quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

O Adoldo

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Faço aquele caminho diariamente.


Várias vezes por dia.


E já se torna tão habitual que, muitas vezes, já nem paro para observar.


Quando a colónia lá andava, não havia dia em que não espreitasse, para ver se via os bichanos.


Depois, a colónia desfez-se.


Há pouco tempo, apareceu por lá um solitário, tigrado, cinzento. Fez-me voltar ao hábito. Mas deixei de o ver. E o hábito perdeu-se.


Ainda mais nestes dias de chuva, em que uma pessoa quer é chegar depressa ao destino.


 


Hoje, um desses dias de chuva, de chapéu aberto e a caminho do trabalho, estive mesmo para seguir em frente.


Não sou muito de acreditar em sextos sentidos, chamamentos e afins, mas algo me fez mudar de ideias, e ir até lá, só naquela...


Para meu espanto, na caixa onde cheguei a ver o tal gato tigrado, estava um cão.


Lindo, aparentemente meigo. Não ladrou, não se assustou, nem se mexeu. Ficou a ver-me falar com ele, e tirar as fotografias. 


Não fazia ideia se estava perdido, abandonado, se era de alguém da zona. Mas nunca o tinha visto antes.


 


Publiquei a foto no facebook, e partilhei num grupo de animais desaparecidos aqui de Mafra. Just in case...


Acho que, quando publicamos algo do género, pensamos sempre que não dará em nada.


Várias pessoas partilharam a publicação.


E chegou até ao dono.


Ao que parece, o cão tinha fugido no fim de semana, voltado para casa mais tarde, e entretanto voltou a fugir.


Não é daqui perto. A casa dele ainda fica a uns 3 km.


Por volta das 10h, já não estava naquele sítio.


Mas deve ter ficado por perto porque, pouco depois, quando o dono foi até lá procurá-lo, ele apareceu.


 


Foi assim que o Adolfo - é esse o nome do fugitivo - voltou para a sua casa, em segurança.


E o meu dia se tornou mais leve, por ter dado um pequeno contributo para este desfecho.


 


 

6 comentários:

  1. O coração chamou-te para passares por lá.
    Ouviste-o e encontraste um cão tão fofo.
    E tiveste um lindo gesto.
    Felizmente, está em casa.
    Parabéns

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  2. Sim
    Mas os donos terão que ver como ele consegue escapar porque, no espaço de uma semana, já foi a segunda vez. Da primeira, voltou para casa. Desta vez, estava mais afastado.

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  3. Não são muitos os cães que me chamam a atenção, mas quando o vi, pensei "não me importava de ter um cão como este"
    Se não fosse o estar em cima da hora para o trabalho, e o gradeamento que nos separava, talvez tivesse ido até junto dele, e dado uns miminhos.
    O dono confirmou depois que tem receio que alguém fique com o cão se o apanhar na rua, porque é muito dócil.

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  4. Eu não me aproximaria dele porque tenho algum receio de cães.
    Fui mordida em criança, só com os donos perto deles eu aproximo-me.
    Muito fofo que ele é.
    Bom fim-de-semana.

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  5. Também fui mordida em criança, e daí o meu receio com cães, ao contrário dos gatos.
    Se vir um cão, afasto-me. Se for um gato, aproximo-me.
    Mas, depois, há cães que me "puxam".

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