sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Cinco meses depois: os "contras" dos novos passes sociais

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Em Portugal, quase todas as medidas têm por hábito ser levadas a cabo ou concretizadas apenas pela metade.


E a dos novos passes, que chegou em Abril passado, não é excepção.


 


 


É certo que as vantagens são, a nível financeiro, compensadoras.


E que já todos sabíamos que a medida iria levar a que muitos optassem por utilizar os transportes públicos, antecipando a desvantagem de os mesmos irem ainda mais cheios que o habitual.


Supõe-se que parte do financiamento seria para cobrir a redução no valor dos passes e, a restante, para o aumento da frota.


 


 


Cinco meses depois, não me parece que exista uma maior oferta a nível de horários, e veículos de transporte.


Pior, e referindo-me aos autocarros aqui da zona, não me parece haver uma gestão de passageiros/ transportes, nem uma resolução eficaz, que faça os passageiros continuarem a preferir o autocarro, ao carro pessoal.


 


 


Uma das questões que se colocam é, por exemplo, a gestão dos passageiros quando o autocarro circula na autoestrada.


Sabemos que, à partida, os transportes são feitos para as pessoas irem sentadas, e é esse o suposto número de passageiros que deve levar.


Na prática, levam muito mais pessoas, muitas vezes em pé. Até que ponto o podem fazer, não sei. Mas que o fazem há anos, fazem.


 


 


Durante as minhas férias, o autocarro ia a abarrotar numa das vezes que o apanhámos para a Ericeira, e uma outra vez, de lá para cá.


Só houve uma vez em que me pareceu que colocaram um segundo autocarro a fazer o mesmo percurso, no mesmo horário, até Mafra.


Acabamos por ter sorte porque Mafra é um ponto onde sai muita gente até à nossa paragem, antes de, depois, entrarem outros tantos com destino à praia. E na Ericeira, há muitos anos que vamos apanhar o autocarro ao terminal, para termos lugar sentado.


 


 


Mas a grande questão que tenho colocado, por aquilo que o meu marido, que vai diariamente para Lisboa, me conta é o procedimento a ter quando o autocarro está prestes a entrar na autoestrada.


Até à última paragem pela estrada nacional, os passageiros vão sendo recolhidos, mesmo que não tenham lugar.


No entanto, nessa última paragem, se o autocarro estiver cheio, não entra mais ninguém porque, na autoestrada, de acordo com os motoristas, não podem levar ninguém de pé.


Portanto, os passageiros são obrigados a esperar pelo próximo autocarro o que, por norma, significa esperar quase uma hora.


E quem estiver no autocarro, de pé? É convidado a sair e esperar também pelo próximo?


E se o próximo também estiver cheio, e não puder levá-los?


Até que ponto a empresa disponibiliza um autocarro propositadamente para levar aqueles passageiros?


E quem tenha que cumprir horários, como faz?


 


 


Não estava já na hora de se pensar em servir e satisfazer melhor as necessidades dos passageiros, face a esta nova medida?


De que adianta pagar menos por um passe, se depois as pessoas lhes virem ser descontado, no ordenado, os atrasos ou faltas por culpa dos transportes?


 


 


 


 

7 comentários:

  1. Em Portugal as decisões são tomadas" sobre o joelho" ninguém pensa, sobretudo se dão votos.
    Baixar o preços do pass social é fácil. Aumentar a frota não. Por mais que gabem o simplex, qualquer iniciativa para ser aprovada percorre os inúmeros corredores de diferentes ministérios, secretarias e direcções gerais.
    Pelo que li as empresas de transporte já se queixam do estado caloteiro. Como não há dinheiro, nem se descobriu petróleo e as empresas nao são a Santa Casa qualquer dia, após outubro, volta tudo ao normal.

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  2. Já me tinha perguntado se estaria a funcionar bem essa nova questão do passe.
    Obrigada pelo feedback!

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  3. Pois.
    Nos primeiros dias que fui à praia, não notei a enchente de que o meu marido andava sempre a falar, e na vinda, como tinham dois autocarros, também ajudou.
    No dia seguinte, já foi uma fila em pé desde a entrada até à saída.
    Como é uma distância pequena, e na nacional, vai indo tudo ao molho.
    Mas o meu marido, que vai para Lisboa e vem, e em parte do percurso por autoestrada, tem assistido a alguns episódios destes.
    Em Lisboa, já chegaram a ficar pessoas na paragem, por estar lotado. E se não houver mais autocarros, como fazem? Ficam lá até ao dia seguinte?

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  4. É o mais certo.
    Até estou admirada por estar a durar tanto tempo, mas confesso que foi uma grande ajuda para o meu marido, que passou de mais de 150 euros em gasolina (pagaria um pouco menos por um passe) para 40 euros mensais.

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  5. Exato. Poupa-se mto. Mas é um pais pobre. Incomportável .
    Pelo menos ate outubro dura.
    Mas duvido que tenha pernas para andar em 2020.

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  6. Marta, há zonas piores que outras!
    Transportes abarrotar, já havia antes. Eles deviam e na maioria deles aumentar as ofertas. Por exemplo o Andy mora nos Foros da Amora e diz que houve um aumneto considerável de autocarros.
    Esta uma excelente medidas, mas não é perfeita.
    Este ano tenho feito praia, sem ter que comprar o bilhete para o comboio.

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  7. Pois, tem a ver com as empresas, com a gestão, com a afluência de passageiros, com os locais.
    Aqui, está instalado o caos.
    Ainda esta semana a minha mãe foi a Lisboa e, à vinda, a sorte dela foi ter chegado cedo à paragem do Campo Grande, senão, ficava lá a secar à espera do próximo autocarro, como ficaram muitos.

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