sexta-feira, 31 de julho de 2020

Teorias da conspiração

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Por vezes, quando ando pelo facebook, vejo publicações de outras pessoas, com resultados de testes engraçados, sobre aquelas curiosidades que todos temos, e que nos levam a querer fazer também, para ver o que nos calha a nós.


 


Há os que não pedem nada, e que adiro mais rapidamente, e os que informam que, ao jogar, estaremos a dar autorização para acesso às nossas informações de perfil e afins. Com esses, fico de pé atrás. Na maioria das vezes, não chego a entrar.


 


Mas, que nuns, quer noutros, apercebo-me de que, directa ou indirectamente, estamos, disfarçado de brincadeira inofensiva a dar, constantemente, informações sobre nós.


 


Entre aquilo que já foi pedido, deixo aqui estes exemplos:


 



  • Data de nascimento

  • Sobrenome

  • Nome dos filhos

  • Data de nascimento dos filhos

  • Apelido dos filhos


 


E pensei "E se, por detrás de um jogo inofensivo, estiver alguém a recolher o máximo de informação que nós, ingenuamente, vamos dando, para outros fins, não tão inofensivos?"


 


Pois, eu sei que parece mais uma teoria da conspiração mas, nunca fiando...


 


 

Reflexão do dia: Problemas

Como resolver problemas?


 


Se não queres ter problemas, não os procures, não vás atrás deles, não te envolvas neles.


 


Já basta os que vêm ter connosco sem estarmos à espera, e que somos obrigados a resolver. Não precisamos de correr atrás deles, para depois ali ficarmos presos, sem saber como sair deles, como numa teia de aranha em que, quanto mais nos tentamos desenvencilhar, mais nos enredamos.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

A importância de filtrar cada dia da nossa vida

Tempo de aprender para filtrar |


 


Cada dia da nossa vida é uma espécie de matéria em bruto, com diversos constituintes.


É a soma de tudo aquilo que foi acontecendo nesse dia, daquilo que ouvimos, experienciámos, dissemos, fizemos, de bom e de menos bom.


Parece muito, porque está tudo junto, e confuso, porque está misturado. Não é fácil, no momento, arrumar ou organizar os nossos pensamentos e sensações.


 


Por isso, é importante, no final de cada dia, colocar tudo numa espécie de peneira, filtrar a matéria em bruto, e perceber o que foi realmente importante, e devemos levar connosco, e o que não passa de lixo, de impurezas que não servem para nada, e mais vale deitar fora.


É importante absorver tudo aquilo que nos é benéfico, que nos faz sentir bem, o que nos ajuda a melhorar e crescer, aquilo que queremos guardar, o que de bom resultou desse dia. 


E descartar aquilo que não nos servirá para nada, e não valerá a pena estar a guardar e a ocupar espaço. Aquilo que apenas nos corrói, que é destrutivo e prejudicial, e nos ensombrará os dias seguintes, impedindo-nos de ver o sol.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

"A Banca dos Beijos 2", na Netflix

A Banca dos Beijos 2”: Trailer português do filme da Netflix ...


 


O filme estreou na passada semana, e vimo-lo no domingo.


Na sequência do anterior, Elle e Noah são agora um casal de namorados que irá enfrentar a distância, e pôr à prova aquilo que realmente sentem um pelo outro.


Na teoria, mais um filme romântico para adolescentes, igual a tantos outros.


 


Na prática, são várias as reflexões que podemos fazer. E aprendizagens que podemos retirar.


 


Amizade


Quando os amigos iniciam relações com terceiras pessoas, a amizade ressente-se?


É possível manter as amizades, ou agora a prioridade é apenas o parceiro?


Os amigos serão para sempre amigos, se assim o entenderem e, havendo compreensão, é possível conjugar ambas as relações, sem que os amigos se sintam, de um momento para o outro, excluídos, e sem que os respetivos parceiros sintam que estão em segundo lugar, na lista de prioridades.


O segredo consiste em se ser honesto porque, quando assim não é, uma bola de neve de mal entendidos pode levar a que se estrague tanto a relação amorosa, como a de amizade.


 


É possível haver amizade entre pessoas de sexo oposto, sem segundas intenções, e a prova disso são Elle e Lee. Mas para quem está numa relação insegura, e à distância, por vezes surge a dúvida. E a dúvida fica ali a corroer, se não for esclarecida, e se a insegurança não der lugar à confiança.


 


Por muito que os amigos façam planos juntos, poderá haver situações que levam a que se tenha que alterar esses planos, adaptando-os a uma nova realidade. Isso não tem que ser encarado como uma traição à amizade. Se gostamos dos nossos amigos, e os queremos ver felizes, devemos apoiar algo que eles desejem e os faça felizes.


 


Amor


Por vezes, as nossas maiores inseguranças e receios acabam por se transformar na única coisa que conseguimos ver, e na qual queremos acreditar.


É impressionante como olhamos para as coisas e estamos tão cegos. Ou melhor, vemos aquilo que não existe, mas não conseguimos ver aquilo que é.


Ao interpretar aquilo que captámos, o nosso cérebro cria toda uma história que, apesar de não passar de imaginação, o reflexo da insegurança, é aquela que consideramos real e que, se não abrirmos, realmente, os olhos a tempo, poderá acabar por se tornar real.


Agora imaginem se, numa relação, as duas pessoas agirem assim? Não dará bom resultado.


Mais uma vez, o segredo é o diálogo. Se se começam a esconder inseguranças, a mostrar desconfianças, a fazer de conta que está tudo bem, ao mesmo tempo que se mostra que nada está bem, sem se falar abertamente, nem um nem outro saberão o que se passa na cabeça e no coração do parceiro, e poderá interpretar os sinais de forma errada.


 


É preciso muito cuidado, numa relação à distância, com o "espaço" que achamos que devemos dar ao parceiro, porque esse espaço depressa pode parecer, ao outro, um afastamento, um desinteresse, um esfriar da relação.


Por vezes, a boa intenção com que fazemos as coisas, de um lado, pode chegar ao outro com uma interpretação contrária, e negativa, sobretudo se exagerarmos. 


Por outro lado, se esse "espaço" é algo que fazemos de forma forçada, ou propositada, é porque estamos a ir contra aquilo que sentimos, e não nos fará bem. E se o parceiro nunca desejou ou pediu esse espaço, ainda pior.


 


Nem tudo o que parece é. Mas se há confiança na relação, não devemos guardar para nós os problemas pelos quais estamos a passar, só para não incomodar os outros.


 


Vida


Devemos fazer as coisas por nós, e não pelos outros.


Ainda que essas coisas possam incluir os outros.


É válido querer estar mais perto da pessoa que se ama, e planear a vida e o futuro tendo em conta essa vontade, mas não exclusivamente por conta da relação. E talvez seja melhor pensar duas vezes, se essa decisão será a melhor para a nossa vida, para os nossos planos pessoais e profissionais.


Se é o que realmente queremos, ou só nos estamos a desviar, sem querer, mas porque parece o mais acertado?


 


Devemos fazer as coisas por prazer, e não por obrigação, sempre que for possível.


Porque é esse prazer, esse sentir, essa descontração, que nos levará a mostrar o nosso melhor.


Ainda que não seja perfeito, que seja sentido com emoção, porque o resto surge por acréscimo.


Há momentos em que não se pode agir de forma metódica e mecânica.


Há momentos em que não podemos mostrar aos outros aquilo que achamos que eles esperam de nós, mas aquilo que realmente somos.


Até porque as mentiras não duram para sempre, e o nosso verdadeiro "eu" acabará por vir ao de cima.


 


 


 

terça-feira, 28 de julho de 2020

Séries para ver neste verão - 9-1-1 e Reef Break

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Esta série junta bombeiros, polícias e operadores de call center da linha de emergência 911, numa luta e trabalho conjunto para salvar as vidas daqueles que lhes pedem ajuda, ao mesmo tempo que, a nível pessoal, têm que lidar com os seus próprios problemas, e carregar os seus fardos o que, por vezes, se reflecte a nível profissional, com consequências graves.


Com uma abordagem de temas como Alzheimer, bullying, suicídio, negligência, dependências e relações amorosas, entre tantos outros, é uma série que se vê bem, e nem se dá por isso.


Ainda estamos a ver a primeira temporada, na Fox+, mas penso que na Fox Life já está (ou já passou) a terceira temporada.


 


 


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Uma ex ladra volta à ilha onde sempre viveu, e recebe uma proposta para, desta vez, ajudar a lutar contra os criminosos qua possam ameaçar a ilha.


Astuta, desenrascada e com os conhecimentos da sua anterior vida no crime, Cat consegue estar sempre um passo à frente da polícia, agindo à sua maneira e, muitas vezes, por conta própria, sem dar justificações.


Mas a sua eficácia é inegável.


No fundo, ela vem para se tornar uma pessoa melhor, remendar alguns erros do passado, e refazer a sua vida, onde não pode faltar o surf, ou não tivesse sido ela uma surfista famosa.


No entanto, o passado vai andar sempre a intrometer-se na sua vida.


Estreou este mês na Fox Life.


A protagonista afirma que fazer esta série é uma espécie de férias. E, a nós, faz-nos lembrar um pouco os verões do tempo de "Baywatch", embora o tema seja diferente. 


 

Escolhas

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A vida é feita de escolhas – algumas boas, outras não tão boas, algumas acertadas, outras erradas mas, ainda assim, são aquelas que fazemos – e essas escolhas têm as suas consequências. Se algumas escolhas são um erro, não devemos desanimar – é com os erros que aprendemos!

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Pessoas que entram e saem das nossas vidas

Nenhuma descrição de foto disponível.


 


Existem pessoas que entram nas nossas vidas sem o esperarmos.
Algumas chegam como um furacão, arrebatam-nos, levam-nos a entrar num turbilhão de emoções, e partem como se nunca tivessem passado por nós, deixando para trás o rasto da destruição que provocaram. Deixando-nos a tentar unir os cacos, a reerguer-mo-nos, a superar a tristeza e a desilusão.



Outras, chegam de mansinho. Não nos apercebemos logo delas, mas estão lá.
E, com o tempo, os nossos olhos abrem-se para quem está ali à nossa frente, e o coração, sarado, volta a sentir felicidade, paixão, amor.
De repente, a nossa vida ganha mais cor, os nossos dias iluminam-se de um brilho especial, tudo fica mais fácil, mais emocionante, mais divertido, mais forte.
São pessoas com as quais nos sentimos bem, seguras, que sabemos que estão lá, nos bons e nos maus momentos, que não nos deixam cair, que nos apoiam e incentivam, que fazem tudo valer a pena.



Se essas pessoas ficarão para sempre nas nossas vidas, ninguém o poderá saber com certeza. Talvez sim… Talvez não…
Mas, mais importante que isso, são os momentos que se vivem juntos. As aventuras, os sorrisos, as brincadeiras, os gestos, as palavras, o carinho, a amizade, o amor que se sente, os abraços, os beijos, o aconchego, a paz, tudo o que de bom as pessoas sentem quando estão juntas.



E que, um dia mais tarde, possam recordar, sozinhas, numa outra vida, todas as histórias que viveram, e que fizeram de delas as pessoas que em que se tornaram.
Ou juntinhas, a relembrar como a sua história começou, e o que ainda lhes reservará no futuro!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Coisas que aprendo onde menos se espera - Sororidade

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Sororidade 


Relação de união, de afeição ou de amizade entre mulheres, semelhante à que idealmente haveria entre irmãs.


União de mulheres com o mesmo fim, geralmente de cariz feminista.

Outer Banks, na Netflix

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Esta série é uma boa aposta para ver durante este verão.


A história passa-se numa ilha, em Outer Banks, onde há uma clara distinção entre ricos e pobres. Entre os que mandam, e os que obedecem. Entre quem faz daquele o seu destino de férias, e quem nasceu e vive ali desde sempre. Entre os poderosos, que tudo podem, e os que tentam sobreviver, como podem.


De um lado, os "Kooks". Do outro, os "Pogues". O que acontece quando os dois mundos se misturam?


John B, JJ e Pope são "pogues". Junta-se a este grupo, Kiara que, não sendo "pogue", prefere este lado, depois de ter experimentado a sua vida como "kook".


 


John B vive sozinho, depois de o seu pai ter, misteriosamente, desaparecido, enquanto investigava um tesouro perdido. Todos pensam que está morto e, não havendo um tutor, a CPCJ quer levá-lo para uma família de acolhimento, algo que ele fará tudo para evitar.


JJ vive com o pai, um alcoólico agressivo que não hesita em bater no filho, quando lhe der para isso. JJ quer fugir dessa vida miserável mas, pelo caminho, não se apercebe que se poderá estar a tornar igual ao pai. Poderão os amigos impedi-lo?


Pope é um jovem negro, que está a um passo de ganhar uma bolsa para a universidade. É o mais ponderado, sensato, inteligente, mas também o que mais tem que mostrar o seu valor, pela sua cor de pele. A determinada altura, irá revoltar-se e transformar-se noutra pessoa, pondo o seu futuro em risco.


Kiara é respeitada no mundo dos "kooks", algo pelo qual a mãe lutou durante mais de uma década, para conquistar. Mas, depois de uma traição da sua melhor amiga "kook", Kiara prefere conviver com os seus verdadeiros amigos, no outro lado. 


 


Juntos, após uma tempestade que atingiu a ilha, vão descobrir algo, num barco afundado durante a tempestade, algo que poderá ser a chave para o mistério do desaparecimento do pai de John B, e para encontrarem o ouro perdido.


Só que, ao que parece, há mais pessoas interessadas, e os perigos espreitam a cada esquina, com vários suspeitos a não hesitarem em perseguir os jovens, dispostos a tudo.


 


Sarah, filha de um dos homens mais respeitados, ricos e influentes da região, será uma peça fundamental na descoberta do mistério. Mas ela é uma "kook". Aquela que traiu, em tempos, Kiara. E não será fácil aceitá-la no grupo. Embora, no início, ela pareça uma jovem fútil, mimada e snob, depressa vai mostrar que não gosta de viver nessa redoma, e que poderão confiar nela.


 


À medida que a história se vai desenrolando, os cinco metem-se cada vez mais, em problemas. John B, cuja situação já não estava famosa, será acusado de vários crimes que não cometeu, até chegar a um ponto em que só lhe restará fugir, com a polícia inteira à sua procura.


Será que a verdade virá ao de cima a tempo de inocentá-lo, e devolver-lhe a liberdade?


Uma coisa é certa: agora, ele sabe o que aconteceu ao pai, e quem foi o responsável. Sabe onde está o tesouro, e quem o tem.


E, não tendo mais nada a perder, tudo fará para recuperar aquilo que é seu, custe o que custar, e o tempo que demorar.


 


A série mostra como os adolescentes podem viver esta etapa da sua vida de diferentes formas, os problemas que enfrentam, as dificuldades. Como, apesar do dinheiro, alguns deles podem enveredar por caminhos perigosos, e duvidosos.


E como, nem sempre, as famílias mais ricas são as mais honestas, e podem esconder segredos obscuros, que não convém virem ao de cima.


 


 

quinta-feira, 23 de julho de 2020

"O Intruso", de Tana French

Intruso, Tana French - Livro - Bertrand


 


Sinopse:


"Uma jovem é morta em casa. Não há sinal de arrombamento e a mesa está posta para um jantar romântico. As pistas apontam para mais um caso de violência doméstica. Mas algo não bate certo. Um dos detetives reconhece aquela rapariga e o instinto diz lhes que há algo mais por trás daquele crime. Talvez tenha razão..."


 


Este caso não deveria ser para eles. 


Steve e Antionette estavam no turno da noite. Iam para casa. Alguém do turno da manhã poderia ficar com ele. 


Era só mais um caso. Ou talvez não...


Seria este, finalmente, "o caso"? Aquele que os tiraria dos habituais casos de violência doméstica, que ficavam sempre para os mais fracos, para dar um outro rumo à sua carreira?


Ou seria mais uma falsa esperança?


Seja como for, o caso foi-lhes entregue e, à medida que vão investigando, vão formulando teorias que os afastam do que é mais óbvio, levando-os para uma conspiração que pode ser fruto da sua imaginação, e lhes arruinar a reputação, colocando em risco as suas carreiras, ou que pode estar bem perto da verdade. Ainda que, nem sempre, a verdade possa ser revelada, sem iguais consequências.


 


O mistério vai adensando, assim como a dúvida sobre quem, realmente, matou aquela jovem, cuja vida e objectivos vamos conhecendo, com o desenrolar da história.


Quem mente, e quem fala a verdade?


Quem esconde o quê, e porquê?


O que não é suposto descobrir-se?


E porquê a pressa em acusar alguém que, apesar da falta de provas, é o maior suspeito? Será por isso mesmo? Ou para desviar as atenções do verdadeiro culpado?


 


Devo dizer que fiquei muito curiosa com o livro e, apesar de recente, o passei à frente de outros que já tinha há mais tempo na lista. 


Não foi mau, mas também não foi extraordinário. Esperava mais.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Pessoas mentais versus pessoas emocionais

A importância da inteligência emocional para uma vida mais saudável


 


Nem uma pessoa mental é um cérebro vazio de sentimentos, bem uma pessoal emocional é um coração sem pensamento.


 


Nem sempre as pessoas mentais são inevitavelmente sérias, tal como nem sempre as pessoas emocionais levam a vida constantemente na brincadeira.


 


Só porque uma pessoa não age por impulso, não se atira de cabeça, nem é movida a pressa, preferindo tomar decisões depois de refletir sobre as mesmas, não significa que não sinta. Que tenha uma pedra ou um bloco de gelo no lugar do coração.


 


Da mesma forma, nem sempre as pessoas que dão muitas vezes ouvidos ao coração, e agem de acordo com o que estão a sentir no momento, estão a mostrar que têm um cérebro oco e não pensam no que fazem.


 


Simplesmente, há quem tenda a seguir mais o que lhe diz a mente, e quem siga mais o coração. E não há problema nenhum com isso. 


Há é ocasiões em que um é mais necessário que o outro e, por vezes, ser-se uma pessoa ou outra, nas situações erradas, que pediam exatamente o oposto, corre menos bem.


 


As afinidades não são, necessariamente, mais regulares entre pessoas semelhantes, tal como os atritos, não se baseiam no facto de a pessoa ser mais mental ou emocional do que outra, porque até mesmo dentro do mesmo género podem ocorrer.


 


Eu diria que sou mais mental do que emocional. Embora possa pender exageradamente para qualquer dos lados, consoante as circunstâncias.


E por ai?

terça-feira, 21 de julho de 2020

"A Corrente", de Adrian McKenty

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Gostava de ver um filme baseado neste livro.


Dos pouco (quase nenhuns) livros que li este ano este é, sem dúvida, o melhor.


 


O que faria eu se, de repente, me ligassem a dizer que a minha filha tinha sido raptada e que, para a ter de volta, teria eu mesma que raptar o filho de alguém?


Se soubesse que estava a ser controlada, e que bastaria um passo em falso para a matarem?


Faria o que me pedissem, claro. Tal como fizeram todas as mães/ pais d'A Corrente, e como continuarão a fazer aqueles que tiverem o azar de serem escolhidos como alvos.


Ainda que isso signifique entrar num pesadelo, que pode nunca ter fim e que destrói, de outras formas, todas as vítimas envolvidas.


 


Há alguém, no topo da corrente, que move os cordelinhos das marionetas que escolhe, e que as mantém aprisionadas enquanto assim o entender, ainda que não lhes dê movimento. Alguém que quer continuar a brincar com as vidas dos outros, a troco de emoções, e dinheiro.


Quem são essas pessoas, e o que as levou a iniciar A Corrente?


Poderá esta ser quebrada? E a que preço?


 


Esta é uma história que mexe connosco porque, de repente, somos vítimas e atacantes ao mesmo tempo. Criticamos aquilo que fazem aos nossos mas, ao mesmo tempo, somos obrigados a fazer o mesmo a outros. Sofremos pelo que nos fizeram, mas iremos fazer sofrer, aqueles a quem vamos fazer exactamente o mesmo.


De um momento para o outro, tornamo-nos criminosos. Hipotecamos o nosso destino, com uma dívida que nunca estará saldada, e passaremos a viver uma vida que nunca mais nos pertencerá inteiramente.


Mas havia outra alternativa?


Não.


E quem criou esta corrente, sabe que os filhos são, de entre todos, aqueles que as pessoas salvarão a qualquer custo. Qualquer pai/ mãe, fará tudo pelos seus filhos.


Para manter a corrente alinhada, e sem elos fracos, A Corrente dá uma ajuda, a par com uns avisos de que é melhor não inventar muito, para não arcar com as consequências, não só para si, mas para outros intervenientes da corrente, e respectivas famílias.


 


Mas Rachel não se conforma com a situação que está a viver com a sua filha, ambas a definhar, sem conseguir ultrapassar aquilo pelo qual passaram, e sem poder falar disso com ninguém, colocando todos os dias uma máscara que, às tantas, já não consegue disfarçar o que sentem.


É por isso que Rachel está disposta a correr o risco de tentar travar A Corrente.


Porque, apesar de a sua filha ter voltado para si, viva, está a morrer a cada dia que passa, psicologicamente. 


E Rachel não o irá permitir. Só não sabia era que, nesse desafio, iria encontrar A Corrente tão perto de si...


 


Costuma-se dizer que as mulheres são, muitas vezes, a fraqueza dos homens, que os leva a cometer erros que deitam tudo a perder.


Neste caso, foi a fraqueza de uma mulher, que levou ao fim d'A Corrente.


 


 

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Devem as mulheres dar valor aos maridos que as "ajudam" nas tarefas domésticas?

Tarefas domésticas - Inglês


 


Esta questão foi tema de debate há uns dias.


Logo para começar, a própria frase é discriminatória. 


Leva a crer que as tarefas domésticas são obrigação da mulher e que, qualquer uma que o homem faça, é uma ajuda que está a dar, um favor que faz à mulher que com ele vive.


Nunca, em todos estes anos, ouvi a frase ao contrário "devem os homens dar valor às mulheres que os ajudam...". E, ainda que ouvisse, continuaria a ser errada.


Há uns séculos atrás, faria sentido. Em pleno século XXI, não.


 


Ninguém ajuda ninguém nas lides domésticas.


Todos se servem, todos sujam, todos utilizam, logo, todos devem colaborar.


É um trabalho conjunto, para um fim comum.


Se o homem morasse sozinho, tinha que fazer as coisas. Porque é que, morando com uma mulher, já é considerado "ajuda"? E vice-versa?


Para mim não é ajuda, e não são acções que se devam valorizar, como se fossem uma atenção que se tem para com a outra pessoa.


Para mim são deveres de ambos.


São tarefas que devem ser feitas porque são necessárias, e não gestos que mereçam elogios, ou que se façam propositadamente, à espera de elogios e valorização.


Porque se ninguém as fizer, a casa tornar-se-á um sítio inabitável, onde ninguém se sentirá bem em morar.


 


Este texto é um bom exemplo da opinião que acabei de expressar aqui: 


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E por aí, homens e mulheres, qual é a vossa opinião/ visão?


 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Dos "cães raivosos" que existem neste mundo

Biblioteca de vetores Cachorro bravo desenho, ilustrações Cachorro ...


 


Andam por aí muitos, mesmo que nem sempre os consigamos identificar.


Eles até podem disfarçar, tentar camuflar, mas o instinto está lá e, assim que lhes cheira a "carne", soltam-no, mostrando a verdadeira "raça".


 


Tal como numa luta de cães, juntam-se, na vida, cães treinados e habituados a atirar-se e atacar gratuitamente, só para provar que são os maiores e mais fortes, e cães que nunca participaram numa luta, não percebem o seu propósito e se recusam a fazê-lo, ou se veem obrigados a defender-se, ainda que não queiram.


 


Depois, há os cães que, mal farejam a mínima oportunidade, correm para se alimentar. Há os que precisam disso para se alimentar. E há os que passam bem sem esse tipo de alimento.


E, por norma, são estes últimos que veem mais além, chegam mais longe e ficam, no fim, com o melhor prato. Sem arrancar nenhum pedaço de ninguém.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Sim, eu vejo o Big Brother! E daí?

Big Brother: Após strip de Diogo, Ana Catharina não resiste a ...


 


Sou uma pessoa menos culta, por isso?


Menos instruída?


Porque é assim tão estranho eu gostar de ver este reality show, quando já vi tantos outros, ainda que com conteúdos e objectivos diferentes?


Qual a diferença do Big Brother, para o Casados à Primeira Vista, por exemplo, que torna um mais, ou menos, válido que o outro?


 


Não vi os primeiros meses.


Ia lendo o que se escrevia e publicava sobre o programa.


Há umas semanas vi um pouco da gala.


Nas seguintes, também.


Agora tenho acompanhado mais regularmente e com mais frequência. E gosto.


 


Podia ver um filme, uma série, um documentário. Podia ler um livro.


Mas não era nada disso que me apetecia.


Por vezes, só queremos ver algo leve, para entreter.


Ainda que não se retire ou se aprenda nada com isso.


O que nem é o caso. 


Porque há ali muito por explorar, em termos de comportamento humano e da sociedade em que vivemos actualmente.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A série "Bridgerton" vai chegar à Netflix este ano

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Li há dias que a Netflix irá estrear, ainda este ano (não se sabe ainda a data) a série "Bridgerton", inspirada na colecção de livros da autora Julia Quinn, sobre os Bridgertons.


Para quem acompanhou a história da família, e de cada uma das personagens, é uma excelente notícia!


Estes são alguns dos actores que irão dar vida a essas personagens, e consigo associar algumas à que agora lhe corresponderá.


 


A história gira à volta dos romances de cada um, os casamentos arranjados entre lords e ladies e as aventuras amorosas, sejam em palácios nobres ou em bailes de aristocratas, sendo que a primeira temporada terá oito episódios, e corresponderá ao primeiro livro da colecção.


A produção é de Shonda Rhymes.


 


Estou ansiosa para que estreie, e acho que vai ser daquelas séries para maratonar, e esperar por mais!


 


 

Desejos que se concretizam


 


Em Janeiro deste ano, escrevia eu, a propósito do romance "Até Sempre, Meu Amor", da Lesley Pearse:


"Gostaria de ver esta história continuada, à semelhança do que a autora fez anteriormente, com outras como a de Belle.


Queria ver o crescimento de Camellia, a descoberta da verdade, e como ela reagiria a tudo. Queria ver a felicidade brindar a Ellie, para variar.


E, quem sabe, assistir a um pouco mais da nova Bonny, nas décadas seguintes."


 


E eis que hoje, me deparo com esta novidade que é, nada mais nada menos, que "... a continuação da história de Ellie e Bonny, as inesquecíveis protagonistas de Até Sempre, Meu Amor."

Férias - expectativa versus realidade

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A cada ano que passa, com umas férias não muito bem aproveitadas, nos convencemos de que, no ano seguinte, será melhor.


Talvez para o ano haja mais dinheiro.


Talvez para o ano o tempo esteja melhor.


Talvez para o ano consigamos mais dias juntos.


Talvez para o ano possamos ir aqui ou ali.


E é com esse pensamento que nos resignamos com o que não foi possível, na esperança de que possa ser concretizado nas próximas férias.


 


Mas, quando o ano seguinte chega, a realidade é muito diferente da expectativa.


Não há mais dinheiro, porque parece que cada vez há mais coisas para pagar, e menos dinheiro disponível.


O tempo continua a ser uma incógnita, com a maior parte dos dias frios e ventosos e, só por sorte, um ou outro de verão.


Continuamos com a maior parte das férias desencontradas, em dias e meses diferentes.


Este ano, com a pandemia, e outros contratempos, palpita-me que serão umas férias caseiras.


 


E assim, em vez de melhorarem, as férias acabam por ser cada vez mais decepcionantes, valendo apenas por não ter que cumprir horários, desligar do trabalho e aproveitar o pouco tempo todos juntos.


 


 


 

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O melhor momento para viver é o "agora"

O desafio de viver no presente – Matrika


 


Quando somos novos, depositamos todos os nossos pensamentos e planos no futuro.


O que há-de vir. 


Quando terminarmos os estudos. Quando entrarmos no mundo laboral. Quando formarmos família. Quando tivermos a nossa casa. E tantas outras coisas que idealizamos para o nosso futuro.


Por vezes, estamos tão focados nesse futuro, e tão ansiosos para que chegue depressa e saia tudo como planeámos, que nem aproveitamos o tempo que estamos a viver naquele momento.


Estamos lá fisicamente mas, mentalmente, já estamos mais à frente. Demasiado à frente.


 


Por outro lado, quanto mais os anos vão passando por nós, mais nos focamos nas memórias do que já vivemos. Nas recordações de tempos passados, de quando tínhamos isto, ou fazíamos aquilo.


De forma totalmente inversa, viramo-nos para o passado, esquecendo que, por muito que já tenhamos vivido, enquanto cá estivermos, não chegámos à meta, há sempre algo mais à nossa frente. 


 


O único momento em que não pensamos muito no que já passou, e nem queremos saber do que está por vir, encontra-se a meio do nosso percurso de vida.


Porque ainda não estamos na fase saudosista, de quem pensa que já não tem muito mais para aproveitar, nem na fase de ainda planearmos o futuro, que já percebemos que nem sempre corre como o imaginámos, e mais vale deixar as coisas acontecerem, sem grandes expectativas.


Por isso mesmo, para quem está nesse patamar de vida, o melhor momento para viver, é o "agora"!

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Abrunhos ou amoras - é só escolher!

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A natureza tem destas coisas: algures no meio do campo, onde poucos vão, encontrámos estes frutos pelo caminho.


As amoras ainda têm de amadurecer, mas os abrunhos estão mais avançados, e é bonito de se ver os ramos carregadinhos deles.


 

Retrato de Uma Espia, de Daniel Silva

Retrato de uma Espia, Daniel Silva - Bertrand Editora


 


O livro já tem alguns anos.


Tinha começado a lê-lo, mas abandonei-o ainda nas primeiras páginas. Não estava a gostar. 


Voltou à estante, e por lá ficou, até há uns dias, quando voltei a pegar nele, à falta de outra coisa para ler.


Tive que voltar ao início, para perceber.


 


Como foi o primeiro e único livro que li deste autor, não acompanhei algumas das personagens, e respectivas histórias passadas, mas também não influencia a forma como lemos a presente.


Não é um daqueles livros em que tive vontade de ler página após página, sem parar. Fui lendo aos bocados, até que já mais para o final conseguiu cativar.


 


É uma história sobre confiança, e sobre traições.


Sobre espírito de equipa, e de sacrifício.


Sobre alianças, e conflitos de interesses.


Sobre fazer o que é certo, porque assim queremos, e ser obrigado a fazer o que nos ditam as normas, a religião, as origens.


Sobre crenças. Aquelas que contribuem para um futuro melhor, e as que dizimam centenas de inocentes.


 


Este é um livro que aborda o terrorismo, o islamismo, o poder.


A simplicidade, e a sofisticação.


A astúcia, a ambição, e a resiliência e resignação.


 


No fundo, naquele grupo de espiões, que tenta salvar o mundo com as "armas" que tem ao dispor, existe uma espécie de família, em que cada pessoa tem um pedaço de vida normal que, a qualquer momento, tem de pôr de parte, por uma causa maior.


E ninguém deixa ninguém para trás, ainda que nem sempre se consiga cumprir as promessas feitas.


 


 


 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Quando o Ministério da Educação se põe a brincar connosco

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Costuma-se dizer, para as pessoas impulsivas, que primeiro têm que pensar, e só depois agir.


Há quem costume fazer precisamente o oposto, e depois as coisas não correm como seria de esperar.


 


Nos últimos tempos, parece que é o que o Ministério da Educação tem estado a fazer: a agir primeiro, e a pensar depois. E, entre um momento e outro, enquanto diz, e desdiz, enquanto avança, e recua, enquanto põe toda a gente a fazer o que, afinal, não era preciso ser feito e quando, finalmente, percebe isso, já levou, entretanto, os encarregados de educação à loucura, com stress e perda de tempo desnecessários.


 


Primeiro foi a história da devolução dos manuais escolares.


Os alunos tinham, porque tinham, de devolver os manuais escolares, consoante um calendário pré estabelecido, para cada escola, turma e ano.


Mesmo quando estava à vista de todos nós, alunos, pais, professores e encarregados de educação, que os mesmos ainda viriam a ser precisos, porque era preciso consolidar, ou dar o que ficou por dar, deste ano lectivo que acabou.


Ainda assim, a devolução começou a ser feita, e só depois é que voltaram atrás e decidiram que, afinal, a devolução ficaria suspensa, até nova ordem.


Não poderiam ter evitado descolações desnecessárias para todos? E quem já devolveu, como é que faz?


Mas, pelo meio, já eu tinha recebido um email a informar que, como todas as disciplinas poderiam ser objecto de exame, no 11.º ou 12.º, não seria  preciso devolver nenhum manual este ano. Apenas após a realização dos exames, ou seja, alguns no final do próximo ano, e outros no final do seguinte.


 


Depois, as matrículas ou renovação de matrículas no Portal das Matrículas.


Qualquer um de nós sabia que, a partir do momento em que são várias as pessoas a aceder ao mesmo site, o mesmo iria apresentar problemas, dificuldades e, em último caso, inviabilizar o procedimento.


Mas o Ministério da Educação foi inflexível. 


E, por entre erros, desespero, stress por o prazo estar no limite, e com acessos a horas impensáveis, para se ser bem sucedido, lá conseguiram alguns encarregados de educação concluir o processo.


Agora, vêm dizer que, afinal, para a maior parte dos anos, não é preciso os pais fazerem nada, porque a renovação passa a ser automática.


Mas estão a brincar connosco?


Então se agora pode ser, porque é que não o fizeram logo?


Tinham evitado o sobrecarregamento do sistema, e se calhar já muitas mais pessoas teriam feito tudo com calma, e sem desesperar com os constantes bloqueios.


 


Como é óbvio, isto não ficará por aqui.


Já foi anunciado pelo ministro da educação que, no próximo ano, as aulas são para ser, preferencialmente, presenciais, e que não haverá necessidade de dividir as turmas ainda que, entre cada aluno, tenha que haver uma distância de 1,5 metros. Só pode ser piada, claro! Nunca seria possível caberem 28 alunos, com esse distanciamento, numa sala de aula normal.


 


E, como se não bastasse ter que estar de máscara, numa sala de aula, durante horas, incluindo intervalos e, com isso, reduzir a concentração dos alunos, o ministro também acha que o único momento de descanso que têm, tanto no Natal, como na Páscoa, deve ser encurtado.


Portanto, mais tempo de aulas, em piores condições, sem poder usufruir dos momentos de pausa para descontrair, e com menos férias.


A não ser que, entretanto, se apercebam que afinal, não pode ser assim, e mandem toda a gente para casa outra vez.


 


Imagem: noticiasaominuto


 


 


 


 


 


 

A fotografia que levantou suspeitas

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No fim de semana tirámos esta foto, e o meu marido publicou no facebook.


Dali a pouco, uma colega dele fez o seguinte comentário "Vais ser pai?".


Fartei-me de rir com a pergunta porque, de facto, na fotografia parece mesmo que estou com barriga de grávida e, ainda por cima, estamos os dois com a mão na barriga.


 


Mas não!


Nem ele vai ser pai, nem eu vou ser mãe.


E a prova está aqui:


 


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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Todos os caminhos nos levam a algum lugar

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Ainda que nem sempre (ou quase nunca) saibamos onde.


Mas cabe a cada um de nós decidir se se quer deixar levar pelo desconhecido, ou voltar para trás.


Cabe a nós fixar o caminho que estamos a fazer, como quem decora um mapa, para o caso de ter que retroceder, ou deixar-se ir à descoberta.


Somos nós que decidimos se queremos percorrer o caminho a direito, ou desviar-mo-nos pelos atalhos que nos vão surgindo.


No fim, haverá um destino à nossa espera, que poderá ser a meta, ou o ponto de partida para uma nova caminhada.


Que poderá ser aquele onde pretendíamos chegar, ou outro que nem sequer imaginávamos existir.


Mas todos os caminhos nos levam a algum lugar e, se virmos bem, todos eles estão, de alguma forma, interligados entre si, embora à partida nos parecessem nada ter em comum.


 


 


 


 


 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A avaliação final foi lançada, e desapareceu logo a seguir!

Notas inflacionadas ou fraudes na avaliação? | Escola Portuguesa


 


Ontem acedi ao Inovar, pela manhã, para ver se já tinham sido lançadas as notas do 3.º período.


Para minha surpresa, lá estavam elas.


Bem como a avaliação global dos três períodos e a menção de que "transita" para o ano seguinte.


Enviei foto para a minha filha, e imprimi, para ela guardar.


 


À hora de almoço, as mesmas desapareceram.


Até agora, está tudo novamente em branco.


Quem não conseguiu ver de manhã, terá que esperar. E vamos lá ver se os poucos que viram não vão ter surpresas.


Terá sido erro da plataforma?


Ou um lançamento antecipado que não era suposto acontecer?

Hoje podem ler-me no blog da MJP


Nenhuma descrição de foto disponível.


 


Fui convidada para falar sobre liberdade aqui. E pensei: "Já tanto foi dito. Já tanto foi escrito. O que terei eu a acrescentar?"


 


Vejam o resultado em A Liberdade de... Marta - O meu canto


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Efeitos secundários das medidas de contingência conta a Covid-19

Atasi Bengkak Kaki Semasa Mengandung | Najlaa Baby Skincare


 


Pernas inchadas, varizes e cansaço, para quem tem que estar à espera para ser atendido em qualquer lado.


Antigamente, íamos a um qualquer serviço, tirávamos a senha e aguardávamos comodamente sentados, no interior, a nossa vez.


Isso acabou.


 


Agora, esperamos de pé, em fila, na rua, que quam está a ser atendido saia, para entrarmos nós, ou que alguma alminha se lembre de nós chamar.


Passo pelo centro de saúde, a caminho do trabalho, e vejo os utentes cá fora, à espera.


Nas Conservatórias, CTT e outros serviços públicos, o mesmo. Não há condições para deixar as pessoas entrar e sentar.


Mas também não há hipótese de a pessoa sair da fila e ir sentar-se em qualquer lado, enquanto espera, para não perder a vez. 


 


Enquanto isso, os próprios serviços tornam-se mais demorados, o que nos faz esperar ainda mais tempo.


E desesperar.


Quem paga são as nossas pernas.


Podemos não ser contagiados pela Covid-19, mas sofremos no corpo todos os efeitos secundários que as medidas contra ela provocam.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Se não fosse humana gostaria de ser...

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A Ana de Deus desafiou-me para escolher um animal que gostasse de ser, se não fosse humana - desafio-se-nao-fosse-humana.


Penso que, para quem me conhece, a resposta é óbvia: um gato!


 


Se não fosse humana, gostaria de ser um gato. Europeu comum.


Pela elegância. Já viram a forma como caminham?!


Pela beleza. 


Pela independência. Os gatos são autónomos e independentes, e tentam desenrascar-se sem pedir ajuda a terceiros.


Pela sabedoria. Quem me dera ter uma parte da sua inteligência.


Pela agilidade. Já viram como correm e saltam, e caem sempre (ou quase) de pé? E os seus reflexos?


Pela simplicidade. Os gatos não precisam de muito para se entreter e ser felizes.


Pelo misticismo.


Pelo que dão, e como se dão a quem com eles convive, sem esperar nada em troca.


 

De Junho para Julho, nada mudou

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Terminou Junho. Chegou Julho.


Mas, por aqui, os dias continuam iguais.


Casa/ trabalho, e trabalho/casa.


Inverno de manhã, com direito a nevoeiro e chuviscos. Primavera a meio do dia, com o sol a brilhar por entre as nuvens. Outono ao final do dia, com o vento a fazer-nos chegar depressa a casa, e aconchegarmo-nos com uma manta e uma bebida quente.


Até o verão tem receio de marcar presença.


E fazia-nos tanta falta, para aquecer a alma e o coração, que já começa a congelar, depois de quase meio ano de tempestade. 


Para nos dar esperança. Ânimo. E força.


Antes que chegue, de novo, o outono, e nos pareça que foi um ano mutilado, incompleto, um ano que não se aproveitou, um ano que queremos apagar da memória, ainda que fique, para sempre, na História.


 


 


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!