sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

O que é demais nunca pode ser considerado normal

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Que bom seria se pudessemos escolher o tempo que faz, à nossa medida, e só para nós.


Mas, infelizmente, ainda não temos esse poder.


Vem o que vem, para todos, e ninguém pode fazer nada para o mudar.


 


Por isso, quando não nos agrada, e à falta de melhor que fazer, queixamo-nos.


Ora porque chove. Ora porque faz sol.


Ora porque está frio. Ora porque está calor.


Ora porque não corre uma aragem. Ora porque está vento.


 


No verão, por exemplo, quando está quente e oiço pessoas queixarem-se do calor, costumo dizer "estamos no verão, é normal".


No inverno, e sofrendo com o frio, sou eu que me queixo, e as pessoas que me respondem "é inverno, querias o quê?".


Sim, é normal que haja calor no verão, frio e chuva no inverno, e tempo ameno nas restantes estações. Ou era, porque há muito que as estações deixaram de ser "normais".


 


No entanto, por vezes é algo mais do que meras queixas nossas, de eternos insatisfeitos.


Tudo o que é demais, nunca pode ser considerado normal.


Temperaturas de 40º ou mais no verão não são normais.


Temperaturas de 0º ou menos no inverno, em quase todo o país, não são normais.


Pelo menos, não aqui em Portugal. Não nas nossas estações habituais. Não no sítio onde, por exemplo, eu vivo.


 


E, por isso mesmo, o nosso corpo não está preparado, nem tão pouco adaptado ou habituado a estes extremos.


Nem as nossas casas o estão. Ou as escolas. Ou muitos postos de trabalho. E, definitivamente, não as ruas.


Seja calor ou frio a mais, fenómenos extremos de vento ou chuva, ou quaisquer outros que nos apareçam pela frente.


 


Por muito que, noutras regiões, noutros países, noutro hemisfério, o cenário seja ainda mais duro e penoso, quem lá vive está acostumado e equipado para o efeito, porque é a norma.


Aqui, é a excepção.


Uma excepção a que não podemos fugir, mas que enfrentamos sem o mínimo de condições.


E que, a curto, médio ou longo prazo, terá repercussões na nossa saúde.


 


 

8 comentários:

  1. E o meu corpo não se dá bem, nem com calor nem com frio a mais, não estamos mesmo preparados para estes extremos,

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  2. O corpo não está preparado para estas diferenças de temperatura!

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  3. O meu não de certeza
    Esta manhã uma das luvas ficou na mão.
    E não parei de tremer com frio, apesar do ar condicionado ligado.
    Nem consigo distinguir mais ou menos frio consoante a hora do dia, Parece-me sempre um congelador a rua.

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  4. Eu, definitivamente, se tivesse que escolher o mal menor, preferia 40 graus do que este frio congelante.

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  5. são as alterações climatéricas por causa do que estamos a fazer ao planeta. o que não é normal é a humanidade não aprender com os seus proprios erros

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  6. Eu não sou nada de extremos! Prefiro um clima ameno...detesto quando está muito calor e agora com este frio então nem se fala! E não, as casas não estão de todo equipadas para aguentar este frio como os dos países nórdicos! As nossas de verão parecem um forno e de inverno parecem uma arca congeladora!

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  7. Parecem mesmo. E quando os quadros não disparam, por conta do aquecimento, a conta da electricidade sai cara, para nos aquecermos.
    Eu ainda consigo aguentar sem ar fresco no verão, mas sem o quentinho do inverno não dá.

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  8. A humanidade ainda não percebeu que depende mais da natureza, que a natureza de si e, no fim, se alguém tiver que pagar a factura, seremos sempre nós.

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