quem nem sequer nos conhece de verdade.


 


 


Só Jodi poderá decidir se quer continuar a fugir, ou a aceitar e enfrentar a realidade, com segurança, confiança e liberdade para ser quem é, sem se preocupar com os preconceitos dos outros.


Até porque nunca sabemos se, do outro lado, apesar de tudo indicar o contrário, não estarão igualmente pessoas insatisfeitas consigo próprias.


Será que vai conseguir?


 


 


Por outro lado, os outros só irão olhar para nós com outros olhos quando, também nós, olharmos para nós mesmos com outro olhar.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Das ideias geniais e dos pequenos feitos possíveis

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Todos nós, por vezes, sonhamos com determinadas coisas que gostaríamos de concretizar. 


São grandes ideias que nos surgem, que nos fazem imaginar como tudo seria se as colocássemos em prática, que nos deixam temporariamente eufóricos e felizes por termos pensado nelas e podermos, eventualmente, realizá-las.


 


 


Mas, não basta ter uma ideia genial. Mas do que tê-la, é preciso perceber se a podemos levar adiante e é aí que nos devemos colocar algumas questões como:


 


- Há vontade?


- Há disponibilidade?


- Existem meios?


- Há verbas?


- É possível?


 


 


Muitas vezes, quem ouve estas grandes ideias fica igualmente entusiasmado. No entanto, o tempo vem depois demonstrar que nada daquilo que se imaginou, foi levado avante, colocado em prática, realizado...


Foram apenas ideias de génio que ficaram por aí mesmo.


 


 


Por outro lado, há aqueles que não não têm ideias destas, deslumbrantes, magníficas.


Mas levam a cabo aquilo que é possível, e que, ainda que não com tão bons resultados como os que as outras ideias prometiam, se mostram eficazes, seguras, duradouras.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Reflexão do dia

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Na vida, mais depressa te dão um empurrãozinho quando estás lá em cima, para ver se cais, do que te dão quando estás em baixo, para te ajudar a subir!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

À Conversa com Pedro Inocêncio

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Pedro Inocêncio é um autor português que adora escrever, e que tem  vindo a conquistar cada vez mais apreciadores da sua escrita vibrante e espontânea. 


Para além dos romances "Tudo Acontece Por Uma Razão" ,  "A Herança Nazi " e a sua mais recente obra "A Princesa do Índico", Pedro Inocêncio conta ainda com uma significativa coletânea de poemas, letras para canções e textos editados. 


 


Para ficarem a conhecer melhor o autor, aqui fica a entrevista a Pedro Inocêncio, a quem desde já agradeço pela disponibilidade em particpar nesta rubrica:


 



 


 


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Quem é o Pedro Inocêncio?


Um sonhador! Alguém que adora escrever, estar com quem ama, viajar, correr, jogar ténis… Viver o momento por que cada momento é único e irrepetível.


 


 


Como surgiu a sua paixão pela escrita?


Foi um acidente… Sou um leitor compulsivo há vários anos.


A certa altura li uma notícia de uma senhora que perdera tudo e isso tinha sido a maior bênção da sua vida. Comecei a escrever o Tudo Acontece Por Uma Razão.


 


 


Em que momento sentiu que tinha que partilhar com o público a sua escrita?


A partir do momento que as pessoas que estavam à minha volta me disseram que aquilo que escrevia estava realmente bom.


Sem esse incentivo não sei se teria a coragem de editar, uma vez que os meus livros transparecem muito daquilo que é o meu sentir.


 


 


 


 



 


"Tudo Acontece Por Uma Razão" é o seu romance de estreia, lançado no final de 2015. Poder-se-á dizer que este é, de certa forma, um dos seus lemas de vida?


Gosto muito dessa frase, desse lema… E quero muito acreditar que nada acontece por acaso.



Embora as notícias deste mundo cinzento em que habitamos me retirem muito da minha fé, continuo a acreditar na face romântica da humanidade.



 


 


 


 



 


Depois de "A Herança Nazi", um romance histórico, o Pedro lança agora o seu terceiro romance "A Princesa do Índico". Já pensou em experimentar outro estilo literário, ou é no romance que irá continuar a apostar?


Gosto muito do meu estilo de escrita uma vez que se enquadra no género literário que consumo enquanto leitor. Livros com acção, dinâmica, suspense, romantismo, situações dramáticas… Uma mistura da ficção com a realidade.


 


 


Em que é que se inspira, quando escreve?


Na vida, em todos os vectores que conheço dela.


 


 


Nas suas obras, para além do romance, aborda questões sociais e humanitárias. Considera que os livros são, também eles, uma forma de alertar e consciencializar as pessoas para o que se passa no mundo?


Poderia ser se os meus leitores me derem esse crédito! Sou um humanista e alguém que lhe custa aceitar as injustiças atrozes e os crimes que são perpetuados, dia após dia, neste planeta que alguém apelidou de Planeta Terra…


 


 


Outro dos elementos presentes nas suas obras é o suspense?


Sim, sem dúvida! Gosto de manter os meus leitores sempre na expectativa, sempre em sobressalto, sem saber o que vem a seguir.


 


 


Logo no início da obra, deparamo-nos com este pensamento: "Somos o resultado das nossas circunstâncias. O acaso decide mais sobre o nosso destino, do que o mérito ou esforço pessoal.". Este pensamento traduz a sua opinião pessoal?


Tenho a convicção que podemos fazer muito por nós próprios. Mas também entendo que somos condicionados por uma série de factores aos quais somos totalmente alheios…


 


 


A determinado momento, a personagem António Tomás da Costa afirma que "Portugal está farto de afetos!", numa crítica ao actual Presidente da República. Na sua opinião, os portugueses estão, passados mais de três anos do início do seu mandato, fartos de afectos, ou continuam a preferir um presidente que prima pela diferença, como Marcelo Rebelo de Sousa?


Essa passagem insere-se no perfil e na conduta implacável do magnata António Tomás da Costa. Que é uma das personagens chave do romance. Na vida real a política passa-me ao lado… Não acredito na generalidade dos políticos.


 


 


São várias as obras em que os autores fazem referência a atentados terroristas no nosso país apesar de, na realidade, ter escapado até agora. Considera que Portugal poderá vir a ser um próximo alvo de atentados por parte do Estado Islâmico?


Espero que não! Podemos ter muitos defeitos, mas somos um povo relativamente pacífico.


 


 


 


 



 


Em "A Princesa do Índico", o Pedro aborda a mão-de-obra escrava existente na fábrica da Su-Cola, nas Maldivas, e os maus tratos a que os trabalhadores são sujeitos, bem como as condições precárias em que trabalham e vivem, algo que sabemos que é uma realidade nos dias que correm. Na sua opinião, de que forma, enquanto seres humanos, podemos ajudar a combater estas escravidões laborais?


Se olharmos para a história da humanidade a escravidão esteve sempre presente…


Somos uma espécie terrível. O poder transforma o ser humano.



Talvez a forma mais eficaz de combater as atrocidades que existem por este mundo seja a formação humanitária e cívica que se dá aos jovens e crianças.



Para criar um novo Homem é necessário uma nova educação. Porque como dizia Einstein só um louco julga que consegue mudar algo fazendo tudo da mesma forma.


 


 


Que feedback tem recebido por parte dos leitores, relativamente a esta última obra editada?


Tenho tido sempre críticas fantásticas. Às vezes até fico na dúvida se estão mesmo a falar dos meus livros… Com A Princesa do Índico tem sido igual, apesar do livro ainda ter pouco tempo no mercado.


 


 


Já tem em mente projectos futuros ou está, neste momento, apenas focado na divulgação de “A Princesa do Índico”?


Ando sempre a escrever outras coisas.


 


 


De que forma é que os leitores poderão acompanhar o Pedro Inocêncio?


No Facebook na minha página de autor, aescritadopedroinocencio. No Instagram na minha página pinocencio. Podem enviar um e-mail: pedronapoleaoinocencio@gmail.com


 


 


Muito obrigada, Pedro!


 


 


Muito obrigado Marta! Um beijinho grande,


Pedro Inocêncio


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Books, que estabeleceu a ponte entre este cantinho e o autor.


 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Primeira semana de aulas: vamos a contas!

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Então, até agora, a primeira semana de aulas foi assim:


- Carregamento do cartão de aluno - €. 10,00 (já tiveram que comprar na papelaria folhas de teste)


- Aluguer do cacifo - €. 10,00


- Cadeado para o cacifo - €. 5,00


- Saco de desporto - €. 10,00 (só agora percebeu que não caberia tudo na mala)


- Máquina calculadora gráfica - a mais barata, sugerida pela professora - €. 80,00 (é só para o 2º período, mas é melhor ir já economizando)


 


 


Nem quero imaginar daqui para a frente!

Ganhámos uma "bolsa de estudos"!

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A que nem sequer sabíamos que tínhamos direito!


 


 


Hoje, ao ver os movimentos da minha conta, deparei-me com uma transferência, supostamente da Segurança Social, mas com um valor muito maior que o habitual abono que a minha filha recebe. Fiz as contas, e dava o dobro.


 


Sabia que, por norma, quem recebe abono de família teria direito, a cada mês de setembro, a receber o abono em dobro mas, no nosso caso, nunca aconteceu.


Fui confirmar e percebi que nunca tivemos direito a esse benefício porque só é atribuído ao primeiro escalão, sendo que a minha filha está no segundo.


 


Ora, se não era essa a razão para este valor, o que seria?


Cheguei então às "bolsas de estudo" atribuídas pela Segurança Social!


 


 


Mas o que é, afinal, esta bolsa de estudo?


É uma prestação em dinheiro, atribuída mensalmente, para combater o abandono escolar, melhorar a qualificação dos jovens em idade escolar e compensar os encargos acrescidos com a frequência obrigatória de nível secundário ou equivalente.


 


 


E em que condições é atribuída?


Tem direito à bolsa de estudo o aluno que ingresse no ensino secundário ou em nível de escolaridade equivalente e reúna cumulativamente as seguintes condições:



  • Esteja inserido em agregado familiar com rendimentos de referência correspondentes ao 1.º ou 2.º escalão do abono de família para crianças e jovens

  • Esteja matriculado e a frequentar o 10.º, 11.º ou 12.º ano de escolaridade ou nível equivalente

  • Tenha idade inferior a 18 anos. Caso esta idade seja atingida no decurso do ano escolar, mantém-se o direito à bolsa de estudo até ao fim do ano escolar

  • Tenha aproveitamento escolar durante a frequência do ensino secundário ou de nível de escolaridade equivalente.


 


Está explicado!


 


Se também desconheciam, podem ficar a saber mais em http://www.seg-social.pt/bolsa-de-estudo


 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Elite - 2ª temporada

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Já chegou à Netflix a segunda temporada de Elite.


 


Quando falei aqui da primeira temporada, terminei com esta premissa:


"No final, há uma pessoa que perde a vida, um assassino à solta, alguém que sabe a verdade e se calará, e alguém que será acusado injustamente. O que promete uma segunda temporada, para que possa ser reposta toda a verdade!"


 


 


Será que é mesmo isso que vai acontecer?


Talvez sim... Talvez não...


O que é certo é que a polícia tem uma estranha forma de actuar e que se baseia, sobretudo, no facto de uma pessoa ter, ou não, perfil para cometer um determinado crime. Um pouco como o julgamento popular, baseado na aparência, na raça, na religião. 


Mas com a diferença de que eles são a autoridade, e deveriam ser imparciais.


Perante um crime, sem qualquer prova concreta, e sem arma do crime, apenas baseando-se em suposições e eventuais motivos, uma pessoa que tinha perfil para ter cometido o crime (e deve ter ajudado ter cadastro por problemas com drogas), foi detida como principal suspeita. Como a família não tinha dinheiro, só uns meses depois saiu sob fiança.


Quando é mostrada à polícia uma outra visão sobre o crime e um outro suspeito, esta ignora porque a pessoa "não corresponde ao perfil"!


Para esse mesmo crime, sem as ditas provas, sem a dita arma do crime, mas com uma confissão de um dos cúmplices no encobrimento do crime, o agora suspeito, inicialmente detido, continuará em liberdade.


É esta a justiça com a qual podemos contar. Ou será que ainda poderemos ter esperança?...


 


 


Esta nova temporada traz novas personagens:


Valério, meio irmão de Lucrécia, que é uma completa lufada de ar fresco nesta série. Jorge Lopez já nos tinha habituado a uma outra personagem descontraída, Ramiro, de Soy Luna, mas aqui está ainda mais doido! E, no entanto, na sua postura de total desinteresse, esconde-se alguém que só quer amar e ser amado.


 


Outra personagem que nos chega é Cayetana, uma jovem pobre, cuja mãe (a Tere, de Vis a Vis) é empregada de limpezas, e o avô é um homem doente e acamado.


Com vergonha da sua condição, Cayetana fará de tudo para se juntar ao grupo de alunos de elite, contando todo o tipo de mentiras, inventando para si a vida que sempre desejou ter, como a concretização de um conto de fadas.


Mas, até quando durará a farsa?


E, afinal, valerá assim tanto essa vida fútil que ela tanto quer quando, quem a tem, tudo faria para sair dela?


 


Para completar, chega Rebeca, filha de uma traficante de drogas que, depois de ganhar a lotaria, se muda dos subúrbios para a antiga casa de Marina e Gúzman.


Rebeca é uma jovem simples, prática, despretensiosa, que se tornará amiga de Nádia e se irá apaixonar por Samuel, apesar de não ser correspondida.


Pouco aceite pelos meninos ricos, será apelidada de Barbie Traficante.


 


 


Amizades em risco


Christian era o grande amigo de Nano e de Samuel mas, devido ao seu desejo de viver uma vida luxuosa, escolheu o caminho errado, pondo em causa esta amizade. Para além disso, irá pagar caro pela sua escolha porque, ali, ou se está com o inimigo, ou se está contra ele.


 


Gúzman, Polo e Ander também são um trio de amigos, cuja amizade terá que superar algumas provas, sobretudo quando, para se ajudar um deles, terá que se esconder segredos de outro. E quanto mais o tempo passa, e mais os segredos se escondem, mais fraco o elo que os une se torna, podendo quebrar a qualquer momento.


 


 


Amizades novas


De toda esta segunda temporada, tendo em conta os acontecimentos a que vamos assistindo, surge uma amizade que nunca esperaríamos...


 


 


Relações perigosas


Uma das grandes surpresas desta temporada é Samuel, não só pela sua relação com Carla, a marquesa, que tão depressa parece assentar num sentimento verdadeiro, como num jogo de gato e rato, como também pelo facto de ele começar a traficar droga, para pagar a fiança do irmão e conseguir livrá-lo da cadeia, e angariar alguns inimigos que estão dispostos a acabar com ele.


 


 


O abismo


Quando uma pessoa, que era totalmente contra qualquer tipo de droga, e sempre tentou impedir os seus amigos de se meterem por esses caminhos, passa a fazer aquilo que sempre abominou, só pode estar à beira do abismo. Conseguirá essa pessoa travar a tempo, antes de cair nele, sem retorno?


 


 


O desaparecimento


Para além de Nano, que se pensa que terá fugido para não ser condenado e preso por um crime que não cometeu, também haverá um aluno desaparecido, e do qual nada saberemos, até quase ao final, quando o peso dos segredos que alguém carrega, for demasiado pesado para carregar, e levar ao desencadear de todos os acontecimentos finais.


 


 


A aceitação e perdão


Nadia e Omar querem apenas ser jovens normais e, como tal, também comentem erros. Só que o preço a pagar por isso será caro. O medo da rejeição por parte da família, a contrapôr com a necessidade de se afirmarem e libertarem das tradições que não lhes permitem viver como os restantes jovens, leva-os à revolta, e a actos dos quais se podem vir a arrepender.


Mas, no final, será interessante ver a forma como a família lida com todos esses desgostos, vergonhas, e abre uma pequena frecha, com poderá possibilitar a reunião de todos, a aceitação e o perdão.


 


 


Como vêem, ingredientes não faltam para assistir a esta segunda temporada que, mais uma vez, deixa tudo em aberto, para uma eventual terceira parte da história!


 


 


 


 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Rapto sem Vilania, de Nelson Leal


 


Existem raptos sem vilania?!


Há raptores que sequestrem alguém com boas intenções?


Pode um rapto ser desculpado ou perdoado mediante determinadas circunstâncias? Existirão atenuantes? Haverá justificação suficiente para tal acto?


Não!


 


 


Num final de dia como outro qualquer, depois de Carla ter ido buscar a sua filha Jacinta à escola, e estarem as duas a caminho do McDonald's mais próximo, alguém lhes bate no carro.


Esta manobra mais não foi, que uma distracção, uma forma de as fazer sair do carro e levar a cabo o rapto de ambas.


O objectivo? Pedir dinheiro pelo resgate, ao marido de Carla e pai de Jacinta, um homem rico e poderoso. 


Mas porquê esta família?


Há um diário, pertencente à mãe de um dos raptores e mentor do plano, que irá esclarecer de onde este e João se conhecem, e qual a relação que os une.


 


 


Percebemos que João Carlos é um homem sem escrúpulos, mas chegará ao ponto de abandonar a sua mulher à sua sorte, não pagando qualquer resgate por ela?


Chegará ele ao ponto de afirmar, a meio deste pesadelo, que quer o divórcio, e reconstruir a sua vida ao lado da amante, fazendo a mulher passar por cúmplice do rapto?


 


 


O que faz uma mulher quando, no momento em que poderia ser libertada, se vê rejeitada pelo próprio marido? Não que ela gostasse muito dele, de qualquer forma. Irá Carla, ao estilo Mónica de la Casa de Papel, aliar-se ao inimigo?!


E a sua filha, como se sentirá ela, no meio de toda esta confusão?


 


 


Aquilo que mexeu mais comigo, tal como penso que mexe com qualquer mãe, é o facto de terem raptado uma criança.


No entanto, ao longo da história, vamos percebendo que ela foi a personagem a quem menos importância foi dada, relegando-a para segundo plano, como se tivesse sido apenas uma estadia não programada em casa de uns estranhos.


Já Carla, a mãe e mulher traída, ganha protagonismo à medida que a acção avança. Confesso que não gostei da atitude dela, de deixar a filha entregue ao pai e à amante, enquanto tentava resolver os seus problemas, e ajudar quem, na opinião dela, seria mais merecedor.


 


 


João Carlos pode ser um crápula, menino mimado, habituado a ter tudo o que quer, e a mandar em tudo e todos. Mas Carla também não é nenhuma santa ou puritana. Ela própria não sente amor pelo marido. Talvez nunca tenha sentido. Ainda assim, não se importou de casar com ele, pelo estatuto que lhe conferia. E de continuar com ele, mesmo sabendo da existência da amante.


 


 


A conclusão a que chego, depois de ler esta história é que, se há umas décadas atrás, era extremamente normal haver casamentos arranjados entre famílias, por questões de estatuto, títulos, conveniências, riqueza, ou tradição, na sua maioria, organizados pelos pais, contra a vontade e desejo dos filhos, hoje em dia, continua a haver casamentos por conveniência, mas por autoria e vontade dos próprios intervenientes!


O que será pior?


 


 


Rapto Sem Vilania é um livro que aborda a miséria de vida de uns, contrapondo à riqueza de outros, os negócios obscuros que se vão fazendo por aí, e que tornam os ricos ainda mais ricos, e os pobres ainda mais pobres, a vingança por uma vida que poderia ter sido muito diferente, e que foi roubada, o oportunismo e, até, o preço pelo qual cada um está disposto a vender-se, quando lhe é mais conveniente. 


 


 


 


Sinopse



“(Ela) refastelou-se num canto do sofá e cruzou as pernas, deixando adivinhar umas coxas curvilíneas e firmes. Com o cotovelo assente no antebraço esquerdo, fixou o olhar nos pequenos quadros abstratos de Júlio Pomar, Artur Bual e Cruzeiro Seixas.


- Quanto vais pagar pela Carla?


- Não sei… vou tentar negociar… talvez um milhão…


Ela pareceu sorrir, num esgar irónico e apontou vagamente o dedo para um quadro de Cruzeiro Seixas.


- Quanto deste por esta merda toda?


- Não sei… mais de um milhão, talvez.


- Então valem mais do que ela.”



 


 


Autor: Nelson Leal


Data de publicação: Julho de 2019


Número de páginas: 332


ISBN: 978-989-52-6242-7


Colecção: Viagens na Ficção


Idioma: PT


 


 


 


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Unbelievable, a nova série da Netflix

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Nos dias que correm, muitas são as mulheres vítimas de violações. E muitas são as que utilizam esse argumento para fins menos nobres.


Nos dias que correm, as mulheres ainda são vistas como provocadoras, como merecedoras, como causadoras de muitos dos males que lhes acontecem.


E, muitas vezes, como mentirosas!


 


 


Será que, quando uma mulher diz que foi violada, está a mentir?


Fará alguma diferença a investigação ser liderada por homens, ou por mulheres?


Influenciará, esse factor, a credibilidade das vítimas?


E o seu passado, poderá influenciar? Ou o seu comportamento e forma de lidar com o trauma?


 


 


Marie Adler é uma jovem que passou quase toda a sua vida em famílias de acolhimento, até que , com o acompanhamento de orientadores, vai para uma residência, em autonomia.


Numa manhã, vêmo-la afirmar que foi vítima de violação. Consigo está uma das suas mães de acolhimento. Segue-se a polícia, os investigadores. As perguntas, os exames periciais, as perguntas de novo.


A vítima é obrigada a contar uma, e outra, e outra vez, tudo aquilo que ela mais quer esquecer. Para além do abuso de que já foi vítima, vê o seu corpo ser, de novo, invadido e analisado ao pormenor.


E, como já sabemos, o corpo e a mente de cada vítima tem diferentes formas de reagir a um mesmo trauma.


 


 


E se, num primeiro momento, parecemos acreditar, nós e os investigadores, que Marie Adler diz a verdade, logo a sua estranha forma de agir nos leva, tal como às suas mães de acolhimento e, mais tarde, aos investigadores, a duvidar da veracidade dessa história.


Mais ainda quando a própria vítima, a determinado momento, reconhece que é tudo mentira para, mais tarde, querer voltar atrás, e estar constantemente a querer mudar o seu depoimento.


Acusada pelos investigadores de os estar a fazer perder tempo, Marie acaba por ver o seu caso arquivado, e a sua vida transformada num inferno por ter, supostamente, inventado a história da violação.


Dos amigos ao trabalho, quase todos lhe viram as costas e Marie vê-se, diariamente, julgada em praça pública e até, acusada de falso testemunho.


 


 


Enquanto Marie vai tentando sobreviver ao caos em que  a sua vida se tornou, começam a surgir novas vítimas de violação.


O agressor é esperto, e parece não deixar nada ao acaso, sabendo como funcionam os métodos policiais, limpando qualquer vestígio ou pista que pudesse levar a descobri-lo.


E é apenas quando duas investigadoras distintas comparam os seus casos, que se unem por um objectivo comum  de descobrir o predador, que percebem ser um violador em série.


 


 


Depois de uma investigação com muitos altos e baixos, com pistas que não levam a lado nenhum, e outras que se verificam mais produtivas, é apanhado o violador.


Entre o seu material, um disco enorme com possíveis informações sobre todas as vítimas, mas impossível de abrir, sem a ajuda do agressor, que se recusa a fazê-lo.


E entre as várias fotografias das vítimas que ele tirou, são encontradas 8 fotos de Marie Adler!


 


 


Afinal, Marie disse a verdade. 


E agora, quem lhe vai devolver tudo o que lhe foi tirado?


Como é que se pede desculpa a alguém de quem se duvidou e, até, acusou de mentir?


Como se redime um investigador, que pouco caso fez da vítima?


 


 


Gostei da premissa da série.


São 8 episódios que passam num instante.


Não gostei muito do final.


Achei que deveria haver ali algo mais. Algum mistério adicional. Algo que nos deixasse a pensar.


Foi tudo demasiado simples, demasiado limpinho, sem respostas concretas a algumas questões, com algumas pontas meio atadas.


Ainda assim, vale a pena ver!


 


 


"Unbelievable" é uma minissérie baseada em factos reais, e inspirada num artigo vencedor do Prémio Pulitzer de jornalismo em 2016. 

sábado, 14 de setembro de 2019

Mafarrica: a cerveja do concelho de Mafra!

A imagem pode conter: texto


 



Cerveja produzida com ingredientes locais da região saloia, em três variedades:

 

Pilsner - original

Stout - pão saloio

Red - morango do Oeste

 

 


Para saber mais, podem consultar o site https://mafarrica.pt/


 


 


 


Imagem: Mafarrica - a saloia que refresca


 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Usar uma máquina fotográfica tradicional é coisa do passado?!


 


Se não é, pouco faltará para o ser!


Hoje em dia, ou se vêem os comuns mortais a tirar fotos com os telemóveis, ou se vêem os fotógrafos profissionais com máquinas fotográficas especializadas.


 


 


Aos locais e ocasiões em que tenho ido, e aproveito para tirar fotografias, sou a única que destoa dos restantes, com uma máquina fotográfica básica na mão, como se fosse uma alienígena de outro planeta.


Um telemóvel acaba por ser muito mais prático, está sempre à mão e, se for dos mais modernos, até consegue uma boa qualidade de fotos e vídeos.


A máquina, nem sempre a temos à mão. Não é algo que se leve para o trabalho, ou se use no dia a dia, para ter ali quando surge uma imagem digna de fotografar.


 


 


Por exemplo, num concerto dos Átoa, há uns anos, ainda nos tiraram a foto com a nossa máquina fotográfica.


Este ano, no concerto da Bárbara Bandeira, isso era impensável. Só com telemóvel.


 


 


As máquinas fotográficas parecem, assim, cada vez mais, uma coisa obsoleta, pertencente ao passado. Os telemóveis, por outro lado, são o futuro.


Só que, como já disse várias vezes, não sou fã dos telemóveis modernos. Embora reconheça o jeito que, muitas vezes, dariam quando mais preciso, e não tenho nada à mão.


 


 


Há já uns meses que a minha máquina fotográfica, comprada há 7 anos, andava a dar sinais de precisar de ser renovada.


Para além de a objectiva nem sempre abrir, a própria lente já estava com umas manchas que, sempre que se fazia zoom, se notavam e estragavam as fotos.


Mas lá fui adiando, adiando. Ainda tirava fotos. Era só não fazer muito zoom, e as imagens ficavam apresentáveis.


Ainda esta semana a utilizei. E arrumei-a no sítio do costume.


 


 


Quando fui tirar outra coisa, do mesmo sítio onde ela estava, caiu ao chão.


Mais tombo, menos tombo, já caiu tantas vezes.


Pois, só que desta, foi de vez!


A objectiva ficou estragada, e lá se foi a máquina.


E agora, lá terei eu que a substituir! Por outra semelhante!


Sim, ainda não será desta que me rendo aos smartphones 


 


 


 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Princesa do Índico, de Pedro Inocêncio


 


Tudo acontece por uma razão.


Na vida de Bahira, aconteceu Pedro. E vice-versa.


A razão?


Só mais tarde se viria a descobrir...


 


 


Pedro é filho de um dos homens mais poderosos e ricos de Portugal.


Ainda assim, tolheu o seu próprio caminho, contra tudo aquilo que o seu pai tinha planeado para si, tentando conquistar aquilo que ambiciona pelo seu próprio mérito e esforço, mantendo no anonimato a sua filiação.


Formou-se em jornalismo e, no dia em que tinha a sua grande oportunidade, foi apanhado no meio do caos de um atentado terrorista.


 


 


Bahira é uma jovem nativa das Maldivas. 


Uma mulher como outra qualquer, sonhadora, que vê a sua vida transformar-se de um momento para o outro quando é obrigada a trabalhar como escrava numa empresa da ilha, juntamente com os seus irmãos.


Até ao dia em que outra reviravolta lhe muda o ruma da sua história, e a coloca na Assembleia da República, o local do atentado, tornando-se uma das principais suspeitas.


 


 


Pedro é um homem justo, correcto, humano, mas nada o prepararia para uma realidade que, muitas vezes, é ocultada à maioria daqueles a observam de longe, com muitos filtros pelo meio, e com uma imagem distorcida que lhes é atirada para os olhos.


Ainda que saiba que os ricos e poderosos tudo podem, tudo escondem, tudo abafam, e que o seu dinheiro serve, muitas vezes, para comprar o silêncio, para subornar, para enredar, ou para decidir a vida dos outros consoante os seus caprichos, é difícil compreender quando isso acontece pela mão da própria família.


Será contra tudo e contra todos, incluindo o seu pai, por um mundo mais justo e igualitário, pela defesa dos direitos humanos dos que mais precisam, que Pedro se irá insurgir e lutar.


 


 


Já do lado de Bahira, há segredos por desvendar que a levarão a ter que lidar com uma grande revolução, com aquilo que foi, que é, e no que se poderá vir a tornar, quando a verdade vier à tona.


Irmã de Abdul, membro do Estado Islâmico, e de Nasim, até que ponto estará ela envolvida no atentado que colocou Pedro, o seu namorado, e a ela própria, em risco de não sair dali com vida?


 


 


Mais do que o romance, o que mais me chamou a atenção neste livro são mesmo as questões com as quais nos deparamos no dia a dia.


A forma como os nossos preconceitos nos levam, de imediato, a suspeitar dos muçulmanos que encontramos no nosso caminho (e outras raças igualmente) e a culpá-los dos males que aconteceram, condenando-os ainda antes de se apurar a verdade.


A forma como, muitas vezes, nos fingimos de cegos, surdos e mudos, para não termos problemas, para não nos chatearmos, porque são coisas que não nos dizem directamente respeito, ou evitamos envolver-nos pelas consequências que daí poderão advir. E, mais do que a inação, que acaba por se traduzir em consentimento passivo, por vezes contribuímos mesmo de forma activa para muitas das problemáticas sociais que existem por aí.


A forma como, na generalidade, tratam as pessoas com desdenho ou indiferença, de forma mais agressiva ou até abusadora enquanto desconhecem a sua identidade, e tudo muda a partir do momento em que percebem que estão a lidar com alguém com poder.   


A forma como se compram e vendem pessoas, como se de um objecto ou mera mercadoria se tratassem.


A forma como, em pleno século XXI, ainda se acredita que a escravidão é o melhor método para garantir produtividade, rentabilidade, e lucro acrescido.


A forma como a ambição desmedida pode transformar as pessoas em verdadeiros monstros, sem dó nem piedade.


A forma como o fanatismo e a sede de vingança podem transformar as pessoas em armas mortíferas, que não medem as consequências dos seus actos terroristas e suicidas.


 


Um livro que aconselho, sem dúvida!


 


 


 


Sinopse



"Um atentado bombista à Assembleia da República, em Portugal, desperta o país para a realidade do terrorismo em grande escala! Ávidas de encontrarem culpados, as autoridades mundiais apontam as suas baterias para três irmãos muçulmanos: Bahira, Abdul e Nasim. Como pode este crime estar relacionado com o amor vivido entre Pedro Tomás da Costa, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, e Bahira Kadeen, uma bela muçulmana, que trabalha em regime de escravidão, numa das fábricas da família Da Costa?


Quando o magnata António Tomás da Costa decide investir nas Maldivas, convida o seu filho para o acompanhar. António construiu a sua colossal fortuna através do êxito planetário de uma bebida energética chamada Su-Cola. Mas, a sua extraordinária visão empresarial é camuflada por uma implacável falta de caráter e crueldade impiedosa para com os seus trabalhadores. Pedro jamais poderia suspeitar que aquela viagem iria mudar a sua vida e inspirar uma Revolução!


O amor improvável entre Pedro e Bahira será a centelha de luz e inspiração vulcânica para uma mudança que se impõe no mundo!


A Princesa do Índico é um extraordinário romance, que embalará o leitor entre o quadro idílico de um oceano prateado e a imagem incómoda da escravidão em massa..."



 


A Princesa do Índico


Autor: Pedro Inocêncio


Data de publicação: Agosto de 2019


Número de páginas: 660


ISBN: 978-989-52-6263-2


Colecção: Viagens na Ficção


Idioma: PT


 


 


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Porque é que os ebooks não funcionam comigo?!

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Como apaixonada por livros que sou, prefiro mil vezes os livros em papel, que em formato digital.


Mas, porque acima de tudo, gosto de ler, não me armo em esquisita e, quando há oportunidade, não tenho qualquer problema em ler livros dessa forma.


 


 


Nos últimos meses não tenho tido oportunidade de comprar livros novos e, assim, aproveitei a parceria com a Chiado Books, para ler alguns livros sem gastar dinheiro.


O primeiro foi através do contacto deles. Os outros dois tinha eu visto no catálogo, e pedi. 


Agora, a não ser que a pessoa interessada vá levantar os livros em papel à Chiado, eles apenas enviam em ebook.


 


 


Só que...


Não é a mesma coisa.


O meu telemóvel é um pré histórico que só dá para sms e chamadas pelo que, na rua, enquanto o livro em papel poderia ir sendo lido pelo caminho ou enquanto estava em espera nos serviços públicos, não posso fazer o mesmo com o ebook.


Resta-me lê-los no pc. Quando estou em casa, ao final do dia, depois de um dia inteiro a trabalhar no pc. Por outro lado, não é muito cómodo estar com um pc na cama, em determinadas posições que um livro em papel permitiria.


Ao contrário de um livro em papel, em que, sempre que interrompo, deixo o marcador a marcar onde fiquei, no ebook, tenho que andar à procura da página, porque sempre que entro volta ao início.


E se ainda alguma vontade havia, fica ainda mais reduzida quando, a meio de cada página, me deparo com a marca de água "not for sale", que colocam.


Além disso, noto que me distraio muito mais facilmente numa leitura em ebook, do que quando estou a ler em papel.


 


 


Tenho, há cerca de duas semanas, três ebooks para ler, e ainda não consegui passar da primeira página do primeiro!


 

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Em contagem decrescente para o início das aulas

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E para o fim da boa vida!


 


Já se sabe que a apresentação e recepção aos alunos será na sexta-feira. Sexta-feira 13, espero que seja um bom presságio, de que o ano que aí vem irá correr lindamente!


Já se sabe que só nesse dia os alunos, que vão para o 10º ano, ficarão a conhecer a escola onde irão passar os próximos três anos.


Já se sabe que os horários, bem à portuguesa, só serão afixados no dia 13 e que as aulas começam na 2ª feira seguinte (muito tempo para interiorizar, portanto)!


Já sei que a minha filha vai tem um director de turma. 


 


Pelo que me disseram os pais de quem lá anda, não costuma haver praxes que havia antigamente (e que nos faziam não querer meter lá os pés). Haja alguma coisa boa nos tempos modernos, que me deixa um bocadinho mais sossegada.


 


Obviamente, na sexta-feira, e porque a apresentação é só para os alunos, é provável que eu esteja no trabalho tão ou mais nervosa que ela, lá, entregue aos "tubarões"! Sim, porque ali já não há peixe miúdo 


 


 


 


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Os meus votos para este ano, para a minha filha e para todos os que estão em idêntica situação:


- que se adaptem bem à nova escola


- que se integrem minimamente na turma que lhes calhou


- que consigam fazer novas e boas amizades


- que gostem, de uma forma geral, dos professores que lhes calharem


- que tenham um(a) bom(oa) director(a) de turma


- que gostem das novas matérias que vão aprender, e que consigam tirar boas notas


- que se esforcem tanto ou mais do que o já faziam, porque dizem que este é um ano importante e, ao mesmo tempo, difícil, por ser um ano de adaptação


- que passe depressa este primeiro período, para que cheguem as férias de Natal!


 


 

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Tão simples como isto!

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Ouvimos tantas vezes as pessoas queixaram-se da sua vida, e até mesmo nós, tantas vezes nos queixamos, mas o que fazemos, realmente, para melhorá-la ou vivê-la de forma diferente?


Por vezes, nem é preciso grandes mudanças. Bastam pequenas coisas que, no fundo, nos farão mais felizes e de bem com a vida.


E sempre são uma preparação para ganhar coragem para os grandes passos que viermos a ter que dar!


 


 

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Cinco meses depois: os "contras" dos novos passes sociais

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Em Portugal, quase todas as medidas têm por hábito ser levadas a cabo ou concretizadas apenas pela metade.


E a dos novos passes, que chegou em Abril passado, não é excepção.


 


 


É certo que as vantagens são, a nível financeiro, compensadoras.


E que já todos sabíamos que a medida iria levar a que muitos optassem por utilizar os transportes públicos, antecipando a desvantagem de os mesmos irem ainda mais cheios que o habitual.


Supõe-se que parte do financiamento seria para cobrir a redução no valor dos passes e, a restante, para o aumento da frota.


 


 


Cinco meses depois, não me parece que exista uma maior oferta a nível de horários, e veículos de transporte.


Pior, e referindo-me aos autocarros aqui da zona, não me parece haver uma gestão de passageiros/ transportes, nem uma resolução eficaz, que faça os passageiros continuarem a preferir o autocarro, ao carro pessoal.


 


 


Uma das questões que se colocam é, por exemplo, a gestão dos passageiros quando o autocarro circula na autoestrada.


Sabemos que, à partida, os transportes são feitos para as pessoas irem sentadas, e é esse o suposto número de passageiros que deve levar.


Na prática, levam muito mais pessoas, muitas vezes em pé. Até que ponto o podem fazer, não sei. Mas que o fazem há anos, fazem.


 


 


Durante as minhas férias, o autocarro ia a abarrotar numa das vezes que o apanhámos para a Ericeira, e uma outra vez, de lá para cá.


Só houve uma vez em que me pareceu que colocaram um segundo autocarro a fazer o mesmo percurso, no mesmo horário, até Mafra.


Acabamos por ter sorte porque Mafra é um ponto onde sai muita gente até à nossa paragem, antes de, depois, entrarem outros tantos com destino à praia. E na Ericeira, há muitos anos que vamos apanhar o autocarro ao terminal, para termos lugar sentado.


 


 


Mas a grande questão que tenho colocado, por aquilo que o meu marido, que vai diariamente para Lisboa, me conta é o procedimento a ter quando o autocarro está prestes a entrar na autoestrada.


Até à última paragem pela estrada nacional, os passageiros vão sendo recolhidos, mesmo que não tenham lugar.


No entanto, nessa última paragem, se o autocarro estiver cheio, não entra mais ninguém porque, na autoestrada, de acordo com os motoristas, não podem levar ninguém de pé.


Portanto, os passageiros são obrigados a esperar pelo próximo autocarro o que, por norma, significa esperar quase uma hora.


E quem estiver no autocarro, de pé? É convidado a sair e esperar também pelo próximo?


E se o próximo também estiver cheio, e não puder levá-los?


Até que ponto a empresa disponibiliza um autocarro propositadamente para levar aqueles passageiros?


E quem tenha que cumprir horários, como faz?


 


 


Não estava já na hora de se pensar em servir e satisfazer melhor as necessidades dos passageiros, face a esta nova medida?


De que adianta pagar menos por um passe, se depois as pessoas lhes virem ser descontado, no ordenado, os atrasos ou faltas por culpa dos transportes?


 


 


 


 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Compeed versus Zovirax no combate ao herpes labial

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Quem sofre deste mal sabe o quanto o herpes labial pode ser incómodo, doloroso e inestético, fazendo-nos querer livrar dele o mais depressa possível.


Eu já tive crises mais recorrentes. De há uns tempos para cá, o herpes não tem aparecido com tanta frequência mas, volta e meia, lá dá um ar da sua (des)graça.


 


 


Desde sempre, me lembro de usar os pensos Compeed.


Tapam a ferida, que assim fica mais isolada.


São transparentes, pelo que quase nem se dá por eles.


E vão tratando do herpes, evitando o seu alastramento e ajudando no seu desaparecimento.


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Mas, das últimas vezes, tenho optado por utilizar o Zovirax. 


É certo que, ao invés de disfarçar o problema, o faz sobressair mais, porque o creme, mais concentrado ou mais espalhado, fica visível.


No entanto, parece-me mais eficaz, e num menor espaço de tempo, ajudando a cicatrizar mais rapidamente.


É ideal para se usar quando estamos em casa, podendo assim, para quem não quer sair à rua com a boca untada, funcionar como complemento do penso.


 


 


E por aí, o que costumam usar?

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Moda juvenil - 6 looks para diversas ocasiões

Chegou Setembro.


O regresso às aulas está quase aí mas, quer em aulas, quer no que resta das férias, aqui ficam algumas sugestões de looks para diversas ocasiões:


 


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Look 1


Para dias mais frescos, camisola de manga comprida, calças e ténis


 


 


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Look 2


Para um dia de aulas, camisola de alças branca, calças tropa, casaco de ganga e ténis brancos


 


 


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Look 3


Para uma festa ao final do dia ou ao fim de semana, vestido com folhos, em tons de verde e branco, e ténis brancos.


 


 


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Look 4


Um look descontraído, com camisola branca, calções amarelos e ténis brancos, ideal para dias de aulas ou para um passeio de fim de semana 


 


 


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Look 5


Para a praia, T-shirt e calções em tons de cinza, havaianas rosa e mochila


 


 


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Look 6


Ideal para uma festa ao final do dia, ou saída à noite, top cinza e preto, calças e botins pretos (os botins podem ser substituídos por sandálias ou sapatos)


 


 


Qual é o vosso preferido?


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!