sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Confinamento não é sinónimo de ficar em casa por obrigação

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No outro dia, dizia-me o meu marido "Deves ser das poucas pessoas que cumpre à risca o confinamento, não sais de casa!".


Dito assim parece que vivo enclausurada! Não é o caso.


Todos os dias vou para o trabalho, faço 4 caminhadas diárias no percurso casa-trabalho-casa.


Quando não vou às compras à sexta-feira ao almoço, vou ao sábado.


Por isso saio, caminho, faço o que tenho a fazer.


 


Já chegou a acontecer estar em casa, e ter que sair para apanhar ar.


Da mesma forma, se estou bem em casa, porquê sair?


 


Não é uma questão de cumprir o confinamento, ou de ter receio de apanhar o vírus.


É mesmo porque me sinto bem e não me faz falta andar por aí na rua só para não estar em casa.


 


Sim, é verdade que, desde que a pandemia surgiu, nunca mais almocei fora, por exemplo. Ou estivemos numa esplanada. Mas eu também não sou mulher disso. À excepção de uma ou outra ocasião especial, é sempre o meu marido que me convence e convida a almoçar fora.


Não sou mulher de andar por aí a tomar o pequeno almoço ou lanche. Normalmente, faço-o em casa. Ou levo de casa.


Não sou mulher de querer sair todos os fins de semana e andar a passear, até porque há muito para fazer em casa, e em tempo de aulas mais ainda.


E se já ando na rua, e farto-me de andar durante a semana, que sentido faz, quando posso estar descansada em casa, andar a cansar-me na rua.


Para fazer os mesmos passeios de sempre? Onde já andámos mil vezes?


 


Portanto, não me estou a privar de nada, nem a obrigar a nada. 


Estou a agir conforma já agia.


Não fico em casa por obrigação. Porque é confinamento.


Fico em casa se, quando, e porque me apetece.


 


 

7 comentários:

  1. Eu só tenho saudades de ir ver o mar, e de abraçar o meu filho.
    O resto eu consigo contornar, também não me sinto presa. Saio todos os dias para trabalhar e caminhar.

    Bom fim de semana.

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  2. O mar...
    Em 2020 nem na praia pus os pés
    Mas sei que esses tempos hão-de voltar.
    Quanto a família, tenho a sorte de ter os meus pais perto. Os meus sobrinhos é que já não vejo há muito tempo, mas não por causa da pandemia.

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  3. Eu também... Porque quero e pelo respeito pelos outros!
    Beijinhos

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  4. O problema da maioria das pessoas é que não cumprem nada. É uma vergonha veres a quantidade de pessoas na rua com desculpas esfarrapadas.

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  5. O fruto proibido é o mais apetecido e basta algo ser proibido, para toda a gente querer. Se calhar, na anterior vida, ficariam em casa, mas como agora convém evitar saídas, descobrem imensas razões para o fazer.

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  6. Se não fosse a preocupação de ter um negócio fechado, não me faria diferença, sou feliz em casa. O marido é que vai às compras, e eu só saio para tratar de coisas dos meus pais, o que é raro.
    Para mim, "home sweet home".
    Beijinho

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