quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Estreou a 8ª temporada do The Voice Portugal

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E digo-vos que foi a primeira vez, numa prova cega, que, de forma geral, concordei com as decisões dos mentores!


Confesso que, no domingo, nem me lembrei que o programa ia estrear. Nem sequer pus a gravar.


Depois, quando fiquei a saber, não me apeteceu muito vê-lo. Seria mais do mesmo, e começo a ficar um pouco farta deste tipo de programas.


 


Mas...


Ontem, deu-me para dar o benefício da dúvida, e assistir ao programa.


Mantêm-se os dramas dos concorrentes mas, desta vez, com a diferença de que, nem mentores, nem apresentadores (sobretudo a Catarina), podem confortá-los com abraços, o que deve ser mais difícil. Ainda que tenha havido por ali uma proximidade que não sei se seria aconselhável.


 


Parece-me que os mentores estão (até ver) com uma mentalidade mais aberta quanto ao diferente, embora ainda se mantenham alguns velhos hábitos. 


Houve espaço para concertina, cante alentejano e música mexicana. Houve espaço para suavidade e simplicidade, mas também malabarismos de voz.


 


A primeira etapa de provas cegas foi uma boa supresa, cheia de grandes e diversificados talentos, como se pode comprovar pelo número de concorrentes que já ficaram seleccionados.


 


Os meus preferidos foram: João Amaral, Andor Violeta, Natacha Oliveira, Tiago Barbosa e Carina Leitão.


Trocava, talvez, a Catarina Pereira (seleccionada), pelo Carlos Villarreta (eliminado).


 


Gostei da atitude da concorrente Joana, ao afirmar que a sua prestação tinha sido fraca, e que percebeu que este tipo de programas não é para ela. Cantar sim, mas fora deles. 


Muitas pessoas podem perguntar-se como é que uma pessoa que faz da música a sua vida, sente nervos numa prova destas.


Penso que seja um pouco como aqueles alunos que sabem a matéria toda mas chegam ao teste, dá-lhes uma branca, bloqueiam, e tiram uma nota baixa. Se for preciso, basta entregar o teste, e começam a lembrar-se das respostas que deviam ter dado.


 


Notou-se, para já, uma preferência dos concorrentes pelo António Zambujo, provando que acreditam ter mais hipóteses com ele, do que com os restantes, e acabando para já, com o "reinado Marisa".


 


Vamos ver como correrão as próximas provas mas, para já, convenceu-me!


 


 


Imagem: The Voice Portugal


 


 

Balanço da primeira semana e meia de aulas

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A primeira conclusão a que cheguei é que terei que fazer uma reclamação por conta das máscaras oferecidas: provocam amnésia!


É que, quando pergunto à minha filha como correram as aulas, o que disseram os professores, ou o que estiveram a fazer, diz que já não se lembra.


Brincadeira à parte, até se adaptou bem a passar horas com máscara.


 


Ainda antes do início das aulas, dizia-se que as primeiras quatro semanas seriam para rever a matéria do último período do ano anterior.


Em algumas disciplinas, no entanto, já está a dar matéria do 11º ano. E noutras, os professores avisaram, nos primeiros dias, que na semana seguinte teriam que começar com matéria deste ano.


 


As aulas são quase todas na mesma sala, com lugar marcado. A diferença em relação ao ano passado é que as secretárias, individuais, em vez de estarem juntas, estão separadas.


O acesso à papelaria e ao bar está mais condicionado. Não podem andar pela escola à vontade, como antigamente.


Os intervalos são mais curtos, mas podem sair das salas. As idas à casa de banho são preferíveis durante a aula.


 


Têm aulas normais de educação física, com a diferença de que têm que andar com um saco com garrafa de água, máscara e gel desinfectante atrás.


E são divididos em grupos, sendo que o grupo com quem a minha filha está, nem sequer são os colegas que, nas salas, estão sentados mais proximamente.


Acabaram por tocar todos na mesma bola, quando jogaram basquetebol.


Não podem tomar banho na escola, e devem ir, de preferência, já equipados de casa.


 


E, para já, é isto.


 


 


Imagem: noticiasaominuto


 


 


 


 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Como é possível ainda não ter estes livros na minha biblioteca?!

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Na semana passada, a minha filha disse-me que, este ano, iam dar "O Maias" na disciplina de Português.


Disse-lhe que ia gostar de ler. Eu gostei. Não o li enquanto estudante. Talvez seja por isso.


Há uns anos, o meu marido precisou de fazer um trabalho sobre uma cena do livro, e nessa altura fiquei com a ideia de que, algures no meio dos meus livros, eu tinha esse. Mas não.


Como ele se desenrascou com o excerto na net, não liguei mais.


Agora, acho que está na altura de comprar.


 


Mas não nos ficamos por aqui.


A minha filha vai também dar "Frei Luis de Sousa" e "Amor de Perdição".


O primeiro não tinha a certeza se tinha, ou sequer se tinha lido, mas o segundo li, e achei que tinham-me oferecido mais tarde o mesmo.


Revirei os livros todos, e nada.


Mandei vir também.


 


Como é possível eu, que adoro ler, não ter ainda estes livros, clássicos da literatura portuguesa, na minha biblioteca?! 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Por onde anda o romantismo?

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Não anda!


Quando, para além do trabalho fora de casa, passo cada dia:


- a limpar as leiteiras das gatas 5 ou 6 vezes ao dia


- a controlar a ração das bichanas, dar atenção, brincar com elas


- cozinhar


- fazer camas que mais parece que andou por ali um furacão, de tão desarrumadas que estão


- a lavar camiões de loiça que se foram acumulando ao longo do dia, porque não há tempo para o fazer antes


- a arrumar tudo o que ficou desarrumado


- a ter que estender ou apanhar roupa, para não acumular no fim de semana


- a despejar vários sacos de lixo que vão ficando por ali à espera do uns minutos disponíveis para tal


 


A ter que fazer isto tudo sozinha, porque o marido tem dois trabalhos e só vai a casa comer qualquer coisa e dormir umas horas, e a filha está ocupada com a vida escolar


E repeti-lo dia após dia, ao longo de toda a semana...


... não é fácil ter boa disposição quando a noite ou o fim de semana chegam, e estar em modo romance.


Por norma, estou cansada, desejosa de acabar tudo e deitar-me para ver se descanso e durmo.


Algumas vezes, fico mesmo de mau humor porque queria chegar a casa e poder relaxar, mas não posso. Porque pensava que naquele dia não haveria tanto por fazer, mas afinal tenho o mesmo, ou mais ainda.


 


Deve ser por isso que o romantismo, averso a estas más energias, foi passar férias prolongadas para outro lado. Ou então, tirou licença por tempo indeterminado.


E não é fácil fazê-lo voltar, apenas por meia dúzia de horas, no meio do caos.


 


 


 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Da aplicação StayAway Covid

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Quando foi disponiblizada a aplicação StayAway Covid, e o primeiro ministro afirmou que todos deveriam instalar, por uma questão de civismo, foram várias as pessoas que a instalaram de imediato, por si, e pelos outros.


 


A ideia em si, é boa. É mais uma forma de prevenção. De informação. De contenção.


Mas peca, por falta de informação e esclarecimentos, quanto à forma como deve ser utilizada, quais os procedimentos a tomar por quem a usa, e as implicações de não lhe dar o uso devido.


E se, por um lado, ainda existem resistentes que optam por não a instalar, por questões de privacidade ou segurança, parece-me que a preocupação deveria ser outra.


 



Se uma pessoa ficar infectada e inserir esses dados na aplicação, cumpriu o seu dever. Até aí, muito simples.
Mas, e se a pessoa estiver do outro lado? Se for a pessoa que recebe o alerta de que esteve próximo de alguém infectado? O que deve fazer? Quais são os seus deveres, e como ficam protegidos os seus direitos?
Se ignorar, e se vier a verificar que até está infectado e, entretanto, andou a infectar outros, o que lhe acontece? Afinal, ele foi avisado! Tem implicações legais? Pode ser alvo de processo disciplinar no trabalho? Ou de um processo em tribunal?



Se, por outro lado, decide ficar logo em isolamento, que justificação tem para faltar ao trabalho? Quem lhe fornece essa justificação?


Se decidir ir ao médico, para que lhe passe uma credencial para fazer o teste, o que faz nesse tempo entre o aviso recebido, e o resultado do teste?
E se, no espaço de uma semana, a pessoa receber dois ou três alertas? Tem que fazer o mesmo número de testes? Quem paga esses testes?


 



Acho que estas seriam as principais dúvidas a ser esclarecidas, antes de instalar a aplicação.


Porque, à falta destas informações, e sem saber muito bem o que fazer, é preferível não ter a aplicação instalada.


 


 


Imagem: decoproteste


 

Deixar moedas nos muros

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Quando estava de férias, num dos dias em que andei em limpezas, fui pôr qualquer coisa nos contentores do lixo e, ao regressar, reparei que no muro que cerca as casas dos vizinhos e a minha, estavam lá moedas em cima. Pareciam de 1, 2 e 5 cêntimos.


Se fosse uma moeda, ainda poderia dizer que alguém se tinha esquecido dela. Mas um montinho? Só pensei que alguém as tinha colocado ali propositadamente, para ver se alguém pegava nelas e levava para casa, tipo teste.


Deixei-as ficar. Nunca mais pensei nisso mas, num outro dia, voltei a ver por lá moedas novamente.


Uns dias mais tarde, estava no quarto da minha filha, quando oiço a vizinha falar com a nora e o filho que tinham lá posto moedas no muro e, inclusive, uma vez, dentro de um copo.


Estavam a pensar que seria algum esquema, ou código, para marcar a casa.


E perguntei-me se os ladrões adoptaram essa técnica, para marcar os alvos que pretendem, mais tarde, atacar.


De qualquer forma, penso que não se voltou a repetir e, felizmente, ninguém foi assaltado por ali.


Mas que é estranho, lá isso é.


 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Por vezes, faz falta!

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Partilhar o guarda roupa entre mãe e filha

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Se, há uns anos, a minha filha ainda usava botas, com o tempo, as mesmas foram sendo substituídas por ténis.


Enquanto eu usava e, dali a uns tempos, tinha que comprar novas, ela deixou de usar, e foram ficando esquecidas nas caixas debaixo da cama.


Hoje, está tempo de chuva. Tenho roupa clara vestida, mas as únicas botas que tenho são pretas (ainda não renovei o calçado de inverno).


 


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Lembrei-me que, em tempos, vi numa caixa, umas botas dela, castanhas. Ainda estão em condições de usar. Foi só limpá-las. Servem-me, e são confortáveis. Acho que vão ficar para mim.


Aliás, vinha pelo caminho a pensar que hoje estou totalmente reciclada, com coisas que eram da minha filha, que ela já não usa, e despachou para mim.


As calças, cinzentas, estão boas, nem largas, como algumas que tenho, que assim ficaram com o uso, nem demasiado apertadas, que me impeçam os movimentos.


 


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A camisola, que ela adorava na altura em que foi comprada, e com a qual chegou a fazer a sessão fotográfica para o book, há uns anos, é agora passado para ela, mas presente para mim.


E o casaco, que até faz conjunto com a camisola, também me deu, porque não tem intenção de usar mais.


O seu estilo agora é outro. E quem ganha sou eu que, assim, fico com roupa nova sem gastar dinheiro!


 


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Mas não sou só eu que uso as coisas dela.


No outro dia, quis usar um macacão preto que tinha comprado para as duas, mas não tinha sandálias a condizer. Como disse, ela é miúda de ténis. E nem quando a convidei para ir à sapataria comprar sandálias, quis ir.


Por isso, a solução foi usar as minhas, que comprei este verão.


No baile de finalistas do 9º ano, levou um vestido meu, dos meus 20 anos.


Por vezes, lá vai um casaco ou outro.


E, para dormir, já várias vezes me assaltou a gaveta das T-shirts e pijamas. Segundo ela, tenho umas T-shirts giras.


 


E assim, apesar de não sermos irmãs nem amigas, com a vantagem de termos um corpo muito parecido e calçar números próximos, vamos partilhando o guarda roupa entre nós.


 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Frases que oiço por aí

Quero mergulhar nesse amor! - Não Morda a Maçã


 


Jerome: "Tens estado a nadar na parte rasa, onde é seguro. Não é aí que encontrarás o amor. Para o encontrares, tens de ir mais fundo."


 


Nick: "E se me afundar?"


 


Jerome: "E se nadasses?


 


 


Diálogo do filme "Amor Garantido"

Encontro com o Destino, de Lesley Pearse

Bertrand.pt - Encontro com o Destino


 


No início de 2020, li "Até Sempre, Meu Amor", da mesma autora, e ficou a vontade de ler uma continuação da história.



Queria ver o crescimento de Camellia, a descoberta da verdade, e como ela reagiria a tudo.


Queria ver a felicidade brindar a Ellie, para variar.


E, quem sabe, assistir a um pouco mais da nova Bonny, nas décadas seguintes.


 


Lesley Pearse fez a vontade a todos os leitores que partilhavam do mesmo desejo, e brindou-nos com tudo isto em "Encontro com o Destino", onde vamos reencontrar Ellie, Bonny e Edward, entre outras personagens presentes no início da história das duas amigas, mas também acompanhar o crescimento e as dificuldades que, também Camellia, terá que enfrentar durante longos anos.


 


Na verdade, tudo começa com a morte de Bonny, um aparente suicídio que irá desencadear todos os acontecimentos seguintes na vida de Camellia.


A determinado momento, poderemos até pensar que a história poderá estar a repetir-se, mas não.


Camellia tem a sua própria história e percurso, também com altos e baixos, mas será, maioritariamente, um percurso solitário, de descoberta da verdade sobre as suas origens, sobre a sua família, e sobre si mesma.


 


A nova Bonny, com a qual nos surpreendemos no final do livro anterior, durou pouco tempo. Talvez a morte inesperada de John tenha accionado o gatilho para a velha Bonny que, nos últimos anos, estaria longe de ser a mãe que outrora fora.


Quanto a Ellie, a felicidade continuou a passar longe dela. Apesar da fama alcançada com os seus filmes, e reconhecimento enquanto actriz, faltava-lhe o principal - aquela de quem tinha abdicado, pelo bem estar desta, e pelo seu próprio sonho.


O preço pago foi demasiado alto, e as repercussões não se fizeram esperar.



 


Com a morte de Bonny, Camellia descobre que John não era o seu verdadeiro pai e, através das cartas guardadas pela mãe, vai dar início a uma busca pela verdade, mal sabendo ela que, também Bonny, não era a sua mãe biológica.


 


Em "Encontro com o Destino", vamos acompanhar a vida de Camellia ao longo de 9 anos, desde os seus tempos como empregada numa padaria, às noites num clube londrino como acompanhante, como secretária num hotel de luxo, ou chef de restaurante, como ladra.


De menina gorda a mulher elegante. De inocente, a experiente.


Vamos acompanhar as amizades, as paixões, as relações destrutivas, o amor verdadeiro mas proibido.


E, claro está, a descoberta de toda a verdade sobre quem é, de onde vem, e quem é a sua família.


Haverá surpresas, alegrias, mas também momentos tristes.


 


Pessoalmente, não gostei da transformação que fizeram à personagem do Edward. Suponho que alguém teria que desempenhar aquele papel e, quem melhor que ele, para tal? Mas prefiro ficar-me com a imagem com que me despedi dele, no livro anterior.


 


Como quase todos os livros de Lesley Pearse, também este tem um número considerável de páginas - 736 - mas que é devorado num instante.


E fica assim fechada, definitivamente, esta história de mulheres tão diferentes entre si mas, no fundo, com desejos comuns - ser amadas, ser felizes, ser diferentes...


Poder-se-á dizer que este "Encontro com o Destino" é um "Até Sempre, Ellie!", "Até Sempre, Bonny!", "Até Sempre, Camellia!".


  

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Ninguém nos pode "confundir" se estivermos certos daquilo que queremos

Certeza Em Inglês: Como Dizer Ter Certeza Em Inglês


 


Em conversa com o meu marido, no outro dia, dizia-me ele que ter dúvidas é bom, e é sinal de inteligência.


Concordo que, em algumas situações, quando estamos na dúvida, é preciso ponderar, reflectir, não nos precipitarmos. 


Mas também é verdade que, noutras, ter a certeza daquilo que queremos também é uma vantagem, evita perdas de tempo (e por vezes dinheiro) desnecessárias, sem que isso se possa considerar precipitação, ou acto irreflectido. 


 


Mas uma coisa é certa: ninguém nos pode confundir, se estivermos certos daquilo que queremos.


Muitas vezes se diz "ah e tal, eu tinha uma ideia mas agora que falei contigo...".


Não! Não podemos "culpar" os outros pelas nossas indecisões.


Se estamos na dúvida, indecisos, é por mérito e culpa exclusivamente nossa.


Porque, se eu souber que quero água, podem oferecer-me sumo, verveja, vinho, que eu vou continuar a dizer que quero água.


Mas, se eu não tiver bem a certeza, posso-me deixar influenciar facilmente, e até optar pelo sumo.


 


É normal, quando temos dúvidas sobre algo, conversar com os que nos são próximos (ou não) sobre essas dúvidas e, como é óbvio, cada um vai dar a sua opinião, que pode ser igual ou diferente da que tínhamos ou, simplesmente, não nos ajudar em nada a dissipar as dúvidas.


Por isso, a melhor forma de decidir, é guardar as dúvidas para nós, e fazer esse trabalho internamente.


Se não o conseguirmos, podemos até partilhar, mas nunca deixar que as opiniões dos outros nos confundam, nos façam decidir algo com base nessas opiniões, quando nós próprios não temos a certeza.


 


Eu costumo dizer que não importa se se escolhe o caminho A, o B ou o C. Interessa é que se escolha um, e se avance pelo escolhido. Ainda que, a meio desse caminho, estejamos sempre a tempo de voltar para trás. 


O que não podemos é escolher um caminho e, ainda antes de o iniciarmos, mudar para outro porque alguém achou que era melhor e, mais uma vez, antes de dar início a esse outro, voltar a mudar porque afinal alguém nos mostrou que nenhum desses servia.


Acabamos por passar a vida a dançar à beira dos caminhos, com o tempo a passar, e sem nunca percorrer nenhum.


O mais importante, não é o que os outros dizem, pensam ou querem. É aquilo que nós pensamos, e queremos. 


Podemos ter dúvidas, sim. Mas chega o momento em que temos que tomar as nossas decisões, segui-las e manter o foco.


Nenhum caminho será percorrido na totalidade, se nos deixarmos constantemente distrair pelas vozes que nos rodeiam, e que nos fazem olhar para mil e um atalhos tentadores.


 


Podemos até ter em conta, ao tomar a nossa decisão, as opiniões ouvidas. Se soubermos filtrar aquilo que, realmente, nos ajudará a decidir, consoante o objectivo que tínhamos em mente, e sem esquecer aquilo que, no fundo, queremos para nós. 


Porque, lá bem no fundo, nós temos a resposta. Só temos, muitas vezes, medo de encará-la de frente!

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Somewhere Between, na Netflix

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Algures, entre o passado e o futuro…


Entre o sonho, e a realidade…


Entre a verdade, e a mentira…


Entre a vida, e a morte…


 


Algures aí pelo meio…


Uma mulher terá oito dias para evitar a morte da filha.
Um homem terá oito dias para evitar a morte do irmão.



O assassino anda à solta, e só os dois juntos poderão evitar os dois crimes.
Com a vantagem de que já viveram aquela semana uma vez, e sabem o que vai acontecer, e quando.
Conseguirão eles alterar o destino?


Haverá forma de mudar a história, salvando as duas vidas?


E se, para alguém viver, alguém tiver que morrer?


 


Há muitos anos atrás, uma mulher foi brutalmente assassinada.


Um homem foi condenado por esse, e outros crimes. Preso até agora, a sua pena de morte torna-se realidade, com dia e hora marcada. Mas, ele é inocente…


E o verdadeiro culpado anda à solta.


O mesmo que agora, sem se saber bem porquê, rapta uma criança e a mata, levando à separação dos pais, e ao suicídio da mãe, no rio.


Na mesma altura, o irmão do condenado é atirado ao rio, por um marido ciumento, para morrer.


Este consegue soltar-se, e salvar a mãe da criança.


Só que, é como se tivessem voltado atrás no tempo. Mais precisamente, uma semana antes de tudo acontecer.


 


É a oportunidade que têm de mudar o rumo dos acontecimentos, com as informações que agora possuem mas, quem irá acreditar neles?


Quem acreditará que não perderam a sanidade mental?


O tempo está a passar, e cada minuto é precioso.


Não podem desperdiçar o poder que lhes foi dado, sob pena de verem tornar-se real aquilo que, num primeiro instante, terá sido apenas um pesadelo.


 


E é aí, algures, que a verdade vem à tona, os segredos são descobertos, e todo o seu mundo se vira de pernas para o ar.


 


"Somewhere Between" é uma série de 10 episódios que alia uma espécie de máquina do tempo ou realidade paralela, ou temas bem actuais e reais, como o poder, a ambição, a chantagem, os interesses políticos, a infidelidade, o poder de decisão e a força daqueles que lutam, e estão dispostos a tudo, para salvar quem mais amam.


 



 


 


 


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Mafrense: de que adianta ter um passe, se não há transporte?!

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Cerca de ano e meio depois de ter sido implementada a medida dos passes sociais, que provou ser uma excelente poupança ao final de cada mês, eis que a oferta de transportes, aqui na zona, está a piorar de dia para dia, ao ponto de deixar as pessoas nas paragens, à espera do próximo, ou a ter que usar o seu próprio veículo.


 


Passes sociais baratos, implicam mais passageiros a querer usufruir desses transportes.


No entanto, a frota de autocarros não aumentou. 


Lá uma vez por outra, vinha um segundo autocarro, em alguns horários, para fazer o "desdobramento".


 


A pandemia, por outro lado, veio limitar o número de passageiros, o que significa que estes não podem ter o autocarro cheio, como antigamente.


Como tal, a partir do momento em que o autocarro atinge a lotação permitida (e aqui depende muito do motorista que o leva, porque há uns que deixam entrar e outros não), quem estiver à espera, terá de continuar na paragem à espera.


Com a diferença de que não há "desdobramento". Não vem nenhum outro autocarro levar as pessoas que ficaram "penduradas" na paragem. E tão pouco haverá outro autocarro num curto espaço de tempo.


Normalmente, vêm de hora a hora.


 


Quem trabalha, e está a contar com o autocarro para de deslocar para o trabalho, vê-se impossibilitado de chegar a horas, sempre que não tiver lugar no autocarro que deveria apanhar. É impensável.


A alternativa será, para quem tem carro e pode, levá-lo e, com isso, gastar dinheiro em gasolina.


Ora, então, de que serve pagar um passe, se não há transporte?


De que serve poupar no passe, se depois, pra além do passe, tem que gastar em gasolina?


 


Enquanto a Mafrense não resolver estas situações (e outras como as do transbordo e ligação entre autocarros, em que muitas vezes os motoristas nem esperam), vai continuar a levar com reclamações constantes mas, no fundo, quem se lixa é quem precisa dos transportes e do dinheiro e, à falta dos primeiros, vê-se obrigado a gastar duplamente, o segundo.

Quando nos limitamos a olhar para o superficial

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Quando nos habituamos a olhar só para o superficial, ficamos cegos ao que se esconde por baixo.


Existem pessoas cuja mente está tão programada para ver apenas a camada visível de cada pessoa, que não consegue decifrar qualquer outra que se encontre abaixo dessa.


Quando as pessoas se focam muito na aparência, numa determinada imagem que têm dos outros, e a que estão habituadas, podem ter esses outros a meio metro de distância que, se não corresponderem a essa imagem, não os reconhecerão.


Basta retirar essa camada, que passarão a ser invisíveis, e indiferentes aos olhos das pessoas que deveriam, à partida, conseguir identificar. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Máscaras e chuva não combinam

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Nas férias, tive que ir dar umas voltas, precisamente num dia em que estava a chover.


Fui com a minha filha.


Chapéu de chuva aberto, máscara na mala. Com o vento que estava, se levasse a máscara posta, ficava logo molhada.


 


Assim, de cada vez que queria entrar em algum lugar, tinha que fazer ginástica a segurar o guarda-chuva, ao mesmo tempo que punha a máscara, fechava o guarda-chuva e entrava. Para depois tirar a máscara e guardá-la, para poder abrir o guarda-chuva.


Depois de repetir este processo várias vezes, chego a casa e verifico que, mesmo assim, a máscara ficou molhada, numa parte.


 


Hoje, a chuva voltou.


E, com ela, as manobras para colocação da máscara sem a molhar.


Com o regresso às aulas, já estou a imaginar os alunos a entrarem e saírem da escola, aos molhos, à chuva, com máscara. A maioria até anda quase sempre à chuva. Vão ter que ter um grande stock de máscaras para irem trocando.


E vai dar confusão certa!

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Gran Hotel, na Netflix

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Gran Hotel é uma série espanhola que, apesar de ter sido transmitida entre 2011 e 2013, só agora tive oposrtunidade de ver, na Netflix.


 


O Gran Hotel é propriedade da família Alarcón, cuja matriarca é D. Teresa.


Ela fez, e fará tudo para que o Gran Hotel continue a pertencer à família e, por isso, a primeira decisão com que somos confrontados, por parte dela, é o casamento arranjado da sua filha Alícia, com Diego, seu aliado e gerente do hotel.


Mas, ao longo da trama, vamos descobrir muitas mais atitudes condenáveis por parte de D. Teresa. Por muito que, em alguns momentos, a tenham mostrado como uma vítima, ou pelas raras boas ações que a sua consciência a levou a tomar, não consigo entender, justificar ou desculpar.


 


Alícia é a filha mais nova, e não verá com bons olhos o seu casamento com Diego, sobretudo depois de conhecer e se apaixonar pelo camareiro Julio, um romance proibido entre classes distintas que poderá acabar de forma trágica, para qualquer um deles, ou para ambos.


 


Julio chega a Cantaloa para visitar a irmã, Cristina Olmedo, uma criada que trabalhava no Gran Hotel e que terá desaparecido misteriosamente.


Ao mesmo tempo que Julio tenta descobrir o que aconteceu à sua irmã, com a ajuda de Alícia e do seu amigo Andrés, vai-se descobrindo os segredos que esconde a família Alarcón, que mostram que nada é o que parece, e ninguém é aquilo que aparentava ser.


E entre estes mistérios, vários crimes serão cometidos, levando à chamada de um detective conceituado à região, que marcará pela diferença.


 


 


Entre as personagens mais marcantes da série, destaco:


Julio - Tem uma capacidade inata para conquistar as pessoas à sua volta, e das as meter em sarilhos também, mas é amigo do seu amigo, e lutará pelo seu amor até ao fim.


Belén - Acho que foi a que mais nervos me deu, apesar de haver muitas outras tão ruins como ela. É daquelas que não perde uma oportunidade de fazer mal aos outros, para conseguir o que quer, e assim será até quase ao fim.


Detective Ayala - Juntamente com Hernando, proporciona muitos dos momentos cómicos da série mas, por si só, é alguém que está disposto a descobrir a verdade nem que, por vezes, tenha que contornar um pouco a lei, que só atrapalha.


Ângela - A governanta que se mostra uma mulher exigente e austera mas que, com o tempo, irá amolecer um pouco e, no fundo, é uma boa pessoa para aqueles que o merecem. No início muito submissa e leal a D. Teresa, pelo passado e pelos segredos que escondem, Ângela irá acabar por enfrentar a sua patroa, quando tiver que ajudar o filho.


Javier - Nunca vi uma pessoa meter-se em tantos problemas, e escapar a todos eles com vida, como este playboy, que só quer boa vida e mulheres, para desespero da mãe. É como os gatos, que têm sete vidas!


Maite - Amiga de Alícia, virá na terceira temporada visitá-la. Uma mulher independente, culta, avançada para a sua época, e advogada. É a primeira mulher que ali veremos a usar calças.


Lady - Uma senhora idosa, amiga da família, divertida, que adora conversar e é exímia em contar a todos, aquilo que deveria guardar para si. No entanto, também sabe guardar segredos, e entrar nas farsas, sem maldade.


D. Teresa - Diz que tudo o que faz é pelos filhos, mas a nós parece-nos que o faz por si própria, pela necessidade de manter-se como dona do Gran Hotel, sem olhar a meios, para atingir os seus fins. D. Teresa tão depressa está do lado de uns, como muda para o lado de outros, consoante os seus interesses. Não faz nada sem segundas intenções. É uma pessoa fria, que acabará por perder a confiança e o amor dos filhos, enganada por aqueles em quem mais confiava.


Andrés - O rapaz mais ingénuo e puro dali, que acredita sempre no lado bom das pessoas. Está sempre pronto a ajudar e a sacrificar-se pelo bem dos outros. Suspeito de matar a sua mulher, ele não hesitará em entregar-se às autoridades, condenando-se à morte.


 


O engraçado desta série é que, à medida que a vamos vendo, vamos encontrando actores que já vimos noutras séries ou filmes, como o Detective Ayala e o Javier (Alta Mar), Eugénia (Vis a Vis), Alícia (filme Perdida) e Diego (La Casa de Papel - confesso que este não reconheci de imediato).


 


 


A história inicia-se no ano 1905, ou seja, início do século XX. No entanto, entre a sociedade existente naquela época, e a sociedade actual, existem características que se mantêm.


 


As aparências


Tal como hoje, ainda muitas pessoas insistem em viver por conta das aparências, em mostrar aquilo que não são, e não têm, ou aquilo que não fazem, só para ficar bem na fotografia, também naquela época era uma das coisas mais importantes a manter, aos olhos dos restantes.


 


A diferença entre classes e estratos sociais


A forma como os “senhores” tratavam os “criados”, com as devidas excepções, não era muito diferente da forma como, hoje, muitos trabalhadores são tratados pelos patrões, bem como o lugar que cada um deve ocupar, e a pouca importância que lhes é dada, ainda que sejam um elo fundamental.


 


A descartabilidade humana


No seguimento do ponto anterior, naquela época, os funcionários eram descartados como objectos que já não servem o seu propósito ou deixaram de ter interesse. Tal como hoje em dia.


Mas não eram só os funcionários. Até mesmo aqueles que, num momento, consideram aliados, no momento seguinte, consoante os seus interesses, podem ser postos de parte, ou mesmo tramados, de forma traiçoeira.


 


A importância do dinheiro e da riqueza


Por dinheiro, enganava-se, “vendia-se” os filhos a quem pagasse o melhor dote ou significasse uma maior aliança, roubava-se, matava-se. Tudo o que fosse necessário, sem olhar a meios, para alcançar os fins.


 


Os segredos


Por norma, quanto mais altas e poderosas as classes sociais, mais segredos e mistérios essas famílias escondem, que não querem que venham à tona. Desde adultério, a filhos ilegítimos, de negócios obscuros a crimes e assassinatos, há de tudo um pouco.


 


A corrupção


Infelizmente, a corrupção não é uma modernice.


Haja dinheiro, poder, influência, e pode-se comprar um pouco de tudo: silêncios, falsas declarações, testemunhas, provas fictícias, aliados, lealdade, e por aí fora.


 


Injustiça


Acaba por ser uma consequência da anterior, sobretudo quando estão em causa as vidas das pessoas, ou quando se condenam à morte inocentes.


Também naquela época, nem sempre as leis estavam do lado da verdade. Mas, da mesma forma, muitas vezes se agia por conta própria, fazendo aquilo que quem de direito deveria fazer, mas não se mostrava muito interessado em fazer.


 


Ganância


"Quem tudo quer, tudo perde", diz o ditado. 


E isso foi visível muitas vezes, ao longo da série, quer com a personagem Cristina, como com Belén ou até mesmo Diego.


 


Vingança


Diz-se que "a vingança é um prato que se serve frio", e houve alguém que levou o ditado à letra e deixou o fogo arrefecer durante mais de 10 anos, para regressar agora, e vingar-se por todo o mal que lhe causaram.


 


Amores proibidos


Entre Alícia e Júlio, uma senhora e um camareiro, Ângela e D. Carlos, uma governanta e um senhor, Sofía e Padre Grau, uma senhora e um padre, são alguns exemplos.


 


 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Big Brother: A Revolução

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Parece que estreou no passado domingo aquele a que apelidaram de "Big Brother: A Revolução", um programa que pretendia celebrar os 20 anos do primeiro reality show exibido em Portugal.


Pois, para mim, a verdadeira revolução do Big Brother não é este programa, mas sim o anterior.


 


Esse, sim, foi uma verdadeira revolução a vários níveis:


- mudança da casa para a Ericeira (um verdadeiro retiro agora transformado em prisão)


- mudança de apresentador (pode não ter sido a melhor aposta, nem a prestação ter sido a melhor, mas foi diferente)


- uma escolha de concorrentes muito distintos entre si, e como há muito não se via em reality shows, cada um com as suas causas, umas melhor defendidas e debatidas que outras


 


Agora este novo programa, a que lhe chamaram "revolução", talvez por não haver regras ou estas poderem mudar a qualquer instante, e pelo aspecto que quiseram dar à casa, não me parece nada revolucionário. Parece-me mais um "Salve-se Quem Puder", no meio de tanta gente com a mania que é boa, e que sairá dali com um futuro garantido, misturado com um "Bem vindos à Selva".


 


Não se pode dizer que seja um regresso às origens, porque os primeiros Big Brothers não se assemelhavam tanto às "Casas dos Segredos" e aos "Love on Top" que lhe sucederam.


Quanto à Teresa Guilherme, a rainha dos reality shows, não nego o "à vontade" que tem para este tipo de programas, como um peixe na água.


Das primeiras vezes que vi o Cláudio Ramos a apresentar, desejei a Teresa de volta.


No entanto, pelo que vi no último domingo, fiquei com a sensação de que a Teresa fez o melhor ao longo dos últimos anos de apresentação neste tipo de programas, mas deveria ser um capítulo encerrado. 


Penso que nos cansámos da imagem, do discurso. A mim, apeteceu-me ver uma cara nova ali. 


 


Para já, não penso acompanhar este novo Big Brother.


Quem sabe lá mais para a frente.

Quando o poder está nas nossas mãos

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De nada adianta termos um determinado poder nas nossas mãos, se nada de útil e benéfico fizermos com ele.


Há quem o tenha, e não o saiba usar.


Ou tenha medo de o usar.


E quem não o queira usar para outros fins que não sejam os seus próprios interesses.


 


Depois, há os que gostariam de mudar, de melhorar, de marcar pela diferença. Mas não têm poder para tal.


No entanto, se, e quando, esse poder lhes vai parar às mãos, cabe-lhes dar uso ao mesmo, e agir.


Um poder estagnado, ou mal usado, é um poder desperdiçado, que nunca trará a tão desejada mudança.


 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

47 Metros: Medo Profundo

Cineshow


 


Estar no fundo do mar já pode ser, por si só, claustrofóbico para algumas pessoas.


Estar no fundo do mar, e preso dentro de grutas subaquáticas, sem saber como sair, e com o oxigénio a esgotar-se, ainda mais.


Se, a este cenário, acrescentarmos a ameaça de um tubarão branco, disposto a não deixar ninguém sair vivo, é um verdadeiro pesadelo.


E é caso para se sentir um Medo Profundo, como o próprio nome do filme indica.


 


Vi o primeiro filme, um pouco diferente, em que duas irmãs se viam presas numa jaula, a 47 metros de profundidade, rodeadas de tubarões, a tentar chegar à superfície com vida.


Desta vez, a história centra-se num grupo de 4 adolescentes que, sem ninguém saber, decidem mergulhar numa zona onde se encontra uma cidade maia submersa pelo mar.


 


Tendo eles anunciado este segundo filme como uma sequela do primeiro, e com as mesmas premissas, foi fácil começar a imaginar todo o desenrolar do filme, baseando-me no que tinha acontecido antes.


No entanto, apesar de quase tudo bater certo com as minhas deduções, o final deste segundo filme foi diferente, o que lhe valeu mais uns pontos, por me ter trocado as voltas.


 


Ainda assim, na minha opinião, o primeiro filme "47 Metros de Profundidade", foi mais bem conseguido, e até mesmo o final foi algo que nunca imaginaríamos, pelo que este, que agora lhe sucedeu, ficou aquém das expectativas.


 


De qualquer forma, para quem goste do género, vale a pena ver. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Abono de família extra no mês de Setembro

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Há uns dias li uma notícia que falava de um abono de família extra, a receber no mês de setembro.


Fiquei com a ideia de que iria ter direito ao mesmo.


 


No entanto, algumas notícias, diziam que era só para as famílias que tivessem tido perda de rendimentos. Não era o meu caso.


Outras, diziam que era para todos os que estivessem no 1º, 2.º e 3.º escalões. Se assim fosse, teria direito.


 


Umas, diziam que era para os jovens que completasse 16 anos até 31 de Dezembro. Mas era só para quem tivesse 16 anos, ou os completasse? Ou para todos, até aos 16 anos?


Outras, que o valor a pagar seria igual ao que cada família costuma receber, ou seja, duplicaria. Mas, algumas, afirmavam que, apesar de se acumulável com os restantes pagamentos habituais, o valor a pagar seria o base, de cada escalão.


 


Depois de muito pesquisar, e nada ter ficado esclarecido, eis que recebo um email da segurança social, a informar que a minha filha teria direito, qual o valor a receber, e data em que seria pago.


Ou seja, estando no 2.º escalão, terá direito a receber o valor base desse escalão, a dobrar. Mas o abono extra não abrange, nem a bolsa de estudos, nem o complemento de família monoparental. 


 


Entretanto, a propósito do dito abono extra, ainda ontem li uma notícia em que várias famílias se queixavam que, ao contrário do que esperavam, iriam receber menos ainda que num mês normal.


Davam a entender que só iriam receber o extra. Como se o resto ficasse perdido pelo caminho.


 


Sendo um abono extra, como o próprio nome indica, é um abono pago para além do habitual, que já íamos receber. É o que faz sentido. 


Se é menos do que já estávamos a contar? Sim! 


No meu caso, por exemplo, recebo mensalmente cerca de 80 euros, que incluem o base, a bolsa de estudos e o complemento. Pelas primeiras notícias que surgiram, fiquei a pensar que receberia o dobro, ou seja, cerca de 160 euros. Mas não. Penso que vou receber os habituais 80, mais o base extra, que fica num total de 110 euros.


Ainda assim, é mais do que recebo num mês normal.E dá jeito.


 


Penso que é importante, quando se dá uma notícia, torná-la clara, evitando interpretações diferentes e ambíguas, que em nada esclarecem, e só servem para gerar mais dúvidas.


 


Imagem: executivedigest.sapo.pt


 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Estarão as escolas (realmente) preparadas para o regresso às aulas?

Início do ano letivo – Saiba com o que se preocupar - WPensar blog – Tudo  sobre Gestão Escolar


 


Na minha opinião, nem todas. Ou quase nenhumas.


Nem as escolas, nem os professores, nem os auxiliares, nem os pais, nem os alunos.


 


Penso que estamos todos com aquele pensamento optimista que é necessário, para transmitir que, apesar da pandemia, vai tudo correr bem. Que vai ser um ano em que, apesar de todas as regras e mudanças, se vai tentar levar as coisas com o mínimo de normalidade, para que não seja um ano perdido.


 


Mas, ao mesmo tempo, com muitas reservas e receios.


Com muitas dúvidas, se se conseguirá levar até ao fim este ano lectivo, nos moldes em que o pretendem.


 


Não existem funcionários suficientes.


É provável que não existam professores suficientes.


Em muitas escolas, os horários mantêm-se normais, e o número de alunos por turma, também. O que significa que pouco distanciamento vai haver.


As máscaras incomodam, desconcentram. A redução ou eliminação de intervalos, impede os estudantes de fazer uma pausa, para descontrair. O aumento do tempo de cada aula, satura. Juntem-se as três coisas, e parece-me que, em aula, vão prestar ainda menos atenção que num ano normal.


 


Em algumas escolas, querem proibir as idas à casa de banho nos intervalos, optando por fazê-lo durante o horário da aula. Portanto, interrupções constantes, enquanto se tenta ensinar a matéria, que não irão ajudar nem alunos, nem professores.


 


Em algumas escolas, querem que os alunos façam os seus lanches na sala de aula. Ou seja, nem aquele momento no bar podem ter. Nem privacidade para estar com quem querem, onde querem.


 


E em relação a Educação Física?


Como vai funcionar?


Já nem falo das aulas em si, mas até mesmo do funcionamento nos balneários, onde acabam por se juntar os alunos e, por vezes, mais do que uma turma.


 


Neste momento, é só isso que temos. Dúvidas, incertezas, receios. Não há muita informação e, a que há, vai chegando às prestações. Provavelmente, só se irá saber tudo no dia da apresentação.


E esperança é tudo o que podemos ter. Esperança de que não seja um ano perdido. Que se aprenda alguma coisa. Que compense. Que não seja apenas um capricho, uma teimosia desnecessária. Uma decisão tomada sem se pensar nas reais consequências e efeitos. Que não seja o "tapar o sol com a peneira", porque a isso foram obrigados.


Que, daqui a uns meses, não estejam todos a voltar a casa, e ao Ensino à Distância.


 


Só o tempo o dirá. 


E é já na próxima semana que terá início a "prova dos 9".


Que o resultado seja aquele que todos esperamos.


 


Boa sorte a todos, e um bom regresso às aulas!


 

A Vida de um Campeão

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Na altura em que o filme saiu, disse logo que o queria ver.


Acabei por não vê-lo no cinema e, entretanto, com a pandemia, nunca mais me lembrei dele.


No sábado, a fazer zapping pelos canais de tv, o meu marido descobriu o filme.


Pusemo-lo a gravar mas, como estávamos à espera da minha filha, acabámos por vê-lo na hora.


Tinha uma outra ideia do que seria a história, porque já não me lembrava bem do que tinha visto na altura, por isso, acabou por me surpreender.


 


Sim, é mais um filme a puxar pelas lágrimas, pela relação especial entre Enzo e o seu dono, bem como, posteriormente, pela mulher deste e pela filha.


Também é um filme de injustiças. De abandono. De tristeza.


É um filme que dá nervos, pelo carácter (ou falta dele) que algumas pessoas demonstram, e como insistem em colocar os seus próprios interesses, inventando o que for preciso, à frente de quem mais deveria importar.


 


Mas também mostra que, assim o queiramos, estamos sempre a tempo de emendar os erros e injustiças, e fazer o que está certo.


 


 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Pessoas que se armam em polícias de trânsito

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Na zona onde vivo andaram a mudar algumas regras e sinais de trânsito.


Por conta disso, a rua que, habitualmente, fazíamos de carro, para ir ter à nossa casa, está agora interdita ao trânsito, para quem não seja residente.


E o mesmo fizeram noutras, o que para mim acaba por não fazer muito sentido visto que, nessas ruas, apenas moram 3 ou 4 pessoas.


Agora, obrigam as restantes a dar uma volta maior.


Não percebi bem qual foi o objectivo. Se é por quererem tirar o trânsito naquela zona histórica, ou por qualquer outro motivo.


 


Os sinais estão activos desde sexta-feira, penso eu. É recente, e ainda há pessoas que não perceberam, que não ligaram e seguiram adiante. Ainda hoje passou por lá uma carrinha de obras.


Seja como for, quem tem que controlar isso é a polícia.


 


Mas há sempre quem não tenha mais nada que fazer, quem passe a vida sentado numa esplanada na conversa e a comer e beber. Quem tenha a mania de se meter onde não é chamado, e armar-se em polícia de trânsito. Até porque a esplanada fica mesmo ao lado dos sinais!


 


Ontem, o meu marido estava a chegar do trabalho e ia entrar na rua do costume quando o homem começa a reclamar com ele, que não podia ir por ali, e se não via os sinais.


O meu marido respondeu que sim, estava a ver, mas também dizia lá na placa em baixo "excepto residentes". 


E o homem, então, pergunta: "mas você mora nesta rua?"


 


Mas que raio tem o homem a ver com isso?


Quem é ele para estar ali a abordar as pessoas (o meu marido não foi o primeiro)?


Será que recebe comissão, por cada condutor que faz parar para ensinar o significado dos sinais? Vai perguntar a cada um se mora ali ou não?


Se está com falta do que fazer, vá trabalhar.


 


Para começar, acho que ninguém tem que dizer nada a quem por ali passa, porque não sabe da vida dessas pessoas (se bem que estes parasitas, como passam a vida ali, já devem ter feito um estudo aprofundado dos residentes). 


Mas até compreendia a abordagem, se a forma como a fez fosse outra. Do género "olhe que agora tem aqui novos sinais, tenha atenção, que a polícia anda aí a controlar".


Não da maneira como o fez.

Está a amanhecer mais tarde

Amanhecer, com, dramático, nuvens, em, céu, feixes luz, passagem, nuvens |  Foto Premium


 


Houve dias, há uns meses atrás, em que por volta das 5.30 da manhã já se notava, pela janela, a claridade a querer anunciar um novo dia.


As luzes da rua já estavam desligadas.


Mas ainda era cedo.


 


Hoje, acordei, levantei-me para separar as bichanas, que se estavam a morder, e voltei para a cama. 


Olhei para a rua. Era noite. As luzes ainda estavam acesas.


Pensei "ainda deve ser cedo, posso dormir mais umas horas".


Mas não!


Olhei para as horas, e eram 6 da manhã!


 


No sentido inverso, as noites já estão a chegar mais cedo.


No outro dia, sentada na sala, olho para a rua e já era noite, às 21 horas.


Ainda nem em Setembro estávamos!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

O preço das máscaras está a voltar ao normal

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As primeiras máscaras cirúrgicas que comprei, em Maio, na farmácia, custaram-me € 1,70 cada uma, vendidas em avulso.


 


Em Julho, comprei uma embalagem de 15 máscaras, no Intermarché, por cerca de 8 euros (entretanto baixaram para 7), o que dava uma média de € 0,53 cada uma.


 


Há umas semanas, numa farmácia em Lisboa, conseguimos comprar uns packs de 5 máscaras, por € 1,55, o que dava uma média de € 0,31 cêntimos por máscara.


 


No passado fim de semana, conseguimos comprar, no Continente, uma caixa de 50 máscaras, por cerca de 6 euros, ou seja, o préço de cada máscara fica em € 0,12 cêntimos.


 


Não faço ideia quanto custaria uma máscara antes da pandemia, porque nunca tinha comprado, mas parece-me que está a voltar ao normal.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Quantos animais conseguem descobrir nesta imagem?

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"Remar contra a maré"

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Durante vários dias de viagem:


- O barco tem um furo.


- Tapamo-lo. Não há-de causar grande estrago.


 


- Está demasiado vento. Vai desviar o barco.


- Juntos talvez consigamos contornar.


 


- O remo partiu-se. Assim nunca mais lá chegamos.


- Remamos com o que temos. Demora mais, mas havemos de lá chegar.


 


- Com esta tempestade é impossível seguir em frente.


- Ficar no meio dela também não é solução.


 


- As provisões estão a acabar. Qualquer dia não temos o que comer ou beber.


- Economizamos. Poupamos até chegar ao destino.


 


- Já não remas com tanta força como antes. À velocidade a que vamos, o mais certo é o barco ir ao fundo antes da chegada. 


- Sim, é verdade. estou mais cansada. Mas nem por isso paro.


 


- Assim não dá, o barco está a deixar entrar água por todo o lado. Não vale a pena consertar de um lado, se se estraga do outro. Vai acabar por afundar.


- Tens razão. Desisto. É melhor deixar o barco afundar!


 


Alguns minutos depois:


- Não era isso que eu queria dizer. Não quero que o barco afunde.


- Pois, mas de tanto o dizeres, começo a concordar contigo. Não vale a pena "remar contra a maré".


 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Quando não se consegue reacender a chama

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A chama não permanece eternamente acesa, por si só.


Umas vezes, queima até se acabar a fonte. Outras, apaga-se, pelo meio.


Algumas vezes arde mais forte que nunca. E outras, enfraquece. Quase se extingue.


 


Há momentos em que será necessário dar-lhe alimento, reacendê-la.


Se tudo se conjugar favoravelmente, a chama volta ao normal.


Mas, se os elementos fundamentais para a produzir não estiverem reunidos, ela não de dá.


 


É o mesmo que tentar acender uma fogueira com lenha molhada. À chuva. Com humidade. 


É o mesmo que usar um fósforo estragado atrás do outro.


Nunca se acenderá, por mais que se tente.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Sonhos que davam filme

O Poder dos Sonhos


 


Ela estava a preparar-se.


Tinha vestido aquele casaco preto que comprara na Bershka.


As amigas concordaram que lhe ficava bem.


Iam à discoteca, celebrar o seu aniversário.


 


Entre os membros do grupo, estavam dois rapazes, que disputavam a sua atenção.


Ela gostava dos dois. Talvez de uma forma diferente de um deles. 


Mas não queria estar a arranjar mal entendidos, nem se chatear naquele dia.


 


E assim foram.


A música estava animada.


Ela dançou e cantou, feliz pela noite que estava a ter.


Teve a confirmação de que um dos rapazes seria sempre, e apenas, seu amigo. Ao mesmo tempo, começou a perceber os sentimentos a desabrochar, pelo outro.


 


Mas algo viria a ensombrar essa noite.


Ãlgumas das amigas começaram a sentir-se mal, e tiveram que abandonar a festa.


Em seguida, mais umas pessoas com os mesmos sintomas.


 


A noite estava a ficar estranha. Talvez fosse melhor ir embora.


Mas não sem, antes, a sua recém descoberta paixão a ter levado para um local menos movimentado, para lhe dar o primeiro beijo, como presente de aniversário.


 


Estavam, entretanto, a comentar como as pessoas pareciam ter sido drogadas, quando surge a polícia e, sem que nada o fizesse prever, levam-na para o carro, detida, deixando o suposto namorado para trás.


 


No caminho para a esquadra, e sem saber porque a tinham levado a ela, deparam-se com uma manifestação que impede o trânsito de fluir. Estão parados e ela vê nisso a oportunidade para escapar, assim a pessoa que a acompanha na parte de trás do carro colabore consigo.


 


Ao início, não tem muito sucesso mas, depois, acaba por a convencer a ajudá-la. 


E é assim que ela se escapa, e volta à discoteca, onde tudo aconteceu, para descobrir o que se passou, e porque a acusaram a ela, do que nem ela sabe.


 


À sua espera, ainda no mesmo sítio, está o namorado, que consegue, no momento em que o portão da garagem do edifício está prestes a fechar, entrar lá para dentro com ela.


O que irão descobrir, nunca se saberá porque, entretanto, acordei!


Mas deixo por conta da vossa imaginação 


 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Cinco benefícios que as férias deste ano me proporcionaram

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Dormir mais


Podia deitar-me mais cedo, e acordar mais tarde, naturalmente, sentindo-me muito melhor que nos dias de trabalho.


 


Descansar os olhos das lentes de contacto


O facto de passar a maior parte do tempo por casa, levou-me a dar preferência aos óculos, fazendo uma pausa no uso das lentes de contacto. Isso fez desaparecer a sensação constante de vista seca, cansada e irritada, descansando os olhos.


 


Menos enxaquecas/ dores de cabeça


O facto de não ter que estar cerca de 8 horas em frente a um computador, a atender telefones e clientes, e a acordar cedo, levou a que as enxaquecas e/ ou dores de cabeça se ausentassem.


 


Barriga menos inchada


Sim, em dias de trabalho, pelo facto de acordar cedo, e deitar mais tarde, e porque uma pessoa acaba por comer mais e andar sempre a petiscar, chego ao final do dia com uma "barriga de grávida", que nunca desaparece porque, no dia seguinte, começo logo a enchê-la, novamente.


Nas férias, fazia as refeições normais o que, aliado as horas a mais de sono, me fez voltar à barriga lisinha de outros tempos.


 


Menos stress e correria


Em dias de trabalho, uma pessoa anda sempre a acelerar, atrasada, com mil e uma coisas para fazer, e o tempo a não se mostrar suficiente para tudo.


Da mesma forma, em dias de férias de praia, acaba por haver correria para ter tudo pronto a tempo de ir à praia e aproveitar, para depois chegar a casa e tratar do resto para, no dia seguinte, repetir a rotina.


Desta vez, apesar de ter coisas para fazer, fazia-as ao meu ritmo.


Acordava quando acordasse. Se não almoçasse ao meio dia, almoçava depois, sem stress. Quando acabasse o trabalho, acabava. E se não terminasse naquele dia, tinha sempre o seguinte.


 


Claro que tudo isto pode parecer perfeitamente normal para qualquer pessoa que esteja de férias. Mas foi o primeiro ano em que senti o efeito desses benefícios.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Desafio Rainy Day

portate-mal: Vai chuva, leva a tua música


 


A Ana lançou mais este desafio para 100 palavras, desta vez sobre um dia de chuva.


 


Um dia de chuva pode trazer consigo tantos sentimentos diferentes.


Quem anda à chuva, molha-se. E quem nunca apanhou chuva até ficar ensopado?


Não é uma sensação agradável. E esqueçam a versão romantizada da cena!


Há a chuva “molha tolos”, que parece que não molha ninguém, mas não passa de uma ilusão.


E a chuva civil, que dizem que não molha militares, mas digam-lhes isso depois de andarem debaixo dela.


É verdade que chuva não quebra osso, mas também nem sempre traz saúde.


Uns dias proporciona-nos alegria. Gostamos dela. Sabe-nos bem.


Outros, aborrece. Chateia.


E queremo-la bem longe de nós!


 

Chegou Setembro

Setembro – O mês do regresso! – MaisOpinião


 


Chegou, num ápice, um daqueles meses que mais divide as pessoas: as que o adoram, e as que o detestam.


Chegou Setembro.


E, com ele, uma infinidade de dúvidas. De incertezas. De "ses".


 


Com a chegada de Setembro, chega também o outono.


O regresso ao trabalho da maioria de nós.


O regresso às aulas para os estudantes.


 


E tudo isso em cenário de pandemia, que está longe de nos deixar, e ameaça até voltar a trocar-nos as voltas.


Num país que não me parece disposto a recuar, face a um possível aumento de casos, parece-me que a solução será aprender a conviver com esse aumento, tentar fintar o vírus para que não nos bata à porta e esperar que a situação não descambe.


 


Há quem veja este mês como um recomeço.


Não me parece que vá ser um bom recomeço. Nem prevejo que as coisas se tornem mais fáceis daqui em diante.


Se, noutros anos, setembro já não me agradava, este ano, ainda menos me inspira.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!