segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Sonhos que davam filme

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Um casal sai do autocarro.


Mal este arranca, a mãe olha para trás e não vê a filha.


“Onde está a minha filha?”, pergunta, já a perceber a gravidade da situação.


O marido, padrasto da filha, que está com ela, também compreende que algo se passou.


“Só pode ter ficado no autocarro.” Afirma e, de imediato, começa a procurar onde poderão  apanhar outro autocarro, para seguir aquele, de onde acabaram de sair.


 


Era suposto estarem perto de casa, mas saíram num local que lhes é totalmente estranho, e não sabem como sair dali.


O pânico e o desespero apoderam-se deles, ainda mais, quando percebem que não têm nada consigo – nem mala, nem carteira, nem telemóvel…


O padrasto acaba por ir para um lado, tentar encontrar uma solução, e a mãe fica sozinha, a ver se descobre onde estão e qual a melhor forma de chegar onde pretendem.


 


Desesperada, a mãe tenta algo que lhe indique o caminho para casa, mas é inútil.


Nem mesmo quem ela vai encontrando na rua parece saber dizer-lhe  que caminho seguir.


Sem saber o que fazer, o que pensar e vendo-se sozinha, dá um grito. De dor, de raiva…


 


É então que encontra umas pessoas que, aparentemente, a conhecem, mas que ela não reconhece.


Provavelmente (e é a única explicação que lhe vem à mente), terá sido drogada em algum momento, para estar assim desorientada.


Ela explica-lhes a situação, e essas pessoas prontificam-se a fazer o que estiver ao seu alcance, para ajudá-la.


Levando-a dali, para a casa de um deles, que vive ali perto, uma dessas pessoas empresta-lhe então um telemóvel, para que ela possa ligar à filha, e saber onde ela estará, para a ir buscar.


 


O mais curioso é que aquele telemóvel parece ser o seu, até porque tem os mesmos contactos, gravados da mesma forma.


Mas, naquele momento, o desejo de saber da filha era tão grande, que nem se apercebeu.


 


Do outro lado, atende-lhe uma voz masculina. Era a confirmação do pior.


Alguém a tinha raptado do autocarro. Alguém que não teria boas intenções, por certo.


“O que fizeste com a minha filha? Onde é que ela está?”


“A tua filha está aqui comigo.”


“Deixa-me falar com ela. Quero saber se está bem.”


 


O homem passa o telemóvel à filha, que apenas conseguem pronunciar uns sons que o homem vai dizendo, para ela repetir.


Sem conseguir conter as lágrimas, a mãe percebe que, também a filha, foi drogada, e está totalmente vulnerável, para o que quiserem fazer com ela.


 


“Se lhe fizeres alguma coisa, dou cabo de ti, seu monstro!”, diz a mãe com uma determinação que não sabe se tem.


“Tinhas 16 horas para encontrar a tua filha, e já só restam 5. Boa sorte!”


E, assim, desliga a chamada, com a mãe a desabar, e sem saber o que fazer para salvar a sua filha.


 


É nesse momento que acordo, sem saber como o sonho termina…


Eu estou deitada na minha cama, com o meu marido ao lado, e a minha filha dorme tranquila no seu quarto.


 


Afinal, foi só um pesadelo.

2 comentários:

  1. E que pesadelo!
    Ainda bem.que foi apenas um sonho mau.
    Beijo Marta e uma boa semana, sem pesadelos e muitos momentos bons. ⚘⚘

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  2. Obrigada, Maria!
    Volta e meia o meu cérebro cria verdadeiros filmes enquanto durmo, que mais parecem aquelas séries que acabam abruptamente, sem final :)
    Beijinhos

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