sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

O problema de se abrirem precedentes...


 


... é que, depois de destrancada e aberta a porta, dificilmente poderemos voltar a fechá-la definitivamente.


Porque um precedente é isso mesmo: algo nunca antes feito mas que, uma vez realizado, poderá levar a querer repetir uma, e outra, e outra vez, sem que consigamos ter qualquer controlo sobre isso porque, afinal, fomos nós que demos origem a essa situação. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

E é a estes médicos que estamos todos entregues!

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Sábado à noite tivemos que ir ao atendimento complementar de Mafra.


Estavam dois médicos de serviço. Não estava tanta gente como da última vez.


Esperámos um pouco.


 


Chamaram 3 pessoas, a última da qual a minha filha. Entrámos. 


Disseram-nos para aguardar numas cadeiras que estão no corredor dos gabinetes.


A médica chama a primeira pessoa.


 


Nós, e um outro senhor, que estamos ali sentados à espera, conseguimos ouvir a conversa quase toda do gabinete médico. A porta nem estava bem fechada e, volta e meia, batia.


Por ali, meio perdida, andava também uma adolescente que tinha sido chamada antes. O médico não estava no gabinete e, quando finalmente chegou e ia atender a utente, a colega chama-o para pedir uma opinião.


Lá foi, por fim, atender a utente que já estava à sua espera, deixando a porta totalmente aberta, o que não ajuda à privacidade do utente que está a ser consultado.


 


Entra, passado um pouco, o utente seguinte no gabinete da médica. 


A forma como ela "impingiu" a vacina da gripe e uma "injecção" em vez de comprimidos, para resolver o problema do senhor, fez-me lembrar uma daquelas campanhas em que nos tentam vender um produto ou serviço.


 


Chegou a nossa vez. O médico perguntou o que se passava. A minha filha explicou.


Nem sequer a analisou. Fez logo o diognóstico, e começou a passar a receita. Perguntou duas vezes se ela era alérgica a algum medicamento. Fora isso, não houve mais conversa.


Pelo meio, ligou para a colega para confirmar a partir de que idade se podia tomar o medicamento "x". 


Receitou antibiótico, e ibuprofeno.


Este segundo, de tantas vezes que já me receitaram medicamentos para o mesmo problema, foi a primeira vez que vi um médico passar receita.


 


Parecia estar zangado com o teclado, tal a força com que batia nas teclas.


Ah, e só por curiosidade, ambos os médicos eram brasileiros. Ao que parece, é cada vez mais difícil apanhar um médico português neste serviço. Embora o profissionalismo e conhecimento não se meçam pela nacionalidade dos médicos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

À Conversa com Élvio Carvalho

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Élvio Carvalho é jornalista e editor de noticiários na TVI e TVI24.


Natural de Castelo Branco, acabou por se mudar para Lisboa em 2013, altura em que começou a trabalhar na TVI.


É mestre em jornalismo pela Universidade da Beira Interior e um apaixonado pela escrita. 


Para o ficarem a conhecer melhor, aqui fica a entrevista a Élvio Carvalho,  a quem desde já agradeço por ter aceitado o convite e pela disponibilidade para participar nesta rubrica:  


 


 


 


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Para quem não o conhece, quem é o Élvio Carvalho?


Em poucas palavras, sou jornalista na TVI, agora escritor.


Alguém que sempre gostou das letras e de inventar histórias para livros que nunca tinham saído da gaveta. Sou natural do concelho da Covilhã e vivo em Lisboa há quase sete anos.


 


 


Em que momento surgiu a paixão pela escrita?


Não sei precisar quando, mas foi ainda muito novo.



Logo que aprendi a ler, comecei a pegar em livros, infantis, claro, mas uns atrás dos outros, e ainda durante a primária, talvez já na quarta classe, escrevi o primeiro conto, se é que se pode chamar assim.



Desde aí, lembro-me que sempre inventei pequenos contos, histórias, banda-desenhada, mas nunca de forma séria. Já na universidade, tentei escrever o primeiro romance, mas não tive disciplina para terminar.


Há dois anos revisitei algumas dessas páginas e acabei por começar o livro que agora viu a luz do dia.


 


 


O jornalismo acabou por vir na sequência dessa paixão?


Não exatamente. Sempre gostei de saber o que se passava no mundo, mas o gosto pelas notícias e pelas várias formas de fazer jornalismo foi uma coisa crescente.


Aumentou com o passar dos anos, mas, por exemplo, no 9º e 10º ano ainda tinha dúvidas se não seria melhor ir para Direito.


A escrita não. Sempre gostei, sempre inventei histórias minhas, sempre tive imaginação fértil nesse sentido.


Lançar um livro depois de já ser jornalista acabou por ser uma mera casualidade, podia bem ter sido ao contrário se me tivesse dedicado a sério mais cedo.


 


 


Enquanto jornalista, dá-lhe mais prazer a notícia, um texto de opinião, ou a escrita literária?


São diferentes e são campos que não misturo. Notícia é facto, é o presente, mas acima de tudo é a verdade. A escrita é pensada, trabalhada, desenvolvida num período de tempo e algo que podes levar para o rumo que quiseres. É tudo o que quiseres que seja, no género que te apetecer e te der mais prazer.


 


 


Natural da Covilhã acabou, mais tarde, por se mudar para Lisboa. Que diferenças apontaria como mais vincadas entre ambas as cidades, nomeadamente, a nível de oportunidades?


Para um jornalista há certamente mais oportunidades em Lisboa, principalmente se falarmos de rádio ou televisão. Quanto às cidades em si, Lisboa é obviamente uma cidade muito maior e com mais diversidade, mas a Covilhã também tem uma beleza e charme que só quem lá viveu ou vive entende.


É uma cidade de média dimensão, onde não falta nada como numa cidade maior, mas onde ainda é possível ter um estilo de vida mais calmo, próprio do Interior e das cidades mais pequenas. Depois fica na encosta da Serra da Estrela e só isso vale muitos pontos.


 


 


O Élvio é, atualmente, jornalista da TVI. Quais foram as maiores dificuldades com que se deparou, ao longo da sua carreira, nesta área?


O jornalismo é uma área de desafio constante.



És obrigado a lidar com temas de todas as áreas diariamente e tens de estar constantemente atualizado. Não dá para “desligar” completamente quando sais do trabalho ou quando vais de férias, e chega a uma altura em que também não o queres fazer.



A dificuldade – ao mesmo tempo o que torna esta profissão tão boa -, é que nunca vais saber tudo sobre um assunto, e todos os dias aprendes, e tens mesmo de aprender se depois queres explicar a quem te está a ler, ouvir ou a ver.


 


 


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"Eliana, história de uma obsessão" é o seu primeiro romance. O que o levou a escrever e editar este livro?


Como já disse, a escrita sempre foi uma paixão.



Este livro em particular foi apenas aquele que eu senti que devia continuar a aprofundar. Tive uma ideia que achei que podia dar uma boa história e achei que podia juntá-la aos tais capítulos que já tinha escrito na universidade e que nunca acabei.



Quando reli, percebi que não fazia sentido juntar as duas coisas. Essa ideia original acabou por se tornar apenas o 1º capítulo de “Eliana – história de uma obsessão”…


E para quem já leu percebe que se tornou apenas uma pequena parte do enredo.


 


 


Quais foram as suas maiores inspirações para o escrever?


A narrativa em si teve várias influências.


São pedaços que fui recolhendo ao longo de um ano, de factos verídicos, de conversas de café, de pensamentos durante viagens de carro.


No final, ficou esta história que já está nas bancas.


 


 


Que feedback tem vindo a receber relativamente a esta obra, que marca a sua estreia na escrita literária?


Até agora a receção tem sido positiva, principalmente em relação ao ritmo e “às voltas” que a história dá em vários momentos do livro.


Várias pessoas elogiaram a forma como está encadeado, de uma forma em que o livro prende o leitor. Depois, o final, que não esperavam.



Mas talvez das melhores críticas que tive, e que me encheram de orgulho, foram pessoas que me disseram que as inspirei a voltar a ler e duas outras que me disseram que as inspirei a escrever ou a voltar a escrever.



 


 


Que autores, tanto nacionais como internacionais, elegeria como suas principais referências?


Aqui acho que vou ser um pouco mais “controverso”. Nunca sei bem como responder a essa pergunta porque nunca consigo apontar bem quem foram as minhas grandes influências.


Eu explico. Desde novo, quando escolhia um livro, antes de olhar para o autor eu olhava para o título, para a sinopse, e tentava perceber se aquela história me podia agradar. Por isso, li muitos autores diferentes, uns que gostei, outros que nem tanto, mas nunca me habituei a escolher com base no autor. Ainda hoje é assim.


Um dos últimos livros que li foi “O meu irmão” de Afonso Reis Cabral, li-o porque tive curiosidade por ver a escrita do homem que ganhou um prémio Leya, sim, mas também porque a sinopse me chamou, ou não o teria lido.


Claro que ficava bem dizer que Saramago me inspirou, por exemplo, mas eu só descobri a escrita dele no secundário. Gosto muito, mas não posso dizer se foi uma influência na minha forma de escrever. Acho que cada autor que lemos nos ajuda a crescer um pouco, sejam bons ou menos bons.



Dito isto, alguns autores que repeti ao longo dos anos foram Eça de Queirós, José Rodrigues dos Santos, Dan Brown e claro, José Saramago.



Depois, acho que a verdade é que muitas das minhas influências vêm de livros de não-ficção e de campos não literários, como o jornalismo, principalmente ao nível da escrita (porque acho que tenho um estilo mais direto), mas também das séries e dos filmes, particularmente aqueles com muitas reviravoltas e que no fim nos deixam de boca aberta, de tão inesperados que são.


 


 


Neste livro, o Élvio aborda a obsessão, nas suas diversas formas, e as consequências que a mesma pode causar em quem dela é vítima. Na sua opinião, até que ponto pode a obsessão deturpar, na mente de alguém o sentido da realidade, e de que forma poderá, ou não voltar a recuperá-lo?


Nenhuma obsessão é saudável, essa é uma certeza.


Neste livro, mesmo sendo uma história imaginada, um trabalho de ficção, vemos uma versão do que pode acontecer quando cegamos por algo ou alguém.


Acho que amor-próprio e o apoio de quem está à volta é fundamental para evitar situações assim.


 


 


Outro dos temas em destaque é o tráfico de seres humanos. Considera que este é um flagelo, cada vez mais, difícil de combater e desmantelar na sociedade actual?


Não diria que é mais difícil de combater do que há alguns anos, mas ninguém tenha dúvidas de que é uma realidade bem presente.


Ninguém pense que só acontece em países menos desenvolvidos e onde a segurança é menor.


Acontece na Europa, acontece em Portugal.


 


 


Podemos contar com novas obras de Élvio Carvalho?


Espero que sim.


Tenho ideias para vários livros e agora que lancei o primeiro terei pena se outras histórias não saírem da gaveta. Não ia gostar que assim fosse.


Mas um segundo livro depende quase sempre do sucesso do primeiro. Vou para já concentrar-me neste, um segundo talvez apareça.


 


 


Que temas gostaria de abordar em futuros livros?


Isso seria revelar enredos. Mas quero continuar a apostar em problemas reais e a mostrar como afetam as vidas comuns.


 


 


O romance é um estilo a manter, ou gostaria de se aventurar noutro registo?


Para já sim, é para manter. É o estilo que gosto mais de escrever, mas como jornalista também não coloco de parte algum dia publicar no campo da não-ficção, nunca se sabe.


 


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Books, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

4 anos sem Tica

Faz hoje 4 anos que a Tica partiu.


Costumamos dizer que, de certa forma, ela está presente na Becas e na Amora mas, ainda assim, a Tica tinha particularidades muito próprias.


 


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Foram muitas as vezes que a Tica dormiu nestas caixas de cartão, lá bem no alto. 


 


 


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Adorava pôr-se em cima do microondas.


 


 


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Era doida por ervinhas!


 


 


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Subia para o lavatório, e ali ficava sossegada.


 


 


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Ou no bidé, a aprender higiene dentária.


 


 


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E no lava-loiça!


 


 


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E adorava pendurar-se nos cortinados!


 


Tão bom recordar a nossa castanhinha 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

A vida que temos é, em parte, resultado das opções que tomamos

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A vida que, hoje, cada um de nós tem deve-se, em grande parte, às opções que, ontem, tomámos em relação a ela.


O problema é que, muitas vezes, quando as opções são tomadas, apenas se pensa no que irá acontecer naquele momento, mas nem sempre nas implicações que as mesmas terão no futuro.


As pessoas só se lembram dessas implicações quando esse futuro chega, e se torna presente. E só nesse momento se lembram que cada opção traz, inerente a ela, uma responsabilidade.


 


E agora?


Agora, é pensar se, apesar de não ser bem aquilo que estavam à espera, iriam sentir-se melhor em voltar atrás, em desfazer as opções tomadas, ou se isso as faria sentir ainda pior?


Será que não estão a ser demasiado derrotistas, demasiado negativas, sem perceber que, ainda assim, existe algo de bom que não conseguem perceber ou dar valor?


Que podem ter perdido algumas coisas mas, em contrapartida, ganhado outras igualmente boas?


Uma coisa é certa: as pessoas estão sempre a tempo de tomar novas decisões, de fazer escolhas ou opções que lhes tragam aquilo que sentem que lhes faz falta.


Mas sem esquecer que, aquilo que querem hoje, pode não ser aquilo que desejarão amanhã.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Telemóvel x Computador - qual deles leva a melhor?

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Lá por casa, tanto o meu marido, como a minha filha, há muito trocaram os velhinhos telemóveis, pelos actuais smartphones. Volta e meia, lá se avariam, ficam lentos, bloqueiam, ficam sem espaço ou caem ao chão e ficam com o visor rachado. E lá compram outro, mais moderno que o anterior.


Eu, até ao final de 2019, tinha escapado à febre. Ninguém me tirava o meu velhinho, nem me convencia a trocar por outro. Para mim, servia bem.


Mas, para minha total surpresa, houve alguém que se lembrou de me oferecer um smartphone, porque estava na hora de eu me modernizar.


A primeira reacção foi assim uma espécie de sentimento de rejeição pelo dito cujo. Durante uns dias, ligámo-lo só para fazer as activações iniciais, ver como funcionava, instalar algumas aplicações. A minha filha é que tratou disso. Uma vez, estava a tentar desbloqueá-lo, e nem sabia que código ela tinha posto!


Como o meu cartão era antigo e não dava para pôr lá, deixei-me andar com o telemóvel de sempre. E, mesmo, quando o cartão chegou, esperei até à última para o activar, e começar a dar uso ao smartphone.


 


Hoje, cerca de dois meses passados, já consegui apurar algumas vantagens e desvantagens do smartphone, nomeadamente, por comparação com o computador.


 


Email


Vantagem - consigo ler os emails que vou recebendo ao longo do dia, sem ter que estar dependente de um computador, e de um determinado espaço (casa/ trabalho)


Desvantagens - quando abro a caixa de rascunhos do email, aparece como "vazia"; por outro lado, não consigo visualizar os emails recebidos que marquei no topo, o que me obriga a ter que ir ao pc


 


Blogs


Vantagem - a mesma de cima - aceder a comentários, reacções ou visualizar os posts publicados, sem ter muito trabalho, em qualquer lugar


Desvantagem - não me entendo quanto à publicação de posts - das poucas vezes que tentei, acabei por ter que ligar o pc e fazê-lo por aí 


 


Facebook/ Messenger


Vantagem - a visualização de notificações ou mensagens recebidas, tal como nas situações anteriores, em qualquer lugar e sem dependência de computadores, que nem sempre estão acessíveis


Desvantagem - muitas vezes aparece-me o sinal de que tenho mensagens para ler mas, quando vou ao messenger, estão todas lidas e o sinal mantém-se, porque diz respeito a comentários em páginas que ainda não descortinei onde ou como as vou ver, e só me apercebi disso porque depois, no pc, os via por ler; de uma forma geral, sinto-me mais à vontade com as funcionalidades no pc


 


Então e em relação às fotos/ vídeos?


Neste caso, não tanto em relação ao computador, mas por comparação com a máquina fotográfica. Era a principal utilidade que via no smartphone, e que me fazia ter vontade de ter um por perto, quando queria fotografar algo e não tinha a máquina comigo.


Vantagens: agora é possível tirar uma foto a qualquer hora do dia, sem ter que andar com a máquina atrás, e consigo enviar as fotos no momento, para quem quer que seja, sem ter que ligar ao computador para passá-las e partilhá-las; também posso gravar vídeos, algo que na máquina não faço por falta de espaço


Desvantagens: a qualidade das fotos não é a melhor, e prefiro editá-las no computador do que no próprio telemóvel; se tiver a máquina fotográfica por perto, continuo a preferi-la, pela qualidade


 


E quanto a pesquisas?


Vantagem: Aqui, não há dúvida de que é muito mais prático pesquisar alguma coisa no telemóvel. No outro dia, prguntava-me a minha filha se precisava de fazer algo no computador ou se ela podia desligar, e respondi-lhe "podes desligar, agora tenho um telemóvel!".


Desvantagem: Por vezes, para procurar algo, preciso de informações que tenho pecisamente onde não consigo aceder pelo telemóvel, pelo que só por isso me obriga a ter que ligar o computador e, uma vez ligado, faço lá a pesquisa


 


Então, e por comparação com o antigo telemóvel?


Vantagens: Basicamente, para chamadas não vejo vantagens. Para sms, talvez o facto de poder usar emojis ou imagens


Desvantagens: A demora, sempre que clico para fazer uma chamada, a iniciá-la; a pancada que, por vezes, lhe dá, que me fez ter que reiniciá-lo, como última tentativa de reavivar o bicho, quando nada mais funcionou; o facto de transformar sms gigantes num qualquer outro formato, que me fez pagar sms que seriam gratuitas (ainda hoje estou para saber porquê); é enorme, e não me dá jeito andar com ele no bolso, ou na não, quando preciso dele e não levo mais nada e, normalmente, preciso das duas mãos para o utilizar - uma para segurar e a outra para escrever, até porque só com uma, o mais certo era já ter ido parar ao cemitério 


 


O que tenho utilizado no smartphone, de novo?


Já experimentei o gravador, já dei uso ao bloco de notas, e vou frequentemente ao Whatsapp. Acho piada à temperatura e estado do tempo que, raramente, me parece certa. Fora isso, ainda não me aventurei em mais nada.


 


E o telemóvel antigo?


Continuo a usá-lo: para despertador, para ver as horas, para escrever rascunhos, para lembretes, e para o manter em forma, não vá o smartphone avariar um dia destes!


 


 


 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

A importância das pequenas conquistas

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E como, apesar de mínimas, adquirem proporções gigantes no contexto em que foram alcançadas!


A minha filha tem um problema com a História, que é só a disciplina base do curso que escolheu, com direito a 3 anos e exame final. Um mero pormenor.


No primeiro período, teve 9,7 no primeiro teste, e 9,5 no segundo. A partir de 9,5, é considerado nota positiva mas, para mim, apesar de tudo, era uma nota negativa, e muito frágil que, a qualquer momento, poderia descambar.


E a prova disso é que a professora ainda ponderou dar-lhe um 9, em vez do 10 (o que acaba por ser contraditório). Felizmente, deu-lhe 10.


 


Este período já fez o primeiro teste.


A professora tinha avisado, há dias, que estes testes estavam "tristes". E que era normal os alunos descerem nesta matéria (mas ela diz isso a cada teste que faz).


Hoje, era o dia D.


Estávamos ambas à espera da negativa, ainda que com uma leve (muito leve) esperança de que se pudesse safar com uma positiva.


A nota mais alta da turma, foi um 14.


E a minha filha, teve 10!


 


Sim, foi apenas uma pequena diferença de 0,5 mas que, aqui, fez uma grande diferença. A diferença entre uma negativa que, puxada, dá positiva, e uma positiva certa, sem dúvidas. A diferença entre seguir a tendência e baixar a nota num teste com esta matéria, e não se limitar a manter, mas até conseguir contrariar, e subir a nota.


 


Claro que ainda tem um longo caminho a percorrer na história da História, até ao 12º ano, e vai ter que se esforçar ainda mais, para conseguir manter ou melhorar esta nota, até porque cada ano será mais puxado que o outro e, no fim, tem que ter média positiva, mas é bom perceber que o esforço pode compensar, porque isso, certamente, a motivará para continuar a fazer mais e melhor.

O facto de se gostar de dramas faz de alguém uma pessoa dramática?

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Quem me conhece, sabe que, de uma forma geral, não gosto de filmes de comédia.


Que não acho piada à maior parte dos humoristas, e àquilo que debitam com intenção de nos fazer rir. Mais depressa o faço com o Mr. Bean, por exemplo, que nem precisa de abrir a boca.


E que, raramente, me rio dos vídeos de parvoíces que circulam por aí, pelo youtube ou facebook, que a maioria gosta, e lhes acha graça.


Não tenho um sentido de humor igual ao das outras pessoas, lamento. 


Mas isso não quer dizer que não me ria, que não ache graça a certas coisas, situações, cenas com as quais me vou deparando. 


 


Por outro lado, estou quase sempre pronta para um bom filme ou história dramática, e é-me muito mais fácil e, diria até, inspirador, escrever sobre drama, sobre tristeza.


As emoções chegam de forma mais natural, e a escrita flui muito melhor, do que se tiver que exprimir algo oposto.


 


Sou assim. Posso ser diferente da maioria, mas não estou cá para agradar os outros. Estou cá para ter a minha própria opinião.


No outro dia, dizia-me o meu marido que eu era uma pessoa dramática, que só gosto de coisas tristes, de lágrimas, de sofrer, e nunca acho piada a nada, como se não quisesse viver alegre ou animada.  


 


Então, o facto de se gostar mais de dramas faz de alguém uma pessoa dramática?


Eu até me considero uma pessoa bastante divertida e animada, quando assim se proporciona. Sou pessoa para me rir de muitas parvoíces, de cenas espontâneas que assisto, até de mim própria!


Não sou pessoa de andar por aí a lamentar-me, a chorar pelos cantos, a vitimizar-me pela vida que me calhou.


Pelo contrário, até sou um pouco "palhaça". E, não raras vezes, acabamos a noite, eu e a minha filha, a rirmo-nos à gargalhada, por alguma coisa que disse ou fiz. 


 


Mas, se há coisa que me irrita, é que me tentem impingir, à força, algo a que não acho graça. Pior, que queiram que eu seja da mesma opinião que essas pessoas que gostam muito e acham piada, e que fiquem aborrecidos por eu não pensar da mesma forma.


 


 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Os homens também podem ter cancro da mama?

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Soube esta semana que Marco Paulo estava novamente a lutar contra um novo cancro, mas fiquei-me por aí. Não é artista que siga ou pelo qual me interesse muito.


Ontem, estava a minha filha a ler a notícia de que Marco Paulo tinha cancro da mama e a minha pergunta foi a que, talvez, muitas pessoas e o próprio artista terá feito "Os homens também têm cancro da mama?".


 


A verdade é que, desde que me lembro de ouvir falar de cancro da mama, seja em notícias, iniciativas ou mesmo campanhas de consciencialização ou apoio, tudo me pareceu sempre direccionado para a mulher, como se fosse um problema exclusivo destas.


No entanto, se pensarmos bem, os homens também têm mamas, diferentes da mulheres, é certo, mas existem.


E, embora a percentagem de cancro da mama em homens seja inferior a 1%, Marco Paulo é a prova de que, ainda assim, há risco e é preciso estarem atentos aos mínimos sinais.


 


Seria bom, também começar a haver mais informação sobre o assunto, e sobre a real possibilidade de os homens também virem a sofrer de cancro da mama.


 

Zbrodnia: Crime na Costa

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Hel, uma península situada num município da Polónia, poderia ser um paraíso para quem lá vive ou visita mas, atrevo-me a dizer que, depois do que por lá irá acontecer, está mais perto de se transformar num inferno.


Um corpo, embrulhado em redes de pesca, dá à costa.


Uma mulher é encontrada morta nas ruas de Hel.


É descoberto um esqueleto num bunker.


Anda por aí um assassino à solta, e pode haver mais alguém a correr perigo de vida, se o comissário Tomek Nowiński, destacado para o caso, não o encontrar rapidamente.


 


O que nem sempre parece possível porque, apesar de bom profissional e com bons instintos, o seu desempenho está a ser afectado pela morte do filho e a separação da sua mulher, o que o coloca em risco de deitar tudo a perder.


Mas talvez Agnieszka, uma antiga colega de turma, o possa ajudar. Afinal, foi ela que encontrou o primeiro corpo, enquanto nadava, e conhece muitos dos habitantes de Hel, incluindo, o principal suspeito.


Só falta mesmo um motivo, para fazer a ligação entre os crimes. Ou, então, simplesmente, suspeitam da pessoa errada e, enquanto isso…


 


Agnieszka é casada e tem dois filhos, mas não está feliz no casamento. O marido é um homem ausente, frio, mais preocupado em conviver com os amigos, e em manter as aparências de uma família perfeita.


Quando Tomek chega a Hel, ambos vão ficar mais próximos e dar origem a reacções inesperadas, que poderão mudar a vida de todos. Ou não…


 


O tempo passa e, quando tudo parece mais calmo, um novo assassinato ocorre, durante uma corrida de beneficência, na praia.


Quem teria motivos para matar um dos homens mais influentes da região? 


A mulher? A amante? O filho? Algum inimigo desconhecido? Ou alguém muito próximo a ele, de quem nunca desconfiaria.


Tomek regressa a Hel para investigar este novo crime e, com ele, ressurgem sentimentos que tinham ficado adormecidos.


Terá, Agnieszka, coragem de pedir o divórcio ao marido, logo agora que ele parece determinado em reconquistá-la?


Terá ela oportunidade para reconstruir a sua vida, agora que está, navamente, na mira do assassino?


 


A série da Netflix conta, para já, com duas temporadas, de três episódios, cada uma.


Pessoalmente, preferi a segunda temporada.


E para os mais curiosos, "zbrodnia" é uma palavra polaca (ou polonesa) que, em português, significa "crime".

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Amores (Des)proibidos, de Angelino Pereira

AMORES (Des)PROIBIDOS


 


De uma forma muito básica, desde sempre existiram dois sexos: feminino e masculino. Há bebés que nascem rapazes, e outros que nascem raparigas. Cada um com as suas características. Sem grandes dúvidas.


Depois, há meninos que têm personalidades e características físicas que se assemelham mais a meninas, e as chamadas "maria rapaz", que em tudo nos fazem lembrar os rapazes, ainda que sejam meninas. Uns ou outros, a qualquer momento, podem mudar.


Mas o que é isso de se sentir que nasceu no corpo errado? E o porquê de nascer de uma forma e querer mudar de sexo, porque sente que o corpo é a única coisa que destoa do sexo que sente que deveria ser? 


Para mim, é muito simples: cada um tem que se sentir bem com as características e corpo que tem. Se não é o caso, e se lhe é dada a aoportunidade de mudar para aquilo que ambiciona, então que o faça. 


Há tanta gente que faz cirurgias por questões meramente estéticas, para se sentir bem e elevar a autoestima. Qual é a diferença?


E é assim que começamos por conhecer Félix que, mais para o fim da história, dará lugar a Sara.


 


Félix, ou Sara, irá ajudar António Henrique, que viajou até ao Brasil com uma missão, a desvendar o mistério à volta da morte do seu irmão.


Pelo caminho, porá António Henrique à prova, ao mostrar-lhe que o amor não tem que escolher sexo, cor, idade ou qualquer outra característica, para acontecer.


Quem ama, ama. 


Pode haver quem não compreenda, quem não aceite, mas pelo menos, que respeite a vida e o amor de cada um, quando em nada interfere com os restantes.


 


Por entre descobertas e transformações, António Henrique irá mesmo descobrir a verdade, que prometeu levar ao pai, antes de este partir. E, ainda que nem sempre se consiga a tão desejada justiça, até porque nestes meios existem pessoas poderosas e influentes, que podem comprar silêncios, eliminar obstáculos ou desviar atenções para outra direcção, o facto de se saber o que realmente aconteceu, e que algumas das pessoas já tiveram o seu castigo, já será suficiente.


 


 


Sinopse



"Toda a pessoa é um mundo em si mesmo e todas as dúvidas que existirem dentro do seu (eu) devem ser esclarecidas para que cada um se encontre e ajude os demais a construir o mundo de todos...


António Henrique partira da sua terra natal à procura de respostas para um passado que deixara marcas e dúvidas em seu pai e sentira a responsabilidade de levar ao homem que iniciara o processo natural da sua existência algo real e verdadeiro, para que sua vida pudesse terminar em paz, mas não só encontra o que fez questão de procurar como consegue construir um mundo novo num universo completamente diferente e inimaginável.


Quem nunca sai do seu meio limita-se a observar o que vê todos os dias nos mesmos lugares, mas quem viaja consegue ver o mundo na sua diversidade e complexidade e aprende em suas viagens, através das pessoas, seus usos, costumes e tradições, a viver, respeitar e compreender que afinal ninguém é dono de nada, nem da sua própria razão... Por isso, o melhor é partilhar e viver seu próprio momento, porque cada um tem seu próprio tempo e nem mais um segundo. E se outra razão não tiver de ser que seja: amar pela diferença entre tantos amores proibidos."



 


 


Autor: Angelino Pereira


Data de publicação: Janeiro de 2020


Número de páginas: 284


ISBN: 978-989-52-7150-4


Colecção: Viagens na Ficção


Idioma: PT


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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Sábado atribulado

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A minha filha fez anos em janeiro e, para celebrar, queria levá-la a comer um dos seus pratos favoritos mas, para grande azar, o restaurante estava fechado para férias. Por isso, adiámos.


Na semana passada, já com pouca esperança, depois de várias semanas fechado, liguei. Já estavam abertos. Reservei mesa para sábado.


Estava tudo programado: despachar cedo, almoçar, dar um passeio.


 


Perto das 9 da manhã, já eu e a minha filha estávamos de pé. Ela ia tomar banho. Eu tinha roupa para pôr a lavar. Noto que o fluxo de água estava fraco. Não era problema da torneira. 


Dali a pouco, estava normal. Pus a máquina a trabalhar. Ela já ia para a banheira. O fluxo voltou a baixar. A máquina de lavar começou a panicar e nem a conseguia desligar.


Resultado: depois de ter mudado a bilha do gás, tive que andar a aquecer água em panelas, à moda antiga, para ela tomar banho, porque da companhia das águas me disseram que estavam a resolver um problema na minha zona, e ainda ia demorar.


Por ironia, depois de ela ter terminado o banho, tudo se estabilizou!


 


Fomos às compras. Eu a querer despachar-me cedo, e a ver o tempo a passar. Saímos para o restaurante, à hora a que deveríamos lá estar. O que vale é que é só 10 minutos.


Ou seria, se não nos tivesse calhado uma lesma à nossa frente, e se não se lhe tivesse juntado um tractor que nem facilitou a vida, quando podia, para nos deixar passar.


Mas chegámos.


Entrámos no restaurante e a funcionária, que já nos conhece, avisou logo: olhe que hoje já não temos tirinhas.


Grande melão! Íamos lá de propósito para comer tirinhas. Tivemos um mês inteiro à espera, e não havia!


 


Ainda perguntei à minha filha se não queria adiar para outro dia mas, como já estava naquela de almoçar fora, lembrei-me de um outro restaurante que também deveria ter. Ligámos. Tinham. Mas não reservavam nada, era por ordem de chegada.


Já eram praticamente 14 horas. Ainda tínhamos que ir até lá. Uma fila enorme à porta, e lá dentro também. Começámos a ver as horas a que iríamos almoçar. A minha esperança era de que, como éramos só três, seria mais fácil arranjar-nos mesa, que aos grupos que lá estavam.


Sentámo-nos à mesa perto das 15 horas. 


Gostei do atendimento, da simpatia, da relativa rapidez com que nos serviram. E fiquei feliz por a minha filha ter gostado, afinal, era para ela.


Mas as tirinhas, não tinham nada a ver. Menos passadas, mais grossas e com mais gordura. Desenrascou, mas não convenceu.


 


E pronto, lá almoçámos, e fomos passear, para aproveitar da melhor forma um sábado que não começou da melhor maneira!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Feliz Dia dos Namorados!

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Em Dia de São Valentim, mais uma criação à altura - semifrio de morango!


Este, já tem dono!

À Conversa com os PRISMA

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Os PRISMA são uma banda oriunda da Ilha de S. Miguel (Açores), cuja sonoridade é influenciada pelas diferentes origens geográficas (e diferentes escolas de música) dos elementos que compõem a banda, fazendo com que as interpretações tenham um "prisma" particular.
A fusão de estilos e a constante preocupação (e procura) de uma musicalidade singular são as principais fontes de inspiração coletiva.


Fiquem a conhecê-los melhor nesta entrevista:


 


 


 


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Para quem não vos conhece, quem são os Prisma?


São músicos, familiares, amigos, simpatizantes, equipa técnica, são todas as pessoas que acreditam em nós e que nos permitem expandir o que mais gostamos de fazer.


Este Prisma de sonhadores, só é possível por existir esta base, que reconhece e dá força ao nosso trabalho.


 


Quando é que a música começou a fazer parte da vossa vida?


A música começou a fazer parte da nossa vida desde a infância, todos nós crescemos com este gosto pela música, todos nós tivemos música presente nos nossos tempos livres, era parte das nossas atividades, desde coros, filarmónicas e outras atividades culturais, para além de influências familiares.


Ao longo do nosso percurso pertencemos a vários projetos musicais, que nos deram bagagem para sermos o que somos hoje.


 


Em que momento é que decidiram formar a banda?


Decidimos formar a banda em 2017, todos nós nos conhecíamos e até alguns de nós já haviam trabalhado juntos, no fundo juntamos músicos que tinham o mesmo propósito, não faria sentido de outra forma, sentimos que queríamos criar algo novo, interpretar os temas que não ouvíamos, fazê-lo com qualidade, e criar algo nosso, trabalhar em originais.


 


De que forma é que cada um dos elementos influencia a música criada pelos Prisma?


Influenciamos por permitirmos que cada um seja ele próprio, há espaço para todos colocarem as suas ideias, obviamente que imperam sempre os nossos gostos pessoais, que limados em conjunto constituindo o prisma que queremos.


Aproveitamos as qualidades de cada um desde a composição , à produção, cada um tem um papel no processo criativo.


 


Quais são as vossas maiores referências, a nível musical?


Quando se falam em influências as nossas opiniões divergem, somos muito diferentes o que torna este projeto aliciante. 


Podemos falar de Queen, The Doors, Stevie Wonder, Expensive Soul, HMB, The Black Mamba.


Adoramos o funk, RnB , rock.


 


Consideram que o facto de os Prisma serem uma banda oriunda dos Açores prejudica, de alguma forma, o vosso percurso na música ou, atualmente, é uma questão que não se coloca?


Nós consideramos que pode condicionar o nosso percurso na medida em que onde vivemos não temos tantas ferramentas de trabalho, é certo que temos muitas pessoas talentosas e qualificadas, mas para muitos a música é um hobby, o que dificulta a caminhada, pois precisamos dos outros para trabalhar.


O mercado não é extensivo, adorávamos chegar a rádios e comunicação nacionais, vivenciar outros palcos, estúdios.


As redes sociais são muito positivas na nossa construção pois permitem-nos chegar a mais pessoas, e desta forma conseguimos expandir o nosso trabalho, quer seja nos Açores ou em qualquer outro lugar o caminho faz-se a caminhar, nós somos o motor desta caminhada, pelo que o nosso percurso também depende dos passos que damos.


 


 


 



 


"Sentimento" é o vosso primeiro single, editado em dezembro de 2019. Sobre o que nos fala este tema?


Este “Sentimento “ é como o descrevemos “tão forte, tão cheio, imenso” , é uma história de vidas que andam lado a lado e que de certa forma tentam evitar-se, mas que o “sentimento” é mais forte “no fundo acreditei na vontade que mostrava, dos teus olhos, espelho d’alma”, é um saber que existe reciprocidade e ao mesmo tempo medo, é um pedido, que seja leve, que seja bom, “dá-me um sentimento, sem sofrimento, deixa-te levar, deixa o coração expressar”.


 


Que feedback têm recebido, por parte do público, relativamente ao single de estreia?


O feedback tem sido muito positivo, nunca tínhamos vivido a experiência de gravar como “Prisma”, foi um desafio para nós, ainda que tivéssemos expectativas, fomos surpreendidos com a boa vontade de tantas pessoas que quiseram colaborar connosco, e que tornaram este "Sentimento" de todos.


Fomos recebidos com casa cheia para o conhecerem. E desde então tem sido muito positivo, recebemos muito carinho por parte de quem nos ouve e isso é sem dúvida gratificante.


 


Através da música pretendem dar o vosso prisma sobre os mais diversos assuntos. O que podemos esperar dos próximos temas? 


Ao escrevermos temos sempre a preocupação de não repetirmos o conteúdo já abordado, até mesmo palavras, por isso escrever é sempre desafiante pois há tendência para seguir a linha do que já temos feito, contudo temos conseguido superar estes “obstáculos”, já escrevemos sobre saudade, liberdade, vencer, mudança.


E só poderão entender estas palavras ao ouvirem cada tema, cada um deles tem uma mensagem que só é entendida quando ouvida.


 


Que objectivos querem ver concretizados ainda este ano?


O nosso objetivo passa por sermos fiéis à nossa identidade, cumprindo apresentar sempre qualidade e diferença em palco.


O lançamento de um EP é o nosso foco para 2020.


 


De que forma é que o público vos pode ir acompanhando?


Podem acompanhar-mos através das nossas redes sociais, estamos presentes no Facebook (@prismamusicproject) e no Instagram (@prisma_musicofficial), aqui podem acompanhar tudo em primeira mão, quer estejam perto ou longe. Estamos sempre ligados.


 


 


Muito obrigada!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Será verdade que "toda a gente tem um preço"?

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Se há coisa que me irrita é deparar-me com pessoas falsas, que têm duas caras, que mudam de opinião conforme mais lhes convém, e que tentam desculpar, defender ou, até gabar, aquilo que, antes, criticavam.


 


O meu marido começou, há uns anos, a falar com um senhor que acabava por ser seu colega de profissão, embora em empresas e funções distintas.


Nessa altura, e por aquilo que o meu marido me ia contando, percebi que era alguém que defendia com unhas e dentes a empresa onde trabalhava, como se estivesse a ser pago para dizer bem dela.


Não digo que cada um não fale por si, e da sua experiência pessoal e, se esta é boa, não pode dizer o contrário. Mas a forma como essa pessoa defendia e gabava a empresa, mesmo quando confrontado com situações que apontavam no sentido inverso, fez-me passar a vê-lo como alguém não confiável.


De há uns tempos para cá, desconfio muito de pessoas que se mostram logo muito amigas, muito prestativas. E, de algumas pessoas com quem nunca fui muito à bola, esta foi uma delas.


 


O dito senhor foi, até há pouco tempo, um activista no sector, no sentido de alertar para as más práticas das empresas, a nível geral, de incentivar à denúncia, de ajudar os colegas a resolver as suas questões, de contactar entidades competentes e fazer de intermediário.


Fê-lo porque quis. Perdeu uma boa parte do seu tempo a dedicar-se a isto, porque quis.


Fundou, inclusive, juntamente com outros, um sindicato para defender os trabalhadores.


 


Como em tudo na vida, quando alguém se mete nestas coisas, há sempre quem apoie e quem desconfie das boas intenções. E isso dá azo a guerras e picardias. A acusações de parte a parte. A lavagem de roupa suja e baixarias, a que nem vale a pena dar importância.


Não tenho dúvidas de que esta pessoa terá feito, em determinado momento, um serviço público a alguns trabalhadores e ajudado, de facto, muitos deles. Acredito que, em determinada altura, tenha lutado pela classe.


Mantive a minha opinião, sem dar relevância ao que se ia ouvindo sobre a pessoa, porque, nestas coisas, é fácil difamar e acusar alguém quando não se vai com a cara dele, ou quando consegue aquilo que outros também queriam, mas não conseguiram.


 


O dito senhor mudou, entretanto, para uma outra empresa, onde trabalha o meu marido. 


Até então, o senhor denunciava todas as empresas em incumprimento. Apenas aquela em que trabalhava cumpria as normas. Agora que é gestor de clientes desta empresa, é esta que ele defende, argumentando que nenhuma cumpre a lei a 100%, e desvalorizando as situações que estão a ser denunciadas.


 


O que é que mudou?


Porque é que lhe custa tanto admitir o que está à vista de todos?


Será mesmo verdade que toda a gente tem um preço?


 


No passado mês de Janeiro, os salários não foram pagos no final do mês. Ainda há pessoas que não receberam subsídios de refeição. O meu marido é um deles.


 


Mas o dito senhor vem dizer que nada está em atraso!


Insiste em defender a empresa.


Diz-se que é pelo cargo que tem, pelo ordenado que já lhe foi pago, e pelas regalias que a empresa lhe ofereceu.


Que ele tenha aceitado o cargo e pensado primeiro em si, ninguém tem que criticar. Se a empresa já lhe pagou a ele, e aos outros não, também não é algo que dependa dele. Faríamos o mesmo no seu lugar. Que se abstenha de falar da empresa, também compreendo.


 


Mas tapar o sol com a peneira e ainda gozar com o mal dos outros, isso não.


Para que percebam a dimensão do problema, vejam a reportagem que deu ontem na SIC, no Jornal da Noite, sobre o mesmo.


Ou AQUI.


A realidade é uma só: existem vencimentos em atraso, bem como subsídios de refeição ainda por receber.


 Os problemas, para mim, são vários: junta-se o Estado, que é o pior pagador/ devedor do país, a empresas que, para ganharem os concursos, praticam preços baixos, que não lhes permitem sustentabilidade para pagar os trabalhadores de que necessitam.


Depois, haverá, provavelmente, um problema de má gestão. E uma enorme falta de honestidade por parte da empresa que se vale de desculpas que não explicam, e nas quais é difícil de acreditar.


E quanto mais vão mentindo, ocultando, inventando, mais difícil se torna manter a pouca credibilidade que ainda tivesse.


É certo que honestidade não paga as dívidas ao final do mês, nem põe comida na mesa. Mas preferia ver um chefe ou patrão que se chegasse à frente e esclarecesse a situação aos trabalhadores: a empresa não tem dinheiro para pagar tudo, o que há é isto, só podemos pagar isto, para que todos possam receber alguma coisa (ou ninguém recebe nada), não sabemos quando ou se conseguiremos pagar o resto, e cada um é livre de ficar e esperar ou de sair, sem prejuízo.


Tão simples como isto.


Só não queiram é fazer os outros de parvos.


E, quanto ao dito senhor, se por força da sua posição na empresa e assegurado o seu salário e regalias, estiver obrigado a não falar mal da mesma, que se abstenha de certos comentários e de ostentar a sua sorte, face ao enorme azar geral dos outros.

"Atirar areia" para os olhos do público

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Ninguém gosta de ser enganado.


Que o façam de parvo.


Que o tomem por idiota.


Que lhe atirem "areia para o olhos".


 


E o público, que sempre apoiou e esteve presente, ao longo da carreira de um determinado artista, não é excepção.


O público pode parecer iludido, "amestrado", incondicionalmente fiel e devoto mas, quando percebe que está a ser ludibriado, facilmente se volta contra aqueles que, antes, defendeu.


Não há nada como a verdade e, com ela, pode-se ganhar ainda uma maior admiração pelo artista.


Sem ela, o público que, ontem, era defensor pode, hoje, tornar-se o inimigo. O público que, ontem apoiava pode, hoje, criticar e condenar, se se sentir enganado.


 


 


E vem isto a propósito de quê?


Poder-se-ia aplicar a vários artistas mas, refiro-me, em específico, a Raquel Tavares que, há umas semanas, tinha dado uma entrevista emotiva e aparentemente, sincera, na qual anunciava o fim da sua carreira como fadista, porque estava cansada de ser uma figura pública, com tudo o que isso acarretava. Frisou que queria dedicar-se a outras áreas, de preferência, de forma anónima.


 


Ora, ela tem o direito de fazer o que bem quiser com a vida dela, sem ter que dar satisfações a ninguém. E dedicar-se ao que bem entender, que ninguém tem nada a ver com isso.


Mas, a partir do momento em que dá a entrevista que deu, com o ênfase que lhe atribuiu, com a tristeza e mágoa com que o fez, e com as declarações que prestou, as suas decisões tomam uma outra proporção.


Partiu-se do princípio que o fez com verdade.


Para, logo em seguida, ela própria contradizer as suas palavras, com as suas acções.


Uma pessoa que está saturada da exposição pública, e de ser figura pública, não deixa de ser fadista para ser atriz! Uma pessoa, que diz que já não gosta de cantar, não continua a fazê-lo.


 


É, por isso, normal que, agora, seja acusada de ter enganado o seu público, de a sua entrevista e decisão não passarem de uma farsa ou, talvez, de uma estratégia de marketing para o que aí vinha.


Não teria sido tão mais simples ser honesta, e afirmar apenas que queria fazer uma pausa na sua carreira como fadista, para se dedicar a outros projectos? Ninguém a iria criticar. Ninguém teria nada a apontar.


Mas fazer aquele "teatro" todo, mostra-se no papel de vítima do mediatismo, para depois continuar a ser mediática? Só fez com que ficasse totalmente descredibilizada.


 


Apenas me pergunto como irá ela lidar com este mediatismo resultante da TV, quando não o conseguiu "supostamente" fazer enquanto fadista? 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Algures, entre a geração jovem e a geração sénior

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Matematicamente, em termos de idade, estou ali a meio caminho entre os jovens e os séniores.


E noto que, quanto mais os anos vão passando, mais me afasto de alguns dos pensamentos e hábitos dos jovens, sem ainda estar perto dos da geração sénior, mas a caminhar para lá. Ou seja, também estou ali pelo meio.


Ainda há uns tempos me perguntava se a tendência era para pensarmos e agirmos, à medida que envelhecemos, da mesma forma daqueles, cujos pensamentos e acções, antes, criticávamos, quando éramos mais novos?


Começo a convencer-me que, em muitas coisas, sim!


 

Da liberdade que se deve dar aos filhos

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Todos sabemos que, antigamente, havia liberdade a menos e que, pelo contrário, hoje em dia e cada vez mais, há uma tendência a dar liberdade a mais. Sabemos que o ideal, seria o meio termo.


Mas, mais do que muita ou pouca liberdade, acho que devemos também pensar no tipo de liberdade estamos a dar aos nossos filhos, e na forma como a mesma é dada, à medida que eles crescem, e para que possam crescer.


 


Porque existe uma forma e tipo diferente para cada etapa, para cada idade, e que devemos saber gerir, para que os nossos filhos saibam para que serve essa liberdade, e até onde podem ir, sabendo que, se a ultrapassarem, haverão consequências mas também que, não a ultrapassando, têm uma larga margem para usufruir dela e tirar o máximo partido, sem estarem limitados.


 


Porque uma criança a quem só lhe é dada liberdade para estar em contacto com o preto e o branco, não tem oportunidade de descobrir que o mundo pode ser mais colorido. 


Se mantivermos os nossos filhos dentro de uma pequena bolha, eles nunca saberão o que há para além dela.


Os nossos filhos não precisam que lhes sejam vendados os olhos, para aquilo que não queremos que eles vejam porque, mais cedo ou mais tarde, eles irão mesmo ver.


Não precisam que lhes amparemos as quedas porque, um dia, não estaremos cá para isso e, quando caírem, irá doer ainda mais.


 


Por vezes, é preciso soltar a mão, deixá-los dar os seus passos, ainda que sejam atabalhoados, ainda que não consigam manter-se em equilíbrio. E deixá-los cair. Porque só assim aprenderão com os erros, com a tentativa. Só assim saberão o que devem ou não fazer.


 


Mais do que proteger, é preciso preparar. Dar as ferramentas, para que eles as possam conhecer, manusear, e aprender a utilizar, adaptando a cada uma das fases da sua vida. 


 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

O que dizem as "páginas mais visitadas" sobre o nosso blog?

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Em relação ao meu blog, algumas coisas.


O número de páginas visitadas mostra que, quem visita o blog, não o faz com intenção de ver um post específico, nem apenas alguns que se destaquem, mas uma relativa quantidade de páginas diferentes. Ou, ainda que seja esse o motivo principal, acabam por visitar outros.


A distribuição do número de pessoas por cada post visitado diz-me que existe uma distribuição equilibrada.


Os posts mais visitados no dia, ou num curto espaço de tempo, nem sempre, ou quase nunca, são os do dia, ou mais actuais. Arrisco-me a dizer que alguns dos posts mais vistos, ou preferidos, são os mais antigos.


Creio que o blog tem sabido, por enquanto, manter uma diversidade de temas que interessam aos seguidores e, talvez, por isso, estes se vão mantendo fiéis e regulares.


 


E quanto aos vossos blogs? Alguma vez pensaram nisso?


 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

As pessoas gostam de discutir?

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Pode parecer uma pergunta parva mas, cada vez mais, me convenço que algumas pessoas precisam de uma boa discussão.


Não sei se para descarregar frustrações causadas por outros motivos, que em nada têm a ver com aquilo sobre o qual, depois, discutem, ou porque precisam dessas discussões para dar algum sentido à sua vida.


 


É certo que, por vezes, determinadas situações nos podem levar a encetar uma discussão, seja por certas atitudes ou comportamentos, ou opiniões distintas que diferentes nem sempre são bem aceites.


Mas sempre acreditei que, apesar de não controlarmos na totalidade, fosse algo que todos quiséssemos, sempre que possível, evitar, pelo desgaste, mal-estar, mau ambiente e stress que as mesmas nos causam.


 


No entanto, aquilo a que tenho assistido, é a pessoas que provocam propositadamente discussões, que ficam ansiosamente à espera que alguém lhes responda, para poderem contra-atacar, que vibram com cada resposta torta que dão a quem está do outro lado.


Vejo, sobretudo, esse tipo de comportamento nas redes sociais. Como se fosse algo que fizessem por prazer.


 


Não bastam já os problemas do dia a dia? As discussões, muitas vezes inúteis, das quais não podemos fugir ou evitar?


Para quê dar azo a mais umas quantas, sem necessidade nenhuma, só porque sim?


Resolvem alguma coisa?


Ficam mais felizes por isso? 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Determinismo ou libertismo: será o livre arbítrio uma mera ilusão?

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No outro dia, quando fui buscar a minha filha à escola, a meio da nossa conversa, perguntou-me ela, se eu era a favor do determinismo ou do libertismo.


"O que é um e outro?", perguntei eu. E ela explicou.


"Hum, é um pouco como aquela questão do destino.", respondi-lhe eu.


 


De acordo com o determinismo, tudo aconteceria na nossa vida porque assim estava destinado, não tendo nós qualquer influência sobre ela, nem poder de escolha. Os acontecimentos resultam de uma sequência de causas e efeitos.


Já de acordo com o libertismo, não existe destino, mas sim escolhas feitas e decisões tomadas por nós, que levarão a acções, pelas quais somos únicos responsáveis.


 


Eu estou mais inclinada para o segundo - somos nós que fazemos o nosso destino mas, ainda assim, fica sempre aquela dúvida se, apesar de termos o poder de escolha, essa não passou, apenas, de algo que já estaria destinado a ser, ainda que pensemos que não. A verdade é que, embora possamos sermpre escolher, não haverá uma causa passada, que tenha levado a essa escolha, e a influencie ou condicione?


Por exemplo, eu tenho o poder de escolha entre virar à direita ou à esquerda. Escolho, por minha iniciativa, virar à esquerda. Foi uma escolha minha. Mas será que, no fundo, essa escolha não foi condicionada por algo passado? Não seria já esse o meu destino?


Assim, entre um e outro, posso talvez encaixar-me no compatibilismo, que admite que, tanto determinismo, como libertismo, possam coexistir.


 


E desse lado, qual é a vossa opinião?


 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Os livros são como as laranjas

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Depois de bem espremidos, nem sempre a quantidade e qualidade do sumo que deitam são as melhores.


Tal como as laranjas bonitas, grandes e gordas, muitas vezes, nem chegam para meio copo de sumo, também muitos livros, apesar de inicialmente apelativos, pouco conteúdo têm. 


Tal como as laranjas bem tratadas, com todos os cuidados e requisitos obrigatórios para garantir a qualidade, acabam por não ter qualquer sabor, também alguns livros não trazem nada que nos faça gostar e querer mais.


Da mesma forma, tal como as laranjas pequenas, que nascem naquelas árvores que nunca foram tratadas, mas que, afinal, são as verdadeiras laranjas, e cheias de sumo, também muitos livros, apesar de não se dar muito por eles, nos podem surpreender!  


 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Praticar o "desapego"

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"A expressão desapego pode ser dura e fria, mas todos nós devemos aprender a desenvolver o desapego."


Li esta frase ontem, e fiquei a pensar na mesma.


 


Todos nós, ao longo da nossa vida, nos vamos apegando a coisas, e a pessoas que, pelos mais variados motivos, passam a fazer parte dela.


Muitos objectos simbolizam momentos, lembranças, memórias, de algo que foi importante, e por isso queremos manter.


Talvez por isso seja tão difícil, a algumas pessoas, "destralhar". Porque cada um dos objectos que já não tem utilidade nem faz falta tem, ainda assim, a sua história e o seu significado, por mais tolo que seja.


Ainda assim, é mais fácil, no dia a dia, praticar o desapego das coisas materiais.


 


Mas, quanto ao desapego das pessoas que no rodeiam e fazem parte da nossa vida? Também devemos praticá-lo?


Será o apego algo assim tão mau para nós, que seja preferível não o ter?


O apego, enquanto sentimento de afeição, de simpatia ou estima por alguém , enquanto ligação afetiva que se estabelece com alguém, traduzida em afeto, amizade, amor, benevolência, fraternidade, ternura ou afeição, em nada prejudica a nossa vida. Pode, até, funcionar como suporte para a segurança emocional, em determinadas fases.


Apenas quando começa a haver um apego extremo, uma obsessão, um viver em função de determinada pessoa, anulando-se, é que pode ser considerado perigoso e prejudicial, tanto para quem o pratica, como para quem o recebe.


 


"Ah e tal, quanto mais apegados tivermos, mais iremos sofrer depois."


E então? É por isso que não nos apegamos a ninguém? Para não correr o risco de vir a sofrer com a sua perda?


Não faz também isso, parte da vida? Da nossa experiência, neste mundo?


Ou é preferível passar a vida a não nos ligarmos sentimentalmente a ninguém, a olhar para os outros de forma indiferente, e a sermos, também nós, indiferentes para os outros, como se fossemos apenas meras máquinas, sem sentimentos e emoções?


 


 


E por aí, acham que o desapego é necessário ao nosso bem estar, ou pode ter, precisamente, o efeito inverso? 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O que é que cheira a lúcia-lima, mas sabe a malagueta?

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Nunca tinha utilizado gengibre na vida.


Sabia de alguns benefícios, mas nunca tinha aprofundado.


Este fim de semana, o meu marido comprou, para fazer chá.


 


Achei que não tivesse cheiro, ou este fosse algo parecido com batatas. Quando ele me deu a cheirar, adorei o odor. E fez-me lembrar algo que, só mais tarde, percebi ser lúcia-lima. É idêntico.


 


Como gosto de provar coisas diferentes, disse-lhe que também queria aquele chá. Se soubesse tão bem como cheirava, deveria ser óptimo.


 


Já na cama, com a caneca na mão, provo o dito chá.


Realmente, o sabor é bom.


O problema, é que ninguém me avisou que seria picante!


Parecia que estava a beber chá de malagueta, e não de gengibre.


Não consegui bebê-lo todo. O resto foi fora. 


E o efeito do picante na boca ainda demorou a passar.


 


 


 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

"No Te Puedes Esconder", nova série da Netflix

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Um ex polícia, com problemas de alcoolismo e falta de dinheiro, é contratado para matar uma mulher que, na sequência de um atentado terrorista, lhe acaba por salvar a vida.


E agora? Terá ele coragem de seguir adiante, e tirar a vida àquela que lhe devolveu a dele?


 


Mónica vive com a filha, Natália, em Madrid, no âmbito do Programa de Protecção de Testemunhas, após ter denunciado o ex marido e o seu negócio de narcotráfico. Com o ex marido morto, ela constrói uma nova vida longe do México, onde ambas viviam. Mas, ainda assim, o perigo está mais perto dela do que imagina. 


 


Um fotógrafo de guerra, obcecado pela morte, colecciona várias fotos de momentos trágicos, sobretudo mulheres mortas, que pretende utilizar na sua nova exposição.


Mas será que não passa mesmo de um trabalho fotográfico? Ou poderá o seu comportamento, por vezes estranho, esconder algo mais?


Sobretudo, quando se mostra tão interessado na morte da mulher de um líder de um partido em ascenção?


Alex tem um caso com Mónica, mas cedo vamos perceber que as mulheres são outro dos seus vícios.


 


Alberto Torres, mulherengo e prestes a ver o seu partido chegar onde quer, torna-se o principal suspeito do assassinato da sua mulher. Apesar de negar, ele tinha todos os motivos para o fazer. Ameaças não faltaram. 


 


Natalia e Eli são amigas mas, naquele momento, quase nem se falam por causa de Alberto, que andou com as duas. Mas Natalia está estranha, como se algo a incomodasse, como se tivesse medo de alguma coisa, ou de alguém e, naquela mesma noite, acaba mesmo por ser raptada.


 


Percebe-se que Eli esconde alguma coisa, e que Alex também parece ter os seus segredos, mas saberão quem terá levado Natália?


Quem não vai descansar até encontrar a sua filha é Mónica. Mas será que o consegue, estando com a cabeça a prémio?


 


E é, assim, nestas três vertentes - recuperar Natália, que parece ter sido levada com vista ao tráfico humano, descobrir quem pagou para matar Mónica, e quem é o assassino de Beatriz - que se vai desenrolar toda a série. Será que tudo está relacionado?


É assim, que vamos perceber o quanto a polícia, nos seus mais diversos departamentos, pode ser corrupta, ineficaz, inactiva, influenciável. O quão burocrático pode ser um processo, e quantos entraves tem que contornar, muitas vezes sem sucesso, para dar um passo em frente.


E como, muitas vezes, tem que ser quem está fora a mexer-se, a arriscar-se, a lutar por aquilo que mais ama, a utilizar meios menos convencionais, para chegar onde a polícia não é capaz, não quer, ou não tem interesse em chegar.


Porque o dinheiro ainda move muita gente, muitos interesses, e os poderosos conseguem ter todos do seu lado, não dando espaço para serem apanhados.


 


Uma série de 10 episódios, em que a acção e o suspense são uma constante, e que queremos devorar de uma só vez.


Confesso que, desde o início, Alex me pareceu suspeito. Nunca fui com a cara dele. Mas não há dúvidas nde que é um bom pai e, a certa altura, ajudou Mónica.


Desconfiei de quem poderia ter estado por detrás da morte encomendada de Mónica, e do rapto da Natália. Era demasiado óbvio.


 


Mas o assassino entre todos eles, foi uma verdadeira surpresa!


Penso que estão reunidas as condições para uma segunda temporada. Gostava de ver como tudo se irá desenrolar dali em diante.


Nesta temporada, o destaque vai mesmo para a Mónica, uma mulher destemida e guerreira, que nunca desiste da filha, e para Daniel, que consegue voltar a ser o polícia que um dia foi, graças a Mónica, e vai ser o seu companheiro na missão de recuperar Natália.


Recomendo, sem dúvida!

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Em dia de inauguração dos Carrilhões se Mafra, que tal um Sino?!

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Este é um cupcake de chocolate, com recheio de chocolate de avelã, em forma de Sino, ou não fosse este fim de semana a inauguração dos Carrilhões de Mafra, quase 20 anos depois de estarem parados sem tocar.


 


O que acham desta criação da pastelaria Pólo Norte, uma das melhores de Mafra?


 


Eu não resisti a comprar!


Mas ainda não tivemos coragem de o comer! 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!