
Eu sei que nós, humanos, reclamamos muito, nem sempre aceitamos bem a mudança, nem sempre reagimos bem às adversidades, mas temos uma infinita capacidade para nos adaptarmos, assim sejamos obrigados, ou queiramos fazê-lo.
De certa forma, é essa a grande prova que temos vindo a superar com a quarentena, o confinamento, o teletrabalho, e todas as medidas que temos que seguir naquilo que nos é essencial.
Com o progressivo desconfinamento, começam também a vir as regras e recomendações para os espaços de lazer que, não sendo essenciais, acabam por também fazer parte da nossa vida e contribuir para o nosso bem estar.
A praia, é um desses locais.
Mas, confesso, não sei se estarei preparada para usufruir da praia, algo que é suposto libertar, descontrair, relaxar, em tempo de pandemia, com todas as limitações inerentes.
É certo que adoro a praia, adoro um bom banho de sol e um bom mergulho, mas seria um pouco assim:
- apanhar autocarro e fazer o percurso com máscara
- sair do autocarro, tirar a máscara
- chegar à praia e ver como está a lotação (em dias normais, é tipo sardinha em lata, por isso, o mais certo é já estar cheia)
- se houver espaço, ver por onde devemos seguir para lá chegar; se não, procurar outra praia da zona, que esteja disponível (se não houver, fizemos a viagem em vão, e voltamos mais cedo para casa)
- tentar medir a distância a que ficamos, de quem já lá estiver, seja no areal, seja no mar
- depois, é a constante preocupação com o possível contágio, por quem se aproxima mais do que deve, por quem espirra ou tosse ali perto,
- é o não se poder usufruir da praia na sua totalidade, e com a liberdade que gostaríamos
- no final, voltar a colocar a máscara, para apanhar o autocarro e voltar a casa
Até pode correr tudo bem.
Até me posso vir a habituar.
Até posso não resistir a ir, nem que seja para dar um mergulho e vir embora, em horários que antes não fazia, só mesmo pela sensação de deixar lá todo o stress, purificar, revitalizar.
Mas não é a praia que eu gosto de fazer. Não é a praia a que sempre me habituei a fazer, desde a infância.
E palpita-me que posso sair de lá pior, do que não indo.
Vamos ver quando chegar as férias, se mudo de ideias e me rendo a esta nova forma de fazer praia ou se, pela primeira vez, corto temporariamente relações com ela!
Também tenho a sensação de que é uma "liberdade aprisionada" ... não é aquilo que quero e desejo!
ResponderEliminarPressinto que é melhor ficar em casa
Beijinhos Marta
Feliz Dia
"não sei se estarei preparada para usufruir da praia"
ResponderEliminarPara evitares isso, aconselho-te a ires de manhã muito cedo para poderes usufruir da praia até certa hora,e vens embora.
Tenciono usufruir da praia lá para setembro, com menos gente.
Maria, esta zona não é muito propícia a praia matinal. Normalmente, até ao meio dia ou mais, costuma estar encoberto e nevoeiro. Lá para o início da tarde limpa tudo e está sol. Por volta das 17.30/18 horas começa a encobrir-se tudo de novo e temos que vestir casaco ao voltar para casa!
ResponderEliminarSão raros os dias em que se pode aproveitar a praia fora das horas de ponta
Quem tenha essa possibilidade, pode sempre procurar praias que nunca ninguém frequenta, mas para quem está condicionado, é mesmo o ter liberdade sem ser livre para a viver.
ResponderEliminarMas pode ser que até nem corra mal. Não há nada como ver, para crer
Beijinhos
Que pena.
ResponderEliminarÉ esperar e ver o que acontece.
Beijinho
Também não sei se estarei preparada para desfrutar da praia com estas restrições
ResponderEliminarEsperamos para ver
Beijinhos
Bom seria a maioria optar por outras alternativas, e as praias estarem mais vazias do que em outros anos Mas duvido.
ResponderEliminarVamos ver
Beijnhos
parece-me que o melhor é esquecer que há praia este ano.
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