quinta-feira, 11 de junho de 2020

Privacidade: um direito inviolável ou a chave para salvar alguém?

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A privacidade é um direito que nos assiste, e que ninguém tem permissão para invadir, ou violar.


Por norma, quando alguém o faz, é quase sempre para fins menos dignos, por motivos pouco altruístas, mas por puro egoísmo, curiosidade, desconfiança, lucro, ou outros igualmente condenáveis.


Mas, e se essa invasão for essencial, não para benefício próprio, mas para ajudar a salvar alguém? Justificar-se-ia invadir a privacidade, violar esse direito?


 


Quando uma mãe, após o suicídio do seu filho, lê o diário escrito por este, e percebe que estava ali a possível chave, que poderia ter, quem sabe, evitado o que veio a acontecer, o que pensa ela?


Que a resposta esteve sempre ali.


 


Mas ela não queria estar a invadir a privacidade do filho e, por isso, nunca leu o diário, nunca soube como ele se sentia, nem o que o atormentava e, como tal, não conseguiu ajudá-lo a ponto de evitar o pior.


Deveria ela ter quebrado a confiança?


Deveria ela ter invadido a privacidade?


Agradecer-lhe-ia, o filho, por tê-lo feito?


Seria garantido que essa invasão seria útil, e impediria o suicídio?


Não sabe... Mas sabe que, não o tendo feito, pode ter contribuído para o desfecho, pela inação.


 


Parece-me a mim que, nos dias que correm, a privacidade é muitas vezes violada sem motivos válidos e, poucas vezes, invadida por razões que o justifiquem.


O que levanta outra questão: existem razões ou motivos que justifiquem essa invasão?


Ou é, imperiosamente, um direito inviolável?


 

6 comentários:

  1. É uma questão pertinente, nem todas as pessoas são iguais e as leis são genéricas e feitas para Pessoas... que podem ser quebradas quando se justifiquem...
    Bom Feriado! Beijinhos 😘

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  2. Por vezes a resposta está mesmo a nossa frente e nem a vemos... nesta caso para não roubar a privacidade de alguém... mas que podia ter salvado um,a vida!

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  3. Cada caso é um caso, mas são respostas muito difíceis de dar. Principalmente quando não há desconfiança. Esperemos nunca ter casos que nos obriguem a tomar essas decisões. Beijinho

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  4. Quando nada aponta ou alerta para o perigo, quase nem colocamos essa questão.
    Mas quando há sinais, ficamos sem saber para que lado nos virar.

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  5. Ou talvez não...
    Há situações em que realmente, a violação da privacidade ajuda e outras em que, talvez, não sirva de muito.
    Mas vale sempre a pena tentar.

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  6. Eu sou da opinião de que, em algumas situações, se poderá justificar invadir a privacidade de alguém, para benefício desse alguém.

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