terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Última leitura do ano: Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi, de Raul Minh'alma

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, texto e ar livre


 


As pessoas entram na nossa vida quando têm que entrar, ficam enquanto tiverem que ficar, e saem quando devem sair.


Se pensássemos sempre assim, seria tão mais fácil superar o fim dos relacionamentos, das amizades, ou até a perda dos entes queridos.


Mas, na prática, nem sempre é assim...


 


Ao longo do livro, várias ferramentas são transmitidas, através das analogias que vêm pelo Sr. Artur, ou até mesmo pelo Rodrigo, fazendo pensar que Alice é uma mulher que não sabe lidar com a sua vida, no meio dos sábios, que parecem saber sempre a coisa certa a dizer e fazer.


De facto, foi aquilo que tenho a apontar de menos positivo no livro: a forma como os conhecimentos são "debitados" ou "despejados" ao leitor, que não soaram de forma natural, como seria a ideia ou intenção do autor.


 


Gostei da analogia da caixa.


A proposta era pegar em tudo o que nos caracterizasse, e colocar dentro de uma caixa. Se não coubesse, deveríamos excluir o que não fosse assim tão importante, para o resto caber lá dentro.


No entanto, o correcto era, simplesmente, não colocar nada porque, ou a outra pessoa nos aceita por inteiro ou, se temos que anular uma parte de nós, para que a outra nos aceite, não vale a pena.


 


Também adorei a analogia da fonte.


Os habitantes não queriam aceitar que a fonte fosse demolida e construída uma nova porque, afinal, de vez em quando, lá dava água.


Da mesma forma, nós vamos, muitas vezes, aceitando migalhas que nos vão dando para nos manter minimamente satisfeitos sem, no entanto, sermos realmente felizes.


No entanto, se dessem oportunidade a uma fonte nova, talvez a água já não parasse de correr.


E, se déssemos oportunidade a quem realmente merece, a quem nos dá o pão inteiro, fossemos mais felizes, do que com as migalhas que não são mais do que os restos daquilo que os outros já comeram.


 


A ampulheta


Dizia a psicóloga que a Alice consultou, que só havia duas formas de superar o final de uma relação, e de lhe custar menos.


A primeira, seria ela saber que o ex tinha outra, e já não queria saber dela. A segunda, era Alice encontrar um novo amor.


O Sr. Artur deu-lhe, por sua vez, uma terceira opção: fazê-la perder as memórias de tudo o que tinha vivido com a outra pessoa.


Caberia depois, a ela, decidir se essa perda de memórias seria para sempre, e assim viveria o resto da vida numa ilusão, ou recuperá-las, quando estivesse melhor preparada, e voltar à realidade, superando-a o melhor que conseguisse, porque nada se consegue de um dia para o outro.


A solução estaria na ampulheta que o Sr. Artur lhe deu, e nas mãos, na cabeça e no coração de Alice.


Eu confesso, por mais que me doesse, preferia a realidade à ilusão.


 


Uma nova paixão


Rodrigo surgiu na vida de Alice, ainda antes de as memórias lhe serem apagadas. Mas os melhores momentos vividos a dois, foram já nessa fase em que era suposto Alice não se apaixonar por ninguém.


E agora, ela terá uma decisão ainda mais difícil para tomar porque, ao recuperar as memórias do passado, aquilo que sente por Rodrigo pode adquirir um outro significado, ou até perder-se.


Mas, se atirar fora a ampulheta sem recuperar as memórias, tudo aquilo que viveu e poderá vir a viver com o Rodrigo, será uma farsa.


 


O segredo


Paralelamente à situação de Alice, há ainda um segredo por desvendar, que o Sr. Artur guarda a sete chaves, e que poderá mudar a vida de todos eles. 


O que une o Sr. Artur a Rodrigo e Alice, e que segredo será esse que ele esconde?


 


"Ganhei Uma Vida Quando Te Perdi" aborda ainda o divórcio, a superação e aceitação de novas relações dos ex, e a forma como os pais utilizam e prejudicam, muitas vezes, os filhos com isso.


E é, no fundo, uma história de superação: superação de traumas antigos, de perdas, de dificuldades, de sentimentos, de dor.


Porque só superando tudo isso, conseguiremos ser felizes!


 


 


SINOPSE


"Como é que se esquece alguém? Quando Alice decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado, procura Artur, um homem sábio e misterioso que tem o dom de apagar, temporariamente, as memórias associadas a uma pessoa.
No entanto, Alice estava longe de imaginar as consequências que essa decisão iria trazer para a sua vida, principalmente depois de se apaixonar por Rodrigo.
Agora tinha mais uma difícil decisão em mãos: enfrentar o passado, ou viver este novo amor que, depois de ter apagado parte das suas memórias, poderia não passar de uma mera ilusão…
O autor bestseller Raul Minh’alma, líder dos tops nacionais de vendas, traz-nos um romance arrebatador onde nos explica como fazer de um fim um novo começo e de uma perda uma grande conquista."


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Expectativas para 2020

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Estamos prestes a dizer adeus a 2019.


O ano passado, por esta altura, estava de pé atrás com o ano que aí vinha. Não tinha grandes expectativas para 2019.


E, de facto, embora não tenha sido um ano mau, foi um ano que se passou, sem grandes marcos.


Foi um ano que passou enquanto o diabo esfregou o olho, sem quase dar por ele.


E em que, realmente, me apercebi da sensação de os anos estarem a passar, e eu não estar a vivê-los como deveria, pelo contrário, a sensação que tenho é que estou a perder anos de vida por entre os dedos das mãos, sem conseguir agarrar nenhum.


 


 


2020 está quase a chegar. Não que eu acredite muito em numerologias e simbologias, mas confesso que soa bem. É um número que me inspira.


Dizem, também, que 2020 será o ano do sol.


Espero, por isso, que seja um ano cheio de luz, de alegrias, de momentos felizes, de corações quentes, de inspiração e, claro, de muito sol!


 


Não sou de grandes resoluções, porque sei que a maioria delas nunca chega a passar da teoria à prática, mas há algo que espero conseguir neste novo ano: pensar mais em mim, cuidar-me mais, ter mais tempo para mim, viver mais.


Sentir que estou a agarrar esta vida tão efémera, que a qualquer momento se pode esvair completamente, e a fazê-la valer a pena.


Porque ela não espera por nós...


 


 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A Rapariga Sem Nome, de Leslie Wolfe

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Como podemos combater os demónios do mundo, se não conseguimos aniquilar os nossos próprios demónios?


Como podemos ajudar e salvar outras mulheres, se não nos conseguimos ajudar a nós mesmas?


E se o demónio que anda à solta, for um elo comum a todas? Incluindo, àquela que já por uma vez conseguiu escapar, e que pode agora vir a cair na sua teia novamente, sem o saber?


 


Durante anos, Tess Winnett tentou encontrar o homem que a deixou, de tal forma, traumatizada que, ainda hoje, tem ataques de pânico.


Nem o facto de pertencer ao FBI a ajudou na sua incansável busca.


Na verdade, a única coisa que foi acumulando, enquanto agente especial do FBI, foram queixas, devido à sua forma de agir, muitas vezes impulsiva, contornando as regras, mas com resultados sempre acima das expectativas.


Ela sabe o que quer, sabe onde e como procurar, é perspicaz e intuitiva, e não tem medo de arriscar.


Habituada a trabalhar sozinha, desde que o seu parceiro morreu, vai ser difícil fazer agora parte de uma equipa, e lembrar-se dela, antes de agir por si mesma.


 


O mais recente caso de que foi incumbida, é o singular assassinato de uma jovem, às mãos de um psicopata que ela acredita já ter matado antes, e estar prestes a fazê-lo novamente, se não o conseguirem descobrir e travar a tempo.


Na verdade, tudo indica que o assassino fez outras vítimas, embora as semelhanças entre os crimes sejam inconclusivas, e que talvez esteja a aperfeiçar o seu método, para o derradeiro crime.


Mas, como descobrir quem é, e como apanhá-lo, sem colocar em risco as suas carreiras e, até, a própria vida?


Conseguirá Tess evitar o pior, com a mais recente vítima ou tornar-se-á, também ela, novamente, numa vítima deste homem?


 


A história está muito boa, e prende do início ao fim.


Conseguimos sentir a frustração deles, quando não sabem o que mais fazer, ou onde procurar, e cada minuto que passa é um minuto de sofrimento e tortura para a vítima, que poderá ser fatal.


E é fáci perceber porque Tess tende a passar por cima de burocracias inúteis, para ir directa ao que reamente importa.


Penso mesmo que, mais do que a história dos crimes e das vítimas, esta é a história de Tess.


 


Apenas não acho que o título escolhido para o livro tenha sido o melhor, até porque a Rapariga Sem Nome depressa é identificada, tal como as restantes vítimas.


 


 


SINOPSE


"Os olhos azuis vidrados, o belo rosto, inerte, coberto de cintilantes grãos de areia. Os lábios entreabertos, como que para libertar um último suspiro. Quem é a bela rapariga encontrada ao amanhecer numa praia deserta? Qual é o seu segredo?
A agente especial Tess Winnett, do FBI, procura incessantemente respostas. A cada passo, a cada nova descoberta, desvenda factos perturbadores que conduzem à mesma conclusão: aquela não foi a única vítima. O assassino que procuram já matou antes.

Escondendo também um terrível segredo, a agente Tess Winnett enfrenta os seus receios mais profundos, numa emocionante corrida para apanhar o assassino, que se prepara para acabar com outra vida. Descobri-lo-á a tempo? Será capaz de o deter? A que preço?

AS REGRAS DO JOGO MUDARAM.
TAL COMO A DEFINIÇÃO DE SERIAL KILLER.
TODOS DESEJAMOS TER ALGUÉM. MAS ESTAREMOS DISPOSTOS A MORRER POR ISSO?
A agente especial Tess Winnett é apaixonada, ousada, forte e temperamental. Não hesita em arriscar a vida, numa busca incessante por toda a verdade e por um seria killer cruel que anda a tirar vidas sem piedade. Inteligente, desenvolta e teimosa, Tess levará os leitores numa memorável e aterradora investigação neste empolgante e apaixonante thriller."


segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Alta Mar - segunda temporada

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Se já tinha gostado da primeira temporada, posso dizer que esta segunda está ainda melhor!


 


Relembrando que, depois de tantas desconfianças, relativamente a diversas personagens, aparentemente, tudo ficou esclarecido, e os culpados detidos, até à chegada ao Rio de Janeiro.


Só algo nos deixou expectantes: um bote à deriva no mar, com meia dúzia de pessoas, a fazer prever que, afinal, poderá não estar tudo terminado mas, sim, apenas a começar.


 


Na segunda temporada, os ditos náufragos são resgatados e levados para o navio.


Depois de examinados pelo médico de serviço, são-lhes facultados camarotes, para que possam descansar e ficar instalados até ao final da viagem.


A mais misteriosa é Casandra, uma mulher que afirma ter o dom de pressentir acontecimentos, ter premonições ou sentir energias negativas.


Se há quem acredite nela, também há que duvide e encare tudo o que ela diz com cepticismo.


Eva é uma dessas pessoas que não acredita naquilo que não tenha uma explicação lógica.


 


Casandra diz que alguém morreu naquele navio, há muito tempo, e que o seu corpo ainda lá está.


Os passageiros, incluindo Carolina, vêem mesmo o fantasma dessa mulher.


Os ânimos exaltam-se, e sucedem-se acusações e desconfianças.


Quem matou, afinal, Rosa Marín? E porquê?


 


Uma coisa é certa: o assassino está a bordo!


E a chave para a resolução do mistério, numa pessoa que jamais imaginaríamos.


Até lá, todos nos irão parecer suspeitos.


 


Paralelamente ao mistério em torno de Rosa Marín, decorre a tentativa de fuga de Carlos, pai de Eva e Carolina, com a amante. Conseguirá ele levar o seu plano avante?


 


Alta Mar explora ainda a descoberta da homossexualidade, e como isso poderá afectar toda uma vida planeada, bem como traição e redenção, confiança, suicídio, ganância e amores proibidos.


 


Quanto ao fantasma, existirá mesmo?


Ou não passará tudo de uma farsa?


 


E que segredos esconde cada uma daquelas personagens, incluindo Casandra?


 


Foram 8 episódios que passaram num instante, e deixaram com vontade de mais.


Haverá novas temporadas, agora que o navio atracou, finalmente, no Rio de Janeiro, e todos rumaram às suas vidas?


Haverá novas viagens à espera daquelas personagens?


Que segredos poderão ainda estar ocultos?


 


 


 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

O melhor de 2019 traduzido em votos para 2020!

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A equipa do Sapo Blogs desafiou-nos a escolher aquele que consideramos o melhor post escrito por nós, ao longo de 2019.


A selecção levou-me a eleger vários cujas mensagens, conjugadas, acabam por se traduzir naquilo em que cada um de nós deverá apostar, em 2020, e um pouco ao longo de toda a nossa vida.


 


Assim, para 2020, cada um de nós deverá:



  • Dar mais vezes o primeiro passo

  • Não ter medo de tomar decisões (e assumir a responsabilidade por elas, se for o caso)

  • Assumir compromissos sem medo 


 



  • Eliminar as pedras que estão no nosso sapato

  • Abrir o coração à felicidade, sem ter a tendência a sabotá-la

  • Sair mais vezes da concha que nos protege, sem receios

  • Comunicar mais, connosco e com os outros


 



  • Respeitar os demais

  • Não olhar apenas para nós mesmos


 



  • Encontrar o sentido da nossa vida

  • Sonhar

  • Acreditar

  • Permitir-se sentir

  • Fazer acontecer

  • Largar as bengalas a que nos agarramos, e caminhar por nós mesmos


 



  • Deixar de viver de aparências

  • Dar menos importância a coisas que não a têm

  • Fortalecer a linha com que cosemos a nossa vida


 



  • Combater a indiferença pelos que nos rodeiam 

  • Ajudar os que mais precisam, sem esperar nada em troca


 



  • Ser, sempre que possível, a melhor versão de nós próprios, aquela que nos faz sentir bem, e de bem com a vida


 


Tudo o resto, virá por acréscimo.


Que 2020 seja um ano muito feliz, pelo menos naquilo que depender de cada um de nós!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Pergunta parva (ou talvez não)

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Alguns dias depois de ter feito 41 anos, apercebi-me de algo que, até agora, nem me tinha dado conta, e surgiu-me a seguinte questão:


 


Quando uma pessoa faz "x" anos, no dia do mês de igual número, diz-se que casa os anos.


Ou seja, quando fiz 14 anos, no dia 14, deu-se a união.


 


E quando acontece o inverso?


Quando, fazemos anos no dia "x", mas os anos são o inverso da data?


Neste caso, tendo feito 41 anos no dia 14, será que posso decretar oficialmente o divórcio, já que estão de costas voltadas?!

Lendas sobre Mafra - como nasceu o nome?

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Certo dia o diabo passou por Mafra, mas sentindo o seu clima pouco agradável não se demorou e seguiu até à Paz. Encontrando aí uma temperatura mais amena, voltou-se para trás e exclamou:



    - Tu és Má e Fria! Má e Fria!


Desde esse dia começaram a chamar-lhe Mafria e com o andar dos tempos passou a ser Mafra.


 


 


 


Fonte BiblioCAETANO, Amélia "Lendário Mafrense" in Boletim Cultural '93 Mafra, Câmara Municipal de Mafra, 1994 , p.264


Place of collectionMafraMAFRA, LISBOA


ColectorMaria Laura Costa (F)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Crianças "prodígio": uma dádiva ou uma maldição?

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Ao longo do tempo, várias foram as crianças sobredotadas, também denominadas de "crianças prodígio", que se destacaram das restantes, das mais diversas formas, e nas mais diferentes áreas.


Uma criança destas não é, necessariamente, a melhor e mais inteligente em tudo, mas antes com um foco e especificidade própria sendo, por vezes, até desajeitadas no resto.


Ainda assim, é um dom. E um dom, deveria ser uma coisa boa, positiva.


 


No entanto, existem dons que se revelam, muitas vezes, uma "maldição" para quem os tem. Algo que os torna diferentes e, como tal, difíceis de compreender, aceitar, conviver.


A diferença, em vez de ser positiva, acaba por ter a conotação contrária.


É algo que as isola, que as coloca sob pressão, que as faz sentir-se exploradas, ou desejadas apenas e só, por esse dom.


 


Muitas vezes, professores mas, sobretudo, os pais, acabam por exigir ainda mais do que era suposto, a estas crianças que, apesar de tudo, deveriam ter uma vida normal, como qualquer outra.


 


É o caso de Laurent Simons, um rapaz de 9 anos, cujos pais queriam que ele se licenciasse antes do seu 10º aniversário, a 26 de Dezembro.


A universidade disse que era impossível, e os pais amuaram, e tiraram de lá o filho. Porque, para eles, tem que ser possível.


 


"O curso de Laurent demora três anos a fazer, mas ele esperava completá-lo em apenas dez meses. Contudo, a universidade avisou que seria impossível cumprir o prazo, visto que ele ainda tinha muitos exames para fazer, sugerindo que ele poderia acabar o curso em meados de 2020. Num comunicado citado pela BBC, a universidade indicou que apressar o final do curso não era compatível com o "discernimento, a criatividade e a análise crítica" necessários e que isso iria refletir-se no seu desenvolvimento académico.


Além disso, a universidade alertou contra a "pressão excessiva sobre o aluno de 9 anos", que reitera ter "um talento sem precedentes"."


 


 


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Já no filme "Gifted", uma avó queria à força que a sua neta seguisse os passos da mãe (que acabou por não aguentar a pressão e se suicidar), porque era um desperdício não aproveitar o seu dom para grandes feitos, e deixá-la levar uma vida normal, conviver com as crianças "normais" e frequentar uma escola "banal", como o tio o fazia, cumprindo o desejo e vontade da sua falecida irmã.


Não que ele ocultasse ou quisesse impedir que a sobrinha usasse o seu talento. Mas fazia-lhe ver que a vida era muito mais que isso.


A partir do momento em que a avó ficou com a guarda da neta, ela viu-se rodeada de livros, professores, estudo e mais estudo, e nem lhe permitiram ficar com o seu gato de estimação.


E aquela criança passou a ser uma criança infeliz, revoltada.


 


A ideia com que fico é que, apesar de tudo, ser-se uma criança sobredotada é sinónimo de solidão, vazio, incompreensão, desajustamento, um certo "peso" que nem todas conseguem carregar, até mesmo alguma discriminação.


Que são, muitas vezes, usadas para caprichos e interesses de quem pode, de alguma forma, tirar partido delas, para benefício de si próprio, e não das crianças.


Que nem todos os que com elas lidam sabem gerir e manter um equilíbrio saudável entre um dom com o qual se nasceu, e tudo o resto.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Como perder totalmente a razão numa reclamação

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Ninguém que vá a um serviço de urgência, de um qualquer hospital, em plena época de gripes e constipações, a um domingo, poderá pensar que será atendido com a rapidez que desejaria.


Nós passámos por lá de manhã. Cerca das 11 horas.


Havia mais de 20 pessoas em espera. Estava apenas um médico a atender.


O segurança informou-nos disso mesmo.


Só às 16 horas estariam dois médicos de serviço. Mas, a essa hora, o número de pessoas em espera poderia ser ainda maior.


Optámos por tentar arriscar mais ao final da tarde.


 


Fomos para lá às 18.30 horas.


Não estava um cenário muito melhor que antes, mas íamos preparadas para ficar várias horas. Eu, com um livro. A minha filha com o telemóvel.


A sala de espera é acolhedora. Não havia muito barulho. A temperatura estava amena, nem frio, nem calor.


Entretidas, perdemos a noção de quem já estava quando chegámos, ou quem teria chegado depois.


 


Uma utente que por ali estava, foi falar com o administrativo. Estava com tonturas, dores de cabeça, há algum tempo à espera, e ninguém a chamava.


Ele deve ter ido falar com alguém. Voltou com a indicação de que ela teria de esperar um pouco.


O pouco foram vários minutos.


O administrativo ausentou-se, provavelmente, para jantar. Era só ele a dar entrada e a chamar os utentes para o gabinete.


A mulher, já farta de esperar, foi fazer queixas ao segurança, que era inadmissível. Que o administrativo só estava ali a dar entradas e não fazia mais nada. Que ela estava cheia de tonturas e pressão na cabeça, e ninguém a chamava. E que ia ficar ali à espera que o administrativo voltasse para reclamar com ele.


Às tantas, começa a dizer que estavam ali pessoas há horas, e nem água tinham para beber. Que havia ali crianças há horas, e nem uma máquina com comida tinham.


Como o segurança não deve ter apoiado as queixas, começou a reclamar do segurança. A coisa sobe de tom, a mãe da mulher também se mete, a dizer que o segurança só sabe estar ali ao telemóvel, e não faz nada.


Já se falava de chamar a GNR.


Ela lá continuava, que estava ali uma menina há duas horas com dor de barriga, e ninguém chamava. E por aí fora.


 


Ela até teria a sua razão para reclamar, do seu estado. Antigamente, mesmo que não fossemos logo atendidos e vistos pelo médico, em algumas situações, mandavam-nos entrar e até mesmo as auxiliares iam fazendo o que podiam, até o médico ir examinar.


No entanto, começou a perdê-la ao reclamar com, e das pessoas erradas.


Que culpa tem o administrativo, ou o segurança, que o médico não chame, que demore muito com cada utente? Que não haja uma triagem? Que não haja prioridades?


 


Começou a perdê-la quando, para se queixar da sua própria situação, e para ganhar apoio, começou a falar das crianças, e dos bébés presentes.


Pergunto-me se, eventualmente, apesar das suas queixas, ela os deixaria a todos passar à sua frente, já que estava tão preocupada com eles, mais do que os próprios pais?


De acordo com o administrativo, já não é a primeira vez que ela faz uma cena destas, e quer ser atendida primeiro que os outros. Embora ela diga que não é isso que pretende.


 


Compreendo que é muito tempo em espera, e que a pessoa acaba por ficar ainda mais doente ali, do que já estava.


Que, apesar de ser um espaço novo, inaugurado há pouco tempo, não está a funcionar da melhor forma e, como ela bem disse, não chega mudar tudo por fora, se por dentro não funcionar.


Ainda assim, é o que nos vai valendo, para situações menos graves.


E, convenhamos, cerca de 2 horas/ 2 horas e meia de espera, comparadas com as 5/6 ou até 8/10 que muitas vezes existem nos grandes hospitais, não é muito.


Ou acharia ela que, indo para outro qualquer, ficaria despachada mais cedo?


 


Não ouvi mais nada porque, entretanto, fomos chamadas.


E ela, lá continuou à espera.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Não sou mulher de shoppings

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Ontem fomos ao Colombo.


Precisávamos de comprar umas coisas.


 


Entrámos na primeira loja. Estava cheia. 


Era preciso muita destreza para conseguir andar por aqueles corredores, sem encalhar, tropeçar ou esbarrar em alguém.


E com um saco a ficar cada vez mais cheio, na mão.


Fomos aos provadores. A mim, pareceram-me um verdadeiro labirinto!


 


Lá experimentámos as roupas. 


Estava um calor infernal dentro da loja.


A fila nas caixas era enorme. Valeu-nos as caixas (cerca de 10) estarem todas em fucionamento, e os funcionários serem despachados.


 


Fomos à segunda loja. 


Ainda mais cheia.


Fila para os provadores.


Segurar sacos da loja anterior, malas e casacos, e a roupa que queríamos experimentar naquela (não demos com os sacos/ cestos).


Cada pessoa só podia levar 6 peças. Dividimos pelas duas.


Não podíamos entrar as duas no mesmo provador. Lá fiquei eu cá fora, com a tralha toda, enquanto a minha filha experimentava o restante.


Fila para as caixas.


Quase toda a gente a suar, porque vinha da rua toda encasacada, e ali estava um forno.


Uma pessoa está habituada às lojinhas aqui da vila e arredores, mais pequenas, com menos pessoas, com menos confusão, e depois estranha quando se depara com estas modernices e dinânimas.


 


Enquanto isso, do lado do meu marido...


Os sofás cá fora, cheios. Não dava para se sentar à espera.


Os cafés, cheios.


Onde poderia apanhar ar fresco, estava toda a gente a fumar.


 


À saída..


Não encontrámos o carro.


Nem sequer o lugar onde o tínhamos estacionado.


Eu tinha anotado o local mas, aparentemente, não existia! Tinha quase absoluta certeza que era naquele piso, mas não o estávamos a ver.


Subimos ao outro piso. Nada.


Pedimos ajuda.


À minha filha, já lhe doíam os pés.


 


O meu marido foi com o homem à procura, enquanto nós ficámos ali mesmo, à espera.


Pousei os sacos no chão. 


A minha filha descalçou-se. Já não aguentava mais.


 


Passados alguns minutos, lá apareceu o meu marido no carro.


Afinal, sempre existia o lugar de estacionamento que tínhamos apontado, e tínhamos estado quase ao pé dele!


 


Apesar da confusão e fila para sair do estacionamento, conseguimos escapar.


 


Ir às compras em época natalícia, é para esquecer. O homem de lá disse que quase parecia que havia jogo do Benfica!


Acho que, agora, só para o ano é que lá voltamos.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

À Conversa com Joana Alegre

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Poderia apresentá-la como Joana Alegre, filha de Manuel Alegre, deputada municipal independente na Câmara Municipal de Lisboa, mãe, mulher, artista, surfista.


Actualmente, concorrente do The Voice Portugal, na equipa do mentor Diogo Piçarra.


 


A Joana é tudo isto, e muito mais.


Uma mulher humilde, lutadora, apaixonada por tudo aquilo em que se envolve, com uma voz incrível, com um espírito livre e solto, ainda que com os pés sempre assentes na terra. Ou na prancha, quando surfa!


 


E, no entanto, é simplesmente, a Joana Alegre.


O resto, cabe a cada um de vós descobrir, através desta entrevista à Joana, a quem desde já agradeço por ter aceitado o meu convite, e pela disponibilidade para participar nesta rubrica! 


 


 


 


 


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Para quem não a conhece, quem é a Joana Alegre?


Sou uma jovem mulher, mãe, cantautora, amante do Mar, e activista das causas que me movem.


 


Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela música?


A música esteve sempre la como uma forma de expressão, desde que me lembro de mim.


 


Nessa altura, essa paixão era, para si, apenas um hobbie, ou já sonhava em enveredar, a um nível mais profissional, pelo mundo da música?


A música foi sempre uma forma de ser eu própria e portanto houve sempre o conflito entre ser um estigma e um grande risco, ou o sonho de poder fazer acontecer como modo de vida e sustento.


 


Quais são as suas maiores referências, a nível musical?


Neste momento admiro muito e adoro ouvir, sobretudo, mulheres cantautoras ou bandas que tenham como lead singers grandes intérpretes, algumas dessas mulheres são produtoras também: Maggie Rogers, Florence Welch e os Florence and The Machine, Aurora, London Grammar, Imogen Heap.


 


 


 


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Sentiu que a sua vida e escolhas foram, em algum momento, e a diferentes níveis, condicionadas pelo facto de ser filha de Manuel Alegre?


Em alguns momentos de menos maturidade, e muita insegurança, sim.


 


Em termos profissionais e, de certa forma, pessoais, afirma que foi sempre seguindo um caminho, alicerçado nas expectativas que os outros tinham para si, em detrimento dos seus próprios sonhos. Em algum momento se sentiu incompleta, pouco realizada ou infeliz com essa decisão?


Sim, já antes de ser mãe comecei a sentir uma grande divisão de tempo entre o que me dava prazer e o que “tinha de ser”, e isso desgastou-me muito.



Ser mãe só veio fortalecer a vontade e consciência de que o melhor caminho é apostarmos tudo a fazer aquilo que nos faz felizes e onde somos melhores profissionais.



 


A Joana foi também praticante de bodyboard. Quando é que surgiu o interesse por esta modalidade?


Sempre fui muito ligada ao mar e, assim que pude, agarrei uma prancha, não pôde ser logo de surf, então foi bodyboard, fiz durante 3/4 anos e passei para o surf, assim que tive condições de ter uma prancha de surf.


 


Entretanto, começou também a experimentar o surf. O que sente nesses momentos em pleno mar, em que está apenas a Joana, a prancha e as ondas?


Ir ao mar é a minha terapia mais antiga, e tem também algo de liturgia, como culto de ser e estar só no ínfimo e precioso lugar que cada um ocupa no cosmos.


 


Com uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais, e mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, a Joana é deputada municipal independente na Câmara Municipal de Lisboa. Quais são as principais questões cívicas que mais a preocupam, na actualidade?


Preocupa-me a crise habitacional e alguma obsessão em governar para atrair o investimento estrangeiro ou turismo dito "de qualidade".



Globalmente preocupa-me o avanço dos ódios e radicalismos e a perda de uma visão humanista pos-modernista, que pressupunha maior consciência do colectivo e de um caminho evolucional.



Vejo muita violência dentro das pessoas e pouca vontade política da parte dos governantes em atender à resolução dos problemas reais que revoltam as pessoas, com a agravante de haver por outro lado uma insistência suicidária em perpetuar as lógicas de lucro e consumo de um modelo de crescimento económico que ameaça a sustentabilidade do nosso planeta.


 


 


 


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Em determinado momento da sua vida, a Joana viveu em Nova Iorque, onde fez um estágio, nas Nações Unidas. Como foi essa experiência?


Foi muitíssimo enriquecedora e esclarecedora, na medida em que deu para perceber que tinha uma ideia muito romântica e idealista do que poderiam ser carreiras como a a carreira diplomática, mediação de conflitos, ou intervenção humanitária.


 


Na sua opinião, as carreiras política e musical podem caminhar paralelamente, sem se "atropelar" ou "anular" uma à outra?


Podem, desde que haja maturidade, foco na gestão do tempo, e muita definição interna.


 


E a maternidade, como é que foi vivida por entre a política, o desporto e os projectos musicais?


Ao início com alguma dificuldade de conciliar tudo, mas com força de vontade e ajuda de família e amigos, as rotinas foram-se adaptando!


 


Embora tenha dado prioridade à vida política, apostou, ainda assim, na formação musical. De que forma é que essa formação influenciou a sua forma de ouvir, sentir e fazer música?


Eu diria que aprofundou e melhorou bastante o entendimento de como tudo funciona, e ampliou os meus recursos e capacidade técnica.



Contudo, mantenho alguma mágoa de não ter tido a possibilidade financeira de fazer o curso superior na New School for Jazz and Contemporary Music em Nova Iorque, já depois de ter sido bem sucedida nas provas de admissão.



Sinto que apesar do esforço que fui fazendo ainda tenho uma formação incompleta.


 


 


 



 


Em 2015, colaborou com Mikkel Solnado no tema "E Agora?". Como surgiu essa colaboração?


Trabalhei com o Mikkel noutro projecto, que envolveu a coordenação de algumas vozes do coro gospel collective, para um evento em específico.


Acho que o Mikkel gostou da minha voz e da minha forma de trabalhar e quando surgiu o “E agora?” sentiu que eu seria a pessoa certa para aquele dueto.


 


 


 


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"Joan & The White Harts" foi o seu primeiro álbum, editado em 2016, com participações de Mikkel Solnado, Mimicat, Jota Erre e Gospell Collective. Foi a concretização de um sonho?


Foi a concretização de um sonho, cujo lançamento e promoção, infelizmente, viriam a ser mal geridos e por isso sinto que ficou escondido e com um acolhimento aquém do que merecia.


 


 


 



 


Em Outubro, foi exibida a sua participação nas provas cegas do The Voice Portugal. Para além dos elogios recebidos por parte dos mentores, ficou surpreendida com a forma como o público reagiu à sua prova?


Fiquei surpreendida e muito grata pois estou no The Voice, precisamente, para encurtar a distância com o grande público!


 


No decorrer do concurso, que estilo ou artista mais gostaria que lhe atribuíssem, e qual o que representaria o maior desafio?


Acho que já está a acontecer as pessoas identificarem-me com uma certa estética indie pop folk de inspiração celta.


Muitos comentários falam de uma Florence Welch portuguesa, da Aurora ou da Lana De Rey.



Eu quero ser apenas a Joana Alegre!



 


Independentemente do quão longe chegar no programa a Joana está, neste momento, decidida a dedicar-se a 100% à música?


Mantenho-me como deputada municipal independente.


 


Qual seria maior objectivo que gostaria de concretizar, a nível musical, no futuro?


Poder viver da minha música já seria o meu sonho concretizado.


 


 


 


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De que forma responderia a este desafio, e porquê?


Com toda a entrega pois não posso mais negar aquilo que sou.


 


Guitarra ou Ukelele? Os dois!


Praia ou Campo? Praia


Surf ou Bodyboard? Surf


Portugal ou Nova Iorque? Portugal


Banda ou Solo? Os dois!


 


 


Muito obrigada, Joana!


E que consiga chegar longe não só no The Voice Portugal, mas também na concretização dos seus sonhos, nomeadamente, naqueles que à música respeitam.


 



 


 


Fotos © Luis Macedo - https://LuisMacedoPhoto.com

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A Fugitiva, de Jessica Barry

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E se, de repente, quando achávamos que a morte já era quase certa, percebêssemos que tínhamos sobrevivido?


Que havia uma hipótese, ainda que remota, de permanecer viva?


Mas que, para isso, teríamos que ser ágeis, apesar de feridos, manter a calma, apesar de estarmos completamente sós, num local que não conhecemos, e sem saber o que encontrar pela frente, rápidos, porque anda alguém atrás de nós, que não vai parar até nos ver mortos, e medir bem cada passo que dessemos, ainda que o cérebro estivesse, muitas vezes, prestes a ser traído?


Não arriscaríamos? Não lutaríamos? Não tentaríamos sobreviver?


 


 


Allison sabia que a morte era certa para si.


Mas existem muitas formas de morrer. E, tendo lutado para evitar a primeira, quase arriscou morrer daquela que não esperaria. Ainda assim, sobreviveu!


Agora, tem que sair dali o mais depressa possível, antes que a apanhem. Mas ferida, com poucos recursos e, a determinado momento, cheia de fome e sede, quase se rende ao inevitável.


Mas volta a ganhar forças para seguir, e fugir daqueles que a querem eliminar e que, naquele momento, já estão no seu encalço.


 


 


E se, de repente, quando achamos que já estamos a salvo, tivermos que enfrentar o assassino e caminhar em direcção à morte certa, para proteger a única pessoa que nos resta na vida?


 


Allison afastou-se da mãe após a morte o pai, culpabilizando-a por tal, e por não a terem incluído numa decisão e momento de despedida, do qual queria fazer parte.


Desde então, toda a sua vida mudou. Para pior.


E Allison também mudou, física e psicologicamente.


Mas algo dentro dela permaneceu intacto, e conseguiu vir ao de cima, levando-a a fazer aquilo que achava mais correcto.


Agora, e ao conhecer uma verdade que pode matar, ela terá que mudar o rumo do seu trajecto e, em vez de fugir, ela terá de ir ao encontro da pessoa que mais teme, para salvar a sua mãe.


Conseguirá ela chegar a tempo de evitar o pior?


Terá, alguma delas, ainda alguma hipótese de viver uma nova vida?


 


 


Maggie é a mãe, uma mulher que, naquele momento, apenas sabe que a sua filha teve um acidente de avião e que, provavelmente, está morta. Embora ela se recuse a acreditar, afinal, não foi encontrado o corpo.


Sobre a vida actual de Allison, nada sabe, e cada informação a faz sentir que não conhece, de todo, a pessoa em que a filha se transformou.


Mas há algo que ela sabe: não vai ficar parada, enquanto não perceber onde encaixam todas as peças do puzzle que lhe caiu nas mãos. 


Mesmo que todos pensem que ela está a enlouquecer, e a distorcer uma verdade que não quer aceitar, ela sabe que algo não bate certo, e que deve apenas seguir o seu instinto.


Mas é quando lhe são dadas as últimas peças, por alguém que ela nunca esperaria, que Maggie consegue perceber a dimensão do problema em que a filha se meteu (e em que ela acabou por se envolver) e que, provavelmente, também ela não sairá dele com vida.


 


 


 


SINOPSE


"Sobreviver a um acidente de avião é apenas o início para Allison. A vida que construiu para si - o noivo perfeito e o mundo luxuoso de ambos -desapareceu num ápice. Agora tem de correr, não só para fugir dos segredos sombrios do passado mas também para despistar o homem que a persegue a cada passo.No outro lado do país, a mãe de Allison desespera por notícias da filha, que se encontra desaparecida, dada como morta. Uma história de mistério, cativante e impossível de parar de ler."


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Para este pequeno bratráquio, o ano 2019 foi assim :

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Saltei cerca de 364 vezes no meu charco, tendo provocado 315 reacções aos sapos mais próximos, que não hesitaram em elogiar os saltos, dar o seu ponto de vista sobre algum em concreto, ou reclamar pelos salpicos de água que levaram, num total de 2214 manifestações.


 


Os saltos mais apreciados, pelos jurados, no último ano, foram estes:



  1. Abstenção ou voto em branco

  2. Foi Sem Querer Que Te Quis

  3. Existe idade certa para começar a fazer a depilação

  4. Também fomos "atacados" pela Via Livre

  5. Sobre o final de Quantico - 2ª temporada

  6. Depois d' "A Rede"...

  7. Pintar os troncos das árvores com cal

  8. A primeira semifinal da Eurovisão e o curto reinado de Conan

  9. Quando os casais fazem vida conjunta mas com carteiras separadas

  10. Sobre o final da série Quantico


 


Curiosamente, 4 deles já tinham tido a maior pontuação no ano anterior.


Existe idade certa para começar a fazer a depilação


Sobre o final de Quantico - 2ª temporada


Pintar os troncos das árvores com cal


Também fomos "atacados" pela Via Livre


 


Quanto aos jurados, anfíbios deste grande habitat, dos mais aos menos interventivos, o meu agradecimento, por estarem desse lado, e ajudarem este pequeno sapo a crescer.


 


Entre os movimentos que mais caracterizam os meus saltos, estão livros, música, vida, amor, filmes, romance, tempo, família. 


Penso que faz todo o sentido!


    Homenagem a Marie Fredriksson (e aos Roxette)...


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    "How Do You Do", perguntava Marie Fredriksson.



    Diria que, neste momento, saudosa dos tempos em que ela e o seu companheiro da banda, Per, nos presenteavam com grandes temas.

     

    "It Must Have Been Love" aquilo que senti logo na primeira vez que ouvi as músicas dos Roxette, muitas vezes quase "Sleeping In My Car", mas despertando logo com a energia que elas transmitiam, e que até se sentia nas nossas "Fingertips".

     

    Era fácil seguir o mote "Listen to Your Heart", porque eram músicas que falavam directamente com o nosso coração, e era fácil dar-lhe ouvidos.

     

    Desde então, foram muitos os anos "Spending My Time", a ouvir e gravar em CD's as músicas que mais gostava. 

     

    Agora que a Marie nos deixou, não diria para sempre, porque "Never Is a Long Time", verdade seja dita, "Things Will never Be The Same" para os fãs da icónica banda dos anos 80.

     

    Quando ouvi a notícia, foi quase aquela sensação de choque, de "Crash! Boom! Bang!". Sabia que, nos últimos anos, a Marie estava muito "Vulnerable", quase como que "Fading Like a Flower".

     

    Mas pensamos sempre que os nossos ídolos nunca partem, que são eternos, e que a Marie, mesmo não sendo já aquele sol brilhante de outrora, ainda assim seria a nossa "Queen of Rain".

     

    Que nos levaria, sempre que nos desse aquela vontade, de voltar à adolescência, num emocionante "Joyride" pelas nossas memórias, e pelos tempos em que fazíamos parvoíces divertidas, como andarmos "Knockin' on Every Door"!

     

    Infelizmente, as coisas não funcionam assim. 

    Por isso, Marie, agora que estás "So Far Away", pedir-te-ia apenas: 

     

    "Come Back (Before You Leave)" e dá-nos um último sorriso, antes de te transformares em "Silver Blue".

     

    Termino com estes versos, de uma música que me diz muito e que, também agora, não deixam de fazer sentido, como se fossem as próprias palavras da Marie, antes do derradeiro suspiro.

     

     


    "Tender can you close my eyes and blind me
    Oh give me just a smile

    Before I fade to silver, silver blue for you..."


     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    terça-feira, 10 de dezembro de 2019

    Creme de ervilhas (à minha moda)

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    O meu marido queria fazer sopa.


    A que costumamos fazer, de legumes, dá mais trabalho.


    Tínhamos um resto de ervilhas no congelador a ocupar espaço.


    Sugeri-lhe fazer creme de ervilhas, mas...


     


     


    Nenhum de nós alguma vez tinha feito.


    Nem fazíamos ideia do que levava.


    Por isso, inventámos!


     


     


    Colocámos numa panela:


    - duas batatas médias


    - uma courgette


    - um alho francês


    - cerca de meia embalagem de ervilhas


    - um molhinho de coentros


     


     


    Levámos ao lume com água e deixámos cozinhar até reduzir e estar tudo cozinhado.


    Triturámos.


    Juntámos sal e azeite qb.


    Levámos novamente ao lume para engrossar um pouco.


     


     


    Eu nunca tinha feito, nem provado.


    Gostei.


    Por uma receita que vi depois, não fugi muito, mas dizia que deve ser acompanhado de pão torrado.

    segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

    Numa escola (muito) perto de nós

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    Fiquei estupefacta com a notícia.


    Embora seja cada vez mais o "prato do dia" nas escolas, o choque é ainda maior quando acontece numa escola tão perto de nós. Na escola onde a minha filha passou os últimos 5 anos. 


    Sem incidentes desta dimensão.


     


    Fiquei hoje a saber que a directora da antiga escola da minha filha foi agredida, violentamente, por um aluno de 15 anos, e teve que ser socorrida e levada para o hospital.


     


    E a pergunta que fica no ar é:


    Com que vontade, gosto, prazer, satisfação, alegria, vai um professor para uma escola, ensinar os seus alunos, depois de situações como esta?


    Eu diria que cada vez menos...


     


    Por enquanto, ainda vamos vendo quem tenha a coragem, para ignorar uma situação isolada, ainda que grave, em prol daquilo que tem gosto em fazer, pelos restantes que nada tiveram a ver com a situação.


    Mas, a continuar assim, até quando?


    Até quando irão haver professores nas nossas escolas, se nada mudar?


     


     



     


    sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

    Como seria o meu Natal ideal?

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    Aquilo que visualizo sempre, quando se fala de Natal, é uma noite com toda a família mais próxima reunida (pais, sobrinhos, irmãos, num ambiente acolhedor e simples, a disfrutar de boa comida, e do simples facto de podermos estar todos juntos.


    Como a família por aqui é pequena, fica sempre espalhada pelos sítios onde vivem, ou pelas circunstâncias, e parte dela nem sequer liga ao Natal, torna-se impossível viver esta época natalícia com o espírito que ela pede.


     


    É por isso que, cada vez mais, me junto àqueles para quem esta quadra pouco ou nada diz, e que querem fugir dela a sete pés.


    Este ano, nem sequer vou ter a minha filha comigo na noite de Natal, pelo que a mesma se vai resumir ao mesmo de sempre: jantar em casa dos avós do meu marido, e voltar cedo, porque o marido ainda vai trabalhar nessa noite.


     


    Mas, se tivesse a minha filha e o meu marido comigo, e se não tivessemos as bichanas (enquanto viverem nunca passarei noites fora de casa só por lazer), o meu Natal ideal seria num local que nos fosse totalmente estranho, em aventura, a partilhar esse momento a três. 


    Com um jantar improvisado, num local inusitado e inesperado, a divertir-mo-nos.


     


    Até mesmo, rodeada de animais, em vez de pessoas. Ou em acções de solidariedade para com aqueles que mais precisam, e gostariam de celebrar o Natal de uma forma diferente.


     


    Não a cumprir aquilo que manda a tradição. A contribuir para a hipocrisia e consumismo da época.


    A viver todo o mês com aquela dualidade de sentimentos, entre o que já um dia gostei e que agora odeio no Natal.


    Entre o que eu desejaria, e o que é, efectivamente, possível ter. 


    A viver o Natal pela vontade, emoções e sentimentos dos outros, em vez de o fazer por mim mesma...


     

    quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

    O Outono em pequenos detalhes

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    A dificuldade de encontrar alguém para fazer pequenos serviços

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    Em primeiro lugar, porque os técnicos credenciados estão sempre cheios de trabalho, e sem disponibilidade a curto prazo, para resolver aquilo que precisamos.


    Depois, não querem perder o seu precioso tempo a fazer um biscate aqui ou ali, que pouco lhes vai render, quando podem ganhar mais em grandes obras.


     


     


    Outra dificuldade prende-se com a incompatibilidade e inflexibilidade de horários entre profissionais e clientes.


    Como é óbvio, também estes profissionais têm o seu horário de trabalho e não gostam de nada que passe dos mesmos, porque também têm casa, família e precisam de descanso. Compreendo perfeitamente.


    O problema é que nós, clientes, acabamos por passar o dia quase todo fora de casa, entre trabalho e viagem, pelo que se torna difícil ter alguém em casa nesse horário normal de trabalho.


    Mais uma vez, os profissionais, que se dedicam a essa actividade a tempo inteiro, mostram-se muitas vezes inflexíveis em fazer serviços fora de horas.


    Apenas quem faz estes serviços em complemento ao trabalho diário, se disponibiliza para nos facilitar um pouco a vida.


     


     


    Há também a questão de encontrar um equilíbrio, a nível de conhecimentos (deles), e financeiro (nosso), entre um técnico credenciado e especializado que, à partida, saberá bem o que faz, mas cobrará por isso mesmo, e alguém que, mesmo não tendo tantos conhecimentos, consegue fazer o serviço na mesma, sem perigo, e cobrar menos pelo mesmo.


     


     


    Por último, é daquela coisas que precisamos uma vez por acaso, pelo que nem sempre conhecemos quem se dedique a isso, ou nos lembramos onde guardámos o cartão que, um dia, nos puseram na caixa do correio, ou que tirámos de um estabelecimento qualquer, e nunca precisámos, até hoje.


    Mais uma vez, valeu-me o facebook, uma publicação num grupo aqui da zona, e algumas recomendações de pessoas que poderiam ajudar a resolver o meu problema.


     


     


     

    quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

    Se eu acreditasse em bruxas...

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    ... e em feitiços, então acreditaria que, de facto, estamos a ser vítimas de algum trabalhinho:


     


    "Se você está tendo problemas de má sorte, doenças, coisas que quebram, pesadelos, argumentos, acidentes, e você também tem uma praga de moscas, formigas ou mosquitos, então você pode ter certeza de que está sob um ataque espiritual."


     


    Na mesma altura da invasão de moscas, o carro avariou, e teve que ir para a oficina, depois de já lá ter estado no mês anterior.


    Mas foi apenas coincidência, claro.


     


    Se eu acreditasse em bruxas, acreditaria que o incenso, que o meu marido acendeu, nos trouxe má sorte e más energias.


    No dia seguinte a ele ter acendido lá em casa, a máquina de secar roupa avariou, e a tomada da sala e a extensão queimaram.


    E ontem, depois de ele ter voltado a acender no trabalho dele, queimou-se outra tomada lá em casa, que nos deixou umas horas sem electricidade, até o piquete da EDP nos desenrascar provisoriamente.


    Mas, como não pode deixar de ser, foram meras coincidências - a máquina já há muito andava a dar sinais; quanto ao resto, humidade e tomadas velhas, a precisarem de ser substituídas.


     


    Felizmente, não houve mortos nem feridos, nem grandes estragos com estes problemas eléctricos. Apenas gastos com electricista e material.


     


    Ainda assim, poderia ser pior.


    E tudo se há-de resolver.

    terça-feira, 3 de dezembro de 2019

    Ninguém nasce ensinado!

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    Mas estamos sempre a tempo de aprender.


    Se assim o desejarmos...


     


    Há quem queira permanecer a vida toda com o pouco que sabe, que aprendeu, que lhe foi transmitido, e considere que isso é suficiente, não vendo necessidade de experimentar ou conhecer mais nada para além disso.


    Mas há quem reconheça que, podendo e tendo essa oportunidade, é sempre bom saber mais, e acrescentar conhecimentos e aprendizagens, que poderão até vir a ser úteis ao longo da vida, afinal, como costumam dizer, o saber não ocupa lugar.


     


    Da mesma forma, o conhecimento não foi feito para estar trancado a sete chaves, mas para ser partilhado, por aqueles que o possuem, com os restantes. 


    Porque de nada serve o conhecimento, se este não puder ser colocado em prática, e se não poder chegar aos demais.


    O conhecimento é universal, não é algo que pertence, exclusivamente, a cada um de nós. E, ao partilhá-lo estamos a tornar os outros mais ricos e, ao mesmo tempo, a enriquecermo-nos a nós próprios, porque nunca sabemos o que, do outro lado, também haverá para partilhar connosco. 


     


    Se cada um de nós partilhar com os outros as ferramentas que possuímos, e vice-versa, e se aceitarmos com disponibilidade as ferramentas que nos querem entregar para a mão, todos nós conseguiremos, se assim o desejarmos e soubermos utilizá-las, cosntruir algo muito melhor e mais eficaz, do que aquilo que faríamos com o pouco que pudessemos ter.


     


    Esta semana, o exercício proposto pela especialista do programa Casados à Primeira Vista, era fazer um buraco numa folha A4, onde pudesse caber o casal lá dentro.


    A primeira coisa em que pensei, tal como os casais, foi fazer um pequeno buraco, onde o casal, simultaneamente, colocasse um dedo cada um, simbolizando a presença dos dois.


    Mas não. A ideia era mesmo caberem os dois, fisicamente, de corpo inteiro, dentro do buraco.


    Ora, nós olhamos para o tamanho de uma folha A4, para a tesoura que temos na mão e pensamos: é impossível!


    Ou seja, tínhamos algumas ferramentas, mas pouco conhecimento sobre como utilizá-las de modo a chegar ao objectivo proposto.


    Cabia a cada um daqueles casais estar disponível para aprender e perceber que, com a ajuda dos que os rodeiam que, por sua vez, também aprenderam com outros, tudo se torna mais fácil.


     


    E sim, é possível fazer um buraco numa folha A4, onde caibam várias pessoas dentro!


    Deixo aqui um vídeo onde se pode aprender a fazê-lo:


    https://www.youtube.com/watch?v=GT0ywwvex_k

    segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

    Sou só eu que não gosto de incenso?

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    Dizem que queimar incenso tem um efeito purificador, libertador de más energias, protector de todo o espaço onde o queimamos. Para além de proporcionar um odor característico à casa.


    Da mesma forma, o incenso deveria deixar as pessoas mais leves, com boas sensações.


     


    Comigo, acontece precisamente o oposto.


    Para além de não gostar do cheiro que fica no ar, sempre que estou num ambiente onde está a ser queimado incenso, sinto esse mesmo ambiente pesado, a ponto de me provocar dores de cabeça, e querer sair da lá o quanto antes.


     


    Este fim de semana, o meu marido comprou incenso. 


    Disse-lhe para pôr só quando eu não estivesse em casa. Ele aproveitou o momento em que saí, para acender.


    Quando lá cheguei, o meu marido já tinha apagado, mas ainda se notava o cheiro. 


     


    Para desintoxicarmos (nem ele se estava a sentir bem lá em casa), acabámos por ir fazer uma caminhada ao ar livre, e comprámos um purificador com cheirinho a colónia de bebés, que é muito mais suave, refrescante, e dá gosto sentir o seu odor no ar.


     


    Há por aí mais alguém que não se dê bem com incensos? 


     


     


     

    A semana numa imagem

      Chuva, chuva, e mais chuva!