quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Princesa do Índico, de Pedro Inocêncio


 


Tudo acontece por uma razão.


Na vida de Bahira, aconteceu Pedro. E vice-versa.


A razão?


Só mais tarde se viria a descobrir...


 


 


Pedro é filho de um dos homens mais poderosos e ricos de Portugal.


Ainda assim, tolheu o seu próprio caminho, contra tudo aquilo que o seu pai tinha planeado para si, tentando conquistar aquilo que ambiciona pelo seu próprio mérito e esforço, mantendo no anonimato a sua filiação.


Formou-se em jornalismo e, no dia em que tinha a sua grande oportunidade, foi apanhado no meio do caos de um atentado terrorista.


 


 


Bahira é uma jovem nativa das Maldivas. 


Uma mulher como outra qualquer, sonhadora, que vê a sua vida transformar-se de um momento para o outro quando é obrigada a trabalhar como escrava numa empresa da ilha, juntamente com os seus irmãos.


Até ao dia em que outra reviravolta lhe muda o ruma da sua história, e a coloca na Assembleia da República, o local do atentado, tornando-se uma das principais suspeitas.


 


 


Pedro é um homem justo, correcto, humano, mas nada o prepararia para uma realidade que, muitas vezes, é ocultada à maioria daqueles a observam de longe, com muitos filtros pelo meio, e com uma imagem distorcida que lhes é atirada para os olhos.


Ainda que saiba que os ricos e poderosos tudo podem, tudo escondem, tudo abafam, e que o seu dinheiro serve, muitas vezes, para comprar o silêncio, para subornar, para enredar, ou para decidir a vida dos outros consoante os seus caprichos, é difícil compreender quando isso acontece pela mão da própria família.


Será contra tudo e contra todos, incluindo o seu pai, por um mundo mais justo e igualitário, pela defesa dos direitos humanos dos que mais precisam, que Pedro se irá insurgir e lutar.


 


 


Já do lado de Bahira, há segredos por desvendar que a levarão a ter que lidar com uma grande revolução, com aquilo que foi, que é, e no que se poderá vir a tornar, quando a verdade vier à tona.


Irmã de Abdul, membro do Estado Islâmico, e de Nasim, até que ponto estará ela envolvida no atentado que colocou Pedro, o seu namorado, e a ela própria, em risco de não sair dali com vida?


 


 


Mais do que o romance, o que mais me chamou a atenção neste livro são mesmo as questões com as quais nos deparamos no dia a dia.


A forma como os nossos preconceitos nos levam, de imediato, a suspeitar dos muçulmanos que encontramos no nosso caminho (e outras raças igualmente) e a culpá-los dos males que aconteceram, condenando-os ainda antes de se apurar a verdade.


A forma como, muitas vezes, nos fingimos de cegos, surdos e mudos, para não termos problemas, para não nos chatearmos, porque são coisas que não nos dizem directamente respeito, ou evitamos envolver-nos pelas consequências que daí poderão advir. E, mais do que a inação, que acaba por se traduzir em consentimento passivo, por vezes contribuímos mesmo de forma activa para muitas das problemáticas sociais que existem por aí.


A forma como, na generalidade, tratam as pessoas com desdenho ou indiferença, de forma mais agressiva ou até abusadora enquanto desconhecem a sua identidade, e tudo muda a partir do momento em que percebem que estão a lidar com alguém com poder.   


A forma como se compram e vendem pessoas, como se de um objecto ou mera mercadoria se tratassem.


A forma como, em pleno século XXI, ainda se acredita que a escravidão é o melhor método para garantir produtividade, rentabilidade, e lucro acrescido.


A forma como a ambição desmedida pode transformar as pessoas em verdadeiros monstros, sem dó nem piedade.


A forma como o fanatismo e a sede de vingança podem transformar as pessoas em armas mortíferas, que não medem as consequências dos seus actos terroristas e suicidas.


 


Um livro que aconselho, sem dúvida!


 


 


 


Sinopse



"Um atentado bombista à Assembleia da República, em Portugal, desperta o país para a realidade do terrorismo em grande escala! Ávidas de encontrarem culpados, as autoridades mundiais apontam as suas baterias para três irmãos muçulmanos: Bahira, Abdul e Nasim. Como pode este crime estar relacionado com o amor vivido entre Pedro Tomás da Costa, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, e Bahira Kadeen, uma bela muçulmana, que trabalha em regime de escravidão, numa das fábricas da família Da Costa?


Quando o magnata António Tomás da Costa decide investir nas Maldivas, convida o seu filho para o acompanhar. António construiu a sua colossal fortuna através do êxito planetário de uma bebida energética chamada Su-Cola. Mas, a sua extraordinária visão empresarial é camuflada por uma implacável falta de caráter e crueldade impiedosa para com os seus trabalhadores. Pedro jamais poderia suspeitar que aquela viagem iria mudar a sua vida e inspirar uma Revolução!


O amor improvável entre Pedro e Bahira será a centelha de luz e inspiração vulcânica para uma mudança que se impõe no mundo!


A Princesa do Índico é um extraordinário romance, que embalará o leitor entre o quadro idílico de um oceano prateado e a imagem incómoda da escravidão em massa..."



 


A Princesa do Índico


Autor: Pedro Inocêncio


Data de publicação: Agosto de 2019


Número de páginas: 660


ISBN: 978-989-52-6263-2


Colecção: Viagens na Ficção


Idioma: PT


 


 


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