quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Como passar a noite às voltas com um exercício de matemática!

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Há já muito tempo que não me calhava um serão, à volta dos TPC's que a minha filha traz para casa.


De português, tinha feito algumas coisas, faltava a resposta a uma pergunta, e encontrar um recurso estilístico.


Ora, confesso que a linguagem usada por Fernão Lopes não é fácil de perceber, o que torna ainda mais difícil compreender a mensagem que ele quer transmitir.


Ainda assim, expliquei por palavras minhas, aquilo que eu pensava ser o pedido.


Para além disso, nunca me dei bem com recursos expressivos. Aquilo, em linguagem normal, parecia-me uma personificação mas como, naquele tempo, as palavras tinham outros sentidos, fiquei na dúvida.


Pesquisei em alguns sites, e consegui confirmar as respostas. Estavam bem.


 


 


O pior, foi quando passámos a um exercício de Macs (matemática aplicada às ciências sociais), utilizando o Método do Ajuste na Partilha.


Eu não percebo nada daquilo. Se alguma vez dei, esqueci-me totalmente. 


Tinha 95% de hipóteses de não correr bem.


Ela tentou explicar-me e, ao mesmo tempo, guiar-se por um exemplo do livro. Fez os cálculos de acordo com a explicação dela, e por esse exemplo, mas não batia certo o resultado.


Eu, guiei-me pela explicação e exemplo, e fiquei encalhada no mesmo ponto. 


Os valores das soluções não batiam certo com os que nos davam.


Vi, revi, voltei a fazer, e nada.


 


No entanto, no manual, tinha uma informação, no "passo a passo" dos cálculos, que não batia certo com a explicação que ela me estava a dar.


Fui ver um exercício que ela tinha no caderno. Também era diferente, mais parecido com a informação do livro. 


Tentei fazer os cálculos, usando essa técnica e informação. Deu-me o resultado das soluções.


A primeira parte, estava feita.


Mas, para ficar completo, tinha que conferir, através de equações, se para as duas pessoas dava o mesmo valor, significando que o exercício tinha sido bem feito.


Só que, mais uma vez, não batia certo.


Já era tarde. Tinha tudo para fazer. Estava prestes a desistir. 


Voltava a tentar.


Dizia que já não tinha mais cabeça, mas lá experimentava mais uma vez.


Desisti.


Pensei em voltar a olhar para aquele exercício hoje, para ver se conseguia, com calma e tempo, perceber onde estava o erro.


 


O meu marido diz que o facto de continuar, de certa forma, a estudar, através da ajuda que dou à minha filha, me estimula o cérebro.


Mas isto também é demais!


Fui para a cama a pensar no raio do exercício, sonhei com ele, e ainda esta manhã, voltei a olhar para as contas.


Decidi experimentar novamente, trocando um valor que, hoje, percebi, poderia estar no sítio errado.


E, voilá! Consegui resolver o exercício!


 


Agora, só falta tentar explicar à minha filha porque é que não podíamos estar a seguir o exemplo do livro, porque a situação era diferente, e tentar que ela perceba como é que se faz num e noutro caso, porque ela é teimosa que nem uma mula (como a mãe, por sinal), e nem sempre aceita à primeira, que aquilo que lhe estou a dizer está certo.


 

1 comentário:

  1. Quando eu andava na escola secundária,também era péssima a matemática,acho que nunca cheguei a tirar mais do que 8,ou seja,autêntica negativa!! Lamento de ter sido assim e lamento também ter deixado de estudar devido à minha doença crónica que me deu imensas dores de cabeça!! Felizmente,hoje sinto-me óptima,tenho o lema de aproveitar a vida ao máximo dos máximos!! Boa noite de quarta-feira para ti,muitos beijinhos!!

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