quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

"Atirar areia" para os olhos do público

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Ninguém gosta de ser enganado.


Que o façam de parvo.


Que o tomem por idiota.


Que lhe atirem "areia para o olhos".


 


E o público, que sempre apoiou e esteve presente, ao longo da carreira de um determinado artista, não é excepção.


O público pode parecer iludido, "amestrado", incondicionalmente fiel e devoto mas, quando percebe que está a ser ludibriado, facilmente se volta contra aqueles que, antes, defendeu.


Não há nada como a verdade e, com ela, pode-se ganhar ainda uma maior admiração pelo artista.


Sem ela, o público que, ontem, era defensor pode, hoje, tornar-se o inimigo. O público que, ontem apoiava pode, hoje, criticar e condenar, se se sentir enganado.


 


 


E vem isto a propósito de quê?


Poder-se-ia aplicar a vários artistas mas, refiro-me, em específico, a Raquel Tavares que, há umas semanas, tinha dado uma entrevista emotiva e aparentemente, sincera, na qual anunciava o fim da sua carreira como fadista, porque estava cansada de ser uma figura pública, com tudo o que isso acarretava. Frisou que queria dedicar-se a outras áreas, de preferência, de forma anónima.


 


Ora, ela tem o direito de fazer o que bem quiser com a vida dela, sem ter que dar satisfações a ninguém. E dedicar-se ao que bem entender, que ninguém tem nada a ver com isso.


Mas, a partir do momento em que dá a entrevista que deu, com o ênfase que lhe atribuiu, com a tristeza e mágoa com que o fez, e com as declarações que prestou, as suas decisões tomam uma outra proporção.


Partiu-se do princípio que o fez com verdade.


Para, logo em seguida, ela própria contradizer as suas palavras, com as suas acções.


Uma pessoa que está saturada da exposição pública, e de ser figura pública, não deixa de ser fadista para ser atriz! Uma pessoa, que diz que já não gosta de cantar, não continua a fazê-lo.


 


É, por isso, normal que, agora, seja acusada de ter enganado o seu público, de a sua entrevista e decisão não passarem de uma farsa ou, talvez, de uma estratégia de marketing para o que aí vinha.


Não teria sido tão mais simples ser honesta, e afirmar apenas que queria fazer uma pausa na sua carreira como fadista, para se dedicar a outros projectos? Ninguém a iria criticar. Ninguém teria nada a apontar.


Mas fazer aquele "teatro" todo, mostra-se no papel de vítima do mediatismo, para depois continuar a ser mediática? Só fez com que ficasse totalmente descredibilizada.


 


Apenas me pergunto como irá ela lidar com este mediatismo resultante da TV, quando não o conseguiu "supostamente" fazer enquanto fadista? 

4 comentários:

  1. Que "abre-olhos" Marta.
    Não vi nem ouvi a entrevista de Raquel Tavares, só alguns títulos e comentários emocionados e solidários com a a artista.
    Também não sabia que estava noutros projectos (atriz).
    Assim sendo ... o "seu público" não esquecerá!!!

    Beijinhos Marta
    Feliz Dia!

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  2. Eu não acompanho Raquel Tavares, mas depois daquela entrevista em que a vi descrever, sobre si mesma, aquilo pelo qual, na realidade, muitos artistas (e não só) passam, aborreceu-me ver que foi tudo só uma manobra de diversão.

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  3. Segundo consta, vai participar numa telenovela, está a gravar Patrulha da Noite e diz-se que é ela a voz por detrás do pavão do programa "A Máscara".
    A solidariedade inicial está a dar lugar a uma chuva de críticas, pela forma como fez as coisas.
    Beijinhos

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