domingo, 28 de fevereiro de 2021

Festival Eurovisão da Canção: 2ª semifinal

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Decorreu ontem a segunda semifinal do Festival da Conceição e, mais uma vez, fizeram questão de mostrar que "A Vida Sem Acontecer" o festival da canção não seria a mesma coisa.


Pois eu continuo a achar que mais parecia estarmos todos, lá no estúdio e cá em casa, num velório, em que até os apresentadores estavam vestidos de preto.


"Não Vou Ficar" a ver isto até ao fim, pensei eu. Mas a curiosidade em saber se, desta vez, os meus palpites eram mais certeiros, fez-me aguentar.


E "Foi Por Um Triz" que não acertei no Top 5.


O grande favorito a nos representar na Holanda talvez não se imagine "Dancing In The Stars", até porque teria de estar sentado ao piano, mas seria uma boa aposta. Ou talvez não... Se virmos bem, a última música vencedora, "Arcade", tinha um estilo muito semelhante, e é provável que queiram algo diferente este ano.


Mas, diferente, não existe muito por cá.


Da Chick afirmou "I Got Music", e levou-nos de volta ao disco, mas depressa voltámos a ficar embalados pelo aroma a "Jasmim".


Ariana defendeu um "Mundo Melhor" mas, como já sabemos, isso é uma utopia.


Até à quarta música, nenhuma me agradou.


Felizmente, com a "Joana do Mar", deu-se um "Volte-Face" e, assim, as minhas favoritas eram a 5, a 6, a 7, a 8 e a 10.


Ficou uma delas de fora.


 


Anunciados os apurados para a grande final, e depois de recordarmos a Lúcia Moniz, e da homenagem a Paulo de Carvalho, na voz do filho, Agir, despedimo-nos todos, "Com Um Abraço", até ao próximo sábado.


Quais são as vossas apostas?


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Retrato antagónico de uma sociedade pandémica

Sociedade: o que é, tipos, sociedade X comunidade - Brasil Escola


 


Antes: Vai tudo correr bem.


Agora: Nada vai ficar bem.


 


Antes: Finalmente vou poder ficar em casa.


Agora: Estou farto(a) de estar em casa.


 


Antes: Finalmente vou alimentar-me mais saudavelmente com refeições caseiras.


Agora: Engordei na quarentena à custa de tanto fazer e comer bolos!


 


Antes: Vai ser tão bom estar sozinho(a).


Agora: Estou farto(a) de estar sozinho(a).


 


Antes: Agora temos desculpa para para não ver quem não queremos.


Agora: Só queremos ver gente!


 


Antes: Vai tu passear o cão que estou cansado(a)


Agora: Deixa-te estar, que eu levo o cão à rua!


 


Antes: Detesto fazer exercício físico. 


Agora: Acho que vou correr, ou fazer uma caminhada.


 


Antes: Vou ter mais tempo.


Agora: Tenho ainda menos tempo.


 


Antes: Vou poder descansar mais.


Agora: Estou de rastos.


 


Antes: É tão bom estarmos todos juntos em casa.


Agora: Já não nos aguentamos uns aos outros!


 


Antes: Não preciso de comprar nada.


Agora: Preciso de comprar isto, e aquilo...


 


Antes: Teletrabalho é o melhor que há.


Agora: Deixem-me voltar ao trabalho presencial!


 


Antes: O ser humano vai-se tornar melhor.


Agora: O ser humano ficou ainda pior.


 


Antes: A poluição reduziu e a natureza sai a ganhar.


Agora: É só máscaras e luvas no chão.


 


Antes: Ai, estou com uma dorzinha, é melhor ir ao médico.


Agora: Estou cheio(a) de dores, mas aguento-me. Não convém ir ao médico.


 


Antes: Devíamos confinar.


Agora: Já está na hora de desconfinar.


 


Antes: Não quero levar vacina nenhuma.


Agora: Quando é que chega a minha vez de ser vacinado(a)?

A Natureza leva sempre a melhor

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Hoje, no caminho para o trabalho, olhei para a estrada.


O alcatrão está cheio de falhas, de rachas, provavelmente provocadas, em parte, pela chuva.


Por entre essas rachas brotam, agora, ervas.


 


E isto fez-me pensar que, no duelo entre o Homem e a Natureza, por muito que o primeiro acredite, muitas vezes, que está em vantagem, no fim, será a segunda a sair sempre vencedora.


O Homem alcatroa as ruas. A chuva destrói, e a flora volta a manifestar-se.


Tal como nas calçadas, nos ladrilhos, nos muros de pedra.


O Homem desrespeita a Natureza, através de diversas construções, que as intempéries acabam por destruir.


O Homem polui, mas sofre com os efeitos dessa poluição.


O Homem esgota os recursos naturais mas, no fim, é ele que fica a perder sem eles.


O Homem, mais cedo ou mais tarde, parte.


A Natureza, fica... e ainda se rirá da sua petulância, da sua prepotência, da sua ousadia em crer que poderia, de alguma forma, e em algum momento, vencê-la.


Quando já deveria saber que a Natureza leva sempre a melhor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Deixa-me Mentir, de Clare Mackintosh

Bertrand.pt - Deixa-me Mentir


 


Porque é que as pessoas mentem?


Para se protegerem? Para protegerem outros?


Por hábito? Por necessidade?


O que leva alguém a mentir, e a mexer com a vida daquees que lhes são próximos, com essas mentiras?


 


Como o próprio título indica, alguém mentiu nesta história. Ou mente.


Mas há, também, alguém que sabe a verdade.


E pessoas que, neste momento, estão entre uma verdade que não deve ser descoberta e as pode prejudicar ainda mais, e uma mentira que, embora assente a sua poeira, não convence e não deixa seguir em frente.


Há quem prefira conviver com a mentira. Há quem busque eternamente a verdade. Há quem queira deixar o passado no passado. E quem queira remexer nele, até porque ele acaba por vir parar ao presente, e pode ditar o futuro.


 


Assim, quem mente. E quem diz a verdade?


A arte de contar uma história, através das personagens, na primeira pessoa, sem as revelar, é algo que nem todos conseguem. Clare Mackintosh conseguiu. 


E passei quase toda a história a achar que estava a ler uma pessoa quando, na verdade, era outra.


 


Anna perdeu os pais. Ambos se suicidaram, deixando-a por sua conta.


Embora fosse difícil, para Anna, imaginar motivos para os pais o fazerem, tudo levava a crer que assim tivesse acontecido e, como tal, a investigação depressa foi concluída.


No entanto, no aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um postal misterioso que lhe sugere que as mortes podem não ter sido um suicídio.


Se não foi suicídio, significa que poderá ter sido homicídio. E, se o foi, há que voltar a abrir a investigação.


Mas com base em quê? Num simples postal?


 


A verdade é que uma série de outras ocorrências fazem Murray, um polícia reformado a quem Anna recorre, tentar juntar as peças e chegar a alguma conclusão, sem saber bem o que pensar, e por onde começar a investigar. E, quando parecia que Murray estava a fazer progressos e chegar à verdade, é Anna que pede para ele parar por ali, e esquecer tudo. O que terá feito Anna mudar, subitamente, de ideia?


 


Paralelamente à intriga principal, temos a história do casal Murray e Sarah. Uma relação de vários anos, pontuados por momentos complicados, por conta da doença de Sarah - uma perturbação mental - que a leva a querer, por vontade própria, ser internada, durante períodos em que a perturbação se manifesta de forma mais acentuada, mas também por momentos românticos e divertidos, quando está melhor.


Sarah dá, até, uma mãozinha na investigação do marido. Até ao dia em que acontece aquilo que não era suposto acontecer...


 


E se as coincidências existem, devo dizer que esta foi uma delas. 


Depois de ter comentado esta frase com o meu marido, e escrito sobre ela no blog e no facebook, qual o meu espanto quando, quase no final do livro, me deparo com ela, ali escarrapachada na página "Espera o melhor. Prepara-te para o pior." 


 


Este é um livro que aborda um outro lado do alcoolismo e da violência doméstica. Aquele de que quase não se fala. Que fica, muitas vezes, esquecido como se não existisse.


É um livro que fala de relações "forçadas" pelas circunstâncias, às quais nem sempre se tem coragem para pôr um fim, mas que não assentam em bases sólidas, e estão condenadas a não dar certo.


E de circunstâncias difíceis que, nem por isso, esmorecem o verdadeiro amor, dure ele o tempo que durar.


 


Percebi agora que é o terceiro livro que leio desta autora. E, se pelo que referi dos anteriores, já era uma autora a recomendar, depois da leitura deste, só posso dizer que não se irão arrepender de o ler, porque vale mesmo a pena!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Cada vez mais me convenço que há pessoas que não querem trabalhar

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Tenho, desde o verão de 2020, um vidro da porta rachado.


Na altura, falei com uma vidraria, que ia justamente entrar de férias (que pontaria a minha) mas ficou com a nota e o contacto, para ligar quando retornassem.


Não ligaram, e eu deixei andar.


Até Dezembro, quando soube que ia ter uns dias de férias, e voltei a contactá-los. A pessoa que me atendeu, identificou logo o assunto. Ficou de me dizer quando ia.


Enviou mensagem, num sábado, a dizer que não podia. Pensei que deixasse para durante a semana. Mas nunca mais disse nada.


Com o confinamento, nem sequer atendem o telefone ou telemóvel.


Estamos quase no final de Fevereiro.


 


Entretanto, perguntei num grupo de facebook aqui da zona, se me podiam recomendar alguém. 


Até porque rachei mais um vidro (e acho que não fica por aqui porque mal toco parece que se vão desfazer).


Contactei o primeiro número recomendado, de uma empresa que trabalha em vidro.


Disseram-me que sim, fazem o trabalho, e que poderiam ir lá numa sexta ou sábado. Pediram-me para enviar os dados. Estou para ver quanto tempo demoram a dizer alguma coisa mas, com sorte, também vão fingir que se esqueceram.


 


Eu sei que são trabalhos mínimos, trocar 3 vidros básicos, e que provavelmente não lhes compensa o trabalho e a deslocação, para aquilo que vão receber, quando podem tratar de outras coisa mais vantajosas.


Mas só tinham que ser honestos. Não dá. Não temos tempo. Não compensa.


Uma pessoa fica sempre com receio de chamar alguém que faz biscates, mas estou a ver que mais vale esses, que não se importam de ganhar mais uns trocados (como quem diz que, da outra vez, só pelo vidro do quarto, me pediam 70 euros), do que contratar profissionais.


 


Gosto de pessoas honestas. 


Que dizem que vão, e vão.


Que dizem que ligam, e ligam.


Que se comprometem, e cumprem.


 


Não gosto de quem me faz perder tempo e, além de não fazer o serviço nem dar qualquer justificação, ainda me impedem de passar ao próximo da lista porque, afinal, eu comprometi-me com os primeiros, e falharia eu se, no dia seguinte, dissesse que já não precisava, sem lhes dar tempo.


 


Mas, se eu faço as coisas de forma honesta, só peço que também o façam comigo.


Se não querem, não têm interesse, despachem-me logo para outra freguesia, que eu cá me desenrasco. 


Agora, estar meses à espera, por conta de mentirosos, e pessoas que não querem trabalhar, isso já é demais.


 


 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Como lidar com alguém que tem cancro?

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O cancro é uma doença bastante conhecida e, atrevo-me a dizer, muito temida e odiada por todos nós.


Ela é responsável por levar muita gente desta vida. Familiares, amigos, conhecidos...


E, se é verdade que nem sempre mata, e é possível vencê-la, uma vez, e outra, se for preciso, também é verdade que, por vezes, leva a melhor. E quando não é ela própria, é o "rastro" que ela deixa. Como se costuma dizer, muitas vezes, não se morre da doença, mas da cura.


 


Claro que, quando uma pessoa recebe um diagnóstico destes, muita coisa lhe passa pela cabeça. Acredito que deva ser uma mistura de sentimentos contraditórios. Por um lado, quer lutar e acredita que pode vencer. Por outro, só a palavra por si só é suficiente para a pessoa achar que está condenada, e nem lhe apetecer lutar, numa guerra que já está perdida, à partida.


Acredito que, da mesma forma que a pessoa vai buscar forças que nem imaginava que tinha, também se vai depressa abaixo, noutros momentos.


Além disso, suponho que tenha dois pesos em cima de si. O de ganhar coragem para a sua luta, e o de transmitir coragem a quem a rodeia. Mostrar, muitas vezes, aquilo que os outros esperam. 


 


Mas, pergunto-me, o que será que uma pessoa diagnosticada com cancro espera de quem a rodeia? De quem está ao seu lado? 


Lembro-me de ir visitar a minha tia. De lhe dizer que não podia estar a pensar de forma negativa. Que não deveria pensar que ia deixar as filhas, os netos. Porque é o que se espera que digamos. E porque queremos que assim seja. Mas, não estaremos a enganar-nos, a nós, e à pessoa?


Lembro-me de a ver chorar, resignada, por aquilo que sabia que a esperava, embora fosse suposto nós dizermos o contrário, e ela ter que mostrar que sentia o contrário, para não nos incomodar, e deixar ainda mais tristes. Mas, no fundo, ela sabia. E partiu pouco tempo depois.


Uma vizinha nossa, também a lutar contra um cancro, sempre que a via, estava com um ar abatido, de lágrimas nos olhos, ciente do seu destino. Os médicos diziam que era tratável, que tinha cura. Pois... mas a medicação excessiva para essa cura acabou por lhe tirar a vida. 


Ainda que cada uma das pessoas que falasse com ela lhe desse força, lhe quisesse tirar os pensamentos negativos da mente, e acreditar que tudo iria correr bem.


No fundo, parece que estamos a enganar a pessoa, a dar-lhe falsas esperanças. A dizer e mostrar algo em que nem nós acreditamos. Portanto, uma farsa.


 


Assim, de que forma nós, que estamos do outro lado, devemos lidar com pessoas com cancro? 


Com positivismo? Com realismo? Com fingimento? Com sinceridade?


A pessoa diagnosticada preferirá frases feitas, ainda que quem as pronuncia não acredite muito nelas? 


Preferirá verdade?


De que forma podemos ou devemos apoiá-la, sem pintar um quadro negro derrotista, mas também sem mascarar a situação, enchendo-a de uma cor que não tem?


Ainda que encaremos, pra nós, a situação de uma forma realista, devemo-la expôr? Ou ficar em silêncio?


Devemos andar ali com "paninhos quentes", e "pezinhos de lã"? Ou mostrar que a batalha é dura, poderá não ser ganha, mas estamos ali, para o que for?


 


A frase que mais se adequa à minha forma de pensar, e que me vem logo à mente, é "Always expect the best, prepared for the worst...", ou seja, esperar sempre o melhor, mas estando, ao mesmo tempo, preparado para o pior.


Quer quem está a passar pela doença, quer para quem está do outro lado.


 


Mas só quem já passou por isso, ou quem está a passar, poderá dizer aquilo que, verdadeiramente, quer e espera de quem está ao seu redor.


 


 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Contradições

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Há umas semanas, encomendei, aproveitando uma promoção, três livros novos.


Como o meu marido diz, sou uma "devoradora" de livros, e já tinha lido tudo o que tinha em casa, recebido no último Natal. 


Os livros chegaram, e mantiveram-se na caixa.


 


É contraditório, mas a minha vontade de pegar num deles e ler é tão grande, quanto a de não pegar e deixá-lo estar ali, porque sei que, quanto mais depressa os ler, mais depressa fico sem livros para ler!


 


Ganhou a primeira.


O primeiro dos três já vai a meio, comigo a aproveitar todos os bocadinhos de tempo livre para avançar mais umas páginas.


Vamos ver quanto tempo consigo deixar os restantes a "marinar"...


 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Festival Eurovisão da Canção 2021: 1ª semifinal

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O "Mundo" do festival da canção é mesmo algo que nunca iremos compreender bem. Nem mesmo se lessemos em "Livros" ou em qualquer outro escrito a ele dedicado, o que leva os jurados a escolher uma canção que nos represente.


Ainda assim "Cheguei Aqui" à sala e mudei para a RTP, com "Saudade" daqueles tempos em que uma pessoa se sentava com os pais e, juntos, à nossa maneira, avaliávamos e escolhíamos, atribuindo pontos a cada uma, as nossas favoritas.


Aliás, eu acho que saudade é mesmo a palavra de ordem, já que a RTP, e os organizadores do festival, parecem viver "Na Mais Profunda Saudade" dos festivais de outrora, sempre a recordar as mesmas imagens, as mesmas músicas, os mesmos acontecimentos de antigas edições, ano após ano.


Mas, mais uma vez, ficou "Claro como Água" que os concorrentes se limitaram a dar mais do mesmo - músicas sem sal, sem alegria, monótonas, numa semifinal já de si, dadas as circunstâncias, enfadonha.


Não foi um "Dia Lindo", e a noite pouco melhorou.


Não sei se teimam em seguir o mesmo caminho de sempre, porque sabem que, independentemente do tema, não chegam longe, ou só mesmo porque gostam de andar em "Contramão".


A meio do desfile, como uma primavera a querer dar sinais da sua chegada, ainda no reinado do inverno, tivemos um "Girassol" que, infelizmente, depressa murchou.


O primeiro artista a subir ao palco afirmava "Love is on my side". O que é certo é que, mesmo que não esteja, pelo menos a sorte no jogo bateu-lhe à porta, e foi um dos apurados, a par com outras 4 canções.


 


Se são as minhas preferidas?


Nem todas.


A primeira, dos The Black Mamba, é engraçadita, fica no ouvido, será um bom hit comercial, e a voz do Tatanka é o que mais se destaca, pela positiva. Não sei se chega. 


Já a Valéria, com aquele vozeirão, foi outra das felizes contempladas. Não sei se seria a minha escolha, mas compreendo a decisão.


 


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Gostei da Mema. Por ser diferente. Mas ficou pelo caminho. Paciência.


A Nadine, tal como a Irma e a Sara Afonso, podiam ter ficado em casa. Aliás, a música que mais me faz confusão ter sido apurada é mesmo a da Sara Afonso.


 


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O Miguel conseguiu ali chegar por mérito próprio, escolhido entre mais de 700 submissões, mas morreu na praia. Ou no campo, com o seu girassol. Ele também afirma que não é muito dado a estas coisas de aparecer em público. Mas podiam ter-lhe dado uma hipótese.


 


 


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Os Karetus, com o Romeu, fizeram lembrar o Conan, com os seus telemóveis. Não sendo uma das que mais gostei, disse logo à minha filha "esta vai ser escolhida!" E foi!


 


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Posto isto, gostei da Fábia, e da Ian, que me pareceu uma imitaçao da Sia, em termos de visual, mas tinha uma música que poderia chegar longe.


 


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Pois, não chegou. Talvez porque a moça venha da Rússia. Ou então, não quiseram arriscar que a Ian, numa próxima actuação, tivesse a criança em pleno palco.


 


Quem não tem problemas em exibir-se no palco é a Sónia Araújo que, mal chegou, ajeitou logo o seu vestido para ficar ali com a perna à mostra!


Este ano, as duplas habituais foram separadas, e calhou a ela ficar com o Jorge Gabriel. Confesso que não reparei muito na dinâmica entre os dois. 


Gostei de rever a Elisa. A Dora era desnecessária. Novamente o saudosismo dos organizadores...


Eu sei que o passado é a nossa história, e é importante. Mas chega a um momento em que é preciso olhar para o futuro, e deixar o passado onde ele pertence.


Aguardemos a próxima semifinal.


 


 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Porque livros nunca são demais para aqueles que gostam de ler

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Se és daquelas pessoas que gosta de ler, mas não pode andar sempre a gastar dinheiro em livros, nem tem tempo para ir à biblioteca, a Fátima tem a solução ideal - um giveaway de livros!


 


E porquê?


Porque ela pode!


Porque o seu blog celebra 7 aninhos de existência.


E porque ela é nossa amiga, e não quer que fiquemos em abstinência prolongada de leitura!


 


Só têm que:


1 - ir a este post manifestar a vossa vontade em participar no sorteio


2 - fazer um post em que mencionam o blog da Fátima e o sorteio, convidando quem vos lê a juntar-se ao giveaway.


3 - responder à pergunta que ela faz neste post


 


Serão sete os livros sorteados:


Nada menos que um milagreMarkus Zusac


Explicação dos pássarosAntónio Lobo Antunes


O olhar de SophieJojo Moyes


Lembranças macabrasTess Gerritsen (livro de bolso)


Uma Cançãode embalarMary Higgins Clark (livro de bolso)


RelicárioDouglas Preston e Lincoln Child (livro de bolso)


A Princesa de geloCamilla Läckberg (livro de bolso)


 


Sim, eu sei que não tenho sorte nenhuma nestas coisas e que, provavelmente, nenhum deles virá para mim.


Mas a Fátima é uma boa vizinha aqui do bairro, que sigo há muito tempo e com quem tenho algumas coisas em comum, e que sabe como desafiar uma pessoa, não só a ler, como também a escrever (a pergunta foi bem pensada)!


Por isso, mesmo que não sejam um dos felizes contemplados, vale a pena participar!


 


 

Confinamento não é sinónimo de ficar em casa por obrigação

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No outro dia, dizia-me o meu marido "Deves ser das poucas pessoas que cumpre à risca o confinamento, não sais de casa!".


Dito assim parece que vivo enclausurada! Não é o caso.


Todos os dias vou para o trabalho, faço 4 caminhadas diárias no percurso casa-trabalho-casa.


Quando não vou às compras à sexta-feira ao almoço, vou ao sábado.


Por isso saio, caminho, faço o que tenho a fazer.


 


Já chegou a acontecer estar em casa, e ter que sair para apanhar ar.


Da mesma forma, se estou bem em casa, porquê sair?


 


Não é uma questão de cumprir o confinamento, ou de ter receio de apanhar o vírus.


É mesmo porque me sinto bem e não me faz falta andar por aí na rua só para não estar em casa.


 


Sim, é verdade que, desde que a pandemia surgiu, nunca mais almocei fora, por exemplo. Ou estivemos numa esplanada. Mas eu também não sou mulher disso. À excepção de uma ou outra ocasião especial, é sempre o meu marido que me convence e convida a almoçar fora.


Não sou mulher de andar por aí a tomar o pequeno almoço ou lanche. Normalmente, faço-o em casa. Ou levo de casa.


Não sou mulher de querer sair todos os fins de semana e andar a passear, até porque há muito para fazer em casa, e em tempo de aulas mais ainda.


E se já ando na rua, e farto-me de andar durante a semana, que sentido faz, quando posso estar descansada em casa, andar a cansar-me na rua.


Para fazer os mesmos passeios de sempre? Onde já andámos mil vezes?


 


Portanto, não me estou a privar de nada, nem a obrigar a nada. 


Estou a agir conforma já agia.


Não fico em casa por obrigação. Porque é confinamento.


Fico em casa se, quando, e porque me apetece.


 


 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Praticar educação física em casa é simplesmente estúpido

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Das várias disciplinas que podem ser prejudicadas, e difíceis de adaptar a um ensino à distância, a educação física é uma delas e, talvez, a pior.


Ainda assim, há professores que insistem em que os alunos pratiquem exercícios físicos em casa, como se num ginásio estivessem.


 


Só que nem todas as pessoas têm um "ginásio" em casa.


Nem todas as pessoas têm uma divisão espaçosa, onde os filhos possam praticar algumas actividades de forma cómoda e segura.


Nem todas as pessoas têm os materiais existentes na escola, como um simples colchão.


No nosso caso, as divisões são tão pequenas, e tão cheias de móveis, que será impossível fazer o que quer que seja, sem tropeçar numa coisa, ou dar um encontrão na outra. 


Deitar no chão, esticados, é impossível. Não há espaço disponível, ainda que se desviem mesas ou secretárias.


Então, faz-se exercício na cama? De pé, sem sair do mesmo círculo?


Vão andar com o telemóvel atrás, ou o computador, para o professor vê-los a fazer os exercícios?


 


É daquelas coisas que, para mim, não faz qualquer sentido.


Se querem que os alunos não estejam parados, mais valia incentivá-los a fazer caminhadas, a correr alguns minutos por dia, a fazer alguns exercícios ao ar livre, se o tempo permitisse.


 


E em caso de acidente?


Imaginemos que um aluno se lesiona a fazer um exercício em casa, muitas vezes por falta de condições, ou por faltar um acompanhamento mais directo do professor.


Quem se responsabiliza? A escola? O seguro escolar abrange o ensino à distância?


 

Mostrar eficiência com recurso a implicância gratuita e intimidação

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Em qualquer trabalho, existem situações e formas de estar que podem alternar entre o 8 e o 80.


Nenhuma delas é boa.


A primeira, porque permite a rebaldaria, o abuso, o deixa andar que não acontece nada. Permite as desculpas esfarrapadas. Permite a habituação, a descontração, o excesso de confiança.


A segunda, porque corta tudo aquilo que a outra provocou, mas virando-se para o extremo oposto, tornando-se rigorosa e exigente a um nível que provoca desconforto, receio, intimidação.


 


Mostrar, e exigir eficiência, não se deve fazer com despotismo. Apenas para mostrar quem manda, e quem tem que obedecer. Quem tem poder, e quem tem que se sujeitar a ele.


Há uma grande diferença entre ser bom profissional, e mostrar serviço.


Entre eficiência, e implicância gratuita.


 


Um bom profissional, eficiente, que tenha carta branca para pôr ordem aquilo que o seu antecessor deixou desarrumado e de pernas para o ar, não vem com vontade de fazer participações por tudo e por nada no primeiro dia em que se apresenta, e nos seguintes. Não vem com vontade de "armar ciladas" aos seus funcionários, que possam resultar em processos disciplinares.


Um bom profissional, não se apresenta com ameaças, com avisos, com imposições sem sentido.


 


Pelo contrário.


Deveria conhecer os postos, os clientes, averiguar a política do cliente, e ver em que medida essa política interfere, ou não se conjuga com a da empresa.


Conhecer os seus subordinados, explicar as alterações que serão feitas, o que é permitido e o que passa a deixar de ser, e como quer que sejam exercidas as funções, dali em diante.


Proporcionar todas as condições para que as funções e exigências possam ser cumpridas, sem desculpas.


E só então, se verificar que, após esclarecidos, os funcionários não cumprem, agir em conformidade.


 


Tudo o que não passe pelo bom senso, pela vontade de levar tudo a bom porto, a bem, não passa de alguém a querer mostrar serviço, da pior forma, ou alguém que foi deliberadamente escolhido para "varrer" da empresa o maior número de funcionários possível, com justificações da treta, ou por levar os funcionários a sairem por vontade própria. 


 


No primeiro dia em que o supervisor do meu marido apareceu no posto, para se apresentar, a primeira coisa que fez foi dizer que ele não podia estar com o casaco próprio vestido, e iria fazer participação.


Depois, lá mudou de ideias, quando o meu marido lhe explicou que, como naquele posto faz frio, e a empresa nunca, em dois anos, forneceu fardamento adequado, são obrigados a usar casacos que não da farda. Com autorização do cliente para tal.


Mas isso dá direito a multa, para o funcionário e para a empresa. Portanto, não seria o caso de a empresa entregar uma farda adequada, em vez de "entrar a matar"?


 


Ontem, apareceu novamente.


Não avisou. Não ligou. Não tocou à campainha.


O meu marido apenas foi avisado pela central, que o supervisor estaria à porta do posto.


O dito fez de propósito. Esperou por ali cerca de 40/50 minutos, sem dizer nada, para ver quanto tempo demorava o funcionário a aparecer na portaria.


Ora, naquele posto, fazem-se rondas. Os funcionários podem estar noutros espaços do edifício, nomeadamente, no piso inferior, com autorização do cliente. Os funcionários podem ir à casa de banho, obviamente.


Vir um supervisor, que chegou agora, afirmar que as rondas se fazem em 15 minutos, no máximo e, se for preciso, põe ali postos de picagem. Que afirma que o funcionário deve ficar o menor tempo possível na casa de banho, e que faz uma participação pelo tempo que não viu o funcionário onde esperava que ele estivesse, está mesmo a implicar.


 


Que se acabe com certos abusos, aprovo.


Mas implicar com coisas que em nada afectam o serviço ou a empresa, e que o cliente autoriza, não faz sentido.


No entanto, como disse o cliente, é a empresa que paga ao funcionário, logo, este deve fazer o que a empresa ordena. Portanto, já deu a entender que, para todos os efeitos, ficará sempre ao lado da empresa, e não dos funcionários.


 


Como disseram depois ao meu marido, desde que este supervisor chegou, já vários funcionários foram despedidos, com base nesta forma de actuar, e outros tantos despediram-se, porque não estão para trabalhar neste clima intimidatório, onde se fabricam participações por todos os motivos e mais alguns.


Se era essa a intenção da empresa, está a ter sucesso.


Se não era, só fica a perder.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Os degraus da escada da vida

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Quando ainda não temos noção, tentamos subi-los, só para ver onde vão dar.

Depois, quando ganhamos noção, ficamos com receio de os escalar.

Há dias em que preferimos ficar onde estamos.

Outros, em que nos decidimos a subir, porque há que andar para a frente, tentar, não desistir, alcançar o cimo da escada que nos propusemos a subir.

 

Por vezes, ficamos cansados a meio.

Algumas, tropeçamos. Caímos. Voltamos ao degrau inicial. Nessa altura, levantamo-nos, e tornamos a tentar.

 

Outras, conseguimos mesmo chegar ao cimo da escada. E ficamos felizes pela meta alcançada. 

É então que percebemos que, aquela que pensávamos ser a meta, é apenas um patamar conquistado.

E outros tantos nos esperam.

 

Na verdade, a vida é uma longa escadaria.

 

Já subi vários degraus até aqui. Esperam-me outros tantos.

E que, quando aí chegar, novos degraus surjam.

 

Porque são eles que nos fazem mover, e viver...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Novo perfume da Nike

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Precisava de comprar uma prenda de aniversário, atrasada, para a minha mãe.


O que é uma tarefa complicada.


Ela raramente sai de casa.


Não precisa de maquilhagens. Não usa cremes. Roupa, já lhe tinha oferecido no Natal.


O meu pai ofereceu-lhe flores que deram para várias jarras.


 


No hipermercado, virei-me para a secção de perfumes.


À excepção de alguns que já conhecemos, de marcas específicas e, por norma, mais caros, tudo o resto parece não valer a pena. 


Para piorar, nem todos têm o tester, para experimentarmos. E com as máscaras fica ainda mais difícil.


 


Vi alguns perfumes da Nike.


A minha filha usa o rosa, e gostamos. Também tem o azul.


Mas este pareceu-me novo. Nunca tinha visto.


Experimentei. 


A mim cheira-me a alfazema, lavanda ou algo do género.


Na altura, até fiquei com o cheiro no casaco, porque salpicou-o quando pulverizei para o ar.


Comprei-o, e lá ofereci o perfume.


 


Na minha última ida às compras, não resisti, e comprei um igual para termos lá em casa também!


Estou fã.


 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Do Dia dos Namorados...

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Não sou tão fã, como em tempo fui, de celebrar este dia.


Longe vão os tempos em que comprava peluches, cartões amorosos, e recebia flores e chocolates.


Em que planeávamos almoços ou jantares, passeios românticos.


Em que tirávamos o dia, só para o casal.


 


Não sou contra, embora já não interprete o seu significado e importância da mesma forma.


Com o avançar da idade, das relações, e das celebrações, percebemos que algumas atitudes e gestos são apenas "o que se espera", o que é suposto fazer-se, o que é suposto acontecer. Nem sempre o sentimento está verdadeiramente presente.


 


Tão pouco vou entrar numa de "ah e tal, o dia dos namorados deve ser quando quisermos".


Porque é. Ou deveria ser... 


 


Mas, mais do que um dia, que uma data, que um presente, que uma tradição, muitas vezes falta aquilo que deveria ser o mais importante entre um casal.


Para mim, um casal em que cada um tem plena confiança no outro, um casal que se compreende, um casal em que cada um sabe ler o outro, ainda que sem palavras, um casal que se complementa, que se respeita, um casal em que existe amizade e amor, tem todos os motivos para celebrar esta data.


 


Se virmos bem, poucos são os que terão verdadeiros motivos para celebrar.


Todos os outros, é só mesmo porque sim.


Para mim, foi apenas um dia normal.

The Greatest Showman: um filme em que as músicas se sobrepõem ao conteúdo

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Não sou muito fã de musicais, nem mesmo em desenhos animados.


Gosto de uma ou outra música marcante, em cenas que a pedem, mas pouco mais do que isso. 


Um filme que é mais cantado, do que falado, acaba por saturar, e me fazer perder o interesse no mesmo.


 


Relativamente ao The Greatest Showman, apesar da publicidade feita ao filme na altura em que saiu, nunca cheguei a ver.


Mais tarde, ao ouvir algumas músicas de que gostava, e ir pesquisar, percebia que eram do filme.


 


Há uns tempos, andava eu a percorrer os canais, a ver o que iria ver, quando me deparo com a exibição de The Greatest Showman.


E vi-o.


Acho que foi o primeiro filme que me cativou pelas músicas, uma quase atrás da outra, quase cada uma melhor que a outra.


Atrevo-me até a dizer que as músicas se sobrepuseram ao conteúdo, porque na verdade, apesar da mensagem, não considerei que o filme fosse assim algo de extraordinário.


Não é um filme que veja outra vez, ou que me tenha marcado. A não ser, lá está, pela excelente banda sonora!


 


Temas como "A Million Dreams", "Never Enough", "Rewrite the Stars" ou "This Is Me" não se esquecem.


Pronto, também destaco a interpretação e versatilidade do actor/ cantor Hugh Jackman.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

A forma como a meteorologia mexe com as minhas emoções

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Sol 


Deixa-me animada, positiva, esperançosa, divertida.


Sinto-me como se me fosse dado um balão de oxigénio, um novo fôlego.


 


Chuva


Sinto-me menos enérgica.


Faz-me ficar com a neura. de mau humor. Vai-se a esperança, dando lugar ao negativismo.


Fico mais murcha, sem ânimo.


 


Nevoeiro


Sinto-me claustrofóbica, oprimida, sufocada, como se me estivesse a ser roubado o ar.


 


Vento


Deixa-me irritada, stressada.


 


Calor


Deixa-me descomprimida, relaxada, leve.


 


Frio


Deixa-me paralisada, com dificuldade em raciocinar.


 


Nuvens 


De uma forma geral, puxam pela minha criatividade e imaginação.


Tanto podem prenunciar paz, como a chegada de tempos difíceis.


 


Trovoada


Medo... Muito medo!


 


 


Imagem: ensina.rtp


 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

O Adoldo

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Faço aquele caminho diariamente.


Várias vezes por dia.


E já se torna tão habitual que, muitas vezes, já nem paro para observar.


Quando a colónia lá andava, não havia dia em que não espreitasse, para ver se via os bichanos.


Depois, a colónia desfez-se.


Há pouco tempo, apareceu por lá um solitário, tigrado, cinzento. Fez-me voltar ao hábito. Mas deixei de o ver. E o hábito perdeu-se.


Ainda mais nestes dias de chuva, em que uma pessoa quer é chegar depressa ao destino.


 


Hoje, um desses dias de chuva, de chapéu aberto e a caminho do trabalho, estive mesmo para seguir em frente.


Não sou muito de acreditar em sextos sentidos, chamamentos e afins, mas algo me fez mudar de ideias, e ir até lá, só naquela...


Para meu espanto, na caixa onde cheguei a ver o tal gato tigrado, estava um cão.


Lindo, aparentemente meigo. Não ladrou, não se assustou, nem se mexeu. Ficou a ver-me falar com ele, e tirar as fotografias. 


Não fazia ideia se estava perdido, abandonado, se era de alguém da zona. Mas nunca o tinha visto antes.


 


Publiquei a foto no facebook, e partilhei num grupo de animais desaparecidos aqui de Mafra. Just in case...


Acho que, quando publicamos algo do género, pensamos sempre que não dará em nada.


Várias pessoas partilharam a publicação.


E chegou até ao dono.


Ao que parece, o cão tinha fugido no fim de semana, voltado para casa mais tarde, e entretanto voltou a fugir.


Não é daqui perto. A casa dele ainda fica a uns 3 km.


Por volta das 10h, já não estava naquele sítio.


Mas deve ter ficado por perto porque, pouco depois, quando o dono foi até lá procurá-lo, ele apareceu.


 


Foi assim que o Adolfo - é esse o nome do fugitivo - voltou para a sua casa, em segurança.


E o meu dia se tornou mais leve, por ter dado um pequeno contributo para este desfecho.


 


 

Fate: The Winx Saga, na Netflix

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Durante alguns anos, a série de desenhos animados Winx Club foi uma das favoritas da minha filha e, como tal, acabei por acompanhá-la também.


Temos em casa um DVD com músicas da série, que ainda cantarolamos quando nos lembramos, e outro com um filme de animação baseado na série.


Foram anos de revistas sobre as Winx, e vários brindes, como malas, chinelos de praia, calções.


Foram anos de pratos, copos, guardanapos e saquinhos de ofertas nos aniversários da escola, das Winx.


E um bolo de aniversário, acompanhado das 6 fadas pertencentes ao clube.


Portanto, éramos fãs!


 


Agora, chegou a série à Netflix - Fate: The Winx Saga.


Já não são desenhos animados.


São pessoas reais. Num mundo mais real, ainda que a magia permaneça.


Não é uma recriação exacta da animação. Apenas foram buscar alguns pontos essenciais.


Tudo o resto é diferente. 


Não existem as Trix, apenas uma Beatrix, que ainda não sabemos bem que papel desempenhará ao longo da série.


A Flora deu lugar à Terra, sua prima. Não existe a Tecna, para já. Mas a Aysha/ Layla está presente.


Tal como a directora de Alfea, Faragonda.


 


A história começa com o ataque de um "queimado" a um humano, que passa, por acidente, a barreira que separa os dois mundos. E com a chegada de Bloom a Alfea, onde irá estudar e aperfeiçoar os seus poderes, que estão fora de controlo, e que quase mataram os seus pais.


É aí que Bloom descobre que é uma "trocada", que os seus pais são apenas adoptivos, e que, na verdade, não sabe nada sobre si ou a sua família verdadeira sendo que, quem parece ter as respostas, não mostra muita vontade de lhas dar.


E, como sabemos, é mais fácil desconfiar de quem nos oculta informações, ainda que "para o nosso bem", do que de quem nos dá respostas, mesmo que as intenções não sejam, de todo, as melhores.


 


Assim, enquanto Farah e os restantes professores tentam conter a ameaça que os "queimados" representam para aquele reino, para a escola e para os alunos, Bloom tenta descobrir mais sobre o seu passado, e nem sempre se alia a quem deve. Por outro lado, parece não haver outra alternativa. As suas amigas não querem ajudar, chegando mesmo a traí-la, e se a directora e os professores lhe escondem informações, e ocultam a verdade, porque deverá ela aceitar, e ficar por ali?


 


Mas não é só a Bloom que tem problemas para resolver. 


Stella está farta do controlo da mãe sobre si, e do peso da expectativas que caem sobre os seus ombros, como herdeira da Rainha da Luz.


E Sky terá que lidar com aquilo que foi "programado" para ser, e aquilo que ele realmente deseja ser, entre o que os outros esperam de si, e o que ele espera de si próprio. Entre pensar primeiro nos outros, ou em si. Terá ainda que lidar com revelações do seu passado, que terão repercussão no presente e futuro. 


 


Confesso que as personagens que mais gostei foram a Musa e a Terra. A Stella e a Bloom estão enfadonhas ao início. A Aysha, irritante.


A Beatrix também está muito bem conseguida, e mexe com toda a história.


 


A primeira temporada tem apenas 6 episódios. Vê-se num instante, e na boa!


Agora é esperar pela próxima temporada 


 


 


 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

For Life - 2ª temporada, no AXN

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Mais uma série em que a nova temporada estreou há algum tempo, e só dei por isso há dias!


No final da temporada anterior, Aaron tinha ficado num impasse na sua vida. Mais um dilema para o qual não havia soluções perfeitas, nem satisfatórias.


Conseguiu dar a volta! E está livre. Apto para exercer advocacia. De volta à família, que desde sempre foi a sua força para lutar.


Mas...


 


Como se segue em frente?


Como segue em frente, um homem que viu a sua mulher trocá-lo pelo seu melhor amigo, quando achava que ele não sairia mais da cadeia e que, agora, o recebe de volta à casa que partilhou com o outro?


Como segue em frente, um homem que foi traído, de diversas formas, por aqueles que julgava serem os seus melhores amigos?


Como segue em frente, um homem que perdeu o crescimento da filha, o nascimento do neto?


Como segue em frente, um homem que vê tantos inocentes ficarem para trás, presos nas teias de uma justiça inexistente?


 


Como se supera?


Como se supera a desconfiança, o instinto de sobrevivência na cadeia?


Como se superam os sons, o espaço?


Como se superam os hábitos adquiridos dentro de um estabelecimento prisional?


Como se supera o receio de ser preso novamente, de uma nova acusação falsa?


 


Como se reintegra alguém que passou nove anos numa prisão?


Como se reintregra alguém, que parece ter deixado de ter lugar na sociedade, por conta da sua ausência prolongada?


Como se reintegra alguém, que tem os seus movimentos limitados, as suas acções condicionadas?


Como se reintegra alguém que, ainda que inocente, será sempre rotulado como ex-presidiário?


 


Como se recupera o tempo perdido?


Como se recupera a confiança?


Como se recomeça uma relação?


 


É nesses obstáculos e desafios que se vai centrar a segunda temporada que, num dos episódios, aborda a pandemia do ponto de vista das prisões, dos prisioneiros, dos guardas e chefias. Ocultação de casos, silêncio, seres humanos deixados para morrer como animais. Falta de guardas, excesso de lotação, libertação de detidos por crimes não violentos.


 


Será que, ao contrário do que Aaron Wallace esperaria, a verdadeira luta ainda está agora a começar?


 


 


 


 


 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Na rota do Memorial do Convento - vila de Mafra

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"Pela primeira vez em Portugal, um livro dá origem a uma rota cultural. Memorial do Convento renasce assim em forma de rota cultural e histórica, que é, simultaneamente, uma homenagem a José Saramago."



 


Do livro, para o local.


A rota do Memorial do Convento leva, a quem a quiser explorar, por diversos percursos, entre Lisboa, Loures e Mafra.


Na vila de Mafra, têm destaque o Palácio Nacional de Mafra e a Igreja de Santo André.


E foi, justamente no recinto a que apelidam de Miradouro da Vila Velha, em frente à Igreja de Santo André, que colocaram ontem este marco.


 


Se quiserem saber mais, podem seguir a rota em https://www.rotamemorialdoconvento.pt/.


 

Pode, o medo, ajudar a vencer o medo?

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Pode, o medo, ajudar a vencer o medo?


A ultrapassá-lo?


Pode o medo ser a cura para si próprio?


 


Costuma-se dizer que não faz mal ter medo, que é normal, e que nos pode acompanhar, desde que não nos impeça de seguir em frente.


Só que, muitas vezes, é mesmo como um travão, ou como um bloqueio, que ele funciona, impedindo-nos de agir.


Por medo, convencemo-nos de que não conseguimos, de que não vale a pena tentar, de que não somos capazes.


 


Nesse caso, só temos duas hipóteses: ou tentamos vencer o medo, ou deixamo-nos vencer por ele.


Mas, e se um medo maior, for o "incentivo" que precisamos para ultrapassar um menor?


E não é isso que nos acontece, afinal, tantas vezes ao longo da vida?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

"Alguém Está A Mentir", de Rachel Amphlett

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Se é verdade que se pode viver aprisionado, ainda que em liberdade, também é verdade que, muitas vezes, ainda que dela privados, nos podemos sentir mais livres.


E se uma tragédia tem o efeito de nos "encarcerar", enredar e prender na sua teia, quem sabe, uma outra, não quebra as correntes que nos prendem, e nos liberta, definitivamente... 


 


No âmbito da parceria com a editora Alma dos Livros, tive oportunidade de ler este thriller, da autora Rachel Amphlett.


E se, pela sinopse, estão à espera de algo ao género dos filmes "Saw", ou "Escape Room", esqueçam. A trama, embora tenha o seu ponto de partida, precisamente, numa escape room, não passa por aí. 


Longe da mecânica, ou eventual erro de funcionamento, deste tipo de experiência, a história por detrás da misteriosa morte de Simon, um dos membros do grupo de amigos que se encontrava naquela sala, leva-nos para outro caminho. Fora daquelas paredes. Até ao fundo da amizade que une aquelas cinco pessoas - Lisa, Bec, Hayley, David e Simon - e que, ao mesmo tempo, parece afastá-las cada vez mais. 


 


Uma coisa é certa: todos alegam inocência, mas todos se sentem culpados. Porquê? De quê?


Todos parecem ter algo a esconder. Algo sobre o qual não querem falar.


Todos estão nervosos, e a agir de forma estranha, desde aquele dia...


O dia em que celebravam o aniversário de Lisa. Provavelmente, o último desta, que não tinha muito mais tempo de vida. O dia em que Simon morreu. E em que Lisa recebeu o transplante de rim (precisamente, de Simon), que a salvou da morte...


Ela foi a maior beneficiada mas...


À medida que vamos avançando na leitura, percebemos que todos tinham motivos para tirá-lo das suas vidas.


E se, no caso de Lisa, ela não se lembra de nada do que aconteceu naquele dia, o mesmo não se poderá dizer dos restantes.


 


A investigação à morte de Simon será, assim, o gatilho que porá a descoberto a fragilidade daquelas amizades, os segredos que escondem uns dos outros, a desconfiança que paira entre eles. 


 


É um livro que, sem grandes floreados e reviravoltas ainda assim, consegue enredar, e agarrar o leitor, logo nas primeiras páginas, numa história bem construída, fazendo-o suspeitar de tudo e todos, à medida que cada um deles tenta narrar os acontecimentos do seu ponto de vista, e lança a suspeita sobre si, ou sobre os restantes amigos.


Será que os nossos amigos confiam em nós e nos contam tudo sobre si. Será que podemos confiar neles, para lhes contar tudo sobre nós? Saberão eles guardar um segredo? Conseguiremos, nós mesmos, fazê-lo? E que preço pagaremos por isso?


 


Alguém está a mentir. Quem? Um deles, vários, todos eles? Mas não seremos, no fundo, todos nós mentirosos, em algum momento da nossa vida?


Uma obra que nos induz a uma leitura voraz e ininterrupta até à última página e que, sem dúvida, recomendo!


 


 


Sinopse

 


"Bec, David, Hayley, Simon e Lisa são amigos desde sempre. No aniversário de Lisa, decidem organizar uma aventura especial e emocionante - o desafio de se evadirem de uma escape room. Aquilo que pensavam que viria a ser uma aventura perfeita tornar-se-ia o maior pesadelo das suas vidas.
Lisa acorda no hospital com uma terrível sensação de angústia e vazio. As suas últimas memórias são de estar naquela escape room a comemorar o seu aniversário com os amigos. Porém, descobre agora que um deles está morto - e que lhe salvou a vida - e os restantes parecem querer evitá-la.
Sem se lembrar do que aconteceu, Lisa está determinada a descobrir a verdade, mas, quanto mais se questiona, mais confusa fica. É então que mergulha nas profundezas do passado do resto dos sobreviventes e se depara com revelações aterradoras.
À medida que recupera, Lisa desvenda um rasto de segredos bem guardados, rumores perturbadores e mentiras desconcertantes. Alguém está a fazer tudo para encobrir a verdade."


 


 


Edição: 10-2020


Editor: Alma dos Livros


Idioma: Português


Páginas: 272


Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller


 


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Finalmente, a substituição do contador da electricidade mas...

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No início deste ano, recebi uma carta da EDP a informar que iriam proceder à substituição do contador da electricidade.


Agendei para hoje de manhã.


 


Há uns dias, o senhorio perguntou-me se tinha recebido alguma coisa. E que ele também tinha recebido mas, como já tinha novos, não precisava de fazer nada. Voltou a dizer que, provavelmente, iriam passar o contador para o exterior. 


 


Conforme combinado, hoje vieram cá.


E alertaram logo que íamos ter problemas, que provavelmente iríamos ter que pagar coimas, porque alguém tinha andado a mexer no contador e este estava desselado.


Está explicada a conversa e perseguição de que falei aqui aqui, feita pelo senhorio, e pelo electricista que ele contratou, para fazer asneira onde não devia.


Nessa altura, o senhorio pediu-me para deixar o electricista ver qualquer coisa, e medir um cabo qualquer para o local onde queriam instalar o contador novo.


Uma pessoa, achando que estão a agir de boa fé, deixa.


No fim, o que o electricista fez foi tirar um cabo, e desselar o contador, sendo que, apesar de o poder fazer,  tinha a obrigação de comunicar e, a seguir, pedir à EDP que viesse selar novamente, o que não fez.


Daí a conversa dele das multas, de a EDP poder achar que estávamos a roubar electricidade. Não era por o contador estar em casa, e não na rua. Era pela asneira que tinha feito.


 


Nessa altura, desconfiámos que algo poderia não estar bem. Mas, confesso, não consegui perceber se o contador estava desselado ou não. E quis acreditar que um técnico creditado não faria nada que pudesse não estar de acordo com a lei.


 


Então e agora, se realmente entenderem mandar uma coima, quem é responsável, e quem a irá pagar?


O senhorio, que foi quem me pediu para deixar o electricista lá ir?


O electricista, que fez asneira?


Ou eu, que sou a detentora do contador e do contrato, e deixei que lá mexessem?


Pois...


 


Já disse ao meu marido, no contador novo, ninguém mais toca.


E só para perderem a mania, o contador não foi para o exterior, como eles queriam desde o início, mantendo-se dentro de casa.


Agora, é esperar que a EDP perceba que não adulterámos os consumos, e não nos mande um "presente" para casa. 


 

E, de repente, ficámos sem cabeleireira!

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Era eu pequena, e já a minha mãe me levava àquela cabeleireira.


Depois, cresci.


A irmã da cabeleireira, também se tornou cabeleireira, e passei a ser atendida ora por uma, ora por outra. Tal como a minha mãe.


Entretanto, a irmã mais velha abriu um salão só para homens. 


E passámos a ser exclusivas da mais nova. 


 


Como estava satisfeita, foi lá que a minha filha cortou o cabelo pela primeira vez, aos 4 anos.


Passámos a ser três gerações de clientes: a minha mãe, eu, e a minha filha.


Foram anos de fidelização.


Acompanhámo-la quando se mudou para um salão, em parceria com outra colega, aqui mais no centro da vila. Acompanhámo-la quando voltou a mudar, para perto de onde estava inicialmente.


Foi a ela que recorremos, logo após o desconfinamento, e no final de 2020.


 


E agora, no início deste ano, assim, de repente, ficámos sem cabeleireira.


A notícia chegou através de mensagem aos clientes, no Whatsapp, a informar que ia encerrar a sua actividade em Mafra, e a agradecer a todos.


Como assim? 


Então, e agora? Quem nos vai arranjar o cabelo?


 


Sim, pode parecer absurdo, porque o que não faltam por aqui são salões de cabeleireiro. Aqui no prédio onte trabalho há um. Na mesma travessa deste prédio, outro. E mais uns quantos espalhados pela vila.


Mas é difícil, de um momento para o outro, irmos a um salão com pessoas que não conhecemos, que não fazemos ideia como trabalham, com quem não temos "à vontade" e confiança. Que não nos conhecem, que não sabem os nossos gostos, que não fazem ideia de que cor costumo pintar o cabelo (e eu muito menos) porque era a nossa cabeleireira que tinha isso tudo anotado na nossa ficha.


 


Agora?


Agora, resta-nos desejar-lhe toda a sorte na nova etapa da sua vida, aceitar a mudança, e decidir onde iremos da próxima vez. 


 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Quando transformamos a vida numa eterna competição

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A vida pode ser feita de competições, mas nem tudo na vida tem que ser uma competição.


Nem sempre tem que haver o melhor ou pior.


Nem sempre uns têm que perder, para outros ganharem.


Nem sempre têm que estar uns em baixo, para outros estarem em cima.


Nem sempre, porque uns são maus, os outros têm que ser bons.


 


Será que não conseguimos ver que, apesar de diferentes, podemos estar ao mesmo nível, ainda que de formas distintas?


Que, por vezes, comparações e competições são apenas inúteis, e sem sentido?


 


 


 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Há dias "ranhosos"!

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Como se não bastasse este tempo "ranhoso" de chuva, nevoeiro e humidade...


E uma pessoa andar meio constipada, de lenço atrás...


Ainda tinha que vir uma praga de lesmas e caracóis!


 


 

As mil e uma tentativas de ligar para a Meo!

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Chego à conclusão de que aquilo que é pensado para tornar a nossa vida mais simples é, também, aquilo que, em determinados momentos, a torna muito mais complicada. 


Até mesmo em algo tão simples, como fazer uma chamada telefónica!


 


Queria esclarecer uma situação com a Meo.


 


Primeira tentativa:


Ligo para o apoio a cliente.


Surge o atendimento automático que me anuncia que, agora, não é preciso recorrer ao teclado, bastando "falar" o que pretendemos.


Oops... falar não dá muito jeito naquele momento.


Desligo, e espero por melhor ocasião.


 


Segunda tentativa:


Digo "tarifários", prossigo com "actual", e o sistema assume que eu quero saber informações sobre o meu tarifário, pelo que me manda uma mensagem escrita, debita o tarifário oralmente, e fico na mesma, porque não era nada daquilo que eu queria.


 


Terceira tentativa:


Boa! Desta vez é à moda antiga, com teclado. Lá primo os números indicados consoante o assunto, até que me pede o contribuinte ou pin original.


Digitei o contribuinte. Não estava associado ao número de telemóvel em questão.


Mau... Não fazia ideia de qual era o pin, e fui procurar no site quando oiço a mensagem "a sua chamada vai ser terminada".


Ora bolas. Nem me deu tempo...


 


Quarta tentativa:


Voltámos à fala.


De alguma forma, consigo que me passem a um assistente. Tempo de espera de 1 minuto.


Atendem-me. Explico o assunto e dizem que vão passar para o respectivo departamento. 


Mais de 15 minutos à espera, e tive que desligar a chamada, porque tinha outras coisas para fazer.


 


Quinta tentativa:


A única coisa que muda é que, em vez de me saudarem com um "bom dia", é com um "boa tarde".


Farta de tanta mariquice, digo logo "falar com assistente". E eles assim fazem.


É desta, penso eu! Só que não...


Mais uma vez, quase vinte minutos em espera, apesar de me terem informado que seriam 5, e não pude continuar em linha.


 


Sexta tentativa:


Mais do mesmo.


 


Já estava mesmo para esquecer o assunto. Desistir de ligar.


Até porque já tinha remediado a situação. Mas...


 


Sétima tentativa:


Atendimento automático por teclado.


Inserir os dados.


Ainda me lembrava do pin.


Chamada transferida para assistente.


E, voilá! Atendem-me à primeira!


Explico a situação.


Como me calhou uma assistente simpática, profissional e com vontade de não perder uma cliente, resolveu o assunto da melhor forma possível.


 


E aqui está uma boa razão para nunca desistir!


Mesmo quando do outro lado nos levam ao limite da paciência 


 


 


 


 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Por vezes, é preciso pôr em prática a arte de saber ignorar

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Ignorar aqueles que gostam de provocar, para ver como reagimos 


Ignorar aqueles que gostam de "incendiar" e revolucionar só porque sim


Ignorar conversas sem sentido, que não levam a lado nenhum 


Ignorar aqueles que têm uma necessidade constante de querer atenção para si


Ignorar comparações sem fundamento


Ignorar falsos moralistas, donos da razão, egocentristas


 


Há tantas pessoas, situações, coisas que fazemos tão melhor em ignorar, no nosso dia a dia, que a lista não teria fim.


Nem sempre conseguimos fazê-lo. Há dias, em que a paciência falha. Ou no-la esgotam.


Mas, sempre que possível, é uma arte a aprimorar, e pôr em prática na nossa vida!


 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

A Noite Em Que o Verão Acabou, de João Tordo

Bertrand.pt - A Noite em que o Verão Acabou


 


Tinha este livro na minha lista de livros a comprar há imenso tempo.


Foi ficando para trás. Veio no Natal.


Foi a minha estreia com o autor. Esperavam-me mais de 600 páginas, e digamos que o início não estava muito promissor. Imaginei que demoraria várias semanas a lê-lo. Não foi o caso.


Terminei-o esta manhã.


 


Com três personagens principais, Laura, Pedro e Levi, este livro mostra aquela que está um pouco à frente, que tenta tirar o proveito da vida, e do momento, sem se envolver demasiado; aquela que parece ter ficado, para sempre, estagnada num verão da adolescência e vive de memórias, sonhos e desejos não concretizados; e aquela que, alheia às outras duas, parece ser uma criança difícil e problemática, com uma imaginação demasiado sombria e, mais tarde, uma jovem assassina.


 


Uma típica família portuguesa, unida, honesta, numerosa, humilde.


E uma família americana, descontraída, moderna, gente rica e poderosa, a fachada de família perfeita, a caminho de se desfazer de vez.


Um amor da adolescência, que nunca chegou a ser vivido, mas que permaneceu presente na mente de Pedro, condicionando a sua vida e o seu percurso, enquanto Laura seguiu a sua vida.


A vontade de se tornar escritor, ir atrás do seu autor de eleição e, pelo caminho, quem sabe, cruzar-se com Laura. E a constatação de que, provavelmente, fracassaria em todas essas metas, porque as tentava alcançar pelos motivos, e da forma, errados.


 


De repente, na relativa normalidade da sua vida de estudante, Pedro recebe um telefonema de Laura, pedindo ajuda. O pai de Laura tinha sido assassinado. A irmã mais nova, Levi, estava a ser acusada de ter matado o pai de ambas.


A partir daqui, nenhum deles terá, durante muitos e longos anos, sossego ou paz, por conta de um crime que não conseguem desvendar, e um passado que não sabem como investigar, quando falta a maioria das peças.


Existem muitos interesses em jogo. Dinheiro também. E a necessidade urgente de se culpar alguém faz de Levi a única suspeita credível, até porque foi encontrada com a arma do crime na mão, e assinou a confissão, acabando mesmo por ser condenada e passar, os anos seguintes, a cumprir a pena.


Nem mesmo a morte do sócio do pai, no mesmo dia, foi suficiente para relacionar os casos, ou aprofundar a investigação.


 


A história poderia ter ficado por aí. Provavelmente, teria ficado.


10 anos se passaram.


Novamente afastados. Novas vidas a serem vividas.


Até que alguém decide fazer um documentário sobre a inocência de Levi, e "leva" todos ao local do crime, de novo.


Só que, desta vez, alguém quer que a história toda se saiba, e tanto Laura como Pedro, com a ajuda do jornalista Nolasco, e de uns quantos testemunhos que conseguem obter, chegam à verdade que é muito mais obscura, e complexa, do que poderíamos imaginar.


 


Poderão agora, cada um deles, libertar-se do passado?


Recomeçar, sem esse peso nos ombros, e na mente?


Valerá a pena tornar a verdade pública?


E quem o poderá fazer?

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!